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19 de novembro de 2024

Corre Pedro, a taça é tua!


 


Sábado à noite, à hora em que Salvador Sobral estiver a brilhar no palco do Teatro-Cine (acompanhado dos First Breath After Coma) e o Projecto Jazz no auditório da Filarmónica de Vermoil, a Câmara estará a protagonizar a sua I Gala de Desporto, no Expocentro. Ou melhor, a primeira feita pelo Pedro em nome da Câmara, pois que este era um evento da Junta de Freguesia de Pombal. E o Pedro já de lá vem. Ora, percebendo que o mandato caminha penosamente para o fim, e que estas coisas da bola & afins juntam sempre uma maltosa, e têm sempre o seu alcance, e que é preciso fazer listas e arregimentar pessoal, eis que o Município(!) se lembra de chamar a si o evento, para lhe dar escala. 

A votação está a decorrer, pois que assim fica a ideia de que foi o povo a decidir homenagear aqueles e aquelas. É claro que as sugestões são dos clubes, e que espremida essa enxurrada de nomes há uma "comissão de avaliação" que escolhe três nomes para cada categoria. Vamos poupar o leitor de dissecar esse elenco, que, por exemplo, junta na mesma categoria a dupla de árbitros (no activo) Roberto e Daniel Martins, o amigo Pedro Roma e...António Pinto. Faço já aqui uma declaração de interesses: já votei nele. Espero que suba ao palco e diga das boas, e não faça como o (António) Monteiro, da outra vez, que para os poupar...não foi.

Ora, segundo as "normas" plasmadas na página do Município, a dita comissão "é designada, anualmente para cada época desportiva, pelo Presidente da Câmara Municipal de Pombal, sob proposta do Vereador do Pelouro do Desporto". Das duas uma: ou a vereadora Gina já perdeu o pelouro e ninguém nos disse, ou este lapsus calami tem outras razões. Indo ao que interessa: a dita comissão "é composta por um conjunto de individualidades ligadas ao desporto, devendo ter a seguinte constituição:

a. Um elemento dos órgãos de comunicação social;

b. Um elemento do Conselho Municipal do Desporto;

c. Dois elementos da Comunidade de relevo no âmbito Desportivo;

d. Um elemento da Unidade de Desporto e Juventude do Município de Pombal


Desta vez, talvez porque o tempo corre e é preciso aligeirar, os galardoados ficaram nas mãos de José Paulo Oliveira (da Unidade de Desporto), de Gonçalo Ramos (!), ainda presidente da Junta da União de Freguesias do Oeste, e de Zé Pereira, um ex-árbitro  equiparado a 'jornalista'.

Uma espécie de meia-bola e força, que é preciso chutar com o pé que se tem mais à mão. 

Como diz o camarada Adelino Malho, em política o que interessa é marcar golo. Vai Pedro!


25 de novembro de 2019

Da vergonha

Assinala-se hoje o dia em que o beato Diogo e a sua corja de apáticos zombies, ano após ano, nos fazem sentir vergonha de ser pombalenses. 

25 de novembro de 2018

Não em meu nome

O Município de Pombal promove, mais uma vez, a evocação do 25 de Novembro de 1975. Alguém me sabe responder se esta - como qualificar? - farsa foi aprovada pela vereação ou pela na Assembleia Municipal? Ou é apenas mais um devaneio de Diogo Mateus e seus lacaios? Como pombalense, recuso-me a ficar nesta fotografia mas, para não me acusarem de não fazer uma crítica construtiva, deixo uma proposta (em vídeo) que pode agradar ao nosso bento edil.

