Mostrar mensagens com a etiqueta Floresta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Floresta. Mostrar todas as mensagens

27 de novembro de 2019

OPA bufa

Em 2/9/2016, escrevi, aqui, que “A câmara de Pombal é um caso extremo de dinheiro a mais e ideias a menos”; e acrescentava: “A última “brilhante” ideia é uma OPA sobre a floresta. Por várias razões, a OPA não terá sucesso. E ainda bem que não o terá. Se o tivesse transformava um problema em dois, não resolveria o problema do ordenamento florestal e, se houvesse grande adesão e um investimento significativo, colocaria em risco a sustentabilidade da câmara. Logo, não é para levar a sério, é mais um show-off próprio de campanha eleitoral”.
Ficámos agora a saber, pela voz do brilhante ex-vereador com a pasta das florestas e do presidente da câmara, que a OPA florestal morreu. Na verdade, nunca existiu. Serviu unicamente para encenação política, para a política do retrato, e para uns créditos (caros) para uma bandeira ou medalha qualquer.
E assim vai Pombal, cantando e rindo, gastando e desperdiçando, de insucesso em insucesso, até à letargia geral.

PS: A desgraça de Pombal – estou farto de o afirmar – é a coexistência de um poder político esgotado e uma oposição fraca, insossa e infértil, que até os erros apoia - apoiou esta insensata medida, e até bateu palmas.

2 de abril de 2019

Coisas não edificantes

A necessidade de uma empresa instalada no Parque Industrial da Guia se expandir levou a conversa para a necessidade do alargamento do parque. Pelo meio, vieram à conversa coisas pouco edificantes relacionadas com descargas da dita empresa para a ETAR municipal.
A conversa prosseguiu no registo pouco edificante, com o presidente a exibir os seus métodos: informou que já seguiram as cartas com as propostas para os proprietários dos terrenos florestais circundantes ao parque, com a chantagem de que “isto tem que ser resolvido rapidamente, porque a 20 Junho de 2020, a aptidão edificante perde-se”; isto é, acrescentou ele, “aquilo que pode valer 3 ou 4, depois pode valer só 30 cêntimos; até pode valer menos, porque, como sabem, a 100 metros dos parques industriais a densidade florestal reduz-se, e nem florestal podem ser”.
Bonito: ao grande empresário das Meirinhas a câmara – Diogo Mateus - paga floresta a 10 €/ m2, junto ao Parque Industrial Manuel da Mota; ao proprietário anónimo paga 3 ou 4 €, se decidirem rápido, senão a câmara nem floresta lá deixa crescer.

PS: a oposição assistiu impávida e serena, deliciada com a manha do soberano. 


26 de dezembro de 2018

Ir à lã (II)

… e vir de lá bem tosquiado!
Michael António acusou a empresa municipal PMUGEST de prestar serviços de plantação de eucaliptos, a particulares, em locais que violam o Plano Director Municipal; e de ocorrerem plantações em área urbana.
Diogo Mateus sentiu o toque, enrolou a resposta, e partiu para o ataque. Ora oiçam…
Oposição eficaz exige legitimidade, e legitimidade exige credibilidade.


25 de maio de 2018

A atracção pelo infortúnio


Na sessão de abertura da Feira Nacional da Floresta - local, de tudo e de pouca floresta-, o presidente da CMP - Diogo Mateus - anunciou a intenção de desenvolver um novo estudo para a criação de uma Escola Superior de Ciências Agro-industriais e Florestais. Estuda-se o que se desconhece, não o que se conhece. E o que é que se conhece desta matéria? Que os cursos existentes na Agro-indústria têm pouca procura, e na área Florestal praticamente nenhuma.
Nas últimas décadas, os presidentes de câmara (e os seus executivos) têm evidenciado uma gritante incapacidade de prospectivar o futuro do concelho. Continuam a afirmar que o concelho tem muitas potencialidades, mas tem-lhes faltado visão e estratégia de desenvolvimento. Resultado: apostas avulsas e erráticas conduziram o concelho, primeiro à estagnação, depois ao declínio. A realidade socioeconómica está à vista de todos; e os exemplos espalhadas pelo concelho também.
É tempo de abandonar medidas avulsas, arriscadas e sem nenhum enquadramento estratégico. Chega de atracção pelo infortúnio.

