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21 de junho de 2026

A “junta” reuniu

A “junta” reuniu, quinta-feira. Duas horas e meia de despiques retóricos intervalados com o cumprimento das formalidades correntes. Um fado triste entre quem “gostaria de saber” e quem não sabe.



As Obras Municipais são uma das atribuições nucleares da câmara. Do último executivo para este desceu-se mais um degrau, fez-se mais um fundo, porque se perdeu o único vereador que sabia do que lhe era pedido. Agora temos o departamento das Obras Municipais em autogestão…

O “executivo” levou à reunião a recepção definitiva da obra dos Passeios da Mata Mourisca, obra realizada em 2016, com recepção provisória em 2018. Questionados sobre o porquê da recepção definitiva passados SETE anos, e não cinco, como manda a regulamentação, a tarefeira que está com o pelouro calou-se, e o presidente, como não sabe nada daquelas matérias importantes nem pode saber, disse que ia perguntar aos técnicos. Noutro caso deu resposta vaga. 

A “junta” é um ajuntamento à deriva, sem rumo e sem foco (no essencial). Convém salientar que não estamos perante questões surpresa, onde nalgumas situações se compreende que o responsável político não esteja por dentro do processo; mas na presença de casos anormais, submetidos pelos “executivo” à discussão e aprovação.

26 de maio de 2026

Finalmente, o número do doutor Coelho que parece ter orgulhado o que resta de PS local

Na última reunião da “junta” (sexta-feira), o doutor Coelho – vereador não-eleito -propôs fazer o que tinha de ser feito: reerguer o Centro de Exposições, varrido pela tempestade. Há pessoas que não se importam de passar pelo ridículo, desde que isso lhes proporcione um irrisório protagonismo. 



Tudo ficaria pelo irrisório, pela espuma dos dias, e nem teria qualquer referência aqui, se a ideia fosse recuperar o que lá existia. Mas não, tanto o doutor Coelho como o doutor Pimpão, por razões distintas, querem uma coisa em grande – megalómana para a dimensão da terra. O doutor Pimpão quer deixar a sua obra de regime; como já deu 2 ou 3 tiros na água, acolheu de bom agrado a "proposta" do doutor Coelho, e tomou-a como sua – sê-lo-ia sempre. Há cabeças chochas (politicamente) que julgam que retiram dividendos de obras realizadas por outros!  Não parece ser o caso do doutor Coelho – ele só quer cumprir o desígnio de filho de boas-famílias: ficar associado a uma realização emblemática na terra amada. 

Para dar corpo à megalomania, o doutor Coelho avançou com o palpite de gastar lá 15 milhões de euros; que o doutor Pimpão logo secundou, por ser um número que também lhe andava na cabeça. A nossa desgraça colectiva está no que vai naquelas cabeças. Cabeças que não aprendem; cabeças que não têm memória.

Por isso convém recordar, aos mais distraídos e aos mais novos, que o Centro de Exposições, o agora varrido pela tempestade, é o sucedâneo de um elefante-branco, construído pelo presidente Guilherme Santos (PS), destinado a ilusório parque TIR, que nunca existiu nem poderia existir, pelo que ficou ao abandono por uma década, Foi depois reclassificado por Narciso Mota e reutilizado por Gentil Guedes (alguém que já tinha noção que actividade autárquica não poderia ser só estradas e benfeitorias urbanas). Mas aquele antigo elefante-branco não foi caso único. Tivemos a Quinta de Sant`Ana, a Casa da Guarda-Norte, a Casa Varela, e o famigerado CIMU-SICÓ, que nos prometeram que custaria 2 milhões de euros, foi adjudicado por 2,2 milhões, mas já nos custou mais de 6 milhões, sem lhe vermos a face ou utilidade – isto só para falar dos nossos casos mais chocantes. Se agora nos prometem, à-cabeça, que a festa fica por 15 milhões, imagine caro leitor e contribuinte quanto nos vai custar. 

Mas poderíamos falar dos muitos casos chocantes espalhados pelo país, que são uma das causas do nosso atraso.  Da obra do regime que foi o Estádio de Leiria, que asfixiou financeiramente a câmara durante mais de duas décadas e comprometeu a realização de obras essenciais para a melhoria da qualidade de vida da população. 

