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27 de março de 2025

Temas que queimam nas mãos de Pimpão


 A reunião pública que aconteceu esta quarta-feira na Câmara Municipal foi farta em temas quentes, daqueles que escaldam a vida dos cidadãos. 

Da agenda faziam parte alguns deles, e o vereador socialista Luís Simões levou outro, bastante pertinente: as condições em que funciona o externato A Falinha, arrendado à Câmara Municipal (pela módica quantia de 15 mil euros por mês) para albergar a escola Conde Castelo Melhor, enquanto decorrem as obras de requalificação do edifício. Ora, desde o início do ano lectivo que se acumulam as queixas de pais e professores quanto à falta de condições do edifício para albergar as crianças com o bem-estar devido. Toda a intervenção que a oposição faça para o denunciar é justa. E necessária. 

Já sabemos que Pimpão lida mal com a crítica, que foge do desconforto municipal como o diabo da cruz. Mas esperava-se que, ao fim de um mandato, e ao cabo de uma vida inteira na via profissionalizada da política, tivesse estofo e coerência para ser ele próprio o escudo da autarquia nas matérias mais delicadas. Porém, continua "em cima do muro" (como tão bem o caracteriza um dirigente do partido), qual puto charila que atira a pedra e esconde a mão. 

O tema da Falinha queima? Atira-se para a vereadora Catarina Silva, que ainda vai "validar" as denúncias levadas pelo vereador Simões.

O tema do Cimu Sicó queima? Atira-se essa batata quente directamente para as mãos da vereadora Gina, cada vez mais arredada da cena política e pública, resgatada agora para relatar a canseira que foi a BTL, e para justificar mais umas milenas que continuamos a enterrar na serra. São mais de cinco milhões derretidos em forma de betão, ao longo de uma década, sem que sequer se saiba o que vai ser aquilo. O desnorte é tal que a vereadora ainda lhe chama Explore Sicó, nome com que fora rebaptizado por este executivo, mas na agenda de trabalhos voltou a chamar-se Cimu.

O tema do traçado do TGV queima? Atira-se a batata quente para a vereadora Isabel Marto, que lá esteve na sessão de esclarecimento em Leiria, enquanto o presidente estava ocupadíssimo na BTL.

Só não atirou batatas quentes ao vereador Pedro Navega, talvez porque já basta o forno atolado com que tem de lidar todos os dias. Ou porque é dado como certo fora da próxima lista à Câmara. 


28 de junho de 2023

Sai mais uma espetada de subsídios para o pimpão João

O doutor Pimpão mandou reunir a “Junta” no Louriçal. Cumpriu mais uma formalidade, e mais uma etapa do seu roteiro pelas freguesias. Este roteiro não serve para nada, nem para entreter o povo. O que seria do Pedro e destas alminhas sem uns roteiros, uns eventos e umas farras?



O “protagonista” da reunião não foi o pimpão Pedro, como seria espectável; foi o pimpão João. O esperto viu no roubo das máquinas da junta uma oportunidade para sacar mais dinheiro: arrebatou por atacado, e por unanimidade, três dos cinco subsídios atribuídos às juntas: 100.000 € para apoio à aquisição de imóvel para instalação do Parque de Máquinas (já tinha recebido um subsídio para a aquisição de um terreno para instalar o Parque de Máquinas); 35.000 € para a aquisição de uma carrinha; e 6.000 € para a aquisição de ferramentas. Tudo instruído às três pancadas, mas tudo aprovado com grande regularidade e seriedade – o irmão Pedro ausentou-se da sala no momento de arrematar a coisa.

Coube à fofinha Catarina a defesa do arranjo, que, como se viu, lhe provocou forte comichão. Mas foi persuasiva - convenceu a dita “oposição” a aprovar aquilo. Isto apesar do protocolo entre a “Junta” e a junta do João ainda não ter ido sequer à reunião da junta; isto apesar de os serviços não terem emitido parecer formal (por ter sido tudo muito rápido, disse ela); isto apesar dos valores já estarem desatualizados, falta o montante para as obras, pelo menos mais 50.000 € - avisou o João no pedido) e a carrinha custa mais 5 a 6 mil euros; etc. Na verdade, não era preciso o João avisar o que vem a seguir; toda a gente que acompanha estas coisas sabe que depois virá um pedido para as obras no edifício; outro para as obras no exterior, para uma placa e uma estatueta; outro para aquisição de máquinas; outro para um sistema de proteção anti-roubo; outro para contratação de pessoal; e ainda outros para a manutenção dos equipamentos e a reparação das máquinas… Mas a Catarina adiantou logo que prevê uma despesa de 300.000 € com o Parque de Máquinas da junta do João! E a “oposição”, que diz ela sobre isto? Diz que é tudo muito necessário e urgente, e só está preocupada por não se poder dar o mesmo, já, às outras juntas!

