Religião e política em comunhão perfeita. Ou a felicidade tola.
"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
7 de agosto de 2023
22 de novembro de 2021
Pombal, terra do passado e do além
Uma terra, ou uma criatura, que vive do passado e vive para o além não tem presente. Nem o quer ter.
Neste concelho vive-se da nostalgia de um passado que de grandioso só teve o desastre. E na esperança – na ilusão - de um além que não existe. Estas duas formas de escapismo são as vias para o desfalecimento e declínio. O desconhecimento do sentido faz o resto.
O povo, coitado, embarca nisto. E o poder lança-lhe a rede, e aproveita-se dele: chama-o para cerimónias e honrarias que tresandam a ranço e incenso; serve-lhe um caldo insípido e delambido, que não fortalece, enfraquece, que não alegra, deprime, que não liberta, oprime. Pelo meio ou no final do repasto, louva-lhe as memórias ressequidas e ressentidas e reza-lhe o catecismo da compaixão até os corações doridos e os espíritos sacrificados derramarem a lágrima contida. Serve-lhe, assim, a felicidade prometida…
Já Aristóteles via na compaixão um estado mental mórbido e perigoso. Esta insalubre união entre política e sacerdócio não pressagia nada de bom.
Deus nos acuda!
PS: Usufrui desta felicidade tola, Pedro, enquanto ela durar, que o infortúnio para ti chegará mais depressa e mais intenso que para os outros.
31 de agosto de 2019
Boa-nova: nova Igreja em Pombal
15 de novembro de 2018
Oposição colaborativa
16 de maio de 2018
17 de agosto de 2017
Religião e Política
25 de maio de 2017
Onde se dá conta da confissão da Condessa das Cavadas com o padre-cura Vaz
24 de agosto de 2016
Subsídios sagrados III
22 de agosto de 2016
Subsídios sagrados II
14 de fevereiro de 2016
A praga da religião
10 de fevereiro de 2016
A Cidade de Deus
2 de outubro de 2015
Câmara Confessional
Como afirmou Nietzsche “o Cristianismo continua sendo a maior desgraça da humanidade”, porque, como acrescentou Russel “o grande pecado do Cristianismo é que não tem finalidades “santas”, só ruins: negação dos prazeres da vida (da vida), autoviolação do Homem pelo pecado, desprezo do corpo, rebaixamento…” E continua, estranhamente, a ser fomentado pelos políticos.