Estas alminhas não vivem na real ou querem fazer de nós parvos. Querem endividar e asfixiar a câmara para criar aqui, na província, uma coisa faraónica, uma réplica do Meo-Arena (Ex-Pavilhão do Conhecimento) que nem Lisboa, capital da maior área metropolitana e uma cidade do Mundo, conseguiu rentabilizar.

O doutor Coelho sabe, ou deveria saber, que investimentos sobredimensionados acarretam prejuízos. O problema de Pombal nunca foi a falta de capital para fazer face às carências do concelho; foi despesa de capital inadequada/ineficiente.

23 de abril de 2026

O que nasce torto tarde ou nunca se endireita

O vereador não-eleito Manuel Serra, número dois da lista Chega, que assumiu o cargo após a renuncia do cabeça de lista Mithá Ribeiro, anunciou, hoje, na reunião da “junta”, que se desvinculava do partido e passava a vereador independente.

Bastaram seis meses para Manuel Serra despir a camisola que decidiu envergar; o que diz muito, ou tudo, da coerência e da consistência política que actualmente se pratica, em total desrespeito pelos eleitores. Porventura, assume agora o papel que sempre desejou representar, mas sério, correcto e digno seria a renúncia ao triste papel que continua a representar. 




1 de abril de 2026

Reunião da “junta”

A “junta” reuniu, ontem. Cumpriu-se mais uma formalidade, sem chama e sem relevo, num registo uniforme e indolente mais digno de final de ciclo.



O vereador não-eleito (doutor Coelho), que rapidamente e compreensivelmente se tornou insubstituível, descarregou, sem força e sem animo, qual Diácono Remédios, o volumoso saco de preocupações e minudências que colecta nas conversas mundanas e arrasta consigo. Carrega, coitado, com a sua circunstância e a consciência das próprias fragilidades. Com o outro vereador não-eleito não vale a pena gastar muito latim, continua agarrado à Guia e a distribuir umas loas pelos companheiros/as, sempre no registo assembleia de freguesia.

O doutor Pimpão despachou bem todas as preocupações dos vereadores não-eleitos – são uma das suas especialidades; a outra é a felicidade. Mas sentiu-se entalado com as intervenções do público, do senhor Amadeu e da senhora Durvalina, que esperam, há longo tempo, por uma solução para os seus problemas: um projecto parado há mais de meia dúzia de anos; e uma obra torta que incomoda sem solução por igual período. Chutou as batatas quentes para a tarefeira-mor, que, coitada, só teve para oferecer a voz e o tom meloso, que só serve para embalar camelo. No entanto, as duas questões do público tiveram o mérito de fazer luz sobre as razões por que rodam tanto os vereadores, sobretudo no urbanismo e obras.

13 de fevereiro de 2026

Reunião da “junta”

A “junta” reuniu, ontem, com a calamidade sempre sobre a mesa…



Como vem sendo hábito, o vereador não-eleito, doutor Coelho, monopolizou a sessão, com um sermão mui bem urdido, sempre meloso, com nuances alternadas e melodiosas entre o piedoso e o severo moderado, que embalam os espíritos sensíveis. A sua pregação atingiu o clímax quando pediu a demissão do responsável pela Protecção Civil Municipal; e o anticlímax quando, num acto de contrição antecipado, assumiu que se retrataria publicamente se não fossem apuradas falhas graves. Quem diria que o rapaz que entrou na política pombalense com uma campanha anónima de bandeiras-negras se transformaria num verdadeiro “bom-cristão”?

Os outros vereadores – do PSD – estiveram discretos e muito complacentes.

5 de fevereiro de 2026

A “junta” reuniu

A “junta” reuniu, ontem, para cumprir as formalidades e permitir as solenidades habituais nestes momentos.



A vice Marto conduziu os trabalhos com a descrição habitual.

O vereador não-eleito (doutor Coelho) monopolizou novamente a sessão com um sermão mui bem entoado, cheio de reparos, conselhos e preocupações, sempre no tom meloso, cheio de compaixão e até de piedade, como era conveniente, onde não faltou a indignação, como também era obrigatório, nomeadamente com os insensíveis governantes; e até a raiva, mas não a raiva que vem do ódio, mas sim a pura, a cristã, aquela que avigora sempre o lado humano.

O Conde do Oeste apresentou as suas curiosidades, e fez as suas observações.

O ausente que se ausentou sem dizer nada a ninguém também esteve presente – podia ele faltar nesta imperdível ocasião?! Não. Não podia. Mandou ler uma prédica laudatória dirigida aos destinatários habituais. 

