25 de março de 2022

A Excursão ao Porto


 

Menos de oito dias decorridos do passeio à BTL, o Pedro pediu aos amanuenses que contactassem os eleitos da Assembleia Municipal para encher (de novo) o autocarro da Câmara. Desta vez, a ideia era uma ida à bola. Só que, desta vez, a coisa não (lhe) correu de feição: foram muitas as negas que levou, nomeadamente por parte da oposição, e não só. Além disso, como 'gato escaldado de água fria tem medo', o gabinete da propaganda foi comedido nas fotos, excepção feita a um ou outro entusiasta das selfies. Não há, para já, nenhum retrato oficial da comitiva, embora não tenham faltado deputados municipais, presidentes de junta, e até dirigentes de clubes.

Portugal ganhou à Turquia por 3-1.

Adenda: Mal este post chegou à rede, o gabinete da propaganda fez sair a fotografia do grupo. Um momento ternurento, em que presidente e vereadores se fizeram acompanhar dos filhotes ou dos conjuges. Porque afinal, isto é tudo uma grande família.

23 de março de 2022

Sobre a reunião da “Junta”

A “Junta” reuniu quinta-feira passada. Da agenda ressalta, para além da aprovação de mais um chorrilho de subsídios e “esmolas”, agora retirados da reunião transmitida para serem encobertos na não transmitida, a aprovação da extensão do prazo de construção do CIMU-SICÓ (agora EXPLORE-SICÓ) e o lançamento, por atacado, de uma dezena de concursos para admissão de pessoal. 


O doutor Pimpão limitou a sua participação na reunião ao Período-Antes-da-Ordem-do-Dia (PAOD), que aproveitou para adular os serviços que dirige e a comunidade pelo apoio aos refugiados da Ucrânia; mas, quando perguntado sobre o tipo de acolhimento prestado, mostrou desconhecimento da realidade e passou a questão para a doutora Catarina que pouco mais sabia. Depois, quando confrontado com as indignas condições de acolhimento (amontoados numa cave fria) engasgou-se. E de seguida, informou os presentes que, por motivos de agenda (naquela casa até a gestão da agenda é um problema!), tinha que se ausentar (foi, com certeza, rotear ou alimentar o facebook) e delegar a condução da reunião na descontextualizada doutora Marto, que, coitada, lá cumpriu as formalidades penosa e arrastadamente.

O CIMU-SICÓ foi lançado há QUINZE ANOS(!) e a sua construção iniciada há OITO ANOS (!), com um interregno pelo meio. Entretanto, a construtora - Soteol, SA - pediu e a câmara concedeu a extensão do prazo por mais 150 dias, por agora. É sabido e ressabido que ninguém acredita que a obra seja concluída pelo preço e prazo acordados. Mas os nossos (in)decisores políticos continuam a deixar-se enganar e a tentar enganar-nos. Já assumem que o mamarracho é um erro arquitectónico e um sorvedouro de dinheiros públicos ao longo do tempo, mas são incapazes de tomar a decisão que se impõe: DEMOLIR. 

A doutora Catarina – agora alcandorada a  gestora de Recursos Humanos – levou à reunião uma dezena de concursos, por atacado (em conjunto), para admissão de seis dezenas de funcionários, do lote de 216 previstos, que acrescentam 1.000.000 € ao Orçamento de Pessoal de 2022 e seguintes, sem fundamentar, em concreto, cada concurso e cada admissão, chegando ao ridículo de afirmar, “sabem como é, estas coisas são discutidas com as chefias e entre nós”. 

Apesar do irrelevante impacto financeiro, levam - bem - à reunião do executivo cada subsídio pontual. Mas, no que concerne  às admissões de pessoal, que comprometem despesa de milhões durante uma vida, levam tudo por atacado, logo sem fundamentação clara. 

PS: De entre muitos, a câmara concedeu um subsídio de 1000 € a uma tal Sicó-trilhos, para um trail em Abiul. A doutora Gina interveio, e justificou a prenda muito bem – é especialista na matéria. E o doutor Luís elogiou-a. 

19 de março de 2022

Perdoai-lhes, Pai

 



Estava tudo  programado para ser um Dia do Pai notável e extraordinário. Doutora Marto -  essa mártir do executivo que aqui ficou sozinha, enquanto todo o resto do executivo foi passear para a BTL - convocou uma importante reunião para esta manhã, em nome de um dos seus pelouros, o da Promoção da Saúde. O encontro era importante, com os fundadores e coordenadores das USF do concelho de Pombal, "com o intuito de partilhar a experiência das USF, bem como os seus benefícios e desafios, com os/as Presidentes de Junta de Freguesia / União de Freguesias, Vereadores do Município de Pombal e coordenadores das atuais UCSP". Coisas da saúde, portanto, que entretanto vão cair no colo do Município, a quem caberá agilizar a reorganização dos cuidados de saúde primários, em cooperação com o ACES. 

