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3 de março de 2023

PMUGest respondeu ao Farpas

Depois do árduo e nada consensual “trabalhinho” do despedimento do engenheiro Carreira, a doutora Gonçalves partiu de férias para a neve – precisava, com certeza, de arrefecer os calores. Mas alguém a deve ter alertado, lá nos picos nevados, que o escândalo tinha sido colocado na praça pública, e gerado estupefação. Porventura, sentindo que o terreno lhe estava a fugir debaixo dos pés, agiu mas escondeu-se: mandou uma carta para a AM, assinada pelo presidente não-executivo, a justificar a trapalhada. A ladainha, para além de não esclarecer nada, reforça as dúvidas e expõe as sucessivas trapalhadas e as contínuas irregularidades.



Alega, na carta, que “o engenheiro Carreira foi contratado para Director Executivo da PMU (chamava-se assim na altura) em 2001, sendo que à data os acionistas decidiram não nomear um Administrador Executivo remunerado; e, mais tarde, em 2004, Manuel Carreira foi nomeado Administrador Executivo”. Depreende-se, destes dizeres, que o engenheiro Carreira foi contratado para Director Executivo e de imediato promovido a Administrador Executivo não remunerado, auferindo a remuneração do contrato como Director Executivo. Tudo coisas à moda da terra. E informa, também, que "em 2004, passa a ser remunerado como Administrador Executivo até Janeiro de 2022” – até à entrada da doutora Gonçalves para a sua função.

Perante todas estas trapalhadas e irregularidades, pergunto:

1 – O engenheiro Carreira alguma vez exerceu a função para que foi contratado? 

2 – Quando o engenheiro Carreira assumiu o cargo de Administrador Executivo não remunerado manteve o contrato de Director Executivo? E acumulava as duas funções?

3 – Quando o engenheiro Carreira passou a Administrador Executivo remunerado manteve as condições do contrato inicial ou foi-lhe fixada nova remuneração?

4 – Entre Janeiro de 2022, altura de cessação de funções como Administrador Executivo remunerado, e a presente data, por que condições contratuais o engenheiro Carreira foi remunerado, como Administrador Executivo ou como Director Executivo?

5 – O organograma do PMUGest contempla o cargo de Director Operacional. Quem exerce este cargo actualmente? Não foi este o único cargo que o engenheiro Carreira efectivamente exerceu?

Lendo a lei e conhecendo minimamente a realidade da PMUGest e o trabalho exercido pelo engenheiro Carreira no dia-a-dia percebe-se que, tendo ele mantido o Contrato de Trabalho como Director Executivo, este despedimento, por extinção do posto de trabalho, não tem condições para vingar em tribunal. Por conseguinte, pergunto:

1 – O presidente da câmara foi informado e deu aval a esta malvadez que só desprestigia as instituições públicas e onera o erário público?

2 – Se o processo terminar com acordo, como se prevê e o presidente da câmara já deu a entender, quem é que vai fazer o trabalho que o engenheiro Carreira efectivamete fazia? É a doutora Gonçalves, que o “substtituiu”? Ou vão contratar mais um quadro dirigente?  

Chega de trapalhadas, irregularidades e canalhices. A doutora Gonçalves está mais irregular e acrescenta menos à empresa que o engenheiro Carreira. 

24 de fevereiro de 2023

Da felicidade à malvadez vai um passo

O profeta Pedro prometeu a felicidade, e os crédulos acreditaram… Mas mal se começou a desembrulhar o embrulho veio o assombro: no lugar do exilir da felicidade vinha o veneno da inépcia, do amiguismo, da injustiça, e da MALVADEZ.

A ruindade praticada com o esforçado e diligente Eng. Carreira, ex-administrador-executivo da PMUGest, durante o último ano, roça a malvadez pura: esvaziamento de funções, afastamento dos demais trabalhadores, e, despedimento por extinção do posto de trabalho. Tudo gizado e conduzido pela doutora Gonçalves, nova administradora-executiva, nomeada irregularmente pelo doutor Pimpão, depois de ter sido dispensada do anterior executivo devido aos sucessivos escândalos.


O desgoverno geral está instalado, na câmara e nas empresas públicas. Os processos judiciais sucedem-se em catadupa; e as derrotas da câmara idem. 

Quando a malvadez e a estupidez* se juntam o desastre é inevitável. 