17 de janeiro de 2026

Sai um recheado pacote de bónus para os médicos

 O presidente mandou levar à reunião da “junta” um regulamento sobre a atribuição de incentivos à fixação de médicos no concelho, que lhe permite atribuir todo o tipo de bónus (casa, deslocações, despesas, impostos, etc.) aos novos deuses na terra (os médicos). Por ser uma medida reclamada, há muito, pela dita oposição e é agora do agrado do poder, provocou de imediato um aguerrido despique pela paternidade da excrescência política, na reunião e publicamente.



A medida tem tanto de depravada como de perigosa. Depravada porque na administração da coisa pública não pode valer tudo - os fins, por mais nobres que sejam, não podem justificar que se abuse dos meios. Perigosa porque não resolve, nem ameniza, nenhum problema do SNS; antes pelo contrário, só os agrava. Para quem anda todos os dias com a defesa do SNS na boca não deixa de ser bizarro, mas é o que temos…

Temos uma “classe” política populista e inepta que só conhece uma forma de resolver os problemas, despejar dinheiro sobre eles, gerando mais despesa e problema maior, qual marceneiro que, só conhecendo a ferramenta martelo, julga, no seu fraco pensar, que resolve todos os problemas pregando pregos. E desconhece, ou manda às urtigas, o princípio básico de toda a arquitectura do Estado: a clara delimitação de atribuições e responsabilidades entre os diferentes níveis e estruturas, a fim de evitar sobreposições, desperdícios e injustiças.

6 de janeiro de 2026

A “junta” continua nas festividades

A “junta” reuniu ontem, com o espírito natalício, fraterno e esperançoso, próprio da época. 



A dita oposição continuou no seu registo interpelativo, geralmente inconsequente. E o presidente continuou no seu registo de serviços mínimos, que nutre com uma abertura exaustiva sobre tudo o acontece ou é evento. No resto, procura abafar tudo o que o pode incomodar. Descarta, assim, a discussão política e as questões sobre o desempenho da “junta”. Cada um é para o que é, e não vale a pena esperar coisa contrária.

Quando o vereador não-eleito, doutor Coelho, questionou o estado das concessões das antigas escolas primárias, para ditos fins turísticos (alojamento local), apresentadas com pompa e circunstância, o presidente chutou o assunto para a gaveta de despacho, com a resposta que se vai tornando habitual: “nós temos um relatório com o ponto de situação de todas elas, …, que depois podemos distribuir”. Sobre a matéria, e outras do mesmo género (orçamento das festividades), nada. 

A resposta dada é politicamente inaceitável. Porquê? Porque as reuniões do executivo são públicas. E são públicas, porquê? Porque se destinam a prestar contas ao público, não (só) aos vereadores não-executivos. Quando o doutor Pimpão, por não querer ou não saber responder, informa que fará chegar um documento/relatório ao questionador não está a cumprir os seus deveres de transparência e prestação de contas, está a incumpri-los. 

No que se refere à agenda, pouco a relevar; contemplava a formalização de diversas formalidades administrativas correntes, algumas fora de prazo, o que se compreende por a rapaziada ter dado prioridade às festividades.

24 de dezembro de 2025

Um “belíssimo” retrato

Para ilustrar a última reunião da “junta”, os profissionais da propaganda municipal (presidente e ajudantes) resolveram tirar e publicar um retrato que ilustrasse a reunião e a realidade subjacente (aos seus desígnios).

Sim senhora! Revelam surpreendente habilidade. 



22 de dezembro de 2025

Sobre a reunião da “junta”

Decorreu, hoje, a reunião mensal da “junta” transmitida e aberta à participação do público, num registo muito tranquilo, cordial e até informal. Uma verdadeira reunião de junta, já a roçar a conversa de café, sem temas relevantes ou polémicos - os que havia tinham sido reservados para a reunião reservada.



O presidente conduzui a coisa com muita descrição e despacho. Isto para ele, agora, já é só um proforma obrigatório. 

O vereador não-eleito, agora assumidamente no papel de porta-voz dos fregueses – coisa que lhe cai como uma luva de seda -, apresentou-se contido, sereno, generoso e até indulgente com o presidente e ajudantes.

O Conde do Oeste transmitiu, muito bem, as suas preocupações (coisas do seu condado) e distribui um ou outro confete e auto-elogio.

O resto assistiu.