Mas isto aqui na terra é como diz a canção do JMB: "quero ser feliz, porra! quero ser feliz agora!", de maneira que o futuro pode esperar, e a reunião (que deveria ter acontecido em Vila Cã, essa terra-fetiche dos políticos, ultimamente) foi desconvocada em cima da hora, sem aviso nem justificação. O problema é que a malta voltou tarde do passeio, e ainda não se orientou. Doutor Pimpão tem a Felicidade para preparar (coadjuvado pela doutora Catarina); doutora Gina tem o turismo, o arquiteto Navega tem todas as obras, e doutora Marto tem o resto da Câmara às costas. Tenham lá paciência...

Felizes e mal pagos



Desde muito cedo que aprendi a conviver com a agricultura e com as hortas. Para lá do seu emprego, os meus pais sempre cultivaram largas extensões de terreno em pontos diversos da freguesia. Todavia até cuidar de catos e suculentas parece ser uma tarefa para a qual não terei sido talhado. Afinal, os conhecimentos não se partilham por osmose e, para saber do mester, é preciso trabalhá-lo e estudá-lo.

Verdades como esta são consideradas lapalissadas na maior parte do mundo civilizado. Porém, cá no nosso cantinho interior, à beira-mar encurralado, nada disso parece importar. 
Décadas de estudos em ciências da educação parecem ser meros apontamentos de rodapé nos currículos de especialistas, pois ser filho de docente parece ser condição suficiente para se perorar sobre tal matéria. E se ainda juntarmos umas digressões pelas escolas no âmbito do Parlamento dos Jovens bem como umas generalidades na Comissão Parlamentar de Educação, temos um cocktail que garante um conhecimento alargado sobre a matéria (com custos que descobriremos a curto prazo). 

Em Pombal, parece viver-se uma ficção. Publicam-se documentos encomendados a consultores, que apresentam pouca ligação à realidade local e, ultimamente, enveredou-se pelo caminho do "se pensar nisso com muita força, vai acontecer". No filme "Bruce, o Todo-Poderoso", a personagem principal consegue mudar o seu mundo apenas com a força de  vontade. Mas, até no mundo encantado do cinema se percebe que não é bem assim. Menos no tal concelho que resiste estoicamente à cultura do conhecimento, qual aldeia gaulesa do Astérix. Por lá, basta "querer muito", sobretudo se começarmos a "querer muito" desde o pré-escolar e a falar para as câmaras sobre o que é a felicidade (aguarda-se com expectativa o que dirá a Comissão Nacional de Proteção de Dados). 
Depois, levam-se esses testemunhos a conferências sobre "Happy schools", debitam-se banalidades durante 20 minutos perante nos novos gurus (resta saber quem os elevou a tal) e, no final, tudo se resume à defesa de uma Estratégia Nacional para a Felicidade e Bem-estar (onde estava tal autarca entre 2011 e 2015, quando o índice de pobreza em Portugal aumentou? Estaria a seguir uma expressão dos guias turísticos de Punta Cana? "Nosotros somos como los portugueses: j#didos pero felices") e que "os autarcas devem  ser facilitadores e não obstáculo". 

Basicamente, nesta lógica, os autarcas são meros relações públicas ou, se quisermos, uma espécie de Rainha de Inglaterra a quem basta ler um discurso, sobretudo se tiver sido soprado ao ouvido por esses grandes especialistas da Universidade Atlântica (com qualidade internacional reconhecida pelo Convento) ou por escribas de livros de auto-ajuda para quem o querer é suficiente para se ser feliz. Que o digam aquelas mães que se levantam todos os dias às 5 da manhã para ir fazer limpezas e que chegam a casa pelas 8 da noite... Ou as pessoas que vivem encurraladas entre um morro e um linha de caminho de ferro... Ou as pessoas que vivem sozinhas por essas aldeias deste interior/litoral... ou as mulheres que sofrem num mundo completamente dominado por homens... ou as pessoas que fogem de uma guerra que não poupa ninguém... estou ansioso por escutar,  amanhã, os testemunhos destas pessoas, na convenção da felicidade.

Luís Gonçalves 
professor

18 de março de 2022

O investimento que teima em chegar

Um concelho do Distrito de Coimbra, aqui perto, com cerca de 30 mil habitantes e com cerca de 400 kms2 (Pombal tem cerca de 640 quilómetros quadrados), que também se estende do “interior” ao mar, conseguiu no último ano e meio atrair mais de quarenta novas empresas, garantindo cerca de 350 milhões de euros de investimento privado e cerca de 3 mil novos postos de trabalho, concentradas nas sua 4 zonas industriais.

