"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
3 de dezembro de 2025
Retrato de família abrigado da chuva
12 de abril de 2021
Enfim, a Casa Varela
As dores de parto da Casa Varela estão aqui arquivadas neste blogue, há vários anos. Mais do que aqueles em que esteve em obras, a cargo de uma mão cheia de construtores, saltitando de plano em intenção, sem nunca existir para ela um projecto definido. Ou melhor, existiram tantos, avulso, que o edifício parecia saído do conto infantil "Pedro e o Lobo": quando finalmente era verdade, já ninguém acreditava. Afinal, não foi um restaurante, nem um espaço de co-work, nem um hostel, nem uma pousada. É desde há uns meses um Centro de Experimentação Artística e acabou de abrir as portas ao público, ainda que timidamente - como tem de ser, em tempo de pandemia.
Enquanto no andar de cima continuam a acontecer residências artísticas, no de baixo está uma exposição de Nuno Mika. Chama-se "Interactivity" e resulta de duas instalações de arte digital, que podem ser experimentadas até Junho, de quarta-feira a sexta-feira, das 16h00 às 21h00 e sábado e domingo, das 10h00 às 13h00 (por agora).
Talvez este não seja o destino que cada um de nós imaginou para a Casa Varela. Como falava há dias com o Filipe Eusébio (diretor artístico), cada um tinha uma ideia para ela. Mas vê-la abrir as portas à arte e abrir-se ao público é uma boa notícia. Falta-lhe (mais) autonomia, que lhe permita comunicar por meios próprios e construir a própria identidade, mