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14 de dezembro de 2023

Secos & molhados: o Natal às escuras

 


Chegados a meio de Dezembro, a maioria das ruas da cidade ainda está agora a vestir-se de Natal. Podemos dar todas as voltas que quisermos ao texto, mas  é a iluminação que faz a diferença numa terra, seja ela de que dimensão for. E aqui já todos percebemos que este ano a coisa correu mal. Anda agora a ser remediada, aos remendos, e foi preciso um jornal de Leiria trazer a notícia para sabermos que, alegadamente, a empresa contratada pelo Município não cumpriu o contrato. Depois, outro jornal de Leiria fez o favor de passar a mensagem da autarquia: na última reunião do executivo, à porta fechada, a vereadora do pelouro pediu desculpa aos pombalenses. 

Não sou daquelas para quem as desculpas se evitam. Os erros acontecem. Lá diz o povo que errar é humano, mas persistir no erro é burrice. Desde que chegou à Câmara, Pedro Pimpão estendeu a passadeira vermelha a JVV, arrastando com ele tudo o que é adorno. Está bem de ver que, no final das contas, esta é a segunda empresa pouco recomendada para os trabalhos, envolvida numa trapalhada qualquer. Mas esse não é o problema. O problema é mesmo uma Câmara que colecciona prémios e se desfaz em publicações e toda a espécie de comunicação não ter arranjado tempo e espaço para esse pedido de desculpas. Nem era preciso tanto...bastava uma explicação. Mas ali no Largo do Cardal o executivo está tão ego-centrado em citar-se, em mostrar-se, em promover-se, que depois falta o essencial: tempo para os munícipes. Respeito. Consideração. Estou certa que a maioria dos comerciantes, se fosse chamada a isso, estaria disponível para colaborar numa solução qualquer. E outros agentes também. Há municípios que desenham assim as festividades, envolvendo a comunidade. 

No final das contas, há nisto um paradoxo: a Câmara que mais passa a vida em festas não consegue organizá-las como era preciso. Dos tempos do coaching Pedro Pimpão poderia ter retirado aquele ensinamento do foco. É isso que lhe falta. É claro que entre as idas à Covilhã e a Lisboa (lá foi mais uma excursão, desta vez a convite de Paulo Mota Pinto, para a Assembleia da República) gasta-se muito tempo. Que é, como sabemos, essencial para fazer coisas. 


11 de janeiro de 2023

Apita o comboio. Lá vai sem pagar...




Terminado o Natal em Pombal, eis que nos ficava a faltar um apontamento de Grinch para compor o ramalhete. Aqui no burgo já estamos habituados a não saber quanto custam as festas. Ainda bem que temos essa oposição que faz "a nossa defesa" (é assim o slogan?) e não larga o osso, questionando, confrontando, reunindo dados como é sua obrigação. Ufa...que assim é um descanso. 
Mas apesar de (mal) habituados, ainda há quem tenha a mania de pagar contas. E para isso conta com o dinheiro que lhe é prometido. Terá sido o caso dos condutores do famoso comboio, pagos  a 75 euros euros por cada dia de trabalho. Pagos...é como quem diz: sub-contratados pelo adjudicatário do Natal, até ao início da semana dois deles continuavam à espera que pingassem 300 euros por quatro dias de trabalho. Com esta pitoresca curiosidade: a coisa faz-se "ao negro", sem qualquer recibo. 

Se isto não fosse uma película, estaríamos perante mais um indício de crime fiscal, a existência de um "saco azul", em que o dinheiro circula sem se saber quem paga o quê a quem, e tudo coberto por uma autarquia. Mas foi o Natal em Pombal, tão bonito, as criancinhas e os paizinhos andaram de comboiozinho pela cidadezinha, mais o coelhinho e o(s) palhaço(s)...Depois veio o gato...e comeu. 

5 de dezembro de 2021

O Natal do tio Pedro, do primo João, e dos amigos dele(s)



João Vila Verde (ao fundo) e o "tio Pedro" na inauguração do Natal
 

A Câmara de Pombal decidiu manter boa parte da programação de Natal agendada para estes dias e isso merece um valente aplauso. Num tempo em que é tão mais fácil embarcar no cancelamento dos espectáculos (como está a acontecer em tantas cidades, como se isso cancelasse o vírus, como se algum dia nos fossemos ver livres dele), atirando ainda mais para a míngua os artistas e técnicos, fechando ainda mais o público, que vive há dois anos como sabemos, é bom viver numa terra que escapa a essa "virose", chamemos-lhe assim. 