Já aqui critiquei, há muito, este modelo de desperdício/empobrecimento autárquico difundido, por cá, pelo Coveiro-mor do reino, que se pôs a comprar máquinas como se não houvesse amanhã, arruinou a junta e deixou um monte de ferro-velho.

A tolice é contagiosa. Quando cegos conduzem cegos não há nenhuma possibilidade de melhoria.  

16 de fevereiro de 2023

Diário de um RP

Hoje foi dia de reunião pública da Câmara, que nesta nova dimensão das (i)responsabilidades autárquicas quer dizer 'dia de briefing'. Pedro Pimpão já disse que não se importa nada de ser  Relações Públicas (RP). Nós também não nos importaríamos, se além disso fizesse o seu trabalho. Ora acontece que o nosso autarca decidiu ficar-se pelo prazer, mandando o dever para a sarjeta. 

Já vai sendo tempo da oposição não o importunar com perguntas incómodas - como por exemplo como é que se justifica que há um ano esteja por resolver a situação dos esgotos públicos que vertem para um terreno privado na freguesia do Louriçal, sem percebermos quem é que mente, se o presidente da junta, se o da Câmara - sobre coisas sérias, pois que um verdadeiro RP não tem margem para chatices. Vendo bem, está transformado no verdadeiro programador (cultural e desportivo) e divulgador de eventos.  Mas para dar um pendor comovente ao cargo, agora juntou um momento de necrologia, que distingue pombalenses de primeira e de segunda: há os que merecem um voto de pesar, e os que só merecem condolências. Aguardamos então pelo momento dedicado aos nascimentos, que por certo está a guardar para juntar à divulgação do "cheque bebé". 

Percebe-se, finalmente, por que razão mantém aquele insípido gabinete de comunicação: ele é o verbo. E o sujeito. E o predicado. E se não responde...é porque não sabe.


18 de outubro de 2022

Pombal, temos um problema...


Por: Sidónio Santos

Fui desafiado pelos responsáveis deste Blog para dar a minha opinião sobre a situação política de Pombal, com especial enfoque neste primeiro ano de mandato do atual executivo.

O meu distanciamento da atividade política, faz com que se consiga efetuar uma avaliação sem influencia partidária ou de grupos de opinião formatados, embora mantenha intacto o meu pensamento político e por isso continuo a acreditar que chegamos a esta “estatização” devido a 30 anos de MAIORIA ABSOLUTA de um partido político, cujas decisões não precisam de ser discutidas, apresentadas e consensualizadas para serem implementadas. Por isso, há cada vez mais decisões inúteis e realização de obras cuja prioridade e funcionalidade são discutíveis. A bem da verdade, é necessário também referir que os projetos alternativos nunca conseguiram alcançar uma projeção que permitissem quebrar esta maioria do PSD.

Esta situação, fomentou um problema de génese em Pombal, pois normalizou a ideia de que a política é um EMPREGO e deixou de ser uma MISSÃO ou um SERVIÇO a Pombal e aos Pombalenses. Esta filosofia, associada ao amiguismo, está bem enraizada na cultura do atual executivo e equipas constituídas, e já nos está a criar um problema   que vai piorar com o tempo.

Mas vamos por partes:

Acredito que o atual executivo municipal seja bem-intencionado, mas durante este ano já é mais do que evidente a falta de preparação, pensamento político e desarticulação da equipa que nos governa. Para o exercício destas funções, não basta ser simpático, bem-parecido ou ter conhecimentos técnicos, mas sim ter capacidade de gestão operacional, estratégica de várias áreas de atuação de um Município e de um organismo público desta natureza.

Isto já era mais do que evidente na campanha, pois quem apresenta um programa com mais de 100 medidas ou propostas denota a ausência de uma ideia clara e do que é considerado prioritário para o Concelho, tendo este receio sido confirmado após a tomada de posse, com a decisão “inovadora” na designação e distribuição dos pelouros que apenas serviram para alimentar capas de jornais e que na realidade aumentaram a inoperacionalidade interna da Câmara devido à desarticulação orgânica.

É esta a realidade caótica criada que veio justificar em parte a abertura do concurso para contratação de um Diretor Municipal para fazer o trabalho que na sua maioria competia ao Presidente e tentar meter ordem na casa. 

