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9 de fevereiro de 2026

Um alerta, contra a irresponsabilidade

A acção política do doutor Pimpão é um jorro dissipador de recursos como se não houvesse amanhã. O que nos vai valendo é a sua (in)capacidade de realização não dar vazão ao rol de desvarios. Há vários, mas um, pela sua dimensão, irresponsabilidade e oportunidade, ressalta, e talvez faça tocar o alarme: o prometido Parque Verde. Teve início da construção prometido para o primeiro semestre de 2025, na Quinta do Emporão, entre o rio Arouca e o IC2, com vários equipamentos caros: piscina ao ar livre, equipamentos desportivos e lúdicos, mini-anfiteatro, cafetaria, casa do ambiente e sustentabilidade, etc. A classe política local aprovou e aplaudiu. E o cidadão comum, que julga não pagar estes desmandos, aceitou a coisa passivamente.



Convém recordar que os proprietários da Quinta do Emporão tentaram, ao longo de décadas, construir naqueles terrenos, ou pelo menos na faixa adjacente à IC2; mas os diferentes executivos rejeitaram porque os terrenos estão em leito de cheia. Coisa de somenos, disse o doutor Pimpão&C.ª, que desconhece o risco hidrográfico (risco de inundações, cheias rápidas, inundações fluviais) ou julga que é coisa que só se aplica aos privados. 

Agora, quando os cidadãos desta região ainda sofrem os efeitos devastadores e as dores da tempestade e das inundações, não era tempo de pôr a mão na consciência e arrepiar caminho? Não era tempo de assumir que se deve respeitar a Natureza, porque ela não é só bela, é também violenta e destruidora?  

Desbaratar recursos públicos em benfeitorias caras em leito de cheia é de uma irresponsabilidade atroz. O Parque Verde, com os equipamentos que para lá se projectam, ficará um dia destes para a história, como o maior atentado urbanístico alguma vez erguido no concelho. 

8 de dezembro de 2025

Sobre a propaganda e a infeliz realidade

Todos (os que nos lêem) ainda devem estar recordados do arrojado projecto de requalificação e restruturação da Central de Camionagem, orçado em mais de 4 milhões de euros, que colocaria Pombal nos píncaros do futurismo e da mobilidade suave e inclusiva, e proporcionaria conforto, ócio e bem estar a quem viaja ou simplesmente se distrai. 




O projecto incluía uma Gare Intermodal de Transportes que uniria tudo e todos, as duas margens, com uma passagem subterrânea e outra aérea através de um pórtico monumental de entrada na cidade, que seria o orgulho dos pombalenses (mas logo contestada); uma plataforma que ligaria os diferentes meios de transporte, públicos e privados, com novas bolsas de espera; um segundo piso na Gare subdividido em espaços hoteleiros e restaurantes e/ou bares; e novas zonas verdes (sempre a promessa verde), com espaços de estar, lazer e parque infantil. Eis aqui, levemente resumido, o leque do que nos foi prometido. 

E, agora, o que temos? O que nos ofereceram e oferecem? Temos uma Central de Camionagem retocada, meio abandonada e encerrada ao fim de semana, sem um simples barraco, no local ou próximo, para os passageiros de fim-de-semana esperarem os autocarros minimamente abrigados da chuva e do vento frio ou do sol escaldante. E uma mini-praça, rodeada de lixo, que usaram para meter uma estatueta de mau-gosto de uma criatura viva que não diz nada à terra.

Mas palavras, para quê?! É Pombal no seu melhor...