27 de março de 2018

A queda do império


As notícias sobre essa galinha dos ovos de ouro (nascida e criada no Louriçal) estão a sair a conta-gotas. Nem tudo é mau, neste relambório. Para os restaurantes cá do burgo cumpre-se aquela máxima de que 'não há boa nem má publicidade, há publicidade'. Nesta notícia da revista Sábado sobre os "crimes de corrupção activa e passiva, peculato, falsificação de documento agravada, burla qualificada e abuso de confiança qualificado", em que, segundo a acusação do Ministério Público, o Estado "foi prejudicado em 30 milhões de euros, sendo que parte desse dinheiro foi gasto em jantares, férias, viagens e cruzeiros", também sai prejudicado um restaurante dos nossos, pois que a designação correcta é 'Os Amigos da Velha Caroca'. Feito o reparo, sempre gostava de saber o que têm agora a dizer os camisola-amarela desta vida, que há coisa de dois anos rasgaram as vestes em defesa deste modelo. 

Para memória futura, fica o registo: "Em 2006, a acusação refere que foram consumidas, às refeições, bastantes garrafas de vinho "cujo preço variou entre €75 e €120 a garrafa".  Já em 2007, o ano em que o valor das facturas apresentadas foi mais elevado, registaram-se €8.673,74 gastos em restaurantes como O Manjar do Marquês, Cervejália, Amigos da Velha ou Puttanesca. 

No ano seguinte, os arguidos foram clientes de dois restaurantes principalmente: O Manjar do Marquês e o Tirol. Os restaurantes emitiram facturas no valor de €2.100 e de €2.671,10, respectivamente, ao longo do ano".

27 de dezembro de 2017

Natal na Cervejália


Sou só eu quem acha que beber um fino na Cervejália, horas antes da consoada, devia passar a ser uma referência cultural da cidade? Se os bracarenses se orgulham da tradição do "Natal no Bananeiro", que também começou por iniciativa de um pequeno empresário local, por que não fazer justiça ao César e instituir, em Pombal, o "Natal na Cervejália"? 

5 de julho de 2016

O Gambuzino no convento

Realizou-se no sábado passado a III Corrida dos Gambuzinos. O evento tem dois motes: correr – fazer exercício físico – e caçar gambuzinos, sem saco.
Este ano a organização foi muito perspicaz: o gambuzino estava no Convento de Santo António.
Todos sabemos que D. Diogo está em dificuldades, mas não é a abdicar de toda a gravitate do cargo (fazendo o papel de gambuzino) que lá vai. O que esta gente da propaganda obriga uma pessoa a fazer! Se queria mostrar-se ao povo, podia fazer como dantes: correr ao lado dele. Sem pajens por perto.
Narciso Mota é um rural, mas não se prestava a este papel.

25 de março de 2015

Pombal aquém fronteiras

Ficámos todos muito contentes com a informação que a CMP divulgou há uma semana atrás, que diz o seguinte: acontece que ontem, dia 24, já o "reforçado" gabinete de comunicação divulgava o seguinte (embora não gozando dos mesmos privilégios de destaque no site da CMP):

Desenvolvimento Económico
Município de Pombal marca presença na Feira de Nanterre - Paris

O Município de Pombal, em conjunto com a Adilpom, estará presente na XII mostra de produtos tradicionais portugueses  e da ruralidade, que terá lugar em Nanterre - Paris, de 27 a 29 de Março de 2015.

É a primeira vez que o Município de Pombal se fará representar nesta feira, dando a conhecer não só os produtos tradicionais de Pombal, como também aquilo que o Concelho tem para oferecer no âmbito do seu património, recursos e belezas naturais.

Com a presença neste evento, o Município, reforça os laços com os Pombalenses que vivem em França, e na região de Paris em particular, assumindo-se como agente catalisador na promoção dos produtos de Pombal além fronteiras e contribuindo para cimentar as pontes empresarias e de negócios  entre os dois mercados.

As relações de geminação existentes, o protocolo recentemente assinado pelo Município de Pombal  com a CCIFP (Câmara de Comércio e Indústria Franco Portuguesa) e a presença nesta feira, são alguns dos passos que contribuirão para um reforço de Pombal, também numa perspetiva de internacionalização, nunca esquecendo, os nossos compatriotas emigrados, a quem devemos uma contínua proximidade.