Há três dias, o executivo divulgou através da imprensa local (mais) uma das suas grandes prioridades: ampliar e beneficiar oito zonas industriais, com base no reforço do orçamento de cerca de 7 milhões para 2022.

Não vai. Ou pelo menos não da dimensão desejada.

Para 2022, com base na alteração do Plano Plurianual de Investimentos (PPI) aprovado na última Assembleia Municipal, desses 7 milhões de reforço, a dotação apenas passou de 60 mil euros para 265 mil euros, com especial ênfase de 150 mil euros para a beneficiação da Zona Industrial da Formiga.

Para 2023 estão previstos 240 mil euros, sendo 100 mil ainda para a Zona Industrial da Formiga.

Os valores superiores aparecem em 2025 (ano de eleições) e 2026.

A aquisição de terrenos e infraestruturação para ampliação de Zonas industriais junto de nós de comunicação, como é o caso da A1/IC2/IC8, A17/N109/IC8 e quiçá a nova variante da A1 das Meirinhas, têm-se revelado uma excelente fonte de receita para os municípios, que se posicionam com uma perspetiva de crescimento e atração de população.

São, por norma, negócios rentáveis que mesmo sem financiamento permitem ter lucro para o município que até permitem o exemplo da Tocha, em que 40% da venda dos lotes reverte inteiramente para a Junta de Freguesia.

A opção para outras rúbricas no PPI e Plano de Atividades são opções deste executivo. 

Faltam indicadores públicos que quantifique a performance de atração de investimento e número de postos de trabalho previstos para Pombal. 

     Foto: Região de Leiria


17 de março de 2022

A excursão a Lisboa

 



Nunca, mas nunca por nunca mais venham a este blogue dizer que Pombal não liga ao turismo, ou que não fazemos nada por ele. Quando toca a fazer turismo, somos muito fortes! Ontem, por exemplo, o executivo foi em barda para a BTL. Presidente, vereadores (da maioria e da 'oposição'), assessores e afins, encheram um autocarro de amor e rumaram à capital do império. Não sabemos muito bem o que foram lá fazer, pois que Pombal  não está sequer representando com qualquer stand do município. Só com uma empresa privada. Das duas uma: ou foram passear, ou marcar passeios. A uns e outros, desejamos uma boa estadia nas terras vizinhas.

O Farpas lamenta profundamente não ter podido corresponder ao convite que (certamente por lapso) terá ficado esquecido entre a horda de assessores, mas não quis deixar de dar nota de tão importante visita de estudo, mui dignamente acompanhada pela nossa dinâmica imprensa local. 

16 de março de 2022

Nós e as obras tortas

 

É uma espécie de malapata que se nos colou, como naquela rábula do diabo que vai embora mas deixa cá o secretário: o vereador das obras-tortas já se foi, mas as obras tortas continuam. A requalificação do viaduto engº Guilherme Santos é a primeira grande obra do mandato do Pedro (embora já tenha sido lançada pelo anterior executivo) mas está a revelar-se um desastre em matéria de planeamento. Ao princípio, até lhe demos o benefício da dúvida. Parecia que este executivo tinha importado os princípios urbanos, ao fazer a obra durante a noite, e a coisa arrancou a todo o gás. Durou pouco. De repente, a obra parou. Nem pavimento velho nem novo, e sucederam-se nas redes sociais [alerta Odete, toma nota no teu caderninho preto para a próxima reunião de câmara!] denúncias de pneus furados nos ferros que ficaram ali, levantados, entre rotundas. Solícita, a Câmara mandou remendar aqui e ali esses buracos. Mas...e a obra, Pimpão? Perdão, E a obra, Navega? Tu não nos falhes, que do convento do Cardal nos chegam notícias de que ainda és tu que tens salvo essa honra, neste novo elenco...será que a máquina da propaganda anda a espalhar fake news?

13 de março de 2022

A Felicidade do Pedro

O imaginoso Pedro não pára de rotear. Agora pelas empresas (indústrias) a - diz ele - promover “Desenvolvimento Económico”.

O Pedro não se move por propósitos úteis. Move-se unicamente pela obsessão de aparecer. É uma criatura destituída de foco e de sentido de priorização da acção. É um moinho em giro e sem grão, moendo-se a si mesmo, no vazio.

Que o Pedro se entretenha e entretenha escuteiros, párocos e afins; aceita-se – vivem para o mesmo. Despropositado é estorvar quem trabalha e produz riqueza. 

Do site do município

11 de março de 2022

A Felicidade do Pedro

O Pedro é um rapaz imaginoso. Sabe divertir-se. E diverte.

É um deleite para os garotos. E também para os crescidos. 

