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24 de setembro de 2022

A nova dinâmica da Feira de Artesanato e Tasquinhas

*Foto captada quando já passava das 19 horas. O showcooking estava marcado para as 18h30 

Decorre até domingo mais uma edição da Feira Nacional de Artesanato e Tasquinhas, a primeira organizada por este executivo municipal. Como era de crer, o evento 'Tasquinhas' está  transformado num apêndice do Bodo - "para eles tudo é Bodo", como notam os serviços - com organistas, bailaricos e, claro, DJ's pela noite noite. 

A organização, leia-se Câmara, pensou em tudo, menos na logística. Só assim se explica que, ontem, à hora em que decorria a inauguração do evento, os funcionários municipais se atropelassem a pregar alcatifa no chão e placas no ar. Que ninguém daqueles gabinetes todos tenha tido a noção de que, para fazer um showcooking, um chef precisa de algo mais do que uma cozinha (por exemplo, de um microfone, que lhe permita comunicar com o público).

Como já aqui dissemos em post anterior, o rei vai nu. O que vale é que vai abençoado, pois que este ano, pese embora só termos metade das tasquinhas que já tivemos, outrora, a da freguesia de Pombal é directamente ligada à Igreja, e à Jornada Mundial da Juventude...

28 de setembro de 2019

A porta dos fundos da Feira de Artesanato


A imagem é desta noite de sábado, captada num corredor para onde a Câmara de Pombal atirou 13 expositores, nesta XXVI edição da Feira Nacional de Artesanato. Reina a indignação entre os artesãos, desde ontem à tarde.
Nos dias anteriores, a organização babava-se com os números de expositores (184, mais seis que no ano passado, segundo o Pombal Jornal). Mas devia ter vergonha de colocar aqueles artesãos (a maioria da terra) num local habitualmente destinado à passagem dos trabalhadores, arrumos e lixo.
E basta dar uma volta pela feira para perceber que há qualquer coisa que aqui não bate certo: o que fazem numa feira de artesanato as IPSS's cá do burgo, ocupando um dos mais nobres corredores da feira, faltando espaço para os artesãos? Hum?

4 de outubro de 2013

A Feira de Artesanato e as Tasquinhas

Começa hoje e prolonga-se até domingo a XX Feira Nacional de Artesanato e Tasquinhas, no Expocentro. Qualquer um percebe que, este ano, a preocupação do cartaz (que é, afinal, uma colecção dos cartazes anteriores) foi comunicar ao público que o evento faz 20 anos. Eu até percebo a intenção dos serviços da Câmara, no sentido de homenagear Narciso Mota e o seu primeiro executivo.
Mas preferia ver menos preocupação em agradar para dentro e mais preocupação em fazer para fora: o programa de animação é de uma pobreza confrangedora. Com tanta gente a fazer boa música popular em Pombal (de Abiul à Ranha), custava muito levá-los ao palco da feira? E os Ranchos? Não vos parece natural que ali se exibam? Restam então os Semibreves, da Ilha, que actuam no sábado à noite.
A nota positiva da feira vai mesmo para a presença de "novos artesãos" que estão a nascer em Pombal (e no resto do país) fruto do desemprego e do resto. Estou certa de Gentil Guedes (que sonhou esta feira há 19 anos, ao lado do benemérito Nelson Lobo Rocha) merece um brinde nos dias que se seguem. Gosto sempre de lá ir e lembrar-me das primeiras Tasquinhas (ali onde hoje fica a zona desportiva), dos ossos de Almagreira, da sopa da Mata Mourisca ou do galo na púcara da Ilha - que acompanhavam uma feira chamada Falpom.
Bons petiscos!

29 de setembro de 2008

Da feira de poterry, handicraft, e de algum artesanato

Só eu sei porque é que não vou às tasquinhas. São manias, sim. Gostei de lá ir noutros tempos, antes da industrialização do petisco e do prato típico do concelho passar a ser grelhado misto. Nos úlimos anos começou a comer-se mal e caro. Mas como há gostos para tudo e saudosismos não enchem barriga (muito menos a da ASAE), admiro este povo que continua a comer o que se lhes dá, sem questionar. Fiquei-me, uma vez mais, pela volta ao artesanato. E, vá lá, a minha contribuição para a economia do país, na compra de duas bugigangas e uns doces alentejanos. Ia já com a pulga atrás da orelha, depois da conversa que ouvi cá fora: um expositor dizia ao outro que " e tal, isto é da minha filha, eu não percebo nada disto, mas como ela não pôde vir(...). Pois, isto não 'tá fácil, mas olhe, dantes ela matava-se a trabalhar para fazer tantos brincos. Agora mandava-os vir e ficam-lhe muito mais baratos. E o lucro é outro!"
É a modernização do artesanato, senhores.
E sim, faz sentido traduzir o discurso do senhor presidente em francês, na inauguração. Para a próxima pode aé ensaiar-se uma tradução poliglota - até em chinês, quem sabe? - e assim presta-se homenagem às origens de todos os materiais que por lá se vendem. A malta de Biscarrosse não se deve importar. E a de cá muito menos, está visto.