Acontece que ontem, dia 24, já o "reforçado" gabinete de comunicação divulgava o seguinte (embora não gozando dos mesmos privilégios de destaque no site da CMP): 

MUNICIPIO DE POMBAL 
GABINETE DE COMUNICAÇÃO
NOTA DE IMPRENSA

Feira de Produtos Regionais Portugueses e da Ruralidade em Nanterre – Paris

Dado não existir capacidade logística da Adilpom, fica adiada a participação na Feira de Produtos Regionais Portugueses e da Ruralidade em Nanterre – Paris.

Reiterando a firme e continuada intenção de promover Pombal, aquém e além-fronteiras, o Município de Pombal estará presente nos eventos que pela sua dimensão se adequem à política de promoção turística, cultural e económica do Concelho de Pombal.

Pombal, 24 de março de 2015


Fico desconcertado com a "falta de capacidade logística da Adilpom", para cumprir com um evento cuja importância havia sido sublinhada com tanta eloquência uma semana antes.
E noto que nestes, como em outros aspectos, quando é para o bem, a organização é da CMP. Quando a coisa falha, é de outros (neste caso, da ADILPOM). Que, vai-se a ver, e é tudo o mesmo...

23 de março de 2015

Idade das trevas


Por incrível que pareça, o que se vê acima é uma fotografia. Foi tirada ontem, às 22 horas, numa das ruas principais da aldeia onde moro. A iluminação pública, como tem sido hábito, ligou só após este horário, e depois de 3 horas de "trevas". É só por lá, ou é uma generalidade nas aldeias do concelho?
Eu também sou favorável à poupança, mas isto é claramente um exagero.

4 de março de 2015

EFERREÁ!

Declaração de interesses, fui anti-praxe!
Não um anti-praxe "militante", nunca me aborreci muito com o tema, só isso. Não participava, mas também não entrei em qualquer cruzada anti-capas negras.
Uma das coisas que me irritava profundamente, no contexto praxístico, era a figurinha triste feita pelos alunos do 2º ano.
O facto de andarem muito tempo a ser humilhados, a conter o seu desejo secreto de "mandar", de castigar os demais como eles próprios foram castigados, faz destes indivíduos (os do 2º ano) os mais radicais (mas também patéticos) executores de tudo o que de mau pode ter a praxe. A figura que me ocorre é a de abusos de poder praticados por uma criança mimada.
Quando estes (os humilhados de outrora) chegam ao poder, é uma tristeza!

8 de maio de 2014

Coisas de que o povo gosta


Uma chuva de cor está desde ontem a pingar na zona histórica da cidade. Estão bonitas, as ruas. Tão bonitas como esta fotografia do Jorge Ferreira. Para a legendar, nada melhor que a frase dele, no facebook: "espero que esta colorida iniciativa nos leve a olhar para cima..."

20 de fevereiro de 2014

SE NÃO CONTAREM COM O JOÃO, ENTÃO COMIGO TAMBÉM NÃO Ou CRÓNICA SOBRE A BALBÚRDIA QUE ANDA A SER AQUILO DA ASSOCIAÇÃO DE PAIS