9 de janeiro de 2018

APFP, um exemplo maior do falso associativismo

Pelo que reza o historial, a Associação do Produtores Florestais de Pombal (APFP) foi congeminada por Diogo Mateus em 2003, quando era presidente da junta, com o propósito de aceder a apoios comunitários para realização de infra-estruturas de índole florestal; mas só iniciou a actividade em 2006, quando Diogo Mateus já era vereador do ambiente.
Os cargos cimeiros dos órgãos sociais da associação foram sistematicamente ocupados por políticos com altos cargos autárquicos ou no PSD local - Diogo Mateus, Carlos Silva, José Grilo, Narciso Mota, João Pimpão e outros – de quem não se conhece qualquer actividade como produtores florestais.
Tudo é de onde vem. Uma associação germinada por um político, numa incubadora política, com fins políticos, estava condenada a servir interesses de políticos. E foi o que aconteceu.
O pântano formou-se desde início, e cresceu no caldo da paz podre do companheirismo político catalisado com o fermento da troca de favores. Mas bastou que alguém atirasse uma pedra para o charco para que o mau cheiro se libertasse.
Na assembleia realizada em DEZ14, que elegeu os corpos sociais, para o triénio 2015-17, José G. Fernandes questionou e pôs em causa a gestão de Carlos Silva. O excerto da acta, ao lado, mostra parte das acusações feitas – a parte que foi possível colocar em acta.
Na assembleia realizada na passada sexta-feira, Carlos Silva foi reeleito para o próximo triénio. As cumplicidades políticas e a troca de favores formam uma união difícil de quebrar. Mas Diogo Mateus, que vê mais além, já saltou fora; talvez já tenha percebido que dali só pode sair esturro.

Os novos produtores florestais


                                                   Imagem: Pombal Jornal

A Associação de Produtores Florestais reuniu em Assembleia Geral na passada sexta-feira, véspera do Dia de Reis. É verdade que não temos tido grandes notícias daquela organização fundada por iniciativa de Diogo Mateus -  naquele tempo em que era presidente da Junta de Freguesia de Pombal e vereador do Ambiente, vice de Narciso Mota - o site está em pousio há vários anos, mas deve ser importante. Tão importante que levou à apresentação de uma lista B para os órgãos sociais. Acabou por sair vencedora a lista A do costume, liderada por Carlos Silva, que preside à direcção desde o início. E foi participada a sessão: 39 votos a favor da lista A, 19 a favor da lista B. Quem a liderava? a ex-vereadora Catarina Silva. Para a Assembleia Geral o PSD de Pombal desavindo com Narciso propunha João Pimpão (que há anos faz parte dos produtores florestais, quer dizer, dos órgãos sociais), e para o Conselho Fiscal o temível José Gomes Fernandes. Sendo assim, fica para uma próxima.

2 de setembro de 2016

OPA florestal

No geral, o poder local tem tido dinheiro a mais e políticos a menos – incapazes e sem visão (sem modelo de desenvolvimento para o concelho). Quando há boas ideias nunca há dinheiro a mais, mas quando não há ideias pode haver dinheiro a mais. Pombal é um caso desses.
Nas três décadas posteriores ao 25-Abril de 74, o poder local granjeou uma imagem positiva. Na maioria dos concelhos faltava quase tudo: infraestruturas básicas (estradas, água, saneamento) e equipamentos sociais (pavilhões, piscinas, escolas, lares, espaços de lazer, etc.). Logo, não havia dúvidas no que fazer, só era necessário fazer. Os autarcas criaram a imagem de grandes fazedores de obras e de reivindicadores de fundos. Os governos interesseiramente foram-lhes alimentando os propósitos, as obras foram-se fazendo e os orçamentos das câmaras foram crescendo, até que, as necessidades de obras foi decrescendo mas os orçamentos continuaram a crescer. Há hoje municípios onde está tudo feito, no que toca a infraestruturas e equipamentos sociais. No entanto, muitos autarcas continuam a gastar o que têm e o que não têm, a destruir recursos e a acumular endividamento com obras sem utilidade: asfaltagens de estradas onde ninguém circula, construção ringues onde não há jovens, recuperação de aldeias condenadas ao abandono, empedramento de estradas e construção de parques de merendas onde não há vida, já tomadas pelas silvas.
No meio disto, encontram-se algumas câmaras com gestão mais prudente, que satisfizeram as necessidades básicas e mantiveram sempre um bom equilíbrio económico-financeiro. E há até câmaras, como a de Pombal, que satisfizeram as necessidades básicas e acumularam reservas financeiras avultadas. Mas, como diz o povo: após um poupador vem sempre um gastador.
A câmara de Pombal é um caso extremo de dinheiro a mais e ideias a menos. Atiram-se a tudo: o que não é preciso e o que não lhes pertence (infraestruturas e equipamentos do governo, IPSS, benfeitorias privadas). Chega a parecer que a preocupação essencial é esvaziar o cofre.
A última “brilhante” ideia é uma OPA sobre a floresta. Por várias razões, a OPA não terá sucesso. E ainda bem que não o terá. Se o tivesse transformava um problema em dois; não resolveria o problema do ordenamento florestal e, se houvesse grande adesão e um investimento significativo, colocaria em risco a sustentabilidade da câmara. Logo, não é para levar a sério, é mais um show-off próprio de campanha eleitoral.
Uma câmara que deixa morrer à sede as árvores que planta na cidade não pode ter grande preocupação com o arvoredo, o seu ordenamento e manutenção.

Adenda: A apresentação da OPA foi um desastre: falta de espaço para as pessoas, não audível pela maior parte dos presentes e sem direito a perguntas. Pelos vistos, destinava-se unicamente à recolha de fotografias para os sites. Uma sugestão: não usem as pessoas.