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22 de novembro de 2021

Pombal, terra do passado e do além

Uma terra, ou uma criatura, que vive do passado e vive para o além não tem presente. Nem o quer ter. 

Neste concelho vive-se da nostalgia de um passado que de grandioso só teve o desastre. E na esperança – na ilusão - de um além que não existe. Estas duas formas de escapismo são as vias para o desfalecimento e declínio. O desconhecimento do sentido faz o resto.



Fermenta por cá há muito um caldo de cultura ascético, frouxo, servil, deprimente, insalubre, que ganha agora novo fôlego com a ascensão do escuteiro a profeta e depois ao poder supremo.  Já Camões dizia que fraco Rei faz fraca a forte gente. A gente é o que se sabe, mas quando se lhe junta o fraco rei, e se lhe serve este caldo de cultura, o caminho para a decadência fica traçado. 

O povo, coitado, embarca nisto. E o poder lança-lhe a rede, e aproveita-se dele: chama-o para cerimónias e honrarias que tresandam a ranço e incenso; serve-lhe um caldo insípido e delambido, que não fortalece, enfraquece, que não alegra, deprime, que não liberta, oprime. Pelo meio ou no final do repasto, louva-lhe as memórias ressequidas e ressentidas e reza-lhe o catecismo da compaixão até os corações doridos e os espíritos sacrificados derramarem a lágrima contida. Serve-lhe, assim, a felicidade prometida…

Já Aristóteles via na compaixão um estado mental mórbido e perigoso. Esta insalubre união entre política e sacerdócio não pressagia nada de bom. 

Deus nos acuda!

PS: Usufrui desta felicidade tola, Pedro, enquanto ela durar, que o infortúnio para ti chegará mais depressa e mais intenso que para os outros.

31 de agosto de 2019

Boa-nova: nova Igreja em Pombal

Questionado pela doutora Odete, sobre a falta de planos para a zona do Casarelo, D. Diogo, na sua pose de filósofo teologizante, discorreu longamente, para nos deixar, candidamente, a boa-nova: uma nova Igreja no Casarelo (bem sabemos que a dúvida metódica de D. Diogo é uma certeza cartesiana).
Carago, Diogo! É mesmo por uma nova Igreja que o povo anseia! Como é que ninguém ainda tinha pensado nisso, Diogo?
Decididamente: anda tudo cego, anda tudo distraído, ou já se renderam à sapiência do soberano iluminado pelo Senhor.


15 de novembro de 2018

Oposição colaborativa


Narciso Mota nasceu e cresceu no regime da União Nacional. Não surpreende, portanto, que sempre tenha abominado a crítica política e defendido que a oposição deve ser colaborativa (convém acrescentar que para Narciso Mota colaborar é estar de acordo com ele).
Como vereador da oposição, Narciso Mota tem continuado a reafirmar que quer fazer a tal “oposição colaborativa”. Logicamente, sem quaisquer resultados e com muita conflitualidade à mistura. Porquê? Porque a vontade que manda não é a dele.
No entanto, Narciso Mota deve ter saído feliz da última reunião do executivo. Conseguiu, finalmente, fazer a sua “oposição colaborativa”: (diz-se que) foi o autor da proposta de atribuição da Medalha de Prestigio e Carreira ao Pe. Américo Ferreira. A proposta não era do conhecimento dos outros membros do executivo (descontando o presidente) -  quebrando as regras acordadas - mas, mesmo assim, foi aprovada por unanimidade, como convém.
Neste processo, uma coisa merece realce: Narciso Mota conseguiu o seu primeiro troféu com a tal oposição colaborativa. E duas dúvidas persistem: primeira, Narciso Mota, foi o verdadeiro autor da proposta ou um simples veículo? Segunda; tendo feito um “favor” a D. Diogo, qual foi/será a “recompensa”?