Eu já fui professor do então denominado 8.º Grupo B do ensino secundário. Aconteceu noutro século. Nesses já remotos anos, a minha Escola era o louriçalense Instituto D. João V. E a vida era boa como cerejas frescas. E dava para pôr um “V” antes do segundo “E” de “cerejas”. Adiante.
Entre 1989 e 1993, a minha Escola era, como disse, o louriçalense Instituto D. João V, estabelecimento então muito menos famoso do que agora, mas por boas razões: os professores davam aulas, os alunos tinham-nas e a Associação de Pais local era uma remota eventualidade mais do foro da ficção científica do que da pragmática quotidiana do regular funcionamento lectivo. Mas adiante de novo.
Aconteceu que, em 1990 primeiro e logo depois em 1991, este V. cronista foi convidado pelo Conselho Directivo da Escola Secundária de Pombal a vir à estimada e prestigiosa instituição que tantos bons frutos deu já à Pátria e até a Vermoil. Aceitei. Motivo do convite: palestrar e aconselhar os então décimo-segundo-anistas relativamente à famigerada PGA (Prova Geral de Acesso, espécie de funil artificioso com que o ME de então queria justificar o numerus clausus do acesso ao Superior). Disse que sim e vim. Fui muito bem recebido, tanto em 90 como em 91. Tenho até dois certificados carimbados e tudo que atestam que V. não aldrabo. Acho que os miúdos aproveitaram alguma coisa. Eu também. E pronto: num fósforo, já lá vai um quarto de século quase. Pelos meus 30 anos, deixei o ensino como ganha-pão e ingressei no jornalismo. Asneiras da juventude, que hoje amargo com língua-de-palmo. Ou não. Mas adiante ainda, que o bingo ainda não é aqui.
Estabelecido o contexto nos primeiros parágrafos, ataco agora o assunto que deveras aqui me trouxe. E o assunto que deveras aqui me trouxe – é o da balbúrdia que pela mesma Secundária pombalense parece andar (e anda) grassando e desgraçando quase tudo e quase todos, do mais ínfimo bicho-careta ao mais autoproclamado senhor-doutor-da-mula-ruça-dá-lhe-o-xarope-para-que-ela-não-tussa.
Garanto-vos que em 1990 não era nada disto: professores eram professores, pais eram pais, directores eram directores, alunos eram alunos – e a mais, ninguém se sentia obrigado. Agora, nada disso. Agora há professores que querem ser pais e professores ao mesmo tempo e na mesma Escola. Praticamente, moram lá, só devem ir a casa escovar os dentes e mudar a areia ao gato. Parece-me que secundária, para eles, é a missão educativa, porque primária é a tentação de mandar alguma coisita, já que se calhar em casa não mandam nada. Ou então, se calhar, esta zaragata de vespas, por assim dizer, nasceu da mesma confusão originada pelo abate/fusão de freguesias. De freguesias e de agrupamentos. Puseram, por exemplo, o agrupamento da Marquês a chuchar – e agora é o que se vê: uma cacofonia de tachos vazios tão grande, que ele é alumínio amolgado por tudo quanto é sítio. Alumínio e até casais casados tão bem habituadinhos a mandar naquilo que, até por lei, nem é deles.
(Abro aqui parêntesis por necessidade de clareza, teatrice de àparte e injecção de piadola. A coisa vai em maiúsculas como se eu estivesse no palco do Teatro-Cine a mandar bojardas gilvicentinas para gáudio da geral plateia: ENTÃO E SE O JOÃO FARIA TIVESSE FEITO E TIDO E MANTIDO FILHOS? PODERIA O BOM JOÃO CONCORRER, ELE TAMBÉM, À ASSOCIAÇÃO DE PAIS DA SECUNDÁRIA? HUM? PODERIA OU NÃO PODERIA? OU TAMBÉM LHE DIRIAM QUE ELE NÃO TINHA LÁ CABIDELA PORQUE NÃO TEM CURSO SUPERIOR E PORTANTO NEM SABE FAZER ACTAS NEM PODE DAR RELIGIÃO E MORAL? HUM? Fim de parêntesis.)