18 de dezembro de 2025

Sobre a reunião da “junta”, da passada semana (I)

 A “junta” reuniu na passada semana com uma vasta agenda (mais de setenta pontos) e pontos relevantes para a comunidade, cidadãos e empresas; nomeadamente o orçamento municipal e os inerentes impostos municipais.



(Só agora damos nota da dita reunião porque só há pouco tivemos acesso ao áudio da reunião; e porque confiamos cada vez menos em relatos feitos pelos actores da trama…).

A reunião foi animada, e picada, tanto no período-antes-da-ordem-do-dia como no seguinte, com o vereador não-eleito – doutor Coelho – a monopolizar o debate, imbuído do seu propósito supremo: abespinhar o presidente - intento que tem conseguido atingir com alguma mestria.

Mas vamos ao que realmente importa: os impostos municipais. O orçamento traz boas notícias: não aumenta os impostos municipais – ficam pelas taxas mínimas, excepto na derrama. O resto também se mantém: vai derreter muito dinheiro onde não devia. Mas do mal, o menos.

27 de novembro de 2025

Sobre a reunião da “junta”

A nova “junta” - agora mais no formato e no espírito de comissão de festas e melhoramentos - reuniu hoje com o novo elenco. Aos iniciais juntou-se, para completar o esfrangalhado elenco, o vereador não-eleito: doutor Coelho. 



A agenda listava os habituais assuntos correntes da actividade camarária. Mas tanto no período-antes-da-ordem-do-dia como nos da ordem-do-dia a reunião decorreu com grande informalidade e cordialidade, com os assuntos da agenda a serem tratados com o habitual simplismo e falta de rigor pelo executivo e alguma parcimónia pela dita oposição. 

O vereador não-eleito foi o mais interventivo. Consta (e ele também assim crê) que pode participar, falar e fazer política à-vontade! Fala bem, pausadamente, e com alguma propriedade nos assuntos tratados e não-tratados, no tom meloso e escandido que os burgueses gostam de ostentar, mas isso não chega...

O Conde do Oeste representou-se bem - esteve, como é da sua natureza, cordial e indulgente.

Os restantes membros da "junta" – a doutora Marto, o mestre-escola Marco, a nossa familiar menina-JA (Carol para os amigos) e a enfermeira Patrícia marcaram presença.

23 de outubro de 2025

“Junta” reuniu pela última vez

 A “Junta” reuniu hoje pela última vez. Aleluia. Aleluia. Aleluia.

O lado positivo deste ansiado final, que é também um reinício, é que daquelas sete criaturas cinco vão-se … - e só uma por vontade própria (Pedro Navega).  O que diz tudo sobre o seus desempenhos… O lado negativo, é que ainda temos que gramar com duas delas (Pedro Pimpão e Isabel Marto) por mais quatro anos.



Mas o ridículo maior, das longas enfiadas de auto-elogios e enaltecimentos, a que todas aquelas criaturas se prestaram, veio, como não poderia deixar de vir, das duas criaturas que supostamente faziam parte da oposição (Odete Alves e Luís Simões); sempre no registo de donzelas de belos sentimentos, incompreendidas, mas sempre colaborantes e cheias de razão. Se alguma dúvida ainda houvesse sobre a falta de tino e de preparação daquelas belas-almas, as suas últimas palavras confirmaram que saíram sem consciência das exigências do cargo que ocuparam, do papel que representaram, da sua circunstância, do seu desempenho e de como tudo o que fizeram contribuiu decisivamente para o desastre eleitoral do partido que representam e onde militam.

Deus lhes perdoe.

9 de agosto de 2025

Ninguém explica ao Luís!

O Luís - rapaz humilde e esforçado - apresentou-se sozinho na última reunião da “Junta”, cheio de dúvidas e inquietações, disposto a fazer figura. E fez…

Naquela sala funesta, onde quase todos(as) já atiraram a toalha ao chão, e fazem-se de mortos(as), o Luís, depois de queimar quatro anos entre o fútil e o inútil, ainda continua a esbracejar, a clamar que “gostaria de perceber” - isto, aquilo e aqueleoutro… É verdade que às vezes tentaram explicar-lhe as coisas, e até ajudá-lo a fazer melhor, mas parece ouvir sem escutar… Parece padecer de uma esquisitice mental difícil de entender, e sozinho perde-se facilmente. Deixa-nos sem deixar memória. E não consta que tenha aprendido alguma coisa durante os quatro longos anos em que simplesmente nos enfadou. 

