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9 de julho de 2023

Obras Tortas 2.0

O mini-parque de estacionamento recentemente inaugurado, no Casarelo, já está intransitável. E o canteiro anexo está ao abandono.

No primeiro caso, não nos venham com a desculpa do costume – erro de empreiteiro -; é claramente um erro de concepção. No segundo, não nos digam que não conheciam a vergonhosa situação – passam lá todos os dias.

As criaturas que nos (des)governam podem servir para abrilhantar festas e romarias, mas nem para  fazer e manter pequenas benfeitorias servem.



20 de dezembro de 2022

Obras-tortas

A degradação acentuada da Zona Industrial da Formiga requeria, há muito tempo, requalificação urgente. Depois de muitas hesitações e adiamentos, a empreitada foi adjudicada em agosto. Mas as obras não arrancaram! E não arrancarm porquê? Porque o projecto (esquema básico) apresentava erros significativos que forçaram o empreiteiro a requerer o adiamento das obras.

Poucos metros ao lado, as obras de asfaltagem da rua junto à linha férrea foram igualmente suspensas, e também por erros no projecto (cotas).


O Obras-tortas foi-se, mas as obras-tortas ficaram… Quando a politiquice - as festas e a diversão - se sobrepõe à política concreta (Obras, por exemplo) os erros e as omissões são recorrentes.    

16 de março de 2022

Nós e as obras tortas

 

É uma espécie de malapata que se nos colou, como naquela rábula do diabo que vai embora mas deixa cá o secretário: o vereador das obras-tortas já se foi, mas as obras tortas continuam. A requalificação do viaduto engº Guilherme Santos é a primeira grande obra do mandato do Pedro (embora já tenha sido lançada pelo anterior executivo) mas está a revelar-se um desastre em matéria de planeamento. Ao princípio, até lhe demos o benefício da dúvida. Parecia que este executivo tinha importado os princípios urbanos, ao fazer a obra durante a noite, e a coisa arrancou a todo o gás. Durou pouco. De repente, a obra parou. Nem pavimento velho nem novo, e sucederam-se nas redes sociais [alerta Odete, toma nota no teu caderninho preto para a próxima reunião de câmara!] denúncias de pneus furados nos ferros que ficaram ali, levantados, entre rotundas. Solícita, a Câmara mandou remendar aqui e ali esses buracos. Mas...e a obra, Pimpão? Perdão, E a obra, Navega? Tu não nos falhes, que do convento do Cardal nos chegam notícias de que ainda és tu que tens salvo essa honra, neste novo elenco...será que a máquina da propaganda anda a espalhar fake news?

16 de junho de 2021

Como nascem as Obras Tortas

Quanto mais se vai conhecendo a forma como a CMP gere as obras públicas mais se percebe por que nascem e crescem tortas. Mais: mergulhando nos processos, fica-se na dúvida se a câmara não as entorta deliberadamente para conveniência de alguém. Os exemplos são mais que muitos. O mais recente é o Projecto de Desenvolvimento Urbanístico do Casarelo.

A 22 Julho de 2019, a câmara adjudicou o projecto a um gabinete de Arquitectura de Coimbra, por 24800 €, com um prazo de entrega de 150 dias e estudo prévio no prazo de 3 meses (sujeito a sanção de 0,5 % do preço por cada dia de atraso).

Por indefinições da câmara acerca organização do espaço, das valências e dos equipamentos o prazo do estudo prévio foi sendo adiado e só foi entregue 9 de Dezembro de 2019. Em 23 Janeiro de 2020, a câmara - o gestor do projecto - informou o Gabinete de Arquitectura que os prazos estavam suspensos até emissão de parecer técnico pelos serviços e respectiva validação política, que não apareceu. Mas pior: a câmara não pagou os restantes 50% do projecto, entretanto entregue, e cortou os contactos com o projectista.

Depois de 15 meses de silêncio, o presidente da câmara marcou uma reunião com o projectista, que se realizou a 29 Março de 2021, onde colocou em causa os elementos fundamentais do projecto e propôs – exigiu – opções técnicas que o projectista considerou – e bem – erradas, tanto ao nível da utilização do espaço como da densidade de construção junto de uma zona sensível – Mata da Rola.

Mas o presidente quer, por toda a força, alterar o PDM, aumentar o já exagerado índice de construção no topo norte do Casarelo, de 130% para – vejam bem! - 320%, para, desta forma, defende ele, valorizar os terenos a fim de os utilizar como “moeda-de-troca” com particulares.

Os pombalenses não podem permitir mais este atentado urbanístico, esta delapidação de espaço púbico com enorme valor paisagístico para servir interesses/negociatas privadas.