Esta decisão é um “crime de lesa a pátria” (expressão utilizada frequentemente por Narciso Mota), pois além do custo que lhe está associado (+/-200 000€ de salários em 3 anos), vai provocar mais inoperacionalidade interna.  Como dizia um ex-PSD e apoiante do atual presidente “Até se viesse de borla, era uma má decisão”, devendo-se exigir ao Presidente que faça o trabalho para o qual foi eleito. Contratar alguém para fazer o seu trabalho e pagar com dinheiro de todos nós, aumentando despesa fixa é uma medida de gestão incorreta e que não foi validada pelos eleitores. É apenas mais um reflexo dos efeitos nefastos da maioria absoluta, pois confunde-se com poder absoluto. 

Hoje, se não fosse a enorme quantidade de imigrantes que o Concelho tem vindo a receber, com todos os benefícios e desafios que isso acarreta, os dados da demografia e da atividade económica seriam piores e as aldeias estariam mais desertificadas. Esta é uma dinâmica social a que o município não tem dado a devida atenção.    


Em suma, este ano de mandato tem sido caracterizado essencialmente por uma política de fachada e de representação, que se consubstancia:

1)Executar obras lançadas pelo anterior executivo, mas não se questionar porque não existem obras estratégicas em lançamento;

2)Estar presente em todos os eventos, mas não se questionar porque é que há cada vez menos eventos e qual o impacto dos mesmos para o Concelho;

3)Visitar empresas instaladas para promover o investimento privado, mas não se questionar porque não há nenhuma empresa de grande dimensão a querer instalar-se em Pombal;

4)Querer fazer uma residência para estudantes de ensino superior, mas não se questionar se tem comunidade estudantil e ensino superior que o justifique;

5)Contratar uma empresa externa para elaborar um Plano Estratégico para Pombal, mas não se questionar se essa empresa conhece as especificidades do Concelho de Pombal;  

Quando se faz e não se questiona porquê, decide-se com pouca responsabilidade. 

Pombal, temos um problema….Ainda faltam 3 anos de mandato!

* Economista, ex-candidato à Câmara pelo CDS-PP 

14 de outubro de 2022

Existe ou não existe…, Catarina?!

Na última reunião do executivo (4/10), a doutora Odete começou por afirmar que trazia umas questões para colocar ao senhor presidente, sobre o Conselho Municipal de Segurança, mas como ele não estava deixava-as na esperança que alguém soubesse responder.

Porventura o presidente foi novamente de férias, sem avisar. Compreende-se: com tão grande enfiada de festas, romarias e eventos uma pessoa tem que meter rapidamente férias senão vai-se abaixo. E também não queremos isso. Mas o que é demais é demais: este presidente relações-públicas já faltou a mais reuniões do executivo, num ano de mandato, que D. Diogo em dois mandatos e Narciso Mota em cinco! E já deu para perceber, nomeadamente nas não transmitidas, que aquilo é um calvário para ele. Mas adiante…

Da conversa despoletada pela doutora Odete percebeu-se que naquela “comissão de festas”, como já são conhecidos, ninguém entendeu a questão. A doutora Marto – vice-presidente e a presidir à reunião – reservou-se: seguiu o prudentemente o provérbio “burro calado passa por sábio”. A doutora Catarina, perita em desculpas e justificações, viu ali uma oportunidade para mostrar a sua “experiência”, mas fico a saber-se que sabe tanto daquilo como os colegas. Acabou torcida, e a receber lições da doutora Odete!

PS: dos assuntos da agenda saiu uma enfiada de trapalhadas: lapsos, contas erradas, deficiente fundamentação, justificações contraditórias, etc. Alguns pontos foram retirados da agenda, outros aprovados às três pancadas. Tudo mal-ajambrado, inconsistente e improvisado – uma desgraça pegada.


23 de setembro de 2022

Duas "máquinas" a discutir máquinas – uma pérola

Reparem bem, caros leitores, nestas duas “máquinas” - doutora Odete e doutora Catarina - a discutir máquinas e investimentos. doutor Pimpão não disse nada sobre o assunto - sabe que isto é matéria para especialistas. Partilhem connosco qual delas sabe mais (alguma coisa) de uma e de outra coisa. E como é que esta terra pode andar para a frente com políticos deste calibre?

Foi uma pena não terem convidado, para esta importante discussão, o coveiro-mor do reino, grande especialista em aquisição e gestão de máquinas, enterros e afundanço de autarquias e outras que tais. O doutor Pimpão não disse nada sobre o assunto - sabe que isto é matéria para especialistas.