4 de agosto de 2025

A nossa arquitectura urbana – o disfuncional com adornos pindéricos

Como diz o povo, com a sabedoria fundada na sua experiência ancestral, o que nasce torto tarde ou nunca se endireita. Quem, neste tempo soalheiro, se sentar numa esplanada do Largo do Cardal confirma-o na plenitude…

Narciso Mota e Diogo Mateus estragaram a sala de visitas da cidade, quando resolveram destruir tudo o que nela era característico e harmonioso, empedrando totalmente a praça, removendo tudo o que era natural: canteiros, plantas, relva e terra (essa desprezível coisa - dizem os arquitectos da moda -, mas na verdade é o ínicio e o fim de tudo); e acrescentando-lhe o que ela não pedia nem precisava: uma tenda e uns canteiros em betão feios como bode. Mais tarde, fruto das críticas, tentaram corrigir a desastrada plástica realizada, plantando umas árvores e colocando uns vasos canteiros ordinários para dar um toque verde à coisa. E Pedro Pimpão, o que fez? Prosseguiu a saga: meteu lá mais carros, a praça de táxis, uns adornos plásticos e umas árvores em enormes vasos de betão, que um funcionário rega carregando baldes de água de manhã e ao fim da tarde! 

Jamais o disfuncional e o belo estiveram tão distantes um do outro. É a smart-city a levantar voo.

16 de maio de 2025

Concessão da cafetaria do CIMU - Sicó – o primeiro choque com a realidade

A “Junta” lançou recentemente – à socapa e irregularmente – o concurso público para a concessão da cafetaria e camaratas de alojamento do CIMU-Sicó. Parece que ainda acreditam que aquilo pode ter alguma viabilidade económica – no que é que aquelas alminhas não acreditam?!


Os que acompanham estas matérias recordam-se do enorme fiasco que foi e continua a ser a Quinta Sant`Ana, adquirida e apresentada, já no século passado, como grande pólo de atracção turística, e deixada ao abandono (ou quase) por décadas. Mas todos poderão igualmente observar - porque estão pela cidade à vista de qualquer um - os espaços comerciais onde a câmara derreteu dinheiro, falhou na sua exploração, concessionou a particulares e, pelo caminho que as coisas levam, retornarão novamente para a câmara, para serem definitivamente abandonados. Alguém acredita que no CIMU-Sicó vai ser diferente? Não acredito. Não acredito porque nesta terra, onde estranhamente o poder nem de maduro cai, tudo se resume ao propósito simples de obter um fogacho propagandístico próximo e imediato; ao qual se segue, infalivelmente, um dano mais ou menos prolongado. É esta a principal causa do nosso atraso, de que não nos veremos livres por muito tempo.

Na generalidade dos casos, as comunidades, tal como os povos, não progridem devido à falta de recursos. Depois há os casos anómalos: os que, apesar de os ter (os recursos), marcam sistematicamente passo. Regra geral, tal deve-se à má aplicação dos recursos, no que o Município de Pombal é useiro e vezeiro. Não por terem faltado recursos financeiros à câmara, que se gaba regularmente de realizar avultados investimentos, milhões para aqui, milhões para ali, milhões para acolá. Contudo, o problema de Pombal não é – nunca foi – a falta de investimento público, foi a realização de maus investimentos. Porquê? Porque nada é pensado, integrado e avaliado em função de propósitos claros e consistentes. Tudo é impulso, tudo é benfeitoria, tudo é despesa, e muita é simples desperdício. O CIMÚ-Sicó é o exemplo extremo. E agora, depois de duas décadas a enterrar lá dinheiro, quando a obra está pronta e é preciso pô-la a funcionar, chegará a fase mais dolorosa - mais penalizadora do erário público. Mas dará sempre para o dotor Pimpão fazer uns eventos e muita propaganda.

21 de abril de 2025

FAZ&DESFAZ, NO CARDAL

O doutor Pimpão resolveu esburacar novamente o Cardal, para ali “criar uma praça central de táxis”, que, diz ele, “permitirá dotar a zona de todos os elementos necessários para o efeito…” – seja lá o que isso for. E garante – o que este profeta não garante! - que as obras avançaram “após um processo muito maturado e discutido, nomeadamente relativamente à localização da praça central de táxis, após um trabalho profundado em articulação com os taxistas na busca de uma solução definitiva e consensual”.



O Cardal foi durante décadas o poiso da Central de Camionagem local. Daí que a Central de Táxis também ali estivesse. Mas os tempos são outros, exigem outro pensar e outra forma de pensar a cidade. Com este disparate (Praça Central de Táxis no Cardal) a cidade regride duas décadas, fica mais disfuncional e desfigurada. Mas para embelezar a tontice, diz(em) que vão lá plantar umas árvores, que farão sombra aos taxistas. Nesta terra, assim se governa e desgoverna, se faz&desfaz obra, se cumprem promessas, e se continua a confundir carros com mobilidade, e árvores com paisagem.

