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10 de novembro de 2025

Dia do Município: O regresso dos que nunca foram




 


Em vésperas da celebração do Dia do Município, ficámos a saber pelo Pombal Jornal* que a Câmara vai distinguir três figuras com medalha de Ouro. Muitos de nós somos do tempo em que a medalha de ouro constituía uma excepção, em si, precisamente para não se banalizar. E por isso nunca estranhámos os anos em que não foi entregue nenhuma desse grau. Mas agora que Pombal voa por cima da carne seca, como explicar às redes sociais (o que importa, afinal) que a maltosa da 'Comissão de Melhoramentos' não encontrou ninguém por aqui que tenha desempenhado feito suficiente para tal? Vai daí, ocorreu-lhes pendurar a medalha ao peito de três figuras que fazem a sua vida bem longe daqui. Mal podemos esperar pelas justificações de Pedro Pimpão & sua tropa para entender as razões. 

Comecemos por Paulo Mota Pinto. Nos últimos anos desempenhou (bem, como era seu dever) o papel de presidente da Assembleia Municipal. Além de ser filho do malogrado Primeiro-Ministro Mota Pinto (cuja ligação a Pombal sempre foi sempre esbatida), e de ter feito essa paragem na AM, que razões encontramos para o medalhar? Depois, Isabel Damasceno. Tenho ainda mais dificuldade em compreender qual é o fundamento. Depois de perder a Câmara de Leiria, em 2009 (deixando o PSD local quase como o PS daqui, sem margem para voltar ao poder), tem administrado a CCDR Centro. Faz bem o seu trabalho? Ainda bem. É para isso que todos pagamos. A não ser que a ligação familiar (o marido é natural de Pombal) já sirva de justificação para as medalhas. Por fim, Ana Paula Duarte. Quem?! É natural que o leitor não saiba quem é. A actual reitora da Universidade da Beira Interior, na Covilhã (onde mora há décadas) nunca manteve qualquer ligação a Pombal que não fosse estritamente pessoal e familiar.

Uma pessoa olha para a lista dos galardoados (o jornal divulgou-a também) e não se espanta com nada. Mas não deixa de se espantar com a lata do poder: Nenhum dos três distinguidos a ouro mora em Pombal, nenhum escolheu esta terra para viver ou trabalhar, o que indicia bem o nosso nível de desfalecimento. 

*o jornal tornou-se oficialmente o portal de informação autárquica. No dia em que o depauperado gabinete de comunicação remetia para mais tarde a divulgação do programa do 11 de Novembro, já ela se passeava em meia página de publicidade, ao detalhe, na edição. Ao lado, no editorial, um queixume a propósito de uma queixa sobre um alegado "artigo de opinião" do presidente-candidato-amigo Pimpão. Qualquer pessoa com dois dedos de testa conclui o óbvio: há coisas que não são ilegais, mas são imorais. Pensando bem, por que precisa o Pedro de um gabinete de comunicação? Não admira, por isso, que neste mandato tenha dispensado dois terços dos que o compunham. 


11 de novembro de 2021

Medalhas - Última hora

Como erradamente - em parte - afirmei no post abaixo, o “Presidente da Junta” – doutor Pimpão – não recuou na atribuição da Medalha de Ouro a D. Diogo. O doutor Pimpão teve que recuar, porque D. Diogo, colocado perante o presente, disse que “desse senhor não recebia nada”.


PS1: já cá andamos há muitos anos, mas nunca assistimos a processo de atribuição das medalhas, no Dia do Município, tão atribulado, tão obscuro e tão irregular como este.

PS2: o descrédito desce, assim, a um ponto tal que no futuro talvez venha a ser necessário fazer um levantamento inicial sobre quem é que as quer receber.

