O Doutor Rabadão, recém designado reitor de uma universidade que só existe no papel, anda empolado e atarefado a distribuir “Escolas” - ditas Superiores - pelo distrito. A Pombal vai atribuir a do Desporto.
Tem olho este Rabadão. A uma terra que leva tudo na desportiva fica bem uma Escola Superior de Desporto. Mas ficaria ainda melhor uma de Diversão - seria uma coisa mais abrangente e mais ajustada à realidade.
E já agora, se é para distribuir prendas, prendas bem oferecidas, pedimos – daqui - uma de Tauromaquia para Abiul. Isso, sim, é que seria uma verdadeira tourada à portuguesa, e não a garraiada de mau-gosto a que temos assistido.

Escola de Desporto em Pombal? Com que meios? Os Pavilhões Desportivos estão lotados pelos clubes. Nenhum é totalmente funcional e actualizado. O unico com infraestruturas dignas é o das Meirinhas, mas está em más condições de manutenção. O estádio é obsoleto, Só ha uma piscina? Como é que se vai dar formação com qualidade com equipamentos do século passado? As coisas no papel são muito bonitas e geram felicidade, o pior é colocar em prática, no terreno. Tanta utopia.
ResponderEliminarRoque, desculpa lá, mas utopia é pensar que se progride rumo a alguma coisa nada fazendo nem nada propondo:
EliminarJulgo que a ti se pode aplicar a recomendação brasileira cheia de significado e que reza assim:
O melhor é deixar tudo como está que é para ver como é que fica...
Deste modo Pombal encontrará o seu caminho e o seu posicionamento no meio dos seus vizinhos...
Continua que um assim um dia chegarás a... lugar nenhum.
Boa sorte
Amigo Malho, gostei do seu humor aplicado aos acontecimentos locais, Uma escola de desporto do ipl, uma de diversão do IS turismo??? e outra ainda de tauromaquia talvez Escola do Aposento de Abiul, já que forcados até já por lá os há, e dos bons... 😉
EliminarComo sabe também, para se chegar à afinação dos grandes eventos há que dar os passos de treino, muito treino, algumas derrotas e depoismente algumas vitórias. Talvez seja esta a via sacra da procissão, uma garraiada do gosto possível, com os figurantes disponíveis, mas empenhados no horizonte onde a tourada de bom gosto e a real vocação do conselho um dia encontraeá o seu justo lugar.
E se não forem os voluntários que se vão disponibilizando serão quem esses ignotos heróis?
Mas enfim, continue zurzindo como gosta e pode porque sempre vai espicaçando as hostes pombalinas visadas no estralejar deste chicote já conhecido.
Aquele abraço de ocaso do verão... 🙋
Roque, o Manuel Serra tem razão. Apontar problemas é fácil; apresentar soluções já exige um pouco mais do que um comentário.
ResponderEliminarEm maio, informaste solenemente Pombal de que o Pavilhão Eduardo Gomes era “do século passado” e reclamaste um novo pavilhão multiusos. Agora, perante uma Escola Superior de Desporto, descobres novamente que os equipamentos são antigos e concluis que não vale a pena avançar.
É uma teoria política verdadeiramente elástica: em maio, a falta de instalações obrigava a construir; em agosto, a mesma falta de instalações obriga a desistir. Não mudaram as instalações, Roque. Mudou apenas a conclusão: em maio serviam para justificar investimento; agora servem para justificar a desistência.
Felizmente, Pombal dispõe agora do Roquómetro, um instrumento extraordinário que avalia projetos sem estudos, sem números e sem propostas. Basta aproximar uma ideia e o aparelho apita imediatamente: “Utopia! Não existem condições!”
Depois entra em funcionamento o Gabinete Roque de Inviabilidade Prévia. Ainda ninguém apresentou o projeto, o financiamento ou o plano de execução, mas o parecer negativo já está pronto, carimbado e publicado. É um serviço eficiente: os factos podem chegar depois, porque a conclusão já estava pronta antes deles.
Dizer que os pavilhões estão lotados, que o estádio está obsoleto e que só existe uma piscina também não constitui propriamente uma revelação. Os pombalenses vivem em Pombal e, por estranho que pareça, já tinham reparado. Faltava apenas o Roque surgir na caixa de comentários para transformar o conhecimento geral numa descoberta pessoal.
Depois de o Roquómetro detetar uma ideia, segue-se a emissão do respetivo Roquificado de Inviabilidade. O processo é rápido: não exige estudos, números ou projetos, nem sequer que estes sejam conhecidos — basta ao Roque franzir o sobrolho e declarar que não existem condições. Sem esse valioso documento, quase parece que Pombal poderia cometer a imprudência de avançar.
Podemos, contudo, tranquilizar o concelho: até hoje, nenhuma obra ficou legalmente obrigada a obter a assinatura do Roque e a Câmara ainda não transformou a caixa de comentários em balcão de licenciamento. Há, portanto, esperança de que Pombal consiga continuar a funcionar sem o indispensável carimbo do nosso certificador-geral de impossibilidades.
Quanto a este projeto, a tua posição é simples: não o imaginaste, não o propuseste, não o estudaste, não o financiarás e não o executarás — mas já apresentaste as razões pelas quais acreditas que os outros não conseguirão fazê-lo. É a vantagem da crítica antecipada: não obriga a construir, decidir ou assumir os riscos da realização.
Criticar dá visibilidade; construir dá relevância. Há ainda uma terceira via: declarar tudo impossível e aguardar que o tempo transforme pessimismo em sabedoria.
Pode ser que a Escola avance, que apareçam parcerias e que as instalações acabem por ser melhoradas. Nesse caso, o Roquómetro não ficará inutilizado. Será discretamente recalibrado para concluir que a escola chegou tarde, custou demasiado ou deveria ter sido instalada noutro lugar.
Porque os projetos mudam, as circunstâncias evoluem e Pombal talvez avance. Só o parecer do Roque permanece admiravelmente estável: antes de começar, está mal; depois de concluído, poderia estar melhor.
É uma obra que nunca falha — porque nunca sai da caixa de comentários.
Claro amigo, se me perguntar se eu gostaria que se construi-se um pavilhão multiusos, requalificação de estádio Municipal e contruir mais uma piscina. Tudo no sentido de proporcionar a instalação da Faculdade de Desporto e Motricidade humana. Eu assinava já por baixo.
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