* Sim, o despedimento por extinção do posto de trabalho do Eng. Carreira é, para além de injusto, estupidez pura.

29 de agosto de 2022

A contratação de Ana Gonçalves e a política pela positiva do doutor Pimpão

O processo de contratação de Ana Gonçalves, para administradora-executiva da PMUGest - e de toda a administração -, diz tudo sobre o que é o doutor Pimpão, como regente da coisa pública. Nada diferente do que já tinha mostrado na junta: amiguismo, falta de rigor e de transparência.  Por exemplo: distribuiu prebendas sem critério e sem rigor – nunca explicou aquela trapalhada do subsídio à ADAC e o burlesco extravio do cheque emitido pela junta; escondeu sempre o regime em que exercia o cargo, violando a lei; etc.



Na contratação da Ana Gonçalves o doutor Pimpão confirmou que o amiguismo e a obscuridade são a sua marca-de-água - prevalecem sobre a ética, a decência e a lei. Deu-se ao desplante de contratar para o cargo mais bem remunerado, a seguir ao seu, a pessoa que no executivo anterior desbaratou todas as condições para exercer qualquer cargo político em Pombal e arredores. Mas pior: para esconder o “arranjinho” violou descaradamente a lei, porque não submeteu ao executivo municipal a aprovação do cargo de administrador-executivo remunerado nem a aprovação do respectivo vencimento. 

Agora, o doutor Pimpão vai ter que responder por esta trapalhada; incorrendo em sanção financeira reintegratória (devolver do seu bolso todas as remunerações auferidas por Ana Gonçalves) e possível perda de mandato (já sucedeu aqui perto).

Custa a compreender, e a aceitar, que um político com experiência autárquica e uma licenciatura em Direito cometa irregularidades tão graves e tão pouco abonatórias da honra e da ética. Bem pode o doutor Pimpão apregoar recorrentemente a política “pela positiva” - essa coisa vazia, insossa, inócua e indefinida; a realidade mostra-nos, cada vez melhor, um Pimpão manhoso, impreparado e pouco transparente.  


29 de junho de 2022

O caso da “negociata” do autocarro para a ETAP

Ao navegar pelo site da ETAP – esse exemplar de boa governação cá do burgo! – deparei-me com um enorme pedregulho na garagem: um autocarro de passageiros de 65 lugares adquirido por ajuste directo, em 10-8-2021, por 65.000 € + IVA.


O pior deste malfadado negócio nem é a compra em-si; é como e a quem se comprou! Comprou-se por ajuste directo, contra todas as regras da boa-governação e contra o espírito e a letra da lei da contratação pública, um autocarro em 2.ª mão, através de um caderno de encargos personalizado ao autocarro que o vendedor tinha/queria vender, não a um fabricante ou concessionário de autocarros, como seria normal e recomendável, mas a uma empresa prestadora de serviço de transporte de passageiros, uma tal Busvouga, Lda, com sede em Águeda!

Estes tipos de “negociatas” seriam bons temas para uma oposição que quisesse e soubesse fazer política, questionando a acção do executivo municipal e os actos de gestão das empresas municipais. Mas temos uma oposição prefere andar entretida com recomendações chochas (inúteis e/ou sem sustentação jurídica) que só servem o propósito da vitimização constante. 

Neste quadro imoral e burlesco, resta ao cidadão mais exigente, com o bom uso dos dinheiros públicos, a esperança que ainda haja na bancada da maioria alguém com independência política e ética republicana minimamente arreigadas, que, num ímpeto dignidade, questione estes indecorosos métodos que indiciam compadrio e displicente uso dos dinheiros públicos.

PS: é por estas e por muitas outras que o Farpas tem que continuar a cumprir a sua missão inicial: “Farpear os interesses e os poderes instalados, os oportunistas e os manhosos, a hipocrisia e o servilismo, a obscenidade e o desperdício”.    


2 de maio de 2022

Sexta Quezília – entre “amigos”

Na última assembleia municipal, o João Pimpão foi a “vedeta” da sessão: discorreu sobre todos os assuntos da agenda; respondeu a todos as questões colocadas ao irmão, rebateu todos os argumentos e opiniões dos opositores; e até colocou a mesa em sentido.

O Pedro está como “presidente da Junta”. Mas o João é o verdadeiro “Presidente da Junta”.