17 de agosto de 2017

Religião e Política

A promiscuidade entre a política e a religião é um traço característico das comunidades atrasadas.
Em Pombal, a política e a religião é um submundo viscoso, pernicioso e vicioso; onde favor compra favor ou favor paga favor.
Há uns meses atrás a câmara atribuiu um subsídio à comissão fabriqueira de Abiúl - Ramalhais.
No próximo fim-de-semana, realizam-se as Festas em de Nossa Senhora da Conceição, no Ramalhais.
A comissão fabriqueira incluiu no programa das festas - em pleno cartaz - a presença presidente da câmara e da presidente da junta.
O presidente da câmara e a presidente da junta acordaram, com certeza, a presença no convívio e farão, com certeza, também, os discursos aos crentes onde anunciarão mais umas prebendas.

E assim prosseguirá, na paz dos anjos, o círculo vicioso.

25 de maio de 2017

Onde se dá conta da confissão da Condessa das Cavadas com o padre-cura Vaz

Ironicamente, calhou à condessa das Cavadas ser vice do Príncipe nesta fase crítica, de encargo e protagonismo demais para quem não os quer ter. A condessa já andava muito insegura e infeliz com as desconsiderações do Príncipe e a falta de solidariedade dos pares (nomeadamente da Marquesa Prada), e como não enxerga os pecados que cometeu nem as razões do ostracismo em que foi caindo, pior ficou quando soube que o ministro Videira está despachado e o ministro Jota encaminhado. Neste calvário, precisava de saber com o que contar ou se conta para alguma coisa, mas tem medo de perguntar, e da resposta. Até porque não são essas as preocupações do Príncipe. Para ele: primeiro ele, depois ele, e sempre ele.
A condessa, abatida e desamparada, procurou a protecção do divino: marcou confissão e aconselhamento com o padre-cura Vaz. À hora marcada apresentou-se na Igreja do Cardal. Assim que a sentiu chegar, o padre-cura Vaz dirigiu-se para o confessionário. Cumprimentaram-se de forma cordata e discreta. Sentou-se ele; ajoelhou-se ela; e benzeram-se. Começou, assim, o padre-cura Vaz:
- Formosa dama: dizei-me ao que vindes?
- Em busca de auxílio, Alteza – começou a Condessa. E prossegui: - Que nesta terra já não há com quem se possa tomar conselho nas incertezas, alívio nos queixumes, nem remédio na desgraça.
- Sei bem. Sei que se vivem tempos tumultuosos por causa das eleições – esse estratagema dos comunistas, para provocar a discórdia entre os cristãos e colocar hereges no poder. Mas estou certo de que, passado este espavento, tudo serenará, e esta terra de muitos e bons cristãos retornará os caminhos do Senhor – sentenciou o padre-cura Vaz.
- Assim espero, assim espero, Alteza – anuiu a Condessa, e acrescentou: - mas estes tempos estão a ser muito difíceis, com muita incerteza e sofrimento.
- Bem sabeis, Senhora, que para alcançar o Reino dos Céus é preciso sofrer. Cristo deu-nos o Seu exemplo: entregou-se aos fariseus para sofrer e morrer na cruz, mas ressuscitou e mostrou-nos o caminho da Salvação – relembrou o padre-cura Vaz.
- Eu sei, Alteza, eu sei: o sofrimento que leva à redenção é agradecido pelo Senhor; e eu estou aqui para fazer a minha contrição e cumprir a sua penitência - anuiu a Condessa. E acrescentou: - Tenho carregado uma cruz muito pesada; mas pior que o peso da cruz é o que está por detrás dela.
- E o que está por detrás dela…?
- O demónio e o seu ajudante – disse a Condessa. Ai o que eu disse! Perdoai-me Senhor; perdoai-me que pequei – suplicou a Condessa.
- Não sois a primeira a dizer-mo em confissão. Algo vai mal neste principado – concluiu o padre-cura Vaz.
- Eu não o digo a ninguém, porque tenho medo de o dizer. Digo-o aqui porque estou na casa do Senhor, e a coberto do segredo da confissão: o Príncipe é só aspereza e rigor, coloca-se num pedestal que rebaixa tudo à sua volta, repreende em público (e até por escrito) tão asperamente que humilha, excede todos os limites da censura cordata – desabafou a Condessa.
- Estais numa profissão maldita que até entre os próprios gera ódios – afirmou o padre-cura Vaz. Sede paciente até ao fim. Caminhai com cuidado, que o Senhor vos amparará se fordes cair. E lembrai-vos da lição dos apóstolos: “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que eles (os políticos) alcançarem o Reino dos Céus”. Pecastes por maus pensamentos e palavras, não por más obras. Nada que uma boa penitência não repare.
- Já fiz uma grande promessa à Nossa Senhora de Fátima: se aguentar a cruz até ao fim e for eleita pelo Príncipe, irei em peregrinação a Fátima, no 13 de Outubro. E estou a pensar no reforço da promessa: atravessar o santuário de joelhos ou a rastejar. Dizei-me, Alteza: é devoção suficiente? – perguntou a Condessa.
- A peregrinação já mostra que a Condessa é uma Senhora de muita fé. O rastejar não é para uma Senhora da sua condição. O Senhor agradecerá muito mais uma boa esmola à Nossa Sr.ª do Cardal e, por exemplo, a ida na viagem da nossa paróquia à Eslovénia e Montenegro – recomendou o padre-cura Vaz.
- Se Sua Alteza assim o recomenda, assim farei. Mas, por favor, dizei-me: o que considera a uma boa esmola? – perguntou a Condessa.
- Nunca menos que um dos vossos ordenados por ano – disse o padre-cura Vaz.
- Para milagre tão dificultoso, parece-me razoável – anuiu a Condessa.
- Rezai um Acto de Contrição, um Padre-Nosso e duas Avés-Marias. E ide em paz, formosa Senhora. Deus vos abençoe – concluiu o padre-cura Vaz.                                                                                                                                                                                                   Miguel Saavedra