Antes de a máquina chegar a Vermoil já o Daniel está a pedir um subsídio para o combustível, que ele agora está caro; outro para o ordenado do manobrador, que já não há quem trabalhe pro-bono; mais um para a certificação do manobrador, que afinal é necessária; e outro para um reboque, para transportar a máquina; e outro para um gancho, que faz falta e na altura não foi considerado para não aumentar o preço da encomenda; e ainda outro para os pneus, que entretanto se desgastarão; e outro ainda para uma bateria nova, que a da máquina entretanto vai morrer; etc.; etc.; etc.

E assim se foi criando uma nova espécie da “fábula dos porcos queimados”, que não funciona mas todos alimentam.

PS: As Juntas de Freguesia e as Câmaras Municipais são entidades autónomas, com atribuições e fontes de financiamento estabelecidas na lei. Por cá - e não só – estabeleceu-se uma relação de dependência promíscua e bastante ineficiente que desbarata recursos públicos sem critérios de responsabilização e boa governação. E ninguém mete mão nisto!



22 de setembro de 2022

O “rei” vai nu…

A doutora Odete fez uma interpelação, como deve ser feita (pela oposição), finalmente!

Já sabíamos que o doutor Pimpão não faz, nem quer fazer, nada que dê trabalho, obrigue a estudo ou exija disciplina. Na resposta à interpelação da doutora Odete – e durante toda a reunião  - mostrou que nem tarefas executivas básicas, como designar coordenadores e equipas de trabalho, faz!

O doutor Pimpão é bom como animador de festas e eventos, e até um bom bobo da corte (já fez números engraçados), mas como político executivo é um inepto completo. Com uma oposição a sério, nem as reuniões do executivo conseguiria aguentar.  


21 de setembro de 2022

Descentralização - trapalhadas - à moda do doutor Pimpão

O doutor Pimpão promoveu a “Reunião do órgão Câmara Municipal de Pombal de forma descentralizada na freguesia de Abiul”! Só para se gabar que estava a fazer história: reunir, pela primeira vez, o “órgão câmara” numa freguesia. 



Quando vi a publicidade ao “número” cheirou-me a fanfarrice e trapalhada. Mas dei o benefício da dúvida: admiti que se tratasse de uma reunião de trabalho entre o executivo municipal e o executivo da junta. Custava-me a acreditar que na reunião do executivo municipal, sujeita a regras e formato muito próprio, estabelecidas na lei e no regimento, pudesse participar outro órgão ou titular de cargo político. Foi preciso ouvir o áudio da reunião para perceber, e confirmar, que aquilo foi uma reunião do executivo municipal com a presidente de junta. 

O doutor Pimpão tem tanto de voluntarioso como de falta de maneiras. Dá para presidente de junta, mas definitivamente não dá para presidente de câmara. É demasiado vulgar e meio trapalhão. Falta-lhe conteúdo e decência institucional.  Pior: não tem consciência que na sua posição poucas coisas são mais críticas que a (in)capacidade de regular as maneiras. 

Bem sabemos que para o doutor Pimpão a política é espectáculo e diversão. Mas dessa paródia, deveria salvaguardar, pelo menos, os actos oficiais. Permitir a participação do/a presidente ou membro da junta na reunião do executivo fere de nulidade as deliberações tomadas. E fazer unicamente a reunião do executivo nas freguesias é pura perda de tempo e recursos e o mais descarado show-off. 

Será que já não há ninguém na câmara, nomeadamente dirigentes com conhecimento e experiência, capazes de pôr freio nos regulares devaneios do presidente.

PS: A presidente da junta – Sandra Barros – esteve bem: desvalorizou aquilo, chegou tarde (depois da reunião ter começado) e saiu antes do final. 

30 de junho de 2022

Felicidade? Pesadelo!

Na AM da tarde e noite passada, o debate no Período Antes da Ordem do Dia (PAOD) foi e terminou chocho, como de costume, desligado da realidade e centrado no exibicionismo bacoco. Até que veio o período de participação dos munícipes. E surpreendentemente coube a uma munícipe – Célia Cavalheiro – o papel de dar um banho de realidade aqueles figurões, do poder e da oposição. 

O processo Kafkiano que a Célia viveu e contou na AM é tão aterrador que não merece mais palavras do que aquelas que ela usou (ver vídeo). Expõe até às entranhas a burocracia paralisante, o funcionalismo disfuncional, a desumanidade gritante.

Bem pode o profeta Pedro apregoar com pomposidade e adjectivos eloquentes, sempre no grau superlativo, que a felicidade das borboletas a voar sobre as flores e as bolas de sabão a subir ao sabor do vento está a caminho, que a realidade nunca cederá às promessas vãs nem às políticas de fachada. 