Enquanto não há eleições, o João a Director Municipal. Já!


12 de fevereiro de 2022

O amiguismo é inimigo do profissionalismo

O doutor Pimpão resolveu colocar mais três amigos/as na administração pública. Agora na PMUGest. Sem qualquer critério que não seja o do amiguismo. 

Bem sabemos que o Pedro gostaria de dar emprego e/ou benefícios a todos os seus amigos. Vai falhar - não o vai conseguir. O doutor Pimpão parece não saber que, normalmente, o que mais alimenta é o que mais mata. O amiguismo será o principal veneno do doutor Pimpão. 



Consta – não há informação oficial – que a ex-vereadora Ana Gonçalves vai auferir choruda remuneração na PMUGest, e que os outros dois membros do CA não serão remuneração. Esta aberrante situação suscita as mais intrigantes dúvidas.

Como todos sabemos, não há almoços grátis – mesmo entre bons samaritanos ou bons escuteiros. Nem a gestão da coisa pública se compadece com falta de profissionalismo e de responsabilização.

Assim, pergunta-se:

O “administrador” nomeado para a PMUGest – João Cordeiro – vai administrar ou vai simplesmente ostentar o cargo?

Alguém acredita que é possível responsabilizar alguém que não é remunerado?

Alguém acredita que um “bom-samaritano” vai dedicar-se (trabalhar regularmente), ao longo de quatro anos, sem ser compensado? Se não vai trabalhar regularmente o que é que vai fazer para a PMUGest?

Se o cargo de presidente do conselho de administração da PMUGest não é para ser exercido regularmente porque é que não foi atribuído a um vereador? 

Estarão os vereadores tão ocupados ao ponto de não poderem participar numa reunião mensal?

O amiguismo anda sempre associado ao amadorismo. A PMUGest vai de mal a pior.

Chamem o Cura Vaz para lhe dar a extrema-unção.

10 de fevereiro de 2022

Quanto vai custar a administração da PMUGEST ao erário público?

O doutor Pimpão resolveu nomear dois amigos para a administração da PMUGest: o doutor João Cordeiro, que se nos apresenta como “gerente atual do balcão Novobanco em Pombal”; e a doutora Ana Gonçalves, nossa muito bem conhecida.  



Quando perguntado à doutora Marto – vice-presidente da “Junta”- quanto vão ganhar os dois administradores da PMUGest, entretanto contratados, respondeu ela que “não sei..., mas vai ser o de tabela”. Mentiu. Não há uma tabela; há um limite máximo. E quando os políticos atiram para a dita “tabela” estão a desculpar-se do indesculpável - pagar pelo máximo o que devia ser pelo razoável. A meia verdade é mais cínica que a mentira plena, mas até os aprendizes da política recorrem a elas. 

Na PMUGest o razoável seria Zero (zero encargos para o município). Foi assim no passado, mas o doutor Pimpão quer que agora seja diferente. Apesar da PMUGest ser deficitária e não gerar (nem gerará) receitas próprias significativas. É um simples artifício para contornar as regras da contratação pública que não deveria sequer existir, porque todas as suas actividades fazem parte das atribuições da câmara, e podem ser realizadas pela câmara com a mesma ou melhor eficiência.

Os dois administradores remunerados vão custar ao erário público cerca de 140.000 € anuais, 560.000 € no mandato, mais as despesas de representação da administradora não-remunerada. A PMUGest não gera receitas próprias desta dimensão. Por tudo isto, estas nomeações são irresponsáveis e profundamente danosas para o erário público.

Todos sabemos que o doutor Pimpão não sabe administrar, nem sabe sequer que é preciso fazer contas. E que também não tem quem o ajude. Por este andar, pautado pelo improviso, pelo amiguismo e pela boa-vai-ela, deixará a câmara ingovernável e o concelho mais debilitado.

Era difícil escolher um tipo tão impreparado; nem mesmo procurado com uma lanterna de Diógenes se chegaria a isto, ao que é realmente imperdoável. 

Adenda: 

Fazendo fé nas informações oficiosas entretanto recolhidas, errei ao afirmar que a PMUGest terá dois administradores executivos (remunerados). Consequentemente o custo inerente ao conselho de administração será de cerca de 70.000 € por ano e 280.000 € no mandato e não de 140.000 € por ano e de 560.000 € no mandato.