24 de agosto de 2016

Subsídios sagrados III

A CMP atribuiu, por unanimidade, um subsídio de 2.800 €, à Fábrica da Igreja Paroquial de Pombal, para a publicação do Boletim “Luz e Esperança”.

A pantomima religiosa prossegue.

22 de agosto de 2016

Subsídios sagrados II

A CMP atribuiu, por unanimidade, um subsídio de 7.500 €, à Fábrica da Igreja Paroquial de Santiago de Litém, para a obras no recinto da capela.

14 de fevereiro de 2016

A praga da religião

A religião é como uma praga que corrói e consome o que de mais valioso encontra na vida e na sociedade. Enquanto fica no domínio do privado, dos fiéis, não vem grande mal ao mundo. O pior, o mais perigoso, é quando sai desse domínio e se impregna na sociedade e no Estado. O médio-oriente é o exemplo extremo desta negra realidade, mas os tons cinza estão espalhados por todo o lado.  
Um bom liberal deve respeitar as opções de vida dos outros, mesmo quando que elas comprometam aquilo que a vida pessoal tem de mais virtuoso - a alegria, o prazer, a superação, a liberdade. Mas há uma barreira que um cidadão responsável não deve permitir que seja ultrapassada: a que separa interesses ilegítimos do bem comum. Quando isso acontece, com o apoio e cooperação de entidades do Estado (que por cá, por determinação, é laico), o estilo de vida virtuoso está em risco e corremos o risco de regressar à época das trevas – do pecado, da penitência e da fé na redenção.  
O fenómeno religioso tem algum paralelismo com a praga da corrupção: quando esta se faz no domínio privado, não vem grande mal ao mundo – facilita, até, o modus operandi do capitalismo. O problema é quando ela se faz entre o privado e o público (o Estado), nesse domínio consome-nos (a todos).
Por cá, vivemos numa terra onde há mais religião que civilização: onde há criaturas políticas que nos vêm “todos a chorar com a vinda do Papa”, onde o padre que se gaba publicamente da conversão de uns quantos infiéis, onde a câmara subsidia ilegitimamente a actividade da igreja violando um elementar princípio republicano - o laicismo do Estado. A praga está à solta. Se não for atacada, imporá uma vida social dormente e doente, uma existência malograda. A vida não é isto, não pode ser isto.