 

30 de maio de 2022

Sai um subsídio de 7.000 euros para a largada de touros em Abiul

A caridosa doutora Catarina e o mãos-largas doutor Pimpão levaram à recente reunião da “Junta” um subsídio de 7.000 euros, à Junta de Freguesia de Abiul, para financiar uma “largada de touros” (incluída nas tradicionais touradas), que a maioria aprovou apesar de alguns reparos acertados da oposição. Coisa que só pode chocar quem ainda não percebeu como aquelas criaturas distribuem o (nosso) dinheiro ou os fervorosos anti-touradas.


Apesar de D. Diogo ter procurado introduzir algum critério na subsidiodependência reinante, sem grande coerência e rigor, estava escrito nas estrelas que com profeta Pedro a subsidiação de todo o tipo de “pedintes”, públicos ou privados, formais ou informais, e de todo o tipo de actividades, seria um regabofe – a trave-mestra de sustentação deste imberbe poder político.  

A doutora Catarina bem tentou justificar o injustificável, mas fala muito, fala demais, e parece não ter consciência do que diz - julga que ainda está na comissão social de freguesia a fazer caridade. Neste momento, uma coisa parece certa: está definitivamente aberta uma hemorragia de subsídios que só estancará quando o dinheiro faltar. Se a isto somarmos a enxurrada contratações e promoções feitas e em curso, o mais certo é faltar. Tudo serve de pretexto para dar subsídios: pagar dívidas a entidades particulares; pagar supostos investimentos realizados há uma década (J. F. Vermoil); pagar despesas sem se saber o que se está e a quem se está a pagar (J. F. Pelariga); etc. 

Chamem a “polícia”; chamem a “polícia”; antes de aquilo estoirar.

29 de maio de 2022

Conversa de charlatão

Perguntado sobre os anunciados novos “cursos” do IPL em Pombal, o Pedro abrilhantou a coisa, e a néscia oposição, com esta peça de retórica. Vivemos numa terra onde cegos conduzem cegos, e onde quem não se deixa conduzir afasta-se. 

O Pedro até pode acreditar no que diz – no que um profeta não acredita! -, mas ninguém minimamente instruído e com dois neurónios a funcionar compra esta banha-da-cobra. Decididamente é inútil ir procurar num profeta uma mentira mais certa que ele mesmo.

Depois, é isto: cegos conduzem cegos: o IPL prestar-se a este serviço: enganar os nossos adolescentes e uns “pretinhos” que vão buscar a África (que são os menos enganados, já que só o vir para a Europa já é um grande ganho). Ao que estas escolas se prestam para arranjar turmas e adolescentes.

Desgraçadamente, nesta terra o número dos alunos diminuiu ao mesmo tempo que as escolas aumentam. Para esta espécie de “cursos” já cá tínhamos a ETAP e ETP Sicó. Mas o problema não está nas escolas, está nos cursos. 

Fujam disto (filho meu não entrava nisto).



10 de maio de 2022

De marcha à ré

 



Não restam dúvidas de que este é o executivo mais atlético de todos os tempos, e por isso nada melhor que uma obra que puxe pela caminhada, pela corrida, pela marcha e afins para  marcar o início das inaugurações da era Pimpão, mesmo que tenha sido projectada e praticamente toda ela executada pelo antecessor. 

No sábado, a inauguração do passadiço serviu para percebermos que recuámos 30 anos no que respeita a estes cerimoniais. Diogo Mateus tinha acabado com a pepineira terceiro-mundista do nome nas placas, mas eis que o Pedro fez regressar esse laivo narcisista, o que augura tudo de bom. Aliás, não lhe faltou nada. Nem o próprio Narciso...

Para compor o ramalhete, lá estava alinhado o executivo, ao estilo "vamos ali ao Belas Clube de Campo". Se governar a Câmara assim tão airoso como posar para as fotos, ninguém parava Pombal. 

O pior é é a realidade. 

4 de maio de 2022

Sobre transparência

Nem com os tribunais à perna cumpriam as ordens e os deveres de informação. Uma mentira várias vezes repetida não se torna uma verdade.

É preciso ter topete!



25 de abril de 2022

Faz de conta que somos pela Liberdade

 


Na primeira comemoração do 25 de Abril que lhe coube em sorte enquanto Presidente da Câmara, Pedro Pimpão fez todo um show off à sua maneira: uma infantilização da cerimónia - e nem sequer estou a falar da escolha do punhado de jovens em representação dos partidos neste regresso da intervenção política (que se saúda). Ora para quem anda nisto há tantos anos, e já assistiu às mais altas comemorações da data na AR, não é desculpável tamanha falha de protocolo. Quem preside às comemorações não é o presidente da Câmara. É o presidente da Assembleia Municipal. Mas como esse agora é líder parlamentar do PSD e tinha que estar em Lisboa, precisamente na AR, e aqui no burgo o partido ainda está a colar os cacos, a nova ambição agora é isto: uma sessão solene sem presidente da Assembleia, nem ninguém que o represente. Adiante. 