7 de novembro de 2019

Os medalhados de última hora, ou a hora do faz-de-conta


Esta tarde a Câmara reúne para (supostamente) discutir e aprovar um ror de nomes para medalhar. Diz o regulamento municipal que tem de haver consenso, que tem de haver unanimidade, e por isso pressupõe-se discussão. Ledo engano. Por esta altura, a três ou quatro dias do 11 de Novembro, nem um milagre de São Martinho conseguirá fazer as coisas bem feitas. Pois que há colectividades que já sabem que vão ser galardoadas, e que já foram contactadas há vários dias.
D. Diogo está feito um mouro de trabalho nos Paços do Concelho, mal come, e arriscamos adivinhar que mal dorme. Entre o faz-de-conta que foi ouvir os partidos para o Plano Plurianual de Investimentos (que é como quem diz ouvir-se a ele próprio, pois que foi mais monólogo que diálogo cada bloco de três ou quatro horas que gastou com alguns deles), e as dores de cabeça que a autarquia lhe anda a dar, tratou de mandar avisar alguns dos homenageados. Homem precavido vale por...9. Assim como assim, a reunião de hoje é só para ficar em acta. Daqui por uns anos a história há-de contar que aos 7 dias do mês de Novembro reuniu o executivo municipal para deliberar a respeito dos homenageados. Só que não. Já estava tudo decidido. 
E agora, senhores vereadores, sentem-se bem nesse papel de candeeiros? 

15 de novembro de 2018

Oposição colaborativa


Narciso Mota nasceu e cresceu no regime da União Nacional. Não surpreende, portanto, que sempre tenha abominado a crítica política e defendido que a oposição deve ser colaborativa (convém acrescentar que para Narciso Mota colaborar é estar de acordo com ele).
Como vereador da oposição, Narciso Mota tem continuado a reafirmar que quer fazer a tal “oposição colaborativa”. Logicamente, sem quaisquer resultados e com muita conflitualidade à mistura. Porquê? Porque a vontade que manda não é a dele.
No entanto, Narciso Mota deve ter saído feliz da última reunião do executivo. Conseguiu, finalmente, fazer a sua “oposição colaborativa”: (diz-se que) foi o autor da proposta de atribuição da Medalha de Prestigio e Carreira ao Pe. Américo Ferreira. A proposta não era do conhecimento dos outros membros do executivo (descontando o presidente) -  quebrando as regras acordadas - mas, mesmo assim, foi aprovada por unanimidade, como convém.
Neste processo, uma coisa merece realce: Narciso Mota conseguiu o seu primeiro troféu com a tal oposição colaborativa. E duas dúvidas persistem: primeira, Narciso Mota, foi o verdadeiro autor da proposta ou um simples veículo? Segunda; tendo feito um “favor” a D. Diogo, qual foi/será a “recompensa”?

28 de setembro de 2018

Ouro olímpico

Depois de várias medalhas nas Olimpíadas Portuguesas de Matemática, de várias Menções Honrosas e uma Medalha de Bronze nas Olimpíadas Internacionais de Matemática (grande feito!), o nosso conterrâneo Pedro Morei­ra Fernandes, aluno do 12º ano da  Escola Básica 2, 3 c/ Secundária da Guia, conquistou, esta semana, uma Medalha de Ouro nas Olimpíadas Ibero-Americanas de Matemática. Um orgulho!