Russel afirmou que “a religião é uma resposta covarde ao vazio do universo. Se houvesse um Deus, ele deveria ser julgado por crimes contra a humanidade. Os devotos são culpados por incentivar o mal: ou porque também são covardes demais para encarar o facto de que Deus é um criminoso ou porque têm uma noção perversa de moralidade e realmente acreditam na força corretora do poder”.

10 de fevereiro de 2016

A Cidade de Deus

Entrámos na quaresma. Por cá nunca saímos dela, vive-se uma vida quotidiana muito vazia e monótona, onde o prazer e a folia são abafados, e a vida religiosa é estimulada, pois nela o servilismo toma o aspecto de uma virtude cristã.
Pombal tornou-se uma Cidade Deus, onde os Homens vivem segundo Deus, e bajulam o seu deus, onde a razão e a fé convergem para iluminar a função política no seu propósito de ampliar, ainda mais, o poder supremo. Onde o povo é moldado a ser tanto melhor quanto sua concordância estiver no que é “melhor” e o “melhor” seja o bem supremo. Não é uma cidade justa, dado que não aspira, ou, pelo menos, nem sempre aspira ao soberano bem.
Pombal é uma cidade que não separa “o que é de César, a César; e o que é de Deus, a Deus”, onde o que não serve a deus não é povo e onde o superior impera sobre o inferior. Onde se apregoa bondade, caridade e misericórdia, mas onde os que apregoadores, fazem mais mal que bem.
Pombal não é uma terra de gente com grande sentimento religioso, antes fosse – estava explicado o estranho fenómeno -, mas é uma terra de gente com grande oportunismo religioso, onde a culpa é virtude e o padecer é glória (dos outros).

2 de outubro de 2015

Câmara Confessional

Numa terra onde há mais religião que civilização, o presidente da câmara propôs e o executivo aprovou, por unanimidade, a criação de uma associação, com sede na cidade de Fátima (talvez para estar mais próxima da bênção divina) com o objecto de ajudar os peregrinos e de fomentar os Caminhos de Fátima, prioritariamente em todo o território nacional. Uma coisa em grande - há dimensão da “fé” dos nossos políticos.
Os passos do concelho tornaram-se uma negra oficina onde se fabricam ideais de subjugação que moldem o homem manso, acrítico e temente a Deus que conceda que tudo é feito segundo a vontade de Deus e a maldade consista em desobedecer à vontade de Deus. Nada há de mais delicioso do que um rebanho de ovelhas conduzidas e amadas por aves rapinas.
O poder político deveria promover a vida sã e o crescimento de um povo culto e livre, mas, em vez disso, envenena o povo através da fé para conduzi-lo pelo nariz. E fá-lo com o nosso dinheiro, gozando com os cidadãos livres. A peregrinação é um acto grosseiro e rústico que repugna a inteligência mais delicada, porque martiriza o corpo com sofrimento e a alma com ressentimento. 
Como afirmou Nietzsche “o Cristianismo continua sendo a maior desgraça da humanidade”, porque, como acrescentou Russel “o grande pecado do Cristianismo é que não tem finalidades “santas”, só ruins: negação dos prazeres da vida (da vida), autoviolação do Homem pelo pecado, desprezo do corpo, rebaixamento…” E continua, estranhamente, a ser fomentado pelos políticos.