Até este momento, a câmara escondeu deliberadamente esta informação, provocando falsas percepções.

Voltarei a este tema, porque há muita coisa a esclarecer…

19 de janeiro de 2022

O facto político do momento na reunião da “Junta”

Reuniu, hoje, a “Junta”; no registo informal que lhe é característico (de cada um falar quando lhe apetece); sem a presença do doutor Pimpão, de "férias" em Cabo Verde, que, assim, evitou ter que ser ele a justificar o rol amigos e amigas que nomeou, sem qualquer critério que não seja o amiguismo - nem o sempre badalado critério da confiança política cumprem, como avante se verá! 

Coube à doutora Marto – vice-presidente da “Junta” – o fastidioso papel de ter que justificar, por critérios que ela sabe que não se aplicam nem se verificam, o injustificável - as nomeações do doutor Pimpão.

O doutor Pimpão espalhou propagandistas pelo gabinete de apoio ao presidente, pelo gabinete de apoio aos vereadores, e, vejam só, também pela defunta ADILPOM. Desconhece, coitado, que publicidade é pior que se pode fazer a um mau produto. E para a PMUGest (uma espécie de "empresa", deficitária e totalmente dependente da câmara) nomeou não um mas (+)dois administradores remunerados!

Custou ver a doutora Marto, conhecida por ter pelo-na-venta e mangas arregaçadas, naquele penoso arrastar de voz; naquele tormentoso pára-arranca contínuo de cada frase, de cada palavra; naquele martírio que as mentiras inverosímeis (e encomendadas) sempre provocam. Quando se ouve justificar a nomeação da Ana Gonçalves pelo seu curriculum, uma pessoa já nem ri. Mas também não consegue chorar.

A inépcia aflige. Mas a falta de decoro é pior. Ofende. 


PS: Com os representantes da “oposição” não vale a pena gastar muitas palavras. Lembrar-lhes, só, que quem ainda não tirou as devidas consequências dos desastrosos resultados eleitorais não tem legitimidade nenhuma para cobrar resultados a quem ainda dispõe de toda a legitimidade.  

11 de janeiro de 2022

A Nova Ambição, do Pimpão

Passados três meses, já se pode afirmar com segurança que a “Nova Ambição”, do Pimpão, de nova só tem o velho; e de ambição só tem a ilusão. 

Na ausência de melhor, bastou ao Pimpão vender a sua ilusão: uma enfiada de regozijos públicos que prometiam a felicidade na terra. Mas os mais atentos, ao que se passa dentro e fora da câmara, já perceberam que a “Nova Ambição” vive unicamente do fogo-fátuo de aparecer em reuniões no Salão Nobre ou da correria pela cidade e pelo concelho em busca de eventos para a vaidade encenada para as redes sociais. É um poder oco, que padece da epidemia da inaptidão, exercido por gente não serve nem para ajudar à missa, quanto mais para dar missa.  

De novo a “Nova Ambição” só tem o retrocesso. Voltámos ao “se não ajudarmos os nossos…”: o interesse do concelho pelo interesse do partido; o interesse do partido pelo interesse dos amigos; o interesse dos amigos pelo interesse individual.

Os concursos públicos passaram a designar os/as candidatos/as preditos. A avença dos serviços jurídicos continua a ir para o correligionário do partido, apesar do desempenho conhecido. Os boys vão-se encostando. 

Mas para finalizar - por hoje - consta que a ex-vereadora Ana Gonçalves, protagonista maior dos escândalos do último mandato, vai ser nomeada administradora da PMUGest – aquela empresa municipal que é uma máquina geradora proveitos.


18 de dezembro de 2021

ADILPOM – exemplar maior do falso associativismo

A ADILPOM é uma “associação” – que de associação tem pouco ou nada – criada em 1991, pelo poder político local da altura, com o objecto da “promoção do desenvolvimento no concelho de Pombal, através de uma integração adequada com os espaços e entidades no âmbito regional, nacional e internacional, visando o desenvolvimento global e equilibrado do concelho, mediante o apoio directo à actividade produtiva e à promoção e valorização dos recursos locais, especialmente os humanos” - música.