Mas,

Vamos lá saber, afinal, que festividades são estas, quem as está a fazer, quanto custam, e quem as vai pagar. Pois...não se sabe. Chegou a estar anunciada uma conferência de imprensa destinada ao efeito, mas foi cancelada com a mesma rapidez. 

O pouco que se sabe, porém, por portas travessas, é bastante para que Pedro Pimpão venha rapidamente a público explicar o resto. É o mínimo que se exige ao presidente da Câmara, "o tio Pedro", que chamou as criancinhas para junto de si, sexta-feira ao final do dia, para carregar no botão que supostamente ligaria as luzes e faria disparar o fogo de artifício, inaugurando assim o Natal da cidade. Só que às 18 horas de anteontem apenas o Cardal tinha iluminação. E foi preciso montá-la à pressa, como de resto está ainda a acontecer nas outras ruas da cidade. Minutos antes, funcionários de uma empresa da área, funcionários municipais, funcionários da PMU e outras figuras andavam numa roda viva a pendurar adornos e gambiarras. Mas o tio Pedro conseguiu. Pouco passava das 18 quando o Pombal Jornal fez o directo no Facebook, ele e as crianças contaram de 10 a zero, rebentaram uns foguetes, seguiram para o bosque encantado no Jardim das Tílias, para a Casa do Pai Natal, e seguiram para a fotografia. 

No resto da cidade, hoje, domingo, ainda não há iluminação. 

Agora surpreendam-se: o grande obreiro desta espécie de Natal-em-modo-Bodo, que inclui carrosséis durante um mês inteiro, junto à Biblioteca, é nada menos que um velho conhecido deste município: João Vila Verde, ex- administrador executivo da empresa municipal Pombal Viva, exonerado por Narciso Mota, depois de contas por explicar e prejuízos acumulados. A empresa acabou por ser extinta. Quem não sabe do que estamos a falar, tem nos arquivos do Farpas muito para explorar. O epílogo está aqui e aqui   O resto é pesquisar. Há muito por onde, entre 2008 e 2009 - foram anos fartos. 

Agora só falta Pedro Pimpão entregar-lhe de novo o Bodo. É desta que eu volto a acreditar no pai natal, nos duendes e tudo. Já que temos um bosque, pode bem ser que se levante de lá um anão de jardim e caminhe na minha direcção. Ora se eu vi um presidente de junta publicitar, orgulhoso, trabalhos da sua empresa para isto - coisas que antigamente davam perda de mandato... - Jingle Bells. 


29 de dezembro de 2019

Ajuda o Pai Natal!


O Pai Natal tem nove livros para os nove meninos e meninas que vivem no Convento do Cardal. Infelizmente, perdeu as cartas que lhe foram enviadas e agora está um pouco confuso. Queres ajudar o Pai Natal entregar as prendinhas aos meninos?

24 de novembro de 2019

Paradoxos pombalinos


Entaipam a cidade no período de Natal; depois enfeitam e iluminam o estaleiro.
Valha-lhes Deus Nosso Senhor.

29 de dezembro de 2018

O bom cristão e as luzes de Natal



A decoração de Natal deste ano - a iluminação das ruas, entenda-se - é qualquer coisa de deprimente, concordamos todos. O poder autárquico trata-nos assim como uma espécie de parentes afastados, a quem recebe em casa sem empenho nem agrado, literalmente a cumprir os mínimos, porque tem de ser. 
Pelas justificações que Diogo Mateus deu aos deputados municipais do PS (que o questionaram na Assembleia Municipal) o registo é ao estilo "para quem é bacalhau basta". Ficámos todos sem perceber qual foi a razão, afinal, para tamanha pobreza. O presidente - sempre politicamente hábil e com a sorte de defrontar uma oposição frouxa - não responde, não justifica, e opta pelo ataque como forma de defesa, perguntando os deputados qual é que acham que seria o valor razoável para gastar em luzes de natal. Para quem se arroga tão bom gestor, fica-lhe mal ir por aí. 
O problema, senhor presidente, é de forma e de conteúdo. Não é só a quantidade de luzes que Pombal (não) teve este ano. É o refugo que pagamos como tal. É uma questão de gosto, de brio na cidade. Mas lá voltamos ao mesmo: quem não vive a terra está-se marimbando para isso. Quem pega nos filhos e vai a outras cidades passear e fazer compras, mostrar-lhes outras coisas, deve achar que isto está bom assim. Depois embrulhamos isso tudo com um discurso de "calor humano" com as actividades na tenda do jardim, e está feita a quadra.
D. Diogo - que nos últimos anos está feito um beato - atirou então com o argumento da religião. Como se não soubesse que o Natal começou por ser uma festa pagã, como se os valores apregoados pela (sua) Igreja não fossem de acolher os outros, ou como se quem não vai à missa bater com a mão no peito não tivesse direito a circular nas ruas, a entrar no comércio, a comprar presentes,  participar do Natal. 
Mas nestas alturas há uma razão que lhe assiste: se os elementos da oposição participassem nas actividades, no programa que tanto podia ser feito agora como na Páscoa ou noutra época qualquer, mas que serviu para o Natal na Cidade - poderiam responder-lhe à letra, e dizer-lhe que merecíamos mais. Ou não. Se calhar cada povo tem aquilo que merece. 