13 de maio de 2015

A 13 de Maio, na cova da Pombalaria

Maio é um mês que me irrita um bocado.
Desde logo, por causa das aparições. Refiro-me, claro, às aparições dessa aberração rodoviária que são os "carros de apoios a peregrinos". Juntemos a essa irritante realidade o facto de suprimirem todas as segundas faixas na estrada (IC2) entre Coimbra e Leiria, e... vamos completar o quadro com a colagem dos políticos ao fenómeno religioso, que é talvez ainda mais obscena do que aquela que fazem ao futebol.
O Pombal Jornal dá a boa-nova, em noticia assinada pela menina JESUS (o que reforça a santidade da acção municipal), e de forma não muito diferente da que é feita pela site do Município. Há plágio de um dos dois, ou há uma "acção concertada" entre órgãos que se querem (e são, não duvido) amigos? Ou o "gabinete da propaganda" foi aumentado mais uma vez, e nós não sabíamos? Ou então, poderá também ser uma substituição, mas para isso, teria algum dos actuais membros de tão activo órgão que se demitir, o que não parece uma coisa normal.

O estado é laico, mas o município, aparentemente, não é. Nem os seus seguidores.
Amén.

23 de janeiro de 2015

Rica paróquia, sim senhor

A paróquia de Pombal está transformada em agência turística, de um turismo religioso de pouca religiosidade.
A próxima viagem é à Rússia; inicia-se com uma visita ao túmulo de Lenine – esse símbolo maior do catolicismo! - e prossegue com uma rota pela história dos Czares. Grandioso! Custa perto de 2.000 € - coisa pouca para os paroquianos locais! No entanto, se algum mais necessitado tiver dificuldade em pagar; há sempre a possibilidade de arranjar um subsídio.
A escolha do destino e da rota surpreende, até, o mais distraído. Mas há alguns por maiores que embasbacam qualquer um:
- Porque é que um anti-comunista primário leva os seus paroquianos ao outro lado do mundo para visitarem o túmulo de Lenine? Não será uma heresia? E não baralhará os crentes? Se é pecado comentar no blog maldito, o que dizer desta visita?


A teologia dá p`ra tudo

E não dá p`ra nada. Para o catolicismo, tudo é nada e nada é tudo, em todas as coisas da vida. Tudo é virtude e tudo é pecado; seja nos prazeres ou nos sofrimentos, nas ações ou nas omissões, nos sentimentos ou nos pensamentos. Depende das circunstâncias, do vigário ou da criatura envolvida.
Se é mau a doutrina dar para tudo; pior é, ser aplicada por vigários de todos os tipos: ortodoxos e liberais, controladores e bondosos, quadrados e imaginativos, populares e os elitistas, espertos e inábeis. Há, no entanto, uma semelhança e uma diferença congénita entre eles: todos têm um profundo desprezo pela verdade, alguns respeitam a diversidade de crenças, valores e ideias.  
É sabido que a religião católica convive (muito) mal com a suplantação do Homem e com os prazeres da vida, nomeadamente com o maior deles: o sexo. Neste caso, até se compreende: quando a teoria não é posta em prática e a prática não obedece à teoria, dá barraca.
Por isso, é de louvar a imaginação do padre espanhol Francisco Javier Martinez ao propor uma forma de evitar o pecado em que incorrem as esposas quando fazem sexo oral ao seu marido: devem, segundo ele, pensar em Jesus. É uma excelente ideia! Vou adaptá-la e adotá-la cá em casa: no ato, passarei a pensar na Eva ou na Virgem Maria.
Que acha da ideia padre Vaz?

13 de novembro de 2014

Ligação umbilical

Apesar de o estado laico ter sido instituído há mais de um século, não haverá outra terra onde a ligação entre o poder político e religioso (entre nobreza e clero) seja tão chegada como em Pombal, partilham, até, o mesmo convento.

Assim, a fim de proteger o príncipe e o prior das intempéries invernais, sugere-se o restabelecimento da ligação interna entre a câmara e a igreja.