Concentremo-nos então no discurso de Pimpão, que apareceu de cravo ao peito, dedo em riste, a encher a boca com a liberdade e o respeito. Repetiu a palavra vezes sem conta, talvez para si próprio. Talvez porque sabe que quem quer ser respeitado tem que se dar ao respeito. Diz o Pedro que quis dar duas dimensões às (suas) primeiras comemorações do 25 de Abril: a liberdade de Imprensa e a liberdade política. O problema é o conceito que o Pedro tem de liberdade de imprensa. Entende-a como mensageira, logo, o jornalista está bom para pé de microfone. A ele não o preocupa nada que tenham desaparecido tantos títulos aqui da terra, porque estes bastam para "veicular as opiniões" - uma das missões que reconhece à imprensa. 

O Pedro está ressabiado com o Farpas. Percebemo-lo agora. Pedro, o democrata, o arejado, aquele que veio depois de Narciso Mota e Diogo Mateus, foi o primeiro a não responder sequer ao convite deste colectivo para participar no aniversário, que aconteceu ontem à noite, com casa cheia e debate vivo, tema inusitado, seis meses depois dele tomar: "poder local em Pombal: que alternativa?". Está 'picado' o Pedro, e não é de agora. Ontem à noite, também a sua sucessora na Junta estava assim. A malta precisa de festa. Alimenta-se dela. E isto de não haver a festa prometida, foi um problema. Como é sabido, estava agendado um festival para estes dias em Pombal, o "Oh da Praça", coisa de arromba, integrado no programa do 25 de Abril, que numa primeira fase foi apresentado aos responsáveis políticos da praça como sendo uma coisa da responsabilidade da Câmara. Mas depois passou para a Junta. E da Junta passou para uma organização de nome "Encant'art", uma suposta associação nova, alegadamente presidida por um velho conhecido dos meandros da animação cultural. Anunciou-se uma tempestade, cancelou-se o festival. De Pimpão, nem um pio se ouviu. Ele, que conta com todos, para quem todos contam, que valoriza tanto a liberdade de imprensa, trouxe a Pombal dois jornalistas "de renome" (Júlio Magalhães e Manuel Queirós), numa quinta-feira às duas da tarde; encheu-se os claustros com uma turma da ETAP, tão interessada que nem uma única pergunta dali saiu. Nem um jornalista da terra. Deu-lhe jeito dizer que é filho e sobrinho de jornalistas. Sim, é. E é lamentável que não se tenha lembrado disso antes. Porque naquele dia, Alfredo A. Faustino - que estava na plateia, a assistir - teria feito uma intervenção muito mais viva e rica que qualquer um deles. Foi confrangedor perceber que nenhum dos dois convidados sabia sequer da existência da Associação de Literacia para os Media e Jornalismo, que desde 2019 faz um trabalho de proximidade com as escolas deste país, em parceria com o Ministério da Educação, apontado como exemplo na Europa. 

De modo que augura tudo de bom o anúncio que fez esta manhã: já que o país tem uma comissão para as comemorações dos 50 anos do 25 de abril, ele também vai criar uma em Pombal. E convidou Luís Marques, antigo jornalista e administrador da SIC, para presidir à estrutura. Sabendo-se da ligação estreita que mantém com Pombal..mal podemos esperar pelas novidades. 

28 de março de 2022

Fazer umas coisas...