O estratagema por detrás deste tipo de entidades foi sempre dar-lhes um objecto vasto e aparentemente virtuoso suscetível de disfarçar o verdadeiro propósito - usá-las para esquemas da mais diversa índole, nomeadamente como alçapão para a saída de dinheiros públicos sem controlo. O problema – ou a virtualidade - destas entidades é a (sua) essência determinar tudo - o pecado original cumprir-se.

Nos primeiros anos e nos mandatos de Narciso Mota a ADILPOM serviu como estrutura para a realização de alguns eventos e como antecâmara para dar emprego à malta do partido que não podia entrar directamente na câmara. Com Diogo Mateus - menos adepto destes esquemas - foi definhando, até se tornar numa estrutura sem vida própria: sem autonomia, sem recursos, sem competências – sem nada. Por ser composta por outras entidades no mesmo estado (AICP e ACSP) ou que nunca se envolveram na sua gestão e nas suas actividades (Cooperativa Agrícola, Caixa de Crédito Agrícola) tornou-se um mero apêndice da câmara. Definhou até mirrar. Presentemente é um “esqueleto” que a câmara usa para contornar o regime de contratação pública e dar um ou outro emprego aos amigos. A forma como o doutor Pimpão usou a ADILPOM para montar os festejos de Natal roça o obsceno – pode ser observado e examinado na informação submetida e aprovada pelo executivo, disponível no link abaixo. 

Diogo Mateus conduziu a ADILPOM para a agonia. Agora, a bem da decência, e antes que malignidade se expanda, é preciso dar-lhe o golpe de misericórdia - como foi dado à funesta PombalViva. Um assunto a acompanhar nos próximos tempos.     

Link: https://drive.google.com/file/d/1gKbLbke56GfQMau6EOG0ajpCQWtj2nkP/view?usp=sharing

5 de dezembro de 2021

O Natal do tio Pedro, do primo João, e dos amigos dele(s)



João Vila Verde (ao fundo) e o "tio Pedro" na inauguração do Natal
 

A Câmara de Pombal decidiu manter boa parte da programação de Natal agendada para estes dias e isso merece um valente aplauso. Num tempo em que é tão mais fácil embarcar no cancelamento dos espectáculos (como está a acontecer em tantas cidades, como se isso cancelasse o vírus, como se algum dia nos fossemos ver livres dele), atirando ainda mais para a míngua os artistas e técnicos, fechando ainda mais o público, que vive há dois anos como sabemos, é bom viver numa terra que escapa a essa "virose", chamemos-lhe assim. 

Mas,

Vamos lá saber, afinal, que festividades são estas, quem as está a fazer, quanto custam, e quem as vai pagar. Pois...não se sabe. Chegou a estar anunciada uma conferência de imprensa destinada ao efeito, mas foi cancelada com a mesma rapidez. 

O pouco que se sabe, porém, por portas travessas, é bastante para que Pedro Pimpão venha rapidamente a público explicar o resto. É o mínimo que se exige ao presidente da Câmara, "o tio Pedro", que chamou as criancinhas para junto de si, sexta-feira ao final do dia, para carregar no botão que supostamente ligaria as luzes e faria disparar o fogo de artifício, inaugurando assim o Natal da cidade. Só que às 18 horas de anteontem apenas o Cardal tinha iluminação. E foi preciso montá-la à pressa, como de resto está ainda a acontecer nas outras ruas da cidade. Minutos antes, funcionários de uma empresa da área, funcionários municipais, funcionários da PMU e outras figuras andavam numa roda viva a pendurar adornos e gambiarras. Mas o tio Pedro conseguiu. Pouco passava das 18 quando o Pombal Jornal fez o directo no Facebook, ele e as crianças contaram de 10 a zero, rebentaram uns foguetes, seguiram para o bosque encantado no Jardim das Tílias, para a Casa do Pai Natal, e seguiram para a fotografia. 

No resto da cidade, hoje, domingo, ainda não há iluminação. 

Agora surpreendam-se: o grande obreiro desta espécie de Natal-em-modo-Bodo, que inclui carrosséis durante um mês inteiro, junto à Biblioteca, é nada menos que um velho conhecido deste município: João Vila Verde, ex- administrador executivo da empresa municipal Pombal Viva, exonerado por Narciso Mota, depois de contas por explicar e prejuízos acumulados. A empresa acabou por ser extinta. Quem não sabe do que estamos a falar, tem nos arquivos do Farpas muito para explorar. O epílogo está aqui e aqui   O resto é pesquisar. Há muito por onde, entre 2008 e 2009 - foram anos fartos. 