Ei-lo a recrear-se no jardim-escola.

Do site do município

8 de março de 2022

A Felicidade encomendada


 

O Pedro vai acolher na sua cidade - que por acaso também é nossa - a I Convenção do Dia Internacional da Felicidade, um tema que o deixa como peixe na água. A Câmara a que preside, em nosso nome, vai sustentar esta horda de gente feliz, liderada pela I Have the Power, uma marca dominada em Portugal por um guru da felicidade (Adelino Cunha), verdadeira máquina de fazer acontecer sonhos, a avaliar pelo marketing associado. 

Até aqui, nada contra. A oposição há-de encarregar-se de perguntar alguma coisa sobre isto numa reunião pública, qualquer coisa que tenha visto "nas redes sociais", leia-se Farpas. Ora se o Teatro Cine está tanto tempo às moscas, é deixar esta gente espalhar emojis amarelinhos e corações e sorrisos e amor entre si. 

Onde é que o sorriso fica amarelo desmaiado? É naquela parte em que as escolas da cidade receberam indicações para gravar vídeos com as criancinhas, a propósito da Felicidade, para serem usados numa palestra que teria como orador o dr. Pedro Pimpão. De permeio, alterou-se o programa. O Pedro já não vai ser orador...pelo menos não consta no elenco, a não ser que apareça como convidado-surpresa. Mas continua a apelar ao povo que se inscreva na convenção. E a Câmara continua a pagar um anúncio para que isto seja um sucesso e nos apareça como publicidade patrocinada no facebook. 

Mas o que foi que nós fizemos para merecermos isto?


4 de março de 2022

Lucidez em tempos de cólera

O editorial do jornal O Público de hoje é assinado pela jovem pombalense Catarina Mota. Numa altura em que o mundo parece ter perdido toda a racionalidade, Catarina lembra-nos que o futuro do planeta depende da lucidez das nossas pequenas decisões quotidianas. 

A luta da Catarina é pelo direito à vida. Uma luta maior que abraçou com mais cinco jovens - André, Sofia, Cláudia, Martim e Mariana - ao entregar no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos um processo contra 33 estados (incluindo Portugal), por causa das alterações climáticas. O que pretendem dos estados é simples: cumpram o prometido e ponham em prática as medidas necessárias para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa por forma a que se atinjam os objectivos do Acordo de Paris

Catarina mostra-nos que é possível ser-se altruísta num mundo competitivo. A sua causa é pela defesa do que nos é comum. A ameaça de uma catástrofe ecológica só pode ser evitada se todos nós perdemos um minuto do nosso tempo para ouvir o que nos tem a dizer.

28 de fevereiro de 2022

O Pedro e a Educação

O Pedro - e o seu vereador oficioso da Educação – saiu para “trabalhar “ na Educação.

Ei-lo em acção. Haja Educação.

Foto do site do município


27 de fevereiro de 2022

PSD não digere bem o Director Municipal

Reparem bem como decorreu a aprovação do júri do concurso para o Director Municipal. O líder da bancada do PSD – JG Fernandes – saiu da sala durante a discussão e votação do ponto. Sinalizou, assim, o desconforto do partido em relação ao aberrante acto político-administrativo.

Mas o partido resolver engolir a medida, preocupado como está com a inépcia administrativa do presidente e do executivo.


24 de fevereiro de 2022

Sessão da meia noite com velhos actores


A noite de ontem foi aquela em que o auditório municipal matou saudades do tempo em ali havia sessões de cinema. Só que, surpreendentemente, os actores não estavam na tela. A Assembleia Municipal não é um teatro (nem uma feira de vaidades, mesmo que nem todos o percebam), mas ontem terminou num clima tenso, e escreveu-se uma página vergonhosa  para a história da política local. A reunião durou quase 10 horas. O grupo municipal do PS ameaçou abandonar não apenas a sessão (começa a ser um clássico), mas a própria Assembleia Municipal, como forma de repúdio ao ataque de carácter feito a pelo menos dois membros da bancada, por parte de um velho conhecido: José Gomes Fernandes, o líder da bancada do PSD.

JGF, que tanto gosta de se fazer valer das suas origens humildes, tinha obrigação de saber que "tantas vezes o cântaro vai à fonte que algum dia lá deixa a asa". Anda há 30 anos na Assembleia a fazer ataques a torto e a direito, sem calcular que um algum dia isto havia de acontecer. Sem dar conta de que[o seu] tempo passou; a pele de enfant terrible do PSD já não lhe assenta bem e falta-lhe exército. Ficou claro ontem, se dúvidas houvesse. O desconforto na bancada 

do PSD foi tal, que dali mesmo emergiu a figura improvável desta AM: Ilídio Manuel da Mota, ex-presidente da Junta de Vermoil, um homem discreto, que "obrigou" o actual líder da bancada e ex-presidente do partido, JGF, a pedir desculpa aos membros da bancada do PS, mesmo que a contragosto, sob pena de ele próprio abandonar também a sala...