O mundo do trabalho (mas também o do associativismo) tem mudado de forma radical nos últimos tempos. Essa mudança encontra-se alavancada numa nova forma de planear a ação das organizações (qualquer que seja a sua tipologia) assente no desenho e implementação de projetos, sobretudo pela forma como tal possibilita o acesso a fundos da União Europeia.
Quando um avaliador de candidaturas recebe uma dessas propostas, começará por se focar na análise de necessidades efetuada localmente, na definição de objetivos que dela decorre e no alinhamento destes com as atividades propostas. Posteriormente, atentará no potencial de impacto nas pessoas e nas organizações e as formas de avaliar e de monitorizar os resultados.
Neste processo, cabe ao avaliador distinguir um verdadeiro projeto, com significado para o seu público-alvo, de um conjunto de atividades soltas a que poderíamos chamar "fazer umas coisas..." O primeiro decorre de uma verdadeira planificação e de uma visão clara do que se entende vital e verdadeirame te transformador. O segundo costuma ser falta de preparação misturada, por vezes, com arrogância e incapacidade de escutar sugestões que sigam em sentido contrário.
A Resolução 66/281 adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas a 28 de junho de 2012 sugere aos Estados-Membro a comemoração do Dia Internacional da Felicidade a 20 de março, através de atividades de educação e de conscientização públicas. Essas atividades, deveriam contribuir para a inclusão, a equidade, a sustentabilidade, a erradicação da pobreza, de modo a promover a Felicidade e o Bem-Estar de todas as Pessoas.
O que aconteceu em Pombal recentemente foi mais uma prova de que estamos no ponto de "fazer umas coisas" para colocar nas redes sociais, de modo a garantir que tudo fica na mesma, que quem está bem continua bem e quem está mal fica cada vez pior. As necessidades locais estão bem identificadas. O problema é que não existe vontade, nem capacidade, para se definirem objetivos claros, concretos e mensuráveis (SMART), para se desenharem atividades alinhadas com esses objetivos nem com as necessidades do público-alvo. Não se envolvem parceiros que sejam mais-valias (onde ficou a Educação? No pedido de vídeos de legalidade duvidosa aos professores das A.E.C.?), nem se faz uma avaliação estruturada. Em resumo, este tipo de ação não apresenta qualquer potencial de impacto, pelo que se resume unicamente a um desperdício de verbas, sem qualquer retorno para as cidadãs e para os cidadãos.
A um avaliador de projetos caberia a tarefa de reprovar uma candidatura assim desenhada(?). Às e aos munícipes de Pombal pede-se que tomem nota desta e de outras ações semelhantes e que se questionem se foi este o sentido que quiseram ao seu voto.

Luís Gonçalves
(professor)

23 de março de 2022

Sobre a reunião da “Junta”

A “Junta” reuniu quinta-feira passada. Da agenda ressalta, para além da aprovação de mais um chorrilho de subsídios e “esmolas”, agora retirados da reunião transmitida para serem encobertos na não transmitida, a aprovação da extensão do prazo de construção do CIMU-SICÓ (agora EXPLORE-SICÓ) e o lançamento, por atacado, de uma dezena de concursos para admissão de pessoal. 


O doutor Pimpão limitou a sua participação na reunião ao Período-Antes-da-Ordem-do-Dia (PAOD), que aproveitou para adular os serviços que dirige e a comunidade pelo apoio aos refugiados da Ucrânia; mas, quando perguntado sobre o tipo de acolhimento prestado, mostrou desconhecimento da realidade e passou a questão para a doutora Catarina que pouco mais sabia. Depois, quando confrontado com as indignas condições de acolhimento (amontoados numa cave fria) engasgou-se. E de seguida, informou os presentes que, por motivos de agenda (naquela casa até a gestão da agenda é um problema!), tinha que se ausentar (foi, com certeza, rotear ou alimentar o facebook) e delegar a condução da reunião na descontextualizada doutora Marto, que, coitada, lá cumpriu as formalidades penosa e arrastadamente.

O CIMU-SICÓ foi lançado há QUINZE ANOS(!) e a sua construção iniciada há OITO ANOS (!), com um interregno pelo meio. Entretanto, a construtora - Soteol, SA - pediu e a câmara concedeu a extensão do prazo por mais 150 dias, por agora. É sabido e ressabido que ninguém acredita que a obra seja concluída pelo preço e prazo acordados. Mas os nossos (in)decisores políticos continuam a deixar-se enganar e a tentar enganar-nos. Já assumem que o mamarracho é um erro arquitectónico e um sorvedouro de dinheiros públicos ao longo do tempo, mas são incapazes de tomar a decisão que se impõe: DEMOLIR. 

A doutora Catarina – agora alcandorada a  gestora de Recursos Humanos – levou à reunião uma dezena de concursos, por atacado (em conjunto), para admissão de seis dezenas de funcionários, do lote de 216 previstos, que acrescentam 1.000.000 € ao Orçamento de Pessoal de 2022 e seguintes, sem fundamentar, em concreto, cada concurso e cada admissão, chegando ao ridículo de afirmar, “sabem como é, estas coisas são discutidas com as chefias e entre nós”. 

Apesar do irrelevante impacto financeiro, levam - bem - à reunião do executivo cada subsídio pontual. Mas, no que concerne  às admissões de pessoal, que comprometem despesa de milhões durante uma vida, levam tudo por atacado, logo sem fundamentação clara. 

PS: De entre muitos, a câmara concedeu um subsídio de 1000 € a uma tal Sicó-trilhos, para um trail em Abiul. A doutora Gina interveio, e justificou a prenda muito bem – é especialista na matéria. E o doutor Luís elogiou-a. 

