Para macacadas, prefiro os caretos de Podence.
"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
9 de abril de 2026
29 de novembro de 2025
Montenegro coloca Pimpão na ANMP
Corre pelo espaço midiático que o doutor Pimpão vai para presidente da Associação Nacional de Municípios (ANMP). Seria uma benção para Pombal se ele fosse mesmo. Mas não vai; ou melhor dito: vai e fica.
A notícia – do nosso conhecimento há muito tempo - foi metida a correr com um intuito claro: fazer crer aos papalvos que há mérito na coisa, na designação e no designado. Mas é exactamente ao contrário… A escolha - de Luís Montenegro, não dos autarcas - tem todo o racional: se é para não fazer nada, nem sequer lobbying/pressão junto do governo, quem melhor que doutor Pimpão?
Isto é o regime no seu melhor. Um regime que se desenvolveu da forma que se conhece, através da multiplicação de cargos e mordomias pelos próprios protagonistas políticos, para seu prórpio benefício. O método segue inevitavelmente a mesma lógica: há um cargo (por exemplo, presidente de câmara), desempenhado por vários titulares; se há vários titulares pode-se criar uma associação que os represente, os auto-promova e faça lobbying em seu benefício. As coisas funcionam sempre assim, e neste caso em concreto (ANMP) ficaram-me claras, há muito tempo, quando dava os primeiros passos na política local, e um(a) então influente figura do PSD local me explicou para que servia a ANMP. Numa das muitas conversas sobre política, expunha-lhe o meu espanto pela rápida transformação política e pessoal do recente presidente da câmara Narciso Mota, que de criatura politicamente imberbe, naif até, rapidamente se transformara num cacique controlador de tudo e de todos. Explicou-me ele(a), então, que tudo se devia à “escola” de dirigismo/caciquismo que era a ANMP, onde as reuniões serviam essencialmente para os presidentes de câmara conviverem e partilharem as dificuldades/objecções que os adversários e forças vivas locais lhes colocavam, que os mais rodados e astutos já tinham vivido e, com gozo, partilhavam com os novatos os estratagemas que, se fossem aplicados com eficácia (pulso), anulariam os opositores e os meios de fazer oposição.
O doutor Pimpão vai com o mandato de não fazer nada, até porque é o que mais gosta de fazer, mas a ANMP continuará a cumprir o seu secreto desígnio.
13 de fevereiro de 2025
Marcelo veta desagregação das freguesias
A agregação das freguesias foi uma farsa improvisada pelo governo da PaF - Passos Coelho/Miguel Relvas - para enganar a Troika. Entretanto, a Assembleia da República resolveu reverter o processo, aprovando por ampla maioria a desagregação das famigeradas uniões de freguesia.
A agregação foi um acto tão vil como este, agora, da desagregação; ambos movidos unicamente pelo mais descarado oportunismo político, sem nunca atenderem ao primordial interesse do país, ao seu coerente e adequado modelo organizativo. Marcelo, como é seu timbre, não quis ficar atrás e compôs o ramalhete: vetou a lei por considerar que existe “falta de compreensão e transparência pública do processo legislativo” e “capacidade para aplicar … o novo mapa já nas eleições autárquicas de Setembro ou Outubro deste ano”. Há boas razões políticas para concordar ou discordar da medida, mas não me parece que os pretextos usados pelo presidente sejam minimamente razoáveis, porque julgo que toda a gente compreende o que está em jogo e a aplicação da norma é coisa lógica e natural.
Há em cada coisa aquilo que ela é, e que a anima. Marcelo é intriga, e entropia. O hábito da intriga desenvolve todas as fraquezas que são com ela solidárias. Marcelo tornou-se um empecilho do regime. Deixa um amplo contributo, se não para a obsolescência do regime, pelo menos para a demonstração da inutilidade do cargo que ocupa.
Nota de Rodapé: o veto tem o mérito de facilitar a vida às estruturas concelhias dos partidos. Em Pombal são menos quatro listas, menos cinco dezenas de candidatos onde está a ser muito difícil encontrá-los.
9 de janeiro de 2024
Pombal, terra de peregrinação e paródia
Bem sei que vivemos tempos em que a aparecer é código postal para o sucesso fácil, e que a política actual adoptou o modelo, mas o excesso enjoa e indispõe almas mais frugais.
Esta paróquia está definitivamente transformada em pátio de comédia, onde criaturas apinocadas, mais dignas de piedade que de aversão, desfilam constantemente em cortejos jocosos ou representam farsas improvisadas.
20 de dezembro de 2019
20-12-2019 – o dia em D. Diogo deu o golpe de misericórdia na moribunda oposição
12 de fevereiro de 2019
Descentralização, uma não-reforma
13 de janeiro de 2018
Pombal não é Portugal
22 de junho de 2017
Uma tragédia colectiva
24 de maio de 2016
Um cartaz caracterizador
8 de abril de 2016
Sai um Panteão
25 de janeiro de 2016
Notas soltas sobre os resultados das presidenciais
5 de outubro de 2015
Eleições e a arte de formar Governo
25 de setembro de 2015
O PS não apanhou a onda
17 de setembro de 2015
Esquerda? É a Natureza Humana
21 de março de 2015
As delícias da nomeação
António Brigas Afonso assume liderança do Fisco na quarta-feira
17 de março de 2015
Pombal 2020
Primeiro a parte boa. A Europa 2020 é a estratégia de crescimento da UE para a próxima década. Portugal não pode, de maneira nenhuma, passar ao lado dessa estratégia e, como tal definiu um acordo de parceria com a Comissão Europeia que designou por Portugal 2020. Dar a conhecer o Portugal 2020 - e em particular o Programa Operacional Centro 2020 - às nossas empresas e instituições é uma iniciativa louvável, uma vez que as oportunidade de financiamento são muitas. Além do mais, existe uma vontade política na Europa de financiar os "países com baixo desempenho", lote em que Portugal se encontra juntamente com o Luxemburgo e todos aqueles que aderiram à UE depois de 2004.
Agora, o que já não se percebe é porque é que o Governo delega a promoção e divulgação deste importantíssimo programa no PSD. Será que quer capitalizar ganhos político-partidários de uma iniciativa que, claramente, não lhe pertence? A estratégia Europa 2020 que enquadra todos estas programas regionais não pode ser partidarizada! O dinheiro que vai ser distribuído - e é muito - é de todos os contribuintes europeus e, por isso, o mínimo que se exige é que sejam as instituições que nos representam que nos informem destes programas.
Maria Luís Albuquerque em Pombal
31 de dezembro de 2014
Pedro, porque te esqueceste de mim?
26 de janeiro de 2013
Demissão de Paulo Júlio
24 de setembro de 2011
Laisser faire, laisser passer!