Quem estivesse a assistir a toda aquela cena burlesca estranharia, por certo, a postura do presidente da Assembleia, que deixou correr a fita até ao fim. A dada altura comparou-se ao árbitro num jogo de futebol. Se houvesse público, ouvir-se-iam apupos naquela hora. Um "fora o árbitro" nunca fez mal a ninguém...

Depois disto, fica claro que o PSD tem (mais) um problema em mãos. Porque um homem rijo quando verga, normalmente parte. 

23 de fevereiro de 2022

Coisas de “Junta”

Há muito que as associações de todo o tipo e de tipo nenhum se abastecem com os subsídios da câmara.

Nos primórdios do regime democrático, as juntas também recorriam a este expediente (boa-vontade do presidente da câmara) para financiar uma ou outra feitoria mais dispendiosa. 

Depois, apareceram por cá os chamados contratos de associação câmara-juntas, que supostamente asseguravam o reforço dos orçamentos das juntas nas áreas onde a câmara é co-responsável.

Mas os presidentes de junta mais manhosos foram sempre mamando das duas tetas, e alguns à descarada. 

Reparem bem como o da Pelariga lida com a câmara. E como a câmara lhe apara todo o tipo de jogadas.  

Chamem a polícia.



22 de fevereiro de 2022

Uma dor na alma, e no orçamento

Sabendo que a contratação do Director Municipal iria ser criticada, o doutor Pimpão enfrascou um chorrilho frases-feitas e foi debitá-las para a reunião do executivo, com a eloquência habitual e o obcecante desejo de mostrar a si mesmo que é capaz de convencer mesmo não estando convencido. Ignora, coitado, que ninguém convence com disparates; e que os disparates não são toleráveis naquele lugar.

Disse ele, sem corar de vergonha, e sem qualquer sinal de desconforto dos presentes, que a reestruturação orgânica que cria uma Direcção Municipal - para o anunciado director – “tem impacto financeiro neutro”, porque apesar de criar uma unidade orgânica - a dita Direcção Municipal – elimina outra(s).

Ficámos a saber que o doutor Pimpão acha que cortando caixas no organograma corta custos com pessoal (nomeadamente na administração pública). Qualquer gerente do mais simples quiosque sabe o que faz variar os custos de pessoal. Mas, pelo visto, o doutor Pimpão e os membros da sua equipa não sabem.



A igualdade fica-nos tão bem


Assenta muito bem nesta Nova Ambição o Plano Municipal para a Igualdade e Não Descriminação - que o Município encomendou a uma consultora e cuja proposta levou à reunião de Câmara, antes de a ractificar na Assembleia Municipal, que acontece esta quarta-feira. Ficou claro o que uns e outros pensam a respeito do tema, aqui sintetizado neste excerto da discussão: para os vereadores do PS o problema resume-se a eles próprios e à desconsideração a que estão sujeitos suas excelências, não raras vezes. Para os outros...não sabemos.
Desgraçadamente, somos aquela terra onde o poder local encomenda planos - ou porque não sabe fazê-los ou não está para isso - e depois nem sequer se dá ao trabalho de os ler. 

21 de fevereiro de 2022

Mansuetude e não só

Dizem os entendidos nas coisas da natureza humana que a mansuetude é uma força tremenda. A doutora Catarina é a mais suave das criaturas - uma verdadeira natureza mansa. Tão mansa que, apesar da sua vasta experiência política (comparativamente com a inexperiência das suas colegas) aceitou, a contragosto e em silêncio, o modesto quinto lugar na lista do partido nas últimas eleições autárquicas.

Porém, passados três meses já se apresenta publicamente como a mais afirmativa figura daquele desgarrado grupo. Como é a grande confidente do Pedro - depois do Né - já saltou da quinta para a segunda posição.

Na última reunião, a doutora Catarina, por tanto querer exibir conhecimentos e informações privilegiadas, espalhou-se algumas vezes. Nomeadamente quando revelou que já tinha escolhido o chefe da Protecção Civil antes mesmo da aprovação do cargo; o que causou perplexidade na vice-presidente (?) Marto e nos restantes membros do executivo.

