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4 de janeiro de 2015

Desfalque na COPOMBAL

As notícias rezam que uma funcionária da COPOMBAL se abotoou com 65.000 € pertencentes à cooperativa e aos sócios.
O advogado da cooperativa garantiu que a funcionária vai ser despedida.
O presidente da assembleia garantiu que a funcionária é a única responsável pelo desfalque - praticado de forma continuada ao longo de vários meses.
O presidente da direção garantiu que vai manter uma gestão equilibrada e de contenção.

Tudo normal, em Pombal Ocidental.

25 de junho de 2014

Sai uma medalha para o burlão

Conheço algumas criaturas que caíram no conto do vigário. Todas ficaram marcadas negativamente pelo episódio. Todas menos uma(s).
Por cá, caíram no conto do vigário e gabam-se publicamente do episódio e de uma terceira-parte ter reparado a burla.
E no final, estranhamente, reina grande harmonia e comoção entre burlado(s) e burlão.

Ao que isto chegou! Só falta condecorar o burlão!

22 de junho de 2013

El contado, o regresso do dinheiro

As notícias de última hora (que andam a ser partilhadas à velocidade da luz pelos funcionários municipais por essa rede fora) dão conta de que o Tribunal condenou o banco BPI a pagar à Câmara de Pombal qualquer coisa como 419.616,37 euros, mais juros de mora, relativos ao desfalque perpetrado pelo fiel funcionário Vítor Leitão. 
Terminamos esta semana mais descansados, todos. Recuperámos  o equivalente ao valor do estádio das Meirinhas. E isto deve servir para que Narciso Mota, em fim de mandato, mude de ideias relativamente à Justiça em Portugal. Já o estou a ouvir daqui. 
Só fica ali aquela pedrita no sapato a incomodar: o desfalque aconteceu. Foi possível acontecer. 

21 de setembro de 2012

Chumbo na credibilidade que nunca existiu

O Tribunal de Contas chumbou as contas da Câmara de Pombal referentes aos exercícios de 2009 e 2010 porque houve um desvio de dinheiro, superior a 500 mil euros, por falta de mecanismos de controlo previstos na administração pública, por parte de um funcionário da inteira confiança do presidente da câmara.

As justificações de Narciso Mota são a prova de que nunca existiram e não existem, na câmara, verdadeiros mecanismos de controlo dos dinheiros públicos. Naquela casa as relações pessoais sobrepõem-se, sempre, às boas práticas de gestão. Os vereadores são “by-passados” e aceitam-no calados, mesmo correndo o risco elevado de serem accionados por incumprimento dos deveres do cargo. O quero, posso e mando não justifica tudo, e o calculismo tem limites.

22 de março de 2011

Todas as perguntas que faltavam, por quem faz falta na vida política da terra

Se houvesse prémio para o comentário do ano, estava entregue. Respigado da caixa de comentários do post "em agenda", alusivo ao julgamento de Vítor Leitão.

Sobre os factos (desvios), eu pergunto:
- Vitor Leitão era responsável pelas "finanças" das "obras sociais" da Câmara Municipal de Pombal?
- Qual a forma como ele lidava com os fornecedores e com o orçamento?
- No início, existia desafogo financeiro?
- Depois surgiu o endividamento?
- A Câmara Municipal injectou um subsídio para cobrir os prejuízos e, de seguida, fechou as "obras sociais" sem averiguações e sem responsabilidades?
- Após aquela história, o Vítor continuou a ser um homem de confiança no funcionamento financeiro da Câmara Municipal?
- Poucos meses ou semanas antes do início dos "desvios de fundos" da conta da Câmara, surgiu algum diferendo entre o Presidente e o Chefe de Secretaria?
- No seguimento do diferendo, aquele retirou a este as responsabilidades financeiras?
- Tal decisão teve como consequência a inoperacionalidade do duplo controlo prévio dos movimentos bancários das contas da Câmara?
- O Vitor continuou a ser um homem de confiança na parte financeira?
- Tendo então efectuado os “desvios”?
As respostas a estas perguntas, irão permitir-me ajuizar sobre a responsabilidade ou não, no aludido "desvio", das pessoas que foram escolhidas (eleitas) para cuidar do meu dinheiro (património) e do dos outros contribuintes.
Caso conclua pela culpa dos visados, não deixarei de intervir publicamente sobre a questão e de pedir responsabilidades.

Mabeco

20 de agosto de 2010

Agora, a culpa é do Banco

O folhetim do maior desfalque na CMP tem, a cada semana, novo culpado. Esta semana o culpado é o Banco, di-lo Narciso Mota no JL. Eu também tenho um novo culpado: o tipo da nota falsa (o desbocado que anda por aí e por aqui afirmou desde inicio, aqui, que o culpado era o governo. Grande imaginação: mas, nota falsa – Banco de Portugal – Governo. Talvez!).
Esta semana também, forneceu-nos Narciso Mota um pormenor delicioso: o ladrão depositou na conta desfalcada um cheque seu no valor de 14700 €. Chamar ladrão ao tipo que desviou o dinheiro da conta da câmara é um excesso de linguagem que só serve para exagerar a acção e assim demonstrar, por redução ao absurdo, que o tipo não é o culpado e, consequentemente, não é ladrão. Até porque, Narciso Mota logo nos garantiu que o ladrão era uma pessoa honesta, e, se Narciso o diz, quem sou eu (quem somos nós) para o desdizer.
Mas agora, ligando os factos conhecidos a história encaixa no meu culpado: o tipo da nota falsa. Se o tipo da nota falsa não tivesse feito passar a nota pela conta da câmara não teríamos, de certeza, desfalque. E o nosso presidente continuaria feliz e contente e com a áurea de competente e responsável. Explico: o ladrão não era verdadeiramente um ladrão, nem sequer um desfalcador, teria sido um tipo que fizera uns investimentos imobiliários no Brasil e, garantiu ele, teria devolvido os dinheiros (se calhar até pagava juros) á câmara. E a prova, factual, é que até já tinha começado a fazê-lo, logo não se pode dizer que estamos perante um desfalque, nem perante um ladrão, mas antes perante um verdadeiro empreendedor. Bem sei que os dinheiros públicos não são para estes fins, e que existia o risco de os investimentos falharem e os dinheiros públicos se perderem. Mas que interessa isso, ninguém saberia e muito dinheiro se tem desperdiçado de forma mais inútil.
Sacana do tipo da nota falsa. Apareceu no lugar errado e na hora errada. Narciso teve azar, e, se calhar, nós também! Para mim, até prova em contrario, o tipo da nota falsa é o verdadeiro culpado, mas aceitam-se outras hipóteses. Estou certo que, passo a passo, se chegará ao verdadeiro culpado.