O doutor Pimpão é um rapaz sem ideias ou com ideias velhas queimadas pelo tempo. Seria um excelente presidente de junta se não tivesse dinheiro para gastar e se limitasse a sua acção à diversão e à propaganda vazia e barata nas redes sociais, suas especialidades e passatempos preferidos. 

10 de abril de 2025

As Meirinhas não saem disto

Se há nesta malfadada terra uma malha urbana incaracterística e repulsivamente feia ela encontra-se, sem dúvida, nas Meirinhas. É difícil, senão impossível, encontrar por ali alguma coisa bela ou, pelo menos, harmoniosa à vista, tal é a amálgama disforme e disfuncional de aberrações e maus-tratos urbanísticos, irresponsavelmente praticados com premeditada ignorância e intenção ao longo de décadas.

Na segunda metade do século passado quase tudo era permitido, porque não existiam instrumentos de planeamento, regras urbanísticas claras e abrangentes e bons exemplos. Mas actualmente não se pode aceitar que se continuem a cometer os mesmos atentados urbanísticos, só porque é “tradição”.



Bem isto a propósito de umas edificações que têm surgido na dita terra, nomeadamente na Rua do Comércio, e que muito têm apoquentado os meirinhenses que se preocupam com a qualidade do espaço público, ao ponto de o presidente da junta ter participado a revoltante situação à câmara e exigido a obrigatória fiscalização.

Mas parece que tudo vai acontecer como previsto. Terra onde não há rei nem roque, prevalece o desenrascanço e o oportunismo.

28 de julho de 2024

Pombal nas entrelinhas

Vale a pena visitar a exposição “Pombal: desenhar nas entrelinhas da cidade”, patente nos claustros da câmara; um trabalho desenvolvido por estudantes mestrandos de arquitetura da Universidade de Coimbra (DARQ-UC), sob a coordenação do Professor Nuno Grande, que apresenta um “conjunto de propostas de regeneração da cidade, de forma a ultrapassar linhas-barreira” e vários estrangulamentos. Mas expõe, também, de forma clara, os múltiplos erros e atentados urbanísticos cometidos nas últimas décadas e nos últimos anos, que a orografia e a fisiografia, por si só, não justificam.



Ao contrário de outros planos, este aporta valor e aponta opções e soluções válidas que importa avaliar e programar no tempo. Na verdade, há muito se sabia que a interligação entre poder local e academia (entre problemas estruturais e conhecimento) é mutuamente virtuoso. Então, porquê ir por atalhos quando se pode ir por via directa?

Abordarei o estudo, mais em pormenor, oportunamente; agora é tempo de festa.

18 de junho de 2024

Revisão do PDM – uma oportunidade perdida?

Por simples curiosidade - não tenho nenhum interesse particular na coisa - fui à sessão de esclarecimento e apresentação pública da 2.ª Revisão do Plano Director Municipal (PDM) promovida pela Câmara e Junta de Freguesia de Pombal, hoje, às 19 horas, no mini-auditório do cine-teatro. Saí de lá com uma pequena surpresa, sala composta, e uma confirmação/desilusão.



O Plano Director Municipal (PDM) é, por definição, o principal instrumento de organização e gestão do território municipal. Por conseguinte, deveria estabelecer o quadro estratégico de desenvolvimento do município, nas diferentes dimensões da gestão do território.

É hoje comummente aceite que o uso do território é o principal factor de desenvolvimento de um qualquer território, porque a forma como é estabelecido e orientado gera inevitavelmente eficiência ou ineficiência. E é a eficiência ou a ineficiência geradas que trazem progresso ou retrocesso.