30 de novembro de 2018

O casamento de fachada para este Natal


Há uma (bela) tenda instalada no Jardim do Cardal, há iluminação montada nas ruas há mais de um mês, e há toda a propaganda espalhada para anunciar "O Natal na Cidade", cujo programa integral pode ser consultado aqui.
Mas as explicações da vereadora Ana Gonçalves, na última reunião de Câmara - quando oportunamente questionada pela socialista Odete Alves - são uma uma pérola digna de pendurar na nossa árvore. 
Toda a gente sabe que o desfalecimento económico do concelho se traduz no comércio, também. Que,  aos poucos, o fluxo de lojas foi afunilando para o Largo do Cardal e para a Avenida, deixando vazios os espaços que noutro tempo moravam nas ruas da zona histórica. É um caminho ao contrário, o que fazemos em Pombal. Por isso não é de estranhar que a Associação Comercial e de Serviços de Pombal não tenha fôlego para mais. O que é lamentável é que seja a vereadora do pelouro a tratá-la com este misto de desdém e condescendência, como se a Câmara estivesse aqui a ajudar os pobrezinhos da ACSP. Como é que disse? É a Associação que deveria dinamizar o Natal na cidade? 
Oi? 

27 de dezembro de 2017

Natal na Cervejália


Sou só eu quem acha que beber um fino na Cervejália, horas antes da consoada, devia passar a ser uma referência cultural da cidade? Se os bracarenses se orgulham da tradição do "Natal no Bananeiro", que também começou por iniciativa de um pequeno empresário local, por que não fazer justiça ao César e instituir, em Pombal, o "Natal na Cervejália"? 

23 de dezembro de 2017

Cancelaram o Natal?



Quinta-feira à noite, 21 de Dezembro, era este o cenário no Cardal. Talvez a Câmara nos deva explicar por que razão o mercado de Natal é desmontado tão cedo, e porque será que não passamos do registo "numa casa pobrezinha mas toda cheia de luz". Já bastava a pobreza da iluminação, a deprimente programação, mas salvava-se a ideia peregrina das fogueiras. Este ano o Município decidiu poupar na lenha, como se pode ver. Também não tivemos pista de gelo. E segundo o programa das festas, entre o dia 20 de dezembro e 06 de janeiro não há coisa nenhuma. 
Os comerciantes - que também poderiam organizar-se, entre si, e seguir exemplos de outros concelhos vizinhos - queixam-se, em surdina. Que como não é ano de eleições...não se investiu no Natal.
Pombal é uma terra de emigrantes e de migrantes. Basta sair à rua por estes dias para perceber a felicidade efémera de voltarmos a ter gente: nos cafés, nos restaurantes, nas lojas, na rua. Custava muito manter a tenda e o mercado de Natal? Não escorre da cabeça dos nossos autarcas que seria um sucesso para todos? E se a tenda servisse depois para uma festa de passagem de ano, como nas outras terras? Como na Câmara há sempre resposta para tudo, ficamos à espera. Sentados, cada um em sua casa, que isso do convívio e muitos ajuntamentos sempre foi perigoso...
Boas Festas, pois.

19 de dezembro de 2016

Faz de conta que a pista era de gelo

                                foto: Município de Pombal
É uma gente que diz mal de tudo, esta.
O Município faz um esforço sobrenatural para agradar ao povo, investe 100 mil euros na programação de Natal (parte será na iluminação de rua?), manda vir artesãos do resto do país para o mercado, anuncia uma pista de gelo e é isto: uma decepção pegada.
A pista que calhou em sorte às crianças de Pombal deve ser do Sporting: nem sequer chegou ao Natal. Senhores da Câmara: até pode parecer que por aqui se come gato por lebre, que a ninguém se importa com a verdade e a mentira, que para quem é bacalhau basta. Mas é feio mentir, ainda mais tratando-de do público infantil, a quem - supostamente - se destinava a pista. Que não era de gelo. Posto isto, há uma em Leiria. Tem espectáculos de patinagem e só encerra a 1 de Janeiro. E consta que não cheira a cavalo.