16 de novembro de 2017

Os dias da rádio, das medalhas e outros contentamentos


As duas rádios locais que sobrevivem em Pombal comemoraram no ano passado 30 anos. Nessa altura o facto passou quase despercebido ao público, mas este ano a Câmara quis condecorá-las, numa linha coerente com a massagem que Diogo Mateus já lhes fizera, no discurso da tomada de posse, como aqui escrevemos. 
É certo que a atribuição de medalhas se banalizou de tal forma que o caso poderia, à partida, nem merecer qualquer reflexão. Mas merece. Porque ambas passaram dos 30 com o suor e a dedicação de muita gente, nem todas as contas estão saldadas, e não são as medalhas que pagam contas. E porque a um órgão de comunicação é exigida outra responsabilidade que não ao cidadão comum. Por isso, agora que as medalhas estão arrumadas num canto qualquer e continua tudo na mesma, como a lesma; agora que a poeira assentou e as fotografias não passam de memória na espuma dos dias, vale a pena reflectirmos sobre o que são as rádios, o que fazem, com quem e para quem. E não, não precisa de vir nenhum(a) iluminado(a) mandar postas de pescada pela blogosfera. Esse é um exercício que está ao alcance de todos e de cada cada um: ouvir. Ouvir a rádio desde manhã até à noite. Uma vez ao dia, que seja. Como acontecia dantes, quando a audiência era palpável, quando a hora do noticiário era sagrada, com os departamentos de informação eram autênticas redacções, com jornalistas profissionais; quando as grelhas de programação tinham eco nas ruas, quando toda a gente sabia que programa passava, feito por quem e a que horas; quando havia departamentos comerciais, quando a economia respirava com fôlego e o trabalho das rádios era levado a sério, a começar por dentro. Depois disso, podemos falar. 
Diz a Câmara que a sessão solene do Dia do Município "serviu também para homenagear as duas rádios de Pombal, enaltecendo a Rádio Clube de Pombal (Medalha de Mérito Municipal Associativo, prata) e a Rádio Cardal (Medalha de Mérito Municipal Empresarial, prata) pelo seu contributo para a promoção e solidificação do debate público, na consolidação da Democracia e como baluartes das mais essenciais liberdades, a de expressão e a de informação". A sério? Chega a ser comovente ver o poder político enaltecer desta forma os media locais, na exacta medida em que é de valor ver os peitos esticados para a condecoração. Os mesmos que se queixam da desigualdade de tratamento, da falta de transparência na aquisição da publicidade institucional, da desonestidade patronal, do incumprimento, da falta de meios, da falta de gente. Mas Pombal é este oásis em que o politicamente correcto tem de ser imagem de marca, em que o retrato tem de sair bonitinho, tapando o sol com a peneira. Quantos postos de trabalho se criaram nos últimos anos? Quantos programas? Que projectos?
Nenhuma empresa e/ou instituição de comunicação está livre das dificuldades que há anos tomam conta do sector. Da mesma maneira que, pelo andar da carruagem, ninguém está livre de ser apanhado no rol das medalhas. Mérito? Aqui chegados, resta-nos concluir que 'tudo está no seu lugar, graças a Deus'.

10 de novembro de 2017

Medalhas de (de)Mérito

A Câmara Municipal de Pombal (CMP) atribuiu a Medalha de Mérito Empresarial (prata) à Rádio Cardal, “pelos mais de 30 anos de vida e pelo trabalho desenvolvido na área da comunicação social”.
Recentemente, a CMP foi distinguida com o 6.º lugar num ranking municipal sobre Transparência, e logo de seguida arrasada pela Inspecção Geral de Finanças por desrespeitar de forma grosseira os princípios da legalidade, da concorrência e da transparência na contratação pública
O Mérito Empresarial está para a Rádio Cardal como a Transparência está para a CMP.
Apresentar a Rádio Cardal como exemplo do Mérito Empresarial é ofensivo para todo o tecido empresarial do concelho, e gabar-lhe o trabalho desenvolvido na área da comunicação social, quando há muito não a faz (ou a faz de forma irregular), é desfaçatez pura.
Quando o mal remendado gaba o roto, e o roto propagandeia o mal remendado, perdeu-se definitivamente o sentido do ridículo.
A distância entre a bondade e a maldade é curta - ténue até -, ao contrário daquilo que o senso comum apregoa. A distinção que a CMP fez à Rádio Cardal não foi uma bondade, foi uma MALDADE. 