Humilde como é, alcançará com certeza o reino dos céus. 

20 de junho de 2025

O socialismo de polichinelo

 A “Junta” reuniu, ontem. Ontem já era tarde para acabar com aquilo, mesmo sabendo que nesta terra não há nada tão mau que não possa ficar pior.



O dotor Pimpão levou à reunião, de final de mandato, a criação de um Conselho Estratégico Municipal, que englobará as ditas forças vivas do concelho (onde é que elas estão?), e reunirá uma vez por ano, para se conhecerem, almoçar ou jantar, e posar para as fotografias, acrescento eu com grande segurança. Está em campanha - o único modo que conhece.

A dita oposição apresentou-se em modo balanço. Não do desempenho da câmara, como deveria ser, mas das suas próprias sandices. De mangas arregaçadas, e a arregaçá-las frequentemente, o franco-atirador de cartuxos sem carga - dotor Simões - atirou-se, como gato a bofes, à temática da Saúde, mais concretamente a falta de médicos de família no concelho, naquele seu estado de irritação forçada em que é preciso falar, falar e falar, só para provar a si mesmo que está com a razão. Nada é mais terrível e perturbador do que ver a ignorância em acção. Pegou no exemplo de Ourém, no seu regulamento de concessão de avultados benefícios aos médicos (suplemento remuneratório, subsídio de habitação e outras benesses) e acusou a câmara, que não tem qualquer responsabilidade nesta matéria, de não fazer o mesmo, de não aliciar/roubar médicos aos outros municípios, como fez Ourém. São estes ditos socialistas que não percebem nem fazem mínimo esforço para perceberem a natureza dos problemas, mas julgam que eles se resolvem atirando dinheiro para cima deles, que andam todos os dias com a defesa do SNS na língua, mas sempre dispostos a darem-lhe facadas com o dinheiro dos contribuintes. Isto para não falar do egoísmo subjacente ao salve-se quem puder. 

Burrice não é fazer más avaliações e avançar com más propostas, burrice é insistir nelas. Bastou ao dotor Pimpão deixar o dotor Simões (e à dotora Odete, que subscreveu a sandice) repetir até à náusea a retórica oca, leviana e aparentemente ingénua para sair dali, por contraste com aquelas fracas figuras, como um executivo lúcido.

1 de março de 2025

Dona Durvalina desmascara dotor Pimpão&C.ª

A dona Durvalina tem feito carreiro para a câmara, na sua cadeira-de-rodas, atrás dos problemas que a câmara somou aos muitos que a vida lhe destinou. Mas não desiste. A cada promessa incumprida pelo dotor Pimpão&C.ª mais uma insistência.
Anteontem, na reunião do executivo, fez a única intervenção que valeu a pena ouvir. Ela sabe falar – tem patoá, como se dizia antigamente lá na minha aldeia de quem sabia dizer as coisas – e fala do que sabe com a dose de convicção e de emoção certas.
Com tanta figura unicamente decorativa naquela reunião, valia a pena pensar em dar assento à dona Durvalina naquele fórum.

Como os partidos estão com muita dificuldade para arranjar candidatos, daqui recomendamos a dona Durvalina. Estou certo que faria melhor que muitas almas perdidas que ali tomam inutilmente assento. Na oposição faria um figurão.



31 de janeiro de 2025

A “Junta

 A “Junta” voltou a reunir, ontem. Do que falaram? De ninharias, de queixas de comadres, e de banalidades. Ah! E aprovaram uns subsídios - muitos…



Não há nada mais aborrecido que ver gente comum, absolutamente comum, sem nenhuma ideia pessoal, sem nenhum talento e sem nenhuma faculdade especial a cumprir rotineiramente uma tarefa naturalmente exigente, sem brio e sem espírito.

Por conseguinte, é difícil trasladar aquilo para palavras. Como é difícil perceber o que vão para ali fazer certas criaturas. Há coisas sobre as quais não só não se pode falar com inteligência, mas é até falta de inteligência falar sobre elas. Seria melhor acabar com aquilo, apagar a luz ou não dar a ver aquele espectáculo fastidioso – nada mostrar.

As circunstâncias não fazem o indivíduo, apenas o revelam no seu esplendor. Por comparação, o que melhor ali surgiu foram as três intervenções do público.