PS: o chefe da Protecção Civil será o amigo do Louriçal. Voltámos ao velho registo: se não ajudarmos os nossos…



20 de fevereiro de 2022

O PDM, a sessão do PS, e o vereador do PSD que ajuda na divulgação


Quando pouco se falava de comunicação e as redes sociais eram uma miragem, os cursos básicos ensinavam que "o que não se comunica, não existe". E por isso a preocupação dos políticos era passar a mensagem à imprensa (tantas vezes dominá-la) para garantir que acontecia. Na era digital, basta saber fazê-lo. Parece simples. Só que não. O PS local promoveu, no início do mês, uma "conversa" na Guia sobre o Plano Director Municipal e a classificação dos solos - aparentemente convocada pela concelhia (PS1), mas dinamizada pelo Grupo da Assembleia Municipal (PS2). O assunto passou ao lado da agenda mediática, mas foi puxado pelo vereador Pedro Navega para a reunião de Câmara. Se não tinha importância, passou a ter. Donde se conclui que a assessoria do pelouro está a trabalhar bem: nós que andávamos convencidos que era ele o mais assoberbado dos vereadores, percebemos agora que afinal está folgado, com tempo até para assistir aos vídeos do PS. 

Aquele momento da reunião de Câmara foi hilariante, também pelo desencontro evidente entre os dois vereadores socialistas e os seis eleitos na AM, que afinal tinham pedido uma reunião a este respeito... A conversa continua ainda com umas bolas de Pedro Pimpão (que às vezes se esquece que já não é presidente da Jota, e a argumentária em reunião de Câmara deve nivelar um bocadinho mais por cima). Mas o remate final é mesmo do vereador Navega. Não é todos os dias que o PS conta com um aliado destes na promoção das suas iniciativas. 

18 de fevereiro de 2022

Pimpolhadas - mudar para que tudo fique pior

O escritor Giuseppe di Lampedusa ficou famoso essencialmente pelo romance “O Leopardo”, adaptado ao cinema no filme com o mesmo nome por Luchino Visconti, onde o autor retrata, com grande subtileza e ironia, a decadência da aristocracia Siciliana.

Na cena mais memorável do filme, o príncipe de Falconeri incita o seu tio a abandonar sua lealdade aos Bourbons e aliar-se aos Saboia, num discurso sentido onde diz a frase que se tornaria a mais famosa de  Giuseppe di Lampedusa: “Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude”.

A partir daquela altura a frase tornou-se a grande divisa dos políticos e gestores ardilosos. O doutor Pimpão bem se esforça para seguir a máxima. Mas mudar tudo e deixar as coisas na mesma exige uma habilidade que não está ao alcance de um qualquer Pimpão.

Bem pode o Pedro esforçar-se muito para passar a sua artimanha - gastar todas as palavras na moda sem critério, todos os adjectivos mais eloquentes e todas as frases feitas que nada significam, com uma pomposidade que tudo banaliza – que até a suave Catarina tudo esvazia.

O Pedro é uma mente redonda, que procura sempre soluções redondas para os problemas bicudos – como se isso fosse possível, no reino dos humanos.


Conselho ao Pedro

 

17 de fevereiro de 2022

Os custos enormes da inépcia (II)

Confirma-se o que aqui postei: o doutor Pimpão vai contratar um Director Municipal, grau 1 (o de topo).


Bastaram três meses para o doutor Pimpão bater contra a parede - reconhecer que tem que contratar alguém para fazer o trabalho a que se propôs, mas que manifestamente é incapaz de fazer: administrar a câmara.

Inicialmente, a lei previu o cargo de Director Municipal para Lisboa e Porto (municípios de grande dimensão e estrutura administrativa), depois alargou o âmbito aos grandes municípios, e recentemente estendeu esta possibilidade a todos os municípios (desde que tenham estrutura de custos que o suportem). Desta forma, permitiu que cidadãos com actividade profissional ou empresarial muito preenchida pudessem exercer o cargo sem necessidade de grande comprometimento executivo. No passado, muitos presidentes de câmara adoptaram este modelo, delegando no vice-presidente da câmara (quase) toda a acção executiva. Se o doutor Pimpão contratasse o Director Municipal por boas-más razões a malta compreendia e aceitava. Infelizmente, não é o que o Pedro busca.

No seu fraco pensar, o Pedro procura matar dois coelhos com a mesma cajadada, ambos em seu próprio benefício (mas em prejuízo da câmara). Por um lado, visa libertar-se do fardo (castigo) que é para ele administrar a câmara, incumbência para a qual não possui vocação, nem perfil, nem jeito algum; por outro, procura libertar-se para aquilo que lhe dá gozo e tem jeito: o divertimento das excursões de recreio, com o único intuito da propaganda, dar-se a conhecer e ser conhecido.

O Pedro desconhece, coitado, que em muitas situações mais é menos. Esta medida será uma delas. Mostra que não confia nem acredita na capacidade da sua vice-presidente – Isabel Marto – e não percebe que por duas razões muito óbvias não vai conseguir contratar e enquadrar um Director Municipal que o ajude.

