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29 de setembro de 2023

Feira do Livro - um sucesso garantido

 



As notícias do verão dão-nos conta de que, apesar de Portugal ser o país que menos lê em toda a Europa, as coisas estão a mudar. 

As imagens da TV mostraram-nos sempre grandes concentrações de pessoas, público avultado e atento, até em pequenos festivais literários. Já passei duas vezes pela nossa (regressada) feira do Livro. Está óptimo para quem prefere ficar longe de multidões. E fica-nos uma certeza: temos um público muito especial. 

27 de maio de 2018

Obras tortas e caras

O executivo levou à última reunião o concurso de reparação da Biblioteca Municipal – substituição da cobertura devido a múltiplas infiltrações e substituição do sistema AVAC – no valor de 306 m€. É inadmissível que um edifício público, relativamente novo (com vinte anos), apresente tamanha degradação e exija tamanha reparação.
Em Pombal, a série de obras tortas impressiona o mais insensível. Sinal de muito desleixo e de muita incompetência. É assim no presente e foi assim no passado.
Bem pode Narciso Mota desqualificar o ministro das obras e imputar gestão danosa nas obras. O presente não deve nada ao passado, e o passado não é exemplo. Só assim se compreende que Narciso Mota critique tanto e de forma tão dura a obra – as obras, no geral - e vote/votem favoravelmente.
Confirma-se mais uma vez: poder e oposição* são farinha do mesmo saco. 

PS: o representante do PS – Jorge Claro – limitou-se a assistir; e a dar cobertura ao desmando.

14 de julho de 2014

A política do (a)parecer

Haverá com certeza poucos erros maiores do que dar importância a coisas que não a têm. A polémica sobre a paternidade/maternidade da ideia do alargamento do horário da biblioteca municipal em época de exames sempre me pareceu um deles. Mas, como a polémica tem andado por aqui e exacerbou-se nos últimos tempos, admiti que poderia estar a cometer um erro de avaliação, não sobre a paternidade/maternidade da iniciativa que pouco valorizo na ação política, mas sobre o mérito da coisa. Como procuro não escrever sobre o que não sei ou não conheço, meti-me ao terreno.
Eis os dados de uma amostragem significativa:
- Dia 10, 10:30 h: 6 frequentadores, com mais de 35 anos, 3 na net, 2 a estudar, 1 a ler jornais;
- Dia 11, 10 h: 4 frequentadores, com mais de 35 anos, na net;
- Dia 14, 10 h, 5 frequentadores, 3 a estudar, 2 na net, com mais de 35 anos.
Nos três dias um único frequentador repetido, com mais de 50 anos, na net.
Eis o ridículo da polémica, que espelha a política que por cá – não só, melhor fosse - se vai fazendo.
A política tradicional era ideologia - reflexão, análise, ideias, programa político. Atualmente é, essencialmente, (a)parecer - “iniciativas” e propaganda. O modelo proveio das “jotas”, mas rapidamente foi adotado pelos partidos. O resultado está aí: ausência de ideias, acão no modo tentativa-erro, lideranças ineptas. Nos principais partidos a realidade é confrangedora.

10 de julho de 2014

A biblioteca é de todos

Mas a JSD já lá colocou uma bandeira. Ou uma bandarilha, não sei bem.
Então o alargamento do horário já é uma proposta (agora aceite pelo executivo) da JSD?
Ah valentes...