"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
24 de janeiro de 2025
É o progresso, estúpido!
21 de junho de 2022
O regresso do Zé das Placas
Uma das grandes qualidades de um político é a sua capacidade de inaugurar. E se dúvidas houvesse que, em Pombal, temos os melhores, é ver o nosso jovem edil, todo pimpão, a seguir os passos do seu narciso mentor.
Aqui tudo se inaugura! Minto. Tudo aquilo onde se pode colocar uma placa de mármore, se inaugura. O importante é gravar para a posteridade o nome de Sua Excelência, o Senhor Presidente da Câmara que, muitas vezes, num rasgo de modéstia, também concede essa honra a um ou outro figurante.
Desta vez, "aproveitando o início das tradicionais festas em honra de Santo António", o séquito municipal foi à Machada inaugurar "as obras de requalificação da Rua Principal e Largo da Capela". Que orgulho! E que feliz coincidência a inauguração cair logo no dia da festa! Um dia em cheio, como se pode ver nas fotos (e que fotos!) disponibilizadas na página do Município.
Quero aqui deixar os meus sinceros parabéns ao Pedro Pimpão. Um verdadeiro senhor na arte de inaugurar! Os pombalenses podem contar com ele para uma verdadeira orgia de vaidade e placas de mármore nos próximos anos.
2 de novembro de 2021
Centro Escolar de Vila Cã – história de uma negociata
Quando, em 17 de Junho de 2020, aqui postei o escândalo da construção do Centro Escolar de Vila Cã, que vai desde a aquisição do terreno, e todo o processo que se seguiu, passa pela localização do edifício e vai até à sua utilidade, poucos acreditaram em tamanha trapalhada.
O Edifício, já inaugurado, está lá e diz tudo sobre o tipo de (des)governação que por cá vamos tendo. Mostra até à saciedade a incompetência, o desleixo e a falta de senso da classe política local (poder e “oposição”).
Entretanto as partes foram chamadas a tribunal. E o juiz, perante os factos, deu como provado que a parte do terreno que a câmara reivindicava, com base no contrato e na matriz (posteriormente corrigida), pertence – sempre pertenceu - ao vizinho (ao queixoso). O novo vereador das Obras Particulares – Pedro Navega –, com certeza instruído pelo ex-titular do cargo (o Obras Tortas), ainda se esforçou por defender a posse de 6540 m2 adquiridos e pagos pela câmara; mas logo ali, perante as evidências (nomeadamente as cartas militares da zona), Pedro Pimpão o desautorizou, ao reconhecer razão ao queixoso e ao firmar acordo em que assume que a câmara comprou e pagou o que, em boa parte, não existia.
Estou convencido - porventura erradamente - que se o vereador Navega tivesse ido ao local observar a geometria e os limites dos terrenos jamais defenderia em tribunal ou fora dele que metade do quintal do vizinho pertencia à câmara. Se não foi ao local antes de ir depor ao tribunal é, com certeza, tão insensato e/ou desonesto como o Obras-tortas.
Terminada esta litigância com o dito acordo, logo o presidente Pimpão anunciou que vai comparar mais terreno para concluir a obra e apresentar queixa contra o vendedor do terreno, exigindo-lhe indemnização. Talvez uma boa oportunidade para se saber quem enganou quem, ou se ninguém foi enganado.
Assim segue a nossa (des)governação: de trapalhada em trapalhada e de processo em processo. Com a “oposição” a assistir, à espera de rebotalhos ou de cumprir a sua agenda pessoal.
Adenda:
O vereador Pedro Navega fez-me chegar o seu
desacordo em relação ao que afirmei sobre a sua participação no acordo com os
queixosos.
A bem da verdade aqui ficam os esclarecimentos/correcções
que se impõem. Assim, o acordo firmado em tribunal teve três actos:
Primeiro acto: uma reunião na câmara, na antevéspera
da sessão no tribunal, entre os queixosos, o vereador e o presidente, na qual o
vereador defendeu, com base nos papéis, e com os mesmos argumentos do seu
antecessor a anterior posição da câmara.
Segundo acto: uma reunião no local, sugerida pelos
queixosos, com o vereador, onde este percebeu e mostrou anuência em relação à
posição dos queixosos.
Terceiro acto: formalização do acordo depois de esclarecidas
as últimas dúvidas com a apresentação das cartas militares autenticadas.
Depois de melhor conhecida a cronologia e conteúdo
dos factos alguns comentários (a maioria colocada de forma condicional)
continuam a fazer sentido e outros não.
O que não fez sentido nenhum foi litigância com o vizinho/queixoso. Foi sempre esta a minha posição neste absurdo litígio.
29 de maio de 2021
8 de maio de 2021
O escândalo de Vila Cã
Ao escândalo que é a construção do Centro Escolar (exposto aqui e aqui) junta-se agora uma intifada pela conquista de metros de terreno, entre a câmara e o vizinho do centro.
Na liderança desta intifada está o vereador Murtinho; que anteontem mandou avançar a máquina terraplanadora para o quintal do vizinho. Perante a resistência deste, que se colocou em frente da máquina, chamou a GNR e repôs a vedação do seu quintal, seguiu-se uma guerra de estacas e de impropérios entre o vereador e o visado, que segundo os relatos atingiu nível degradante.
O Centro Escolar de Vila Cã é o arquétipo da obra-torta, de que surpreendentemente ninguém fala. Evidencia até ao tutano a incompetência da presidente da junta, do presidente da câmara, do vereador das obras (tortas), e de toda a oposição (que não serve para nada, e alguma até se deixa prender pelo rabito). Mas tamanha aberração não se deve unicamente à incompetência de toda a cadeia de decisão e de fiscalização; há - tem que haver - outras causas presentes, muito mais obscuras, que deveriam merecer investigação apurada – se houvesse gente interessada nisso.
Que o concelho está cheio de obras-tortas é uma evidência que não carece de prova; que a câmara tem um vereador das obras-tortas também não; e que temos obras-tortas por que temos um vereador das obras-tortas idem. O que ficámos agora a saber é que o vereador das obras-tortas é torto.
3 de setembro de 2020
Desperdício e abandono
16 de junho de 2020
O dia em que o povo defendeu a Várzea
10 de junho de 2020
Manual de Obras Autárquico
27 de maio de 2020
Obras Tortas no Tribunal
3 de abril de 2020
29 de março de 2020
Obras-Tortas
26 de novembro de 2019
Obras tortas faz&desfaz
24 de novembro de 2019
Paradoxos pombalinos
Entaipam a cidade no período de Natal; depois enfeitam e iluminam o estaleiro.
Valha-lhes Deus Nosso Senhor.
16 de outubro de 2019
Faz & Desfaz
As obras nos Governos são as verdadeiras obras de Santa Engrácia. Erros de projecto e de execução conduzem a isto: desperdício e a incómodos para as pessoas.