14 de fevereiro de 2022

Cultura de quê?


 


Houve um tempo (no século passado) em que a inauguração de uma exposição de pintura era um acontecimento na terra. Ir à vernissage fazia parte da carta de funções dos autarcas todos, da lista de protocolo, e era uma espécie de cola social, numa terra onde nunca acontecia nada. O que mudou, então? - perguntará o leitor. As pessoas. Os autarcas. A preparação e organização.

Na sexta-feira passada abriu ao público a exposição "José Afonso, seus amigos e outras telas de intervenção" da autoria do pintor José Maria Bustorff, radicado em Pombal há mais de 20 anos. Foi numa exposição dessas que o conheci, há mais tempo ainda. Num tempo em que poder político mudara de mãos e (finalmente, anunciava-se) a cultura ia deixar de ser um caldo de "exposições, bandas e ranchos", porque até então não passava dali: exposições permanentes na galeria municipal (era numa sala que já não existe,  com saída para o Jardim das Tílias), concertos da Banda da Armada ou da Banda do Exército no velho Teatro-Cine, e festivais de folclore. E deixou. No primeiro mandato de Narciso Mota, com o saudoso Gentil Guedes ao leme do pelouro, e um Orçamento ilimitado, a Cultura passou para outra dimensão. Depois veio o novo Teatro-Cine, o Café Concerto, a Pombal-Viva que o geria, e não foi por acaso que a galeria ali ficou. Muitos dos actuais actores políticos não farão a mínima ideia disso, tal vez nem mesmo o presidente da Câmara. Já asneirámos tanto nesta terra (como querer dar o nome de Amália Rodrigues ao Teatro, em vez de António Serrano, por exemplo, só para trazer cá o musical do La Feria durante duas semanas...felizmente passou e nunca mais ninguém se lembrou disso) que às vezes custa crer, não é amigos e amigas?

O que agora custa é perceber é: Porque é que o Café Concerto continua fechado? A inauguração da exposição de JM Bustorff foi quase deprimente, com o espaço morto, ao lado. Contava fazer a pergunta a Pedro Pimpão, mas ele não apareceu. Estará o caso a guardar-se para Ana Gonçalves? (Sim, estou mesmo a ver que fará um dois-em-um, administradora-da PMU-vereadora-da-cultura-oficiosa). 

Vale muito a pena visitar a exposição, mas é preciso saber quando. Sabe-se que estará patente de 11 de fevereiro a 11 de maio. Mas a Galeria não existe de forma autónoma, estava ligada ao Café Concerto...Ora, de acordo com as informações da página municipal, os detalhes do evento são estes: é uma espécie de desafio às capacidades cognitivas do munícipe. Não digam que o pelouro da Cultura não é vosso amigo. Começa logo pelo slogan: Cultura para ser e viver!! (assim, com dois pontos de exclamação, que a malta é moderna, tipo...cenas).

12 de fevereiro de 2022

O amiguismo é inimigo do profissionalismo

O doutor Pimpão resolveu colocar mais três amigos/as na administração pública. Agora na PMUGest. Sem qualquer critério que não seja o do amiguismo. 

Bem sabemos que o Pedro gostaria de dar emprego e/ou benefícios a todos os seus amigos. Vai falhar - não o vai conseguir. O doutor Pimpão parece não saber que, normalmente, o que mais alimenta é o que mais mata. O amiguismo será o principal veneno do doutor Pimpão. 



Consta – não há informação oficial – que a ex-vereadora Ana Gonçalves vai auferir choruda remuneração na PMUGest, e que os outros dois membros do CA não serão remuneração. Esta aberrante situação suscita as mais intrigantes dúvidas.

Como todos sabemos, não há almoços grátis – mesmo entre bons samaritanos ou bons escuteiros. Nem a gestão da coisa pública se compadece com falta de profissionalismo e de responsabilização.

Assim, pergunta-se:

O “administrador” nomeado para a PMUGest – João Cordeiro – vai administrar ou vai simplesmente ostentar o cargo?

Alguém acredita que é possível responsabilizar alguém que não é remunerado?

Alguém acredita que um “bom-samaritano” vai dedicar-se (trabalhar regularmente), ao longo de quatro anos, sem ser compensado? Se não vai trabalhar regularmente o que é que vai fazer para a PMUGest?

Se o cargo de presidente do conselho de administração da PMUGest não é para ser exercido regularmente porque é que não foi atribuído a um vereador? 

Estarão os vereadores tão ocupados ao ponto de não poderem participar numa reunião mensal?

O amiguismo anda sempre associado ao amadorismo. A PMUGest vai de mal a pior.

Chamem o Cura Vaz para lhe dar a extrema-unção.

