O doutor Pimpão resolveu nomear dois amigos para a administração da PMUGest: o doutor João Cordeiro, que se nos apresenta como “gerente atual do balcão Novobanco em Pombal”; e a doutora Ana Gonçalves, nossa muito bem conhecida.
Quando perguntado à doutora Marto – vice-presidente da “Junta”- quanto vão ganhar os dois administradores da PMUGest, entretanto contratados, respondeu ela que “não sei..., mas vai ser o de tabela”. Mentiu. Não há uma tabela; há um limite máximo. E quando os políticos atiram para a dita “tabela” estão a desculpar-se do indesculpável - pagar pelo máximo o que devia ser pelo razoável. A meia verdade é mais cínica que a mentira plena, mas até os aprendizes da política recorrem a elas.
Na PMUGest o razoável seria Zero (zero encargos para o município). Foi assim no passado, mas o doutor Pimpão quer que agora seja diferente. Apesar da PMUGest ser deficitária e não gerar (nem gerará) receitas próprias significativas. É um simples artifício para contornar as regras da contratação pública que não deveria sequer existir, porque todas as suas actividades fazem parte das atribuições da câmara, e podem ser realizadas pela câmara com a mesma ou melhor eficiência.
Os dois administradores remunerados vão custar ao erário público cerca de 140.000 € anuais, 560.000 € no mandato, mais as despesas de representação da administradora não-remunerada. A PMUGest não gera receitas próprias desta dimensão. Por tudo isto, estas nomeações são irresponsáveis e profundamente danosas para o erário público.
Todos sabemos que o doutor Pimpão não sabe administrar, nem sabe sequer que é preciso fazer contas. E que também não tem quem o ajude. Por este andar, pautado pelo improviso, pelo amiguismo e pela boa-vai-ela, deixará a câmara ingovernável e o concelho mais debilitado.
Era difícil escolher um tipo tão impreparado; nem mesmo procurado com uma lanterna de Diógenes se chegaria a isto, ao que é realmente imperdoável.
Adenda:
Fazendo fé nas informações oficiosas entretanto recolhidas, errei ao afirmar que a PMUGest terá dois administradores executivos (remunerados). Consequentemente o custo inerente ao conselho de administração será de cerca de 70.000 € por ano e 280.000 € no mandato e não de 140.000 € por ano e de 560.000 € no mandato.
Até este momento, a câmara escondeu deliberadamente esta informação, provocando falsas percepções.
Voltarei a este tema, porque há muita coisa a esclarecer…