O primeiro PDM foi um simples proforma que não acrescentou nada ao concelho; a não ser, ser o alvará indispensável para aceder aos fundos comunitários. O segundo, que agora se inicia e entrará em vigor no 2.º semestre de 2024, seguirá as mesmas passadas e resultará no mesmo: nada potenciador o concelho. Ficou claro, na sessão, que a câmara não estabeleceu nenhum objectivo ou sequer propósito claro que enquadre o documento; mas já fez aprovar o regulamento da 2.ª alteração do PDM, documento com 133 páginas que estabelece critérios de licenciamento para tudo e mais alguma coisa. 

Por exemplo, choca quem olha para estas coisas com algum sentido crítico que os responsáveis políticos incentivem mais excepções na construção de edificado em relação ao estabelecido, e muitas vezes não cumprido, quando se sabe que o principal factor gerador de ineficiência neste  concelho (e noutros) é o povoado demasiado disperso, fomentado pelo Estado Novo e deixado correr desleixadamente pelo poder local democrático. 

Pode andar-se com a palavra estratégia todos os dias e horas na boca; quando não se tem sentido e pensamento estratégico nada feito, nesta e nas dimensões subsequentes.

13 de junho de 2024

Obras nas Meirinhas – Coisas à Pança

“A quem hás-de castigar com obras, não trates mal com palavras, pois bem basta ao desditoso a pena do suplício, sem o acrescentamento das injúrias”.

                                            - Conselho de D. Quixote ao Pança; in D. Quixote. 

Apressadamente, porque o jantar/comício da AD a tal obrigava, a junta das Meirinhas – João Pimpão – implantou às três pancadas, sem licença e sem autorização das entidades oficiais, um parque de estacionamento em Reserva Agrícola Nacional (RAN) e leito de cheia, nas traseiras do ao Pavilhão Municipal das Meirinhas. O desmando chocou muitos residentes e não residentes; e já mereceu queixa no Ministério Público.



Pelo que se sabe, neste caso a câmara foi simples criada de serviço do presidente da junta. Foi tudo feito em família. Mas perante a sujeira do caso não pode lavar as mãos, ignorar os seus contornos políticos e jurídicos, como se nada tivesse a ver com a coisa. Deve embargar imediatamente a malfeitoria, a fim de salvaguardar a sua competência e autoridade perante o caso e a comunidade. 

Há muito que política pombalense rola sobre o modus faciendi da política do facto consumado - forma ordinária e antidemocrática de administrar e fazer obra. Só assim se percebe que João Pimpão, criatura que nutre enorme desprezo pela lei e pelos modos de actuação democrática, grande inventor de esquemas, atalhos e desvios, e que existe (politicamente) para mandar e estourar dinheiro, se tornasse expoente maior da espécie. Na verdade, uma certa estupidez de espírito tornou-se atributo necessário se não para todo decisor público, ao menos para os que querem apresentar obra e gastar dinheiro sem critério.

Mas desengane-se quem pense que a construção do dito parque de estacionamento em RAN e leito de cheia é uma qualquer precipitação de percurso. Não, não é; é o modus operandi da criatura. São múltiplas as queixas que circulam de boca-em-boca e nos invadem a caixa mensagens; e não se resumem ao desditoso parque, estendem-se à forma como a criatura usa e abusa do poder - que não tem - para alargar arruamentos sem o consentimento dos proprietários afectados e outros desmandos. 


20 de setembro de 2023

SAI 1.800.000 € PARA OS AMIGOS DA QUINTA DO EMPORÃO

O doutor Pimpão resolveu torrar UM MILHÃO E OITOCENTOS MIL EUROS na aquisição da Quinta do Emporão, para ali erguer um parque verde, com o beneplácito da néscia oposição, que não tendo ideias nem critérios de exigência se limita a colaborar.



Apesar do reiterado interesse da câmara nos referidos terrenos, Narciso Mota e Diogo Mateus recusaram sempre embarcar num negócio leonino, lesivo do erário público. Agora, com o doutor Pimpão ao leme - um jorro dissipador de recursos em festas, diversões e benfeitorias como se não houvesse amanhã – tudo se faz, basta ter vontade, que o dinheiro público não tem dono e os desejos e a felicidade não têm preço.