13 de novembro de 2016

Cerimónia das comendas

A cerimónia das comendas foi muito bonita: cheia de pompa e circunstância, e com felicidade a transbordar por todos os lados – foi lindo de se ver. Os agraciados estavam felizes, mas os agraciadores não o estavam menos – alguns evidenciavam até alguma euforia. Não notámos que o Cura Vaz tenha estado por lá - um pormenor muito bem pensado e do nosso agrado.
D. Diogo esteve discreto e com o donaire que a circunstância e o seu estatuto recomenda. E a sua Marquesa semelhou-o. Mas a cerimónia teve, também, a vertente popular que o dia impunha.
Os agraciados estiveram igualmente bem: uns mais discretos, outros mais vistosos - cada um ao seu estilo, mas todos bem. Um ou outro parecia estar a viver o dia-da-sua-vida; só lhes faltou levarem o Boby e o Dolly - o que daria um toque chique à coisa.
O Farpas contava estar lá, também. Confessa, por ser verdade, e por ser pecado, que ficou com uma pontinha de inveja de não estar em tão digna cerimónia. Não atingimos, com certeza, os deméritos exigidos pelo comité agraciador, mas o facto de termos entrado na lista dos potencias agraciados – diz-se - deixou-nos com o orgulhosinho revigorado e, talvez, também, por isso, gostamos muito da cerimónia. Sabemos que para o ano há mais; prometemos trabalhar com mais afinco pela comenda. Queremos muito estar lá.

Este ano o comité viu grandes feitos nos bem-feitores das mobílias e das enfermidades. La terá as suas razões, e critérios de tão insignes criaturas não se controvertem. Mas custa ver o Mário, o mais antigo empresário do ramo, com negócio no centro da cidade, não ser mobilado. Bem te avisamos Mário: dar gás às farpas, mesmo encoberto, não traz graça. Devias saber isso. E que eles vasculham tudo, e não esquecem nada.

12 de novembro de 2015

Medalhas, sintoma de esgotamento

Há muito tempo que a condecoração de personalidades e entidades pelo executivo da CMP, no dia do município, se transformou numa rotina sem grandeza nem brio, que em nada engrandece os distinguidos.
Quando avalias, avalias-te. O lote de distinguidos deste ano confirma o esgotamento do executivo municipal: é incapaz de distinguir alguém. Convenhamos: é difícil encontrar distinção numa vida social dormente, que o poder local moldou à sua maneira. 

Distinguir, repetidamente, personalidades e entidades vulgares e acrescentar à lista funcionários da câmara é de uma confrangedora vulgaridade.

10 de novembro de 2014

A Comédia de Deus

Já que estamos em maré de medalhas, fiz também a minha própria lista com base nos assuntos que marcaram o ano no Farpas. Escolhi dez categorias cujos nomes prestam homenagem à vigésima edição dos Caminhos do Cinema Português, que decorre em Coimbra de 14 a 22 de Novembro. Eis os premiados:

Medalha "Non, ou a Vã Glória de Mandar": Eleições no Agrupamento de Escolas de Pombal
Medalha "O Delfim": Pedro Pimpão
Medalha "A Aldeia da Roupa Branca": Gala da Pombal TV
Medalha "Adeus Pai" ou "O Rei das Berlengas": Homenagem a Narciso Mota
Medalha "Esquece Tudo o Que Te Disse": Ex-vereador António Pires
Medalha "O Pátio das Cantigas": Marcha Municipal
Medalha "Perdido por Cem..." ou "Tudo isto é Fado": Contas da ETAP
Medalha "Juventude em Marcha": JSD
Medalha "Gaiola Dourada":  Cagadeira do Cardal
Medalha "A Menina da Rádio": DG/AC

Agora a sério. Os meus prémios vão para o TAP, pela qualidade do seu "Romeu e Julieta", para o Leonel Mendrix, pela imaginação e irreverência, e para o Paulo Moreiras, pelo seu novo livro "Pão & Vinho - mil e uma histórias de comer e beber", que irá ser lançado no dia 29 de Novembro, sábado, pelas 18h, no Celeiro do Marquês. Não tenho medalhas. Fica o meu forte abraço.

6 de julho de 2014

Torre de Moncorvo dá o exemplo

A Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo decidiu, por unanimidade, acabar com os títulos académicos na designação dos eleitos. Passa a desgnar-se o vereador tal e o deputado tal, em vez de vereador eng.º tal e deputado dr. Tal. Gosto! Um bom princípio, e bem defendido pelo presidente da AM daquele concelho. "O que entendemos é que o mais importante é ser deputado, e títulos podem trazer alguma característica de diferenciação que não é pretendida."
Fica o meu elogio. Não creio que em Pombal isto seja possível, somos demasiado vaidosos...