Ora, como vos dizia, tudo isto me cheira ao mesmo esturro da politiquice baixa tão à moda e ao gosto da cena pombalense. Cheira-me, até, a cera fria de sacristia, um não-sei-quê de saiotes à Opus Dei fantasmando vigaricezitas em nome do é-tudo-por-Deus-mas-começa-por-mim. Cheira, cheira. E por me cheirar a essa ímpia e falsa piedade, dou-lhe de machado. Claro. (Até já estava a demorar o trocadilhozito, não estava? É mais ou menos por esta altura que por exemplo o Zé Gomes Fernandes se começa a rir, esse meu Amigo que tão calado tem andado em relação à ETAP desde que os maiorais de lá também foram mudados.) Mas o bingo é ali em frente e não há-de ser ele a vir a nós. Vamos pois nós a ele com esforço, dedicação e devoção, que a glória é certa, a acreditar no Sporting.
Eu não lhe chamo ilegal, mas chamo-lhe imoral, até regimentalmente. A quê? A quem? Ora, a ser prof. e pai e tudo ao mesmo tempo – nem que seja para que mais ninguém o possa ser. E acho perfeitamente tenebroso que a Educação deixe de ser efectiva e genuína causa comum para ser apenas a gamela onde refocilam lavagens uns quantos bacoritos ávidos de projecção social que nem sequer desconfiam que, lá ao fundo dos 40, 50, 60 anitos está a moléstia à espera de nos tornar a todos clientes da Guida da Funerária. E que a vida é curta. E que a vida é preciosa de mais para ser desperdiçada nestas questiúnculas de auto-afirmação sempre (MAS SEMPRE) em detrimento dos outros. E que nem nos próprios filhos pensam, ocupados que estão na ilusão de, em vez de um Opel Corsa a cair aos bocados como agora, virem a ter na garagem nem que seja uma terça parte dos calhambeques de luxo como os Madamas, esses campeões do sorteio das facturas, pois assim foi que juntaram tanto Ferrari, ó bom Deus!
Se eu posso dizer isto?
Posso – porque sei o que digo, sei do que falo – e porque, referindo-me afinal a toda a gente, particularizo ninguém. Não é assim, ó meu bom Amigo Manuel António, que em vez de andares sossegadinho lá pela nossa Guia ainda te dás ao triste luxo de ensinar a gente que estas coisas do poder são muito lindas mas têm de ser legítimas. Que para se ser bom docente, decente há que ser também. Que os Conselhos Gerais têm precisamente de ser isso – Gerais, não propriedade privada de meia-dúzia de malacuecos que fazem vista-grossa à incontornável obrigação de a barcarola da Educação ser remada por todos e na mesma direcção, de professores a alunos, de pessoal não docente a pais, com uns pós de Câmara (mas não muitos, caso contrário lá me cheira outra vez a sacristia politiqueira), de entidades locais e… do João Faria, que mesmo, ao que se saiba, não sendo pai, nem sabendo redigir actas à “doutor”, também no meu tempo ia ao Instituto do antigo Louriçal mostrar aqueles calhauzitos carregadinhos de sinais dinossáuricos.
Como dinossáurica também me parece, à pombalense moda, esta afinal ridícula trauliteirice de uns zés-marias-afinal-ninguéns que, sem ao menos uma associaçãozita de pais, nenhuma marca deixariam.
Nem pela tal PGA passariam com aproveitamento. Pela PGA ou por mim, que também fui professor, que também sou pai mas nunca me dei à triste sina de querer mentirosamente parecer o que o ser verdadeiramente me nunca deu.
Ite, missa est. Ide em paz.