A medida tem tanto de irracional quanto de démodé urbanístico. O impulso verde, de criação de parques verdes de raiz nas periferias das cidades, é uma ideia dos primórdios das preocupações verdes do final do século passado. Actualmente, procura-se a junção de espaços verdes com os espaços edificados, e não a sua separação física. Por cá, continuamos a caminhar contra a corrente e com o passo trocado: eliminam-se ou reduzem-se os espaços verdes na malha urbana e, depois, talvez por algum peso na consciência, torra-se dinheiro em ilhas verdes que pouco contribuirão para um urbanismo equilibrado e para a qualidade de vida citadina.

Como já aqui defendi, o exercício do direito de preferência na hasta pública dos terrenos do Casarelo proporcionou, de mão beijada, uma excelente oportunidade para a criação de uma faixa de novo urbanismo na cidade até à Mata da Rola (o verdadeiro parque verde na periferia da cidade). Mas o que fez a câmara? Começou logo a matar a oportunidade: construiu um parque de estacionamento na zona mais nobre da cidade. 

Com um poder inepto e uma oposição néscia uma coisa é certa: será sempre a regredir.  


25 de julho de 2023

Obras Tortas 2.0 – Central de Camionagem

As obras de requalificação (embelezamento) da zona adjacente à Central de Camionagem eram para ter terminado no final do mês passado, mas nas vésperas da inauguração prosseguem… - no modo “Faz & Desfaz”.

São, porventura, o exemplo maior do voluntarismo, do amadorismo, da incapacidade de realização e do desperdício de recursos públicos - só batidas pelo inenarrável CIMU-SICÓ. Mas no final ainda haverá muita gentinha a elogiar aquilo – “ficou muito bonito”. 

Falhada a grande obra do regime, o CIMU-SICÓ, D. Diogo agarrou-se a este grande “projecto” que, segundo ele, mudaria toda a orgânica da cidade, aproximando as duas zonas da cidade, através da introdução de uma passagem superior que serviria não só como elemento ligante das duas zonas mas funcionaria como articulador dos serviços de transportes públicos, integrando-os no novo Interface Modal de Transportes; e redesenharia o espaço urbano com zonas verdes, espaços de lazer e ócio e a criação uma de ciclovia sobre a linha férrea.



Como o voluntarismo tem perna curta, e o inferno está cheio de boas intenções, boa parte “projecto” (das intenções) caiu na fase de debate público; e D. Diogo caiu antes do início da empreitada. Como a capacidade de realização do doutor Pimpão & C.ª é idêntica à de uma barata tonta, o lançamento da parte do projecto referente a Central de Camionagem e área adjacente arrastou-se, arrastou-se, até ter de ser amputado da parte essencial – Central de Camionagem – por incapacidade de concretização dentro do prazo de financiamento comunitário. 

Restou, finalmente, o embelezamento da zona adjacente à Central de Camionagem. Mas nem isso, eles conseguem fazer (bem)… Naquele estaleiro próprio do terceiro mundo, as obras arrastam-se no "Faz & Desfaz" que, para além de desbaratar recursos, incomoda e irrita o cidadão mais pacato.  O dono da obra – câmara - não sabe o que quer; o empreiteiro é o que se vê (no local)! O projecto está cheio de erros (o maior, o escoamento das águas pluviais, fica para o próximo arranjo); as alterações, por falta de planeamento e de revisão do projecto, sucedem-se; etc. Agora, quando se preparavam para a inauguração, lembraram-se que era preciso arranjar poiso para o busto do almirante. Toca a partir o que tanto custou a acabar.



Passámos, num passe de mágica, do mais maçante despotismo para o mais estéril desportivismo. Eis a nossa triste sina: sempre de cavalo para burro. 

PS: Se não se pode correr (já) com o doutor Pimpão & C.ª, nem com doutor Agostinho, contratem um Director Municipal que consiga colocar alguma ordem naquela casa.

9 de julho de 2023

Obras Tortas 2.0

O mini-parque de estacionamento recentemente inaugurado, no Casarelo, já está intransitável. E o canteiro anexo está ao abandono.