Agora só falta Pedro Pimpão entregar-lhe de novo o Bodo. É desta que eu volto a acreditar no pai natal, nos duendes e tudo. Já que temos um bosque, pode bem ser que se levante de lá um anão de jardim e caminhe na minha direcção. Ora se eu vi um presidente de junta publicitar, orgulhoso, trabalhos da sua empresa para isto - coisas que antigamente davam perda de mandato... - Jingle Bells. 


1 de março de 2021

Agora é que dá vómitos!

Um ponto aparentemente irrelevante – proposta de revogação de transferência financeira para a PMUGest (submetida pela própria empresa) - descambou numa hora de intifada política, sem ordem, sem tino e sem espírito.

Ali, naquela balbúrdia em que há muito se transformaram as reuniões do executivo, já nada se discute, já ninguém ouve, já ninguém pensa. Ali, naquele desvaneio sem grandeza e sem tino, vomitam-se palavras, grita-se, ofende-se. Ali, já todos discorrem às-cegas, com insuportável grosseria, indesculpável ignorância, inexplicável temeridade, sempre com fome de vingança, sejam eles rufiões do espírito, cavaleiros da triste figura, donzelas adulosas ou o destravado assistente. 

Sabe-se que a política exacerba os piores instintos, mas até na maledicência se exige nível. E na adulação também. 


21 de setembro de 2019

Bem prega Frei Tomás

Referindo-se à necessidade das entidades públicas prestarem contas publicamente, que agora, pelos vistos, o presidente da câmara defende, para atacar o engenheiro Marques, que saltava aos gritos sempre que alguém da oposição o requeria; Diogo Mateus esquece-se, e ninguém naquela assembleia o lembrou, que no passado apoiou, por acção e omissão, a ocultação das contas das empresas municipais onde a câmara tinha a maioria do capital (tal como muitos dos que ainda se sentam na bancada da maioria). 
Depois, entendamo-nos sobre o que é prestar contas publicamente: uma coisa é exigi-lo, de forma mais cordata ou mais agressiva; outra, bem diferente, é não respeitar o interlocutor, abusando descaradamente da posição dominante para esmagar. 
Ao que a hipocrisia política chega!

17 de setembro de 2019

Os problemas da PMUGEST não se resolvem chacinando o encarregado

Dizem os livros que uma empresa é um conjunto de recursos (materiais, humanos e técnicos) organizados com vista à concretização de um determinado fim económico. A PMUGEST não é uma empresa, nem na realidade nem na verdadeira acepção da palavra. É - como, aqui e aqui, referi na altura da sua criação/reestruturação - um emaranhado de actividades sem nenhuma complementaridade, que não geram um objecto de negócio nem um fio condutor (uma estratégia) que permita assegurar rentabilidade mínima. A PMU nasceu, simplesmente, para ser um apêndice da câmara, um estratagema para contornar os mecanismos de controlo da administração pública. Alimenta-se e mirra com o próprio veneno.
A “empresa”, apesar de explorar actividades geram proveitos sem custos significativos (estacionamento e publicidade), é deficitária porque não é competitiva em nenhuma das actividades onde concorre com os privados (apesar de parte dos custos serem suportados pela câmara). Enferma de todos os males das empresas municipais (dependência da câmara, ausência de exigência na cadeia cliente-fornecedor, incapacidade para desenvolver competências-chave); a que juntou a total desresponsabilização dos administradores. É incompreensível que nem no período de escassez de oferta de serviços de limpeza florestal - últimos 2 anos - a empresa tenha conseguido aumentar as receitas e equilibrar a exploração. 
Bem pode o presidente da câmara chacinar, em directo e ao vivo, o Eng.º Carreira - suposto administrador-executivo que nunca o foi (nunca foi mais que um aplicado Encarregado da Manutenção), que da responsabilização não se livra. A situação insustentável da PMUGEST tem um responsável: Diogo Mateus, o mentor e o executor da coisa. E tem, por agora, uma solução: a mesma que foi aplicada à PombalViva.