30 de janeiro de 2014

MAS QUE RAIO FOI O DIOGO FAZER A BARCELONA e/ou O AFINAL NÃO TÃO ESTRANHO QUANTO ISSO CASO DO “MAIL” QUE SE DESFERNANDESOU


O meu regresso às lides do nosso Farpas Pombalinas (sítio-net entretanto promovido a espécie de sucedâneo do Povo Livre, ao que ouvi rosnar por aí) não poderia nunca deixar de meter preâmbulo de gratidão à suave e gentil senhorita Joana Coucelo. Deve-se o exórdio agradecedor ao facto de ter sido ela (ela, Joana) a fazer-me descobrir que o bom Adelino Malho é, quando escreve, como eu quando bebo: “sumo”, nem vê-lo. Pronto: posto isto, vamos à trabalheira.
Vossemecês poderão desconhecer que motivo levou o bom Diogo, o nosso D. Sebastião finalmente retornado, a ir ali a Barcelona com a mesma urgência com que nós, no campismo ou nos intervalos dos bailaricos, vamos ali atrás daquela árvore. Desconhecê-lo-eis Vós. Mas aqui o “je" não desconhece, olha quem!
1) Eu sei porquê.
2) E para quê.
3) E por causa de quem.
Começo pela última parte: foi por causa do meu trovejante Amigo Man’el Rodrigues Marques, que tão depressa é capaz de falar alto como de (não) mandar mails pela calada.
E os pontos 1) e 2)? Fácil: o nosso Edil pós-Meirinhas foi a Barcelona precisamente à procura do mail que o Man’el d’Albergaria dos 6+6, se calhar inadvertidamente, para lá enviou mas que, chegar, nunca chegou. Nunca chegou a quem? Ora, ao bom Zé Gomes Fernandes, esse paladino do debate livre que já tem tão boa idade para ter o juízo suficiente de perceber às primeiras que “debate livre” e “PSD/Pombal” estão um para o outro como a Guida da Funerária para as maternidades.
E por que espécie terá feito o Man’el escrever electronicamente ao Zé para as bandas onde joga o Messi? Fácil também: porque o Zé Gomes Fernandes e o Adelino Malho andam muito os dois, isto é, de bicicleta. E de bicicleta vão mais longe, muito mais longe, do que na política. Já ouvi dizer que até já chegaram quase a Manteigas mas voltaram para trás por lhes terem dito que agora andavam a chamar Brokeback Mountain àquelas paragens altas. (Ainda um dia, aliás, hei-de eu aqui farpear crónica a propósito das peregrinações ciclísticas Malho/Fernandes pelos arredores da vida a quilómetro, colorindo de manilhas à Carrasqueira e de tout-venant à Narciso as beiras das estradas que eles pedalam com tanto garbo. Prometo.)
Ora, nisto, é claro que o nosso Diogo não sabia que o tal mail do Man’el era para o Zé se não esquecer do torneio de dominó naquela sala que cheira a peixe (ou a peixeirada, por causa do mercado em frente) a que a malta se habituou a chamar sede do PSD/Pombal. Chegado à capital da Catalunha, o nosso Eleito Mateus é claro que não deu por lá com convocatória alguma. Deu, sim, com aquela catedral muito esquisita dedicada à Expiação da Sagrada Família, espécie de barraca desenhada sobre os joelhos por um gajo chamado Gaudi, gajo que suponho tenha sido o mesmo a projectar aquele “peido-geométrico”, como se diz em Coimbra, que é a igreja da Guia. Mas adiante, se não o Celestino Mota ainda pensa que eu só me refiro ao Gaudi para dizer mal dele (dele, Celestino).
Vem daí, regressa o Diogo às pastagens do Arunca – e logo a ele acorre, pressuroso, aflito e gozão,  o nosso Man’el 6+6. Sigamos, como se moscas fôssemos, o capitoso e ominoso diálogo entre ambos.