16 de março de 2022

Nós e as obras tortas

 

É uma espécie de malapata que se nos colou, como naquela rábula do diabo que vai embora mas deixa cá o secretário: o vereador das obras-tortas já se foi, mas as obras tortas continuam. A requalificação do viaduto engº Guilherme Santos é a primeira grande obra do mandato do Pedro (embora já tenha sido lançada pelo anterior executivo) mas está a revelar-se um desastre em matéria de planeamento. Ao princípio, até lhe demos o benefício da dúvida. Parecia que este executivo tinha importado os princípios urbanos, ao fazer a obra durante a noite, e a coisa arrancou a todo o gás. Durou pouco. De repente, a obra parou. Nem pavimento velho nem novo, e sucederam-se nas redes sociais [alerta Odete, toma nota no teu caderninho preto para a próxima reunião de câmara!] denúncias de pneus furados nos ferros que ficaram ali, levantados, entre rotundas. Solícita, a Câmara mandou remendar aqui e ali esses buracos. Mas...e a obra, Pimpão? Perdão, E a obra, Navega? Tu não nos falhes, que do convento do Cardal nos chegam notícias de que ainda és tu que tens salvo essa honra, neste novo elenco...será que a máquina da propaganda anda a espalhar fake news?

14 de fevereiro de 2022

Cultura de quê?


 


Houve um tempo (no século passado) em que a inauguração de uma exposição de pintura era um acontecimento na terra. Ir à vernissage fazia parte da carta de funções dos autarcas todos, da lista de protocolo, e era uma espécie de cola social, numa terra onde nunca acontecia nada. O que mudou, então? - perguntará o leitor. As pessoas. Os autarcas. A preparação e organização.

Na sexta-feira passada abriu ao público a exposição "José Afonso, seus amigos e outras telas de intervenção" da autoria do pintor José Maria Bustorff, radicado em Pombal há mais de 20 anos. Foi numa exposição dessas que o conheci, há mais tempo ainda. Num tempo em que poder político mudara de mãos e (finalmente, anunciava-se) a cultura ia deixar de ser um caldo de "exposições, bandas e ranchos", porque até então não passava dali: exposições permanentes na galeria municipal (era numa sala que já não existe,  com saída para o Jardim das Tílias), concertos da Banda da Armada ou da Banda do Exército no velho Teatro-Cine, e festivais de folclore. E deixou. No primeiro mandato de Narciso Mota, com o saudoso Gentil Guedes ao leme do pelouro, e um Orçamento ilimitado, a Cultura passou para outra dimensão. Depois veio o novo Teatro-Cine, o Café Concerto, a Pombal-Viva que o geria, e não foi por acaso que a galeria ali ficou. Muitos dos actuais actores políticos não farão a mínima ideia disso, tal vez nem mesmo o presidente da Câmara. Já asneirámos tanto nesta terra (como querer dar o nome de Amália Rodrigues ao Teatro, em vez de António Serrano, por exemplo, só para trazer cá o musical do La Feria durante duas semanas...felizmente passou e nunca mais ninguém se lembrou disso) que às vezes custa crer, não é amigos e amigas?

O que agora custa é perceber é: Porque é que o Café Concerto continua fechado? A inauguração da exposição de JM Bustorff foi quase deprimente, com o espaço morto, ao lado. Contava fazer a pergunta a Pedro Pimpão, mas ele não apareceu. Estará o caso a guardar-se para Ana Gonçalves? (Sim, estou mesmo a ver que fará um dois-em-um, administradora-da PMU-vereadora-da-cultura-oficiosa). 

Vale muito a pena visitar a exposição, mas é preciso saber quando. Sabe-se que estará patente de 11 de fevereiro a 11 de maio. Mas a Galeria não existe de forma autónoma, estava ligada ao Café Concerto...Ora, de acordo com as informações da página municipal, os detalhes do evento são estes: é uma espécie de desafio às capacidades cognitivas do munícipe. Não digam que o pelouro da Cultura não é vosso amigo. Começa logo pelo slogan: Cultura para ser e viver!! (assim, com dois pontos de exclamação, que a malta é moderna, tipo...cenas).

22 de dezembro de 2021

Reunião da “Junta”

A “Junta” reuniu hoje. Para cumprir formalidades.

O doutor Pimpão apareceu com ar cansado, distraído e deslembrado. Fartou-se de coçar a pulga.

Do resto, mais do mesmo: a aprovação de um subsídio para uma Comissão Fabriqueira para obras já realizadas. 

Siga a festa.