29 de novembro de 2024

Reunião da “Junta” – a paródia continua

Da reunião da Junta, de ontem, ressaltaram dois assuntos: Trabalhos Complementares na Empreitada do Centro Escolar Conde Castelo Melhor e Orçamento Municipal para 2025 e respectivas taxas de impostos municipais. E também as intervenções do público.



Como já aqui expliquei, o Centro Escolar Conde Castelo Melhor vai-nos custar os olhos da cara, e não vai resolver, ou vai resolver mal, o problema de falta de salas de aula adequadas na cidade. Porquê? Por duas simples razões: falta de planeamento e más opções urbanísticas e arquitectónicas. Agora, somos confrontados com esta desastrosa realidade: a câmara fez escolas onde não havia alunos, e não as fez onde os havia. Mas adiante, que agora o problema é outro. Ou é mesmo: gastar sem norte e sem rigor. Senão vejamos: ainda a construção do Centro Escolar Conde Castelo Melhor não tinha começado – estava-se ainda na fase de demolição - e já o empreiteiro pedia e recebia um avultado acréscimo por trabalhos complementares! Uns módicos 25.000 euros pela colocação de uma lona na fachada virada para a avenida! O Pedro é isto – o que é que s lhe pode fazer?!

Depois veio a discussão do Orçamento Municipal para 2025 e respectivas taxas. O orçamento é a repetição de um conjunto de boas medidas que vêm do passado, nomeadamente as taxas dos impostos municipais, e o prolongamento de um conjunto de obras a que se juntaram um conjunto de intenções desejavelmente não concretizáveis (Casa Mota Pinto, Centro Cívico, Pólo de Inovação e Conhecimento, etc.). 

O dotor Pimpão é o típico político que promete muito porque sabe que faz pouco. Mas esse não é o seu pior defeito. O seu pior defeito é o voluntarismo febril, é não estudar, é dar aval a coisas que nunca deveriam ser feitas. Depois, por ignorância ou simples excentricidade, forja mentiras em que posteriormente acredita, como aquela com que pretendeu endeusar o orçamento, afirmando que este “contemplava uma despesa fiscal de 23 milhões de euros”, que era concedida “por uma questão de responsabilidade social” … de forma  “libertar meios para o desenvolvimento económico-social da nossa comunidade”. A mentira era tão grande, mas tão grande, que não conseguia sair, e ia engasgando irremediavelmente o falacioso. Felizmente a coisa compôs-se, e a “oposição” engoliu a mentira sem dificuldade - está no mesmo patamar de inconsciência política. 

 Notas de rodapé:

(1) Três munícipes foram à reunião do executivo expor problemas e situações preocupantes. Quando as formas de democracia representativa esmorecem, irrompem formas de democracia directa.    

(2) Uma pessoa minimamente esclarecida sabe que o dotor Pimpão não distribui os milhões do orçamento com os munícipes, excepto o milhão referente à comparticipação no IRS (este sim, é despesa fiscal).

(3) A “oposição” votou contra o orçamento por este não contemplar as suas medidas. Ao que o dotor Pimpão respondeu que poderiam ter sido incluídas, como no passado, se tivessem participado na reunião preparatória. A “oposição” contrapôs que “não foi convidada”. E o dotor Pimpão contrapôs que enviou o convite para o PS e recebeu uma “missiva onde afirmavam que não participavam porque não era importante (participar)”.

7 de novembro de 2024

Nota breve sobre um confrangedor desconsolo

A congregação festivaleira reuniu na Pelariga, e ali cumpriu mais uma rotina.

Aquilo mais parecia um velório. Porventura um velório ao poder que se esfumou por entre festas, eventos e falsos investimentos.

Paz à sua alma.


23 de agosto de 2024

A "Junta" reuniu

A “Junta” cumpriu, ontem, mais uma formalidade: reuniu no Arquivo, no registo serviços mínimos. Mas serviço, serviço, seria arquivá-la definitivamente.



A dotora Gina, a dotora Catarina e a dotora Odete faltaram, mas não se deu pelas suas faltas. A dotota Marto (só) marcou presença. O dotor Pimpão falou mas não disse nada… O arquitecto Navega falou sobre empreitadas. E o dotor Simões cumpriu o papel de resignado que lhe está designado; falou de caminhos e caminhadas, e - vejam só - defendeu a realização de caminhos (passeios) sem projecto! Este nem para junta serve.

Caímos nisto, numa representação pífia, sem delegação nem relação, numa mixórdia insonsa e incongruente que ofende mortalmente uma metade dos eleitores e aborrece a outra.