– Ó Diogo, e que tal, o mail?
– Eh pá, ó Man’el, metes-me em cada uma que nem o Faraó anterior, pá, fartei-me de procurar e nicles-batatóides.
– Porra, pá, porra-porrinha-porreta, isto assim ainda acaba no Farpas.
– Ó pá, não seja por isso: queres tu que eu mande ali o Orlando fazer um desmentido a entalar o Zé Gomes?
– Poça, prez’dent’, também não é preciso exagerar: se fosse o caso de ser preciso escrever, tinha de não ser com os pés.
– Atão manda-se um dos clementinas bitaitar umas brilhantinices pimponas “quaisqueres”.
– Pior a emenda, ó Autarca da Longa Espera e Maior Paciência, pior a emenda: para aves dessas, vou ali ao talho do Adriano e trago quantos franganotes sem cabeça eu quiser. Não: tem de ser no Farpas, tipo assim, anunciamos uma rifa de bicicletas como as do Malho e do Zé.
– Ó Man’el, eu antes queria que fosse no Pombal Jornal…
– Ó pá, ‘tá bem, pá, mas depois sujeitas-te a que ninguém leia aquela porra, pá…
– Também tens razão, de vez em quando também te dá para acertar. Inté pareces o Alvim: perderes a freguesia foi a melhor coisinha que já te aconteceu, pá. Mas olha, já sei! – quase gritou o prez’dent’da’cambra.
(Nota da Redacção: não gritou porque nunca grita, que ele é mais daquele pianinho dos modos da fala que tão bem se aprende no Conservatório da Opus Dei.)
– Atão? – quis logo saber o Rodrigues Mails, perdão, Marques.
–  Eh pá, chama-se o craque dos computadores, o Pedro Martins, lembras-te dele?, aquele que pôs Pombal no lugar da frente da modernização infoadministrativa e a quem nós agradecemos com um coice na braguilha.
– Ah, já sei, o que é casado com a Júlia Paula do Toninho Póvoa, aquela moça que canta o fado de olhos fechados sem que o marido consiga fazer CONTROL+ALT+DELETE. Tou-t’a’ver. Vamos nisso.
E foram. Ora, estava o dito Pedro Martins (que é uma jóia viva de pessoa, talvez o único com que o Autor destes disparates por escrito casaria à moda gay no caso de as mulheres todas do concelho levarem sumiço migratório) ali na Ti’ São, ao Largo do Bacalhau ou das Laranjeiras, a chuchar uns jaquinzinhos com guarnição de migas de repolho criado a penicadas de mijo em quintais traseiros de viúvas baixinhas e artríticas, quando os bons Diogo e Man’el Six-Plus-Six rompem por ali adentro com carácter de urgência a pedir deferimento. Logo o excelente Pedro, que é um gozão daqueles mansinhos, contente de os ver exclama assim:
– Vossemecês os dois por aqui juntos? Até parecem o Gomes Fernandes e o Malho, isto sem desfazer, é claro.
Vai daí, os dois explicam-lhe ao que vêem. Restringindo no esófago o ímpeto gargalhoso, esclarece-os assim o bom Pedro da Júlia Paula do Toninho Póvoa:
– Mas ó gente, isso é o caso mais simples do mundo! O Zé Gomes não recebeu o mail do Man’el porque o Zé Gomes fez o que eu lhe disse há muito tempo para fazer e que eu há muito tempo fiz também: configurar o correio electrónico para, cada vez que aparece o triplo dígito P-S-D, o spam abrir automaticamente.
Nisto, o Man’el pergunta assim:
– Mas q’a porra é isso do spam?
E o Diogo, (sempre) muito paciente, assim:
– Ó pá, é como estes gajos das informáticas chamam ao caixote do lixo.
E pronto, amiguinhos, já por hoje açucarei a bílis.
Voltarei, ameaço.
Se por aí virdes ocasiões, contai comigo, que os Amigos afinal é para  elas que são.