No primeiro caso, não nos venham com a desculpa do costume – erro de empreiteiro -; é claramente um erro de concepção. No segundo, não nos digam que não conheciam a vergonhosa situação – passam lá todos os dias.

As criaturas que nos (des)governam podem servir para abrilhantar festas e romarias, mas nem para  fazer e manter pequenas benfeitorias servem.



9 de junho de 2023

Olha a Pala!

Como já aqui referi, a Pala colocada na Praça do Cardal é uma aberração urbanística que descaracteriza, enfeia e emporcaha a praça, já  de si incaracterística.  

Mas não temos ninguém, com responsabilidade e dois gramas de bom gosto, que olhe para aquilo e tome medidas.


19 de fevereiro de 2023

Obras imperfeitas

Numa terra onde muito pouco foi feito, nas últimas décadas, para melhorar a qualidade de vida da população, o Parque do Açude e o circuito ribeirinho merecem destaque positivo. Mas é indesculpável que um local que é utilizado para actividade física e de lazer não disponha de um único bebedouro de água.

A época de maior actividade física e de maior calor avizinha-se. Falha a corrigir rapidamente.


17 de fevereiro de 2023

Não basta, não, dona Durvalina

A dona Durvalina encheu-se de coragem, montou-se na cadeira de rodas e foi à reunião da “junta” - o novo normal. Disse que pouco sai de casa, e pouco deve ligar ás redes sociais, mas já tirou a pinta ao “presidente da junta”: “recebe bem, mas não basta…”. Mas não se deixe enganar pela simpatia, dona Durvalina, não vá em cantigas nem em bailes de Carnaval. O Pedro tem tanto de simpático como de manhoso – é um simpático manhoso. Aperte com ele, obrigue-o a trabalhar e a dicidir. E volte à reunião da “junta”, que a senhora fala bem, gostamos de a ouvir.


30 de janeiro de 2023

Não obstaculizem os serviços – um caso particular

Por regra não uso – e considero que não se deve usar – casos particulares para fazer política. Mas como toda a regra tem excepção, e considero este meu caso paradigmático da desordem que impera na câmara, aqui vai:



- Dia 8-9-2022, por indicação da e-Redes, enviei à Direcção de Obras Particulares, da CMP, um pedido de permissão para uma ligação aérea à rede elétrica.

- Por não ter recebido qualquer resposta, dia 1-10-2022 reenviei o pedido para o Atendimento Geral. Recebi a resposta automática que assinalava a entrada do pedido.

- Dia 30-12-2022, já um pouco incomodado com tamanho desleixo, dirigi-me à recepção da câmara e perguntei “quem é que mandava aqui?”; ao que a senhora respondeu “é o presidente, doutor Pedro Pimpão, mas ele não está”; e acrescentou, “mas se me quiser dizer qual é o assunto eu posso endereçá-lo ao respectivo serviço”. Informei que era um assunto de Obras Particulares e entreguei uma cópia dos e-mails. A senhora deslocou-se ao primeiro andar, desceu passados algums minutos e informou-me que o vereador Pedro Navega viria falar comigo, entretanto.

- Passado cerca de meia hora, o vereador desceu a escadaria, e ali na recepção, disse-me que já tinha localizado o (meu) pedido, que não tinha ainda sido respondido porque tinha ficado esquecido no computador do engenheiro, que estava de férias de Natal, mas podia ficar descansado que na primeira semana de ano teria resposta.

- Como a resposta, mais uma vez, não chegou, dia 17-1-2023, dirigi-me novamente à recepção, fiz a mesma pergunta e obtive a mesma resposta “… é o presidente, doutor Pedro Pimpão, mas ele não está”. Respondi da mesma forma à segunda pergunta “pode-me dizer qual é o assunto?”. A senhora disse-me que era assunto do vereador Pedro Navega; e eu retorqui que “com esse não falo outra vez porque ele não manda nada”. A senhora voltou a subir as escadas, voltou a descer, e disse-me para circundar o edifício pela direita e dirigir-me à segunda porta depois das escadas, que estava lá o engenheiro que está com o assunto para falar comigo.