11 de novembro de 2013

Sai uma medalha para o coveiro-mor

Este ano, no dia do município, o recém-eleito executivo camarário (onde reina a perfeita harmonia) distinguiu unicamente políticos. E acordaram já, mais distinções – de políticos – para o próximo ano (trabalho adiantado não dá preocupações!). Os critérios (porque neste caso fica claro que os houve) são, no mínimo, discutíveis. Surpreende e indigna que ninguém da chamada sociedade civil tenha merecido destaque (até o Farpas - que é acusado de dizer mal de tudo – reconhece que há, por cá, personalidades e entidades que se distinguiram pela positiva). Mas para os políticos do burgo só contam os da “casta”: os escavadores da cova onde muitos já caíram e muitos outros ainda cairão, se entretanto não derem de frosques. Mas surpreende ainda mais que o coveiro-mor – um distinto e velho membro da “casta” não tenha sido distinguido. É verdade que já foi distinguido por outros méritos (não confirmados), mas justo seria que fosse medalhado na arte onde tem sido profícuo: encovar. 

8 de novembro de 2013

Ouro, incenso e mirra

As comemorações do Dia do Município (que este ano ainda se assinala a 11 de Novembro) apresentam-se agora como uma organização conjunta da Câmara Municipal e da Paróquia. Aliás, o programa é claro: Dia do Município/Festas de São Martinho. A notícia (escorreita) da Rádio Clube assinala o facto de, "pela primeira vez" estarem envolvidas algumas instituições locais. Vamos ser claros: Já todos tínhamos percebido que a Igreja (Católica) foi ganhando terreno na causa pública, sobrepondo-se, também por cá, ao Estado Republicano e Laico. O programa de actividades vem desvendar essa escalada.
Ficamos então à espera de um milagre: oxalá os ventos de mudança que parecem soprar (para bem de todos) no modus operandi do executivo municipal, consigam tornar Pombal num palco de mais valores humanos (e cristãos, já agora), e menos cenário de inquisição - sempre pronta a queimar na fogueira quem não se cobre de véu para dizer "ámen" em toda e qualquer circunstância.
Para além das Festas de São Martinho, o programa integra a tradicional distribuição de medalhas, este ano dedicada exclusivamente aos "dinossauros" do poder autárquico. Vai tudo* corrido a prata: 
António Carrasqueira | Abiul
António Fernandes | Mata Mourisca
Carlos Cardoso | Redinha
Carlos Domingues | Ilha
Eusébio Rodrigues | Carnide
Guilherme Domingues | Santiago de Litém
Leovigildo Fernandes | Carriço
Manuel António | Guia
Ouro, só para Narciso Mota.
*Fica a faltar nesta lista o nosso comentador de estimação, engº Rodrigues Marques, último presidente da Junta de Albergaria dos Doze, ainda presidente dos Bombeiros Voluntários de Pombal e da Rádio Clube. Segundo a notícia publicada no FB da mesma, "é a excepção, uma vez que no ano passado recebeu a Medalha de Mérito Associativo Grau Ouro". Trabalho feito não dá cuidados.

15 de novembro de 2012

Ainda o descrédito das medalhas


Já muito aqui se escreveu sobre o descrédito das medalhas, nomeadamente como o cidadão comum vê a atribuição desregrada de medalhas pelo município. Mas, nos últimos dias, ficamos a saber muito sobre como é que os medalhados (reais e potenciais) olham para as medalhas. Há de tudo um pouco: os que anseiam desesperadamente por uma (passaram por aqui alguns), os/as que as recusaram, os que as recusaram para depois as receberem e se gabarem disso publicamente.

Cada vez mais me convenço que o grande injustiçado na atribuição das medalhas foi o cão do JGF.

PS: os agraciados pelo município, tal como os agraciadores, nem se dignaram assistir ao espectáculo comemorativo do dia do município. Pobre gente: que faz pobre, pobre terra.