8 de setembro de 2019

Narciso Mota oferece-se

Depois de desancar em toda a administração da PMUGEST, ao ponto de reconhecer que se enganou na contratação do engenheiro Carreira, o linguarudo Narciso Mota discorreu longamente sobre as suas experiências e atributos profissionais; sempre a mesma ladainha, daquela mente turva, agora atrofiada pelo reumatismo neurótico.
No final, ofereceu-se para ajudar na PMUGEST.
Resta uma pequeníssima dúvida: será que se ele ouvisse o que diz, tê-lo-ia dito?


6 de setembro de 2019

A imolação do engenheiro Carreira

Talvez por já sentir o fastio de bater na “oposição” domesticada e na “oposição” mole, D. Diogo caprichou no guião da última reunião do executivo: trouxe para a festa - para o sacrifício - o engenheiro Carreira (PMUGEST).
D. Diogo sabe - porque lê os versículos e conhece a mais antiga história do homem - que sem crueldade não há festa, que os soberanos (os deuses) necessitam do sacrifício para seu sustento e para a manutenção do seu poder; mas tanta, tão refinada e tão prolongada crueldade é massacre (foi quase uma hora).
A imolação do engenheiro Carreira, naquele local, daquela forma (em directo e ao vivo) e com aquela malícia, meteu - e mete - dó; não pelo desconforto e desalento da simpática e humilde criatura, que atirada para aquela arena se deu ao sacrifício com a dignidade possível, acreditando ingenuamente que seria credora de alguma clemência, de quem designava repetidamente por sócio; mas não, foi fustigada, pelo trio de rufiões, com a mais refinada crueldade, que intercalava períodos de sofrimento e alívio, que pareciam ensaiados, onde um abria a ferida e o outro cravava, com o prazer de ferir e ver os sinais do sofrimento, no deleite pleno do exercício do poder.


5 de setembro de 2019

Narciso Mota acusa administração da PMUGEST de praticar assédio moral

Na última reunião do executivo municipal, Narciso Mota acusou o(s) administrador(es) da empresa municipal PMUGEST da pratica de assédio moral aos trabalhadores.
O assédio moral, para além de altamente condenável ética e moralmente, é crime. A grave acusação assume proporções mais gravosas porque foi proferida publicamente e na presença do administrador executivo – Eng.º Manuel Carreira – e do presidente da câmara (representante do único accionista da empresa), que se limitaram a ouvir.
O engenheiro Carreira não reagiu; já estava tão amachucado que, coitado, só pensaria em sobreviver.
Compreende-se a postura do doutor Mateus: tem-na fisgada; e já estava muito ofendido por relatório referir a não revisão da tabela de preços - não suportava mais desfeitas.
Também se compreende a postura das doutoras Odete e Anabela: passa-lhes (quase) tudo ao lado.

3 de setembro de 2019

Diogo faz, também, o papel da oposição

A dominância de Diogo Mateus sobre súbditos, correlegionários e opositores é esmagadora. Daí, não ter oposição, nem pensamento divergente. Mas com ou sem oposição os problemas surgem (sem oposição surgem menos, mas quando surgem são mais graves).
Diogo Mateus detesta ficar mal na fotografia – acha-se perfeito -; por isso, quando as coisas correm mal, parte para o ataque, ataca quem foi subserviente, expõe quem falha (mesmo que tenha falhado para lhe agradar), expõe quem não é diligente.
Reparem na forma como expôs todos: dirigentes da PMUGEST e oposição. Passou a palavra à oposição para a testar; vendo que a oposição não tinha nada para dizer – não trabalham (o Michael até confirmou que não tinha lido o relatório) - passou ao ataque, fez oposição à oposição.
És o maior, Diogo!

28 de fevereiro de 2019

Jorge Silva com os patins calçados?

Já tinha chegado ao conhecimento do Farpas que Diogo Mateus tinha decidido dispensar o director da ETAP e administrador da PMUGEST. No meio de muito material informativo existente, e das poucas mãos para o tratar, desvalorizámos a informação… Mas quando Diogo Mateus exprime, na AM, “preocupação, aborrecimento e incompreensão” pelo incumprimento dos investimentos previstos para a PMUGEST, fica claro que o doutor Jorge Silva tem os dias contados.

9 de maio de 2018

Desordem na CMP

A CMP marcou dois eventos anuais para o mesmo fim-de-semana: a Feira da Floresta e o Festival Pombalino.
Reina, como nunca, a desordem no Convento de Santo António: ninguém comunica, ninguém se entende.