11 de julho de 2013

Também não percebo isto

Apenas para dizer que, no seguimento do post anterior, se não percebo umas coisas, também não percebo coisas semelhantes/análogas, evitáveis até por todas as leituras que se fazem directa ou indirectamente. Uma coisa é fora de campanhas e de períodos pré-eleitorais, pedir a colaboração de políticos para acções como vendas de jornais para determinadas causas ou galas ou afins. Isto, parece-me, é misturar planos que não devem ser misturados. Mas pode ser de mim. Irrevogável também já significou uma coisa e agora, aparentemente, é outra.

10 de julho de 2013

Coisas que não se percebem

Sinceramente, da primeira vez que vi, nem reparei. Afinal, era uma fotografia normalíssima de campanha. Mas depois, numa rede social, houve quem reparasse no lado esquerdo da fotografia. E por motivos perfeitamente dispensáveis. É que sinceramente, isto é dos livros: não basta ser, tem que se parecer. Pensava eu que era uma lição aprendida em Pombal.

29 de dezembro de 2012

E agora... para algo completamente...novo?

A notícia do Jornal de Leiria desta semana vem lembrar-nos que a costela de Entroncamento que domina Pombal está ao mais alto nível.
Sendo assim, o reeleito presidente da Associação Distrital de Atletismo de Leiria (ADAL), o veterano dirigente Aníbal Carvalho, vai tomar posse do cargo habitual pelas 20 horas de hoje, sábado, numa cerimónia agendada para Pombal. Agora pasme-se no local da "cerimónia": o refeitório municipal. Certamente não haveria outro espaço disponível para o evento, a avaliar pela intensa actividade lúdica e cultural da cena pombalense. Ou então a comitiva vai fazer uma corridinha primeiro, ali ao lado, na pista, e entre dois pingos de suor e umas larachas aproveita para dar posse aos novos  corpos gerentes daquela prestigiada instituição.
Mal por mal...antes Pombal, não é assim?


11 de novembro de 2012

É dia de festa?

A sessão solene(?) comemorativa do Dia do Município marcou, esta manhã, o fim de uma era. Narciso Mota sabia disso e fez uma espécie de balanço dos mandatos passados, entre quilómetros de estrada, tubagens de saneamento, dinheiro às IPSS's e medalhas ao quilo.
Como já aqui dissemos tudo o que o tema merece, serve esta nota apenas para dar conta de uma sintonia inesperada entre eleitos e eleitores: quando nem o próprio executivo se leva a sério (vereadores e presidente    mantiveram um registo jocoso durante quase toda a cerimónia), como é que nós o poderemos encarar?


10 de novembro de 2012

Última hora: medalhados extra

O presidente da direcção do Rancho Folclórico "As Ligeirinhas de Antões", José Silva (médico aposentado)     e a Nemoto (fábrica japonesa ainda instalada no Parque Industrial Manuel da Mota) entraram à pressa no rol de medalhados de amanhã.
Mas porquê? - perguntará, legitimamente, o leitor/munícipe.
É certo que o administrador da Nemoto já foi medalhado há anos pelo município - mas isso foi antes de fazer 70 anos  - e ter tido a cortesia de convidar o presidente da Câmara a assistir às comemorações, no Japão. Por isso, ano após ano uma pessoa/instituição vai subindo na hierarquia da medalha.
Ora, se a Câmara vai medalhar Carlos Mota Carvalho - que acumula a presidência do GD Guiense com a do Rancho Folclórico e Artístico de Antões - certamente caía mal na localidade de Antões (que vive há mais de 30 anos uma rivalidade anedótica à conta dos dois ranchos) tal discriminação.
Nesta hora, ocorre-me uma moda d'As Ligeirinhas, que diz mais ou menos isto: "fui ao baile aos Antões/e ninguém me lá bateu/cada um já tinha a sua/cada uma tinha o seu".
Agora passem no Cardal antes da cerimónia e não tenham cuidado...

6 de dezembro de 2010

Apagão

À conta de tanto apagão, quase que dá vontade de dizer que isto só pode ser culpa de alguém que não gosta de iluminados...

Mas agora a sério: pelo que li ontem de vários pombalenses, a postura da EDP foi, no mínimo patética (já pelo menos a cidade estava sem luz há 1 hora e alegadamente eles ainda não tinham dado conta). Lembraram-me hoje de que será a REN - enquanto concessionária - a responsável por isto, mas o que é certo é que estas situações se sucedem e de tudo que já foi feito nada deu. resultado. Politicamente já se fez o barulho que se podia fazer, exigindo, em Vereação e na Assembleia, que se fizesse algo para evitar os apagões, mas em bom rigor, EDP's, REN's e afins não se preocupam nem querem saber. Mas isto, sendo uma questão política em segundo plano (a representação dos interesses da população) é, antes disso, uma questão de mercado. E questões de mercado combatem-se com as regras do mercado, pelo que só pode caber a que "usufrui" do serviço, em massa, ver se o consegue alterar, pelo menos tocando no único sítio onde doí às nossas empresas lisboetas: o bolso.