10 de fevereiro de 2022

Quanto vai custar a administração da PMUGEST ao erário público?

O doutor Pimpão resolveu nomear dois amigos para a administração da PMUGest: o doutor João Cordeiro, que se nos apresenta como “gerente atual do balcão Novobanco em Pombal”; e a doutora Ana Gonçalves, nossa muito bem conhecida.  



Quando perguntado à doutora Marto – vice-presidente da “Junta”- quanto vão ganhar os dois administradores da PMUGest, entretanto contratados, respondeu ela que “não sei..., mas vai ser o de tabela”. Mentiu. Não há uma tabela; há um limite máximo. E quando os políticos atiram para a dita “tabela” estão a desculpar-se do indesculpável - pagar pelo máximo o que devia ser pelo razoável. A meia verdade é mais cínica que a mentira plena, mas até os aprendizes da política recorrem a elas. 

Na PMUGest o razoável seria Zero (zero encargos para o município). Foi assim no passado, mas o doutor Pimpão quer que agora seja diferente. Apesar da PMUGest ser deficitária e não gerar (nem gerará) receitas próprias significativas. É um simples artifício para contornar as regras da contratação pública que não deveria sequer existir, porque todas as suas actividades fazem parte das atribuições da câmara, e podem ser realizadas pela câmara com a mesma ou melhor eficiência.

Os dois administradores remunerados vão custar ao erário público cerca de 140.000 € anuais, 560.000 € no mandato, mais as despesas de representação da administradora não-remunerada. A PMUGest não gera receitas próprias desta dimensão. Por tudo isto, estas nomeações são irresponsáveis e profundamente danosas para o erário público.

Todos sabemos que o doutor Pimpão não sabe administrar, nem sabe sequer que é preciso fazer contas. E que também não tem quem o ajude. Por este andar, pautado pelo improviso, pelo amiguismo e pela boa-vai-ela, deixará a câmara ingovernável e o concelho mais debilitado.

Era difícil escolher um tipo tão impreparado; nem mesmo procurado com uma lanterna de Diógenes se chegaria a isto, ao que é realmente imperdoável. 

Adenda: 

Fazendo fé nas informações oficiosas entretanto recolhidas, errei ao afirmar que a PMUGest terá dois administradores executivos (remunerados). Consequentemente o custo inerente ao conselho de administração será de cerca de 70.000 € por ano e 280.000 € no mandato e não de 140.000 € por ano e de 560.000 € no mandato.

Até este momento, a câmara escondeu deliberadamente esta informação, provocando falsas percepções.

Voltarei a este tema, porque há muita coisa a esclarecer…

Tratar mal dos nossos

Pombal tem uma percentagem elevada de emigrantes, acima da media nacional!

E continua a fornecer recursos humanos de qualidade para outros países.

Falhámos coletivamente como país porque as condições de trabalho oferecidas não são atrativas e as perspetivas de progressão de carreira são diminutas.

E quando há um movimento generalizado dos emigrantes que pretende exercer o seu direito democrático, numa primeira experiência de votar por correspondência com elevado sucesso, um partido (PSD) decide ser a barreira limitadora num processo adaptativo e com isto invalidam 157 mil votos para o lixo.

Foram cerca de 400 mil portugueses que tentaram votar, mas pouco mais de metade é que contaram.

Já não chega que, para o caso da Europa, tenham votado cerca de 100 mil portugueses para eleger um deputado, contra os cerca de 20 mil portugueses que residem no território nacional, que desvalorizem o direito de quem está lá fora.

A lei eleitoral precisa de ser alterada, para que não haja regras diferentes para as várias eleições, para que o voto dos emigrantes tenha a mesma proporcionalidade de quem reside por cá, que seja possível votar eletronicamente.


6 de fevereiro de 2022

O doutor Pimpão já subsidiou o doutor Mateus

Quinta-feira, depois de receber o parecer da CCDR que nada esclareceu, o doutor Pimpão fez aprovar o subsídio de reintegração requerido pelo doutor Mateus, no valor de trinta e tal mil euros.



Como já aqui ficou dito, em 2002, quando deixou de exercer o cargo de vereador na CMP, o doutor Mateus teria direito ao subsídio de reintegração “na vida activa”. Por não o ter requerido na altura e por a lei ter deixado de o atribuir a partir de 2005, é no mínimo muito duvidoso que o direito à subvenção se mantenha ad aeternum. Por outro lado, mesmo que o direito se tivesse mantido após a alteração da lei, o direito prescreveu por já ter decorrido 20 anos após a verificação dos requisitos para a sua atribuição.

Como sabemos, o doutor Pimpão tem medo do doutor Mateus. Mas não pode julgar que se protege com o nosso dinheiro.