- O engenheiro recebeu-me, indicou-me uma cadeira para me sentar, sentei-me, ele virou o monitor do computador para mim, disse-me que o vereador Navega tinha encaminhado o assunto para ele no segundo dia do ano, e que ele tinha emitido o parecer dia 3-1-2023, pelo sistema informático; depois, leu-me o parecer, e disse-me que a comunicação comigo era da responsabilidade dos serviços – “eu fiz o meu serviço, de imediato”, reforçou! Agradeci a explicação, e o parecer, e saí novamente de mãos a-abanar. Até hoje. Até não sei quando!

Já contei este caso a alguns amigos. Todos me dizem que isto é uma perseguiçãozinha. Respondo sempre que não acredito - e não acredito mesmo. Digo mais: melhor fosse uma perseguiçãozinha... Mas não é; isto é coisa muito pior: é inépcia pura, contagiante - inépcia que, para além de não ser capaz de fazer nada certo, obstaculiza e corrói os serviços.

20 de dezembro de 2022

Obras-tortas

A degradação acentuada da Zona Industrial da Formiga requeria, há muito tempo, requalificação urgente. Depois de muitas hesitações e adiamentos, a empreitada foi adjudicada em agosto. Mas as obras não arrancaram! E não arrancarm porquê? Porque o projecto (esquema básico) apresentava erros significativos que forçaram o empreiteiro a requerer o adiamento das obras.

Poucos metros ao lado, as obras de asfaltagem da rua junto à linha férrea foram igualmente suspensas, e também por erros no projecto (cotas).


O Obras-tortas foi-se, mas as obras-tortas ficaram… Quando a politiquice - as festas e a diversão - se sobrepõe à política concreta (Obras, por exemplo) os erros e as omissões são recorrentes.    

17 de outubro de 2022

Obras tortas – aberrantes e fraudulentas

As obras de requalificação da Várzea - Jardim da Várzea e a requalificação da zona da estação de caminho-de-ferro - são o exemplo maior da prepotência e da irresponsabilidade. Consagram dois pecados capitais: aberração urbanística e gestão dolosa (processo de aquisição do espaço necessário para implantar o projecto).


A aberração urbanística reduziu, contra a vontade dos citadinos, o histórico Jardim da Várzea a uma praça modernaça, que no lugar de qualificar desqualifica um espaço singular e emblemático da cidade. Ficará para a história como um dos maiores atentados à memória colectiva dos pombalenses.

A zona circundante à estação de caminho-de-ferro é o espaço mais impróprio e mais feio da cidade; pedia, há décadas, uma adequada requalificação e valorização, pensada, planeada e concretizada com critério e método - coisas que não abundam nesta malfadada terra, onde tudo é feito às três pancadas, sem olhar a meios e critérios.  

Assim, o executivo do doutor Mateus mandou riscar e lançou a concurso um projecto que incluía imóveis de particulares. O executivo do doutor Pimpão e o do doutor Mateus adquiriram, durante a execução da obra, sem poder negocial e sem qualquer critério, que não o da premência da execução da obra, fracções de imóveis por um montante global de 600.000 euros, por valores de m2 muito acima do valor de mercado, e, veja-se, com discrepâncias entre as fracções adquiridas que atingiram diferenças absurdas de 55%!, prejudicando fortemente o erário público e beneficiando alguns proprietários.

Isto é ou não é gestão dolosa? 

Se isto não revolta nem indigna, siga a festa! 

PS: o vereador Navega teve a lata de se desculpar assim: “na execução de obras onde há terrenos de privados, obviamente que - e queria deixar essa salvaguarda - na medida do possível, sempre que lançarmos uma obra haverá toda a cautela em termos todos os imóveis adquiridos a partir do momento em que entrámos no executivo, essa é uma premissa que temos, obviamente poderá haver uma situação ou outra esporádica que não o permita, mas essa é uma premissa que iremos tentar cumprir”. Oh Navega, o doutor Mateus e o Obras-tortas também pensavam assim! E também cumpriram a premissa na medida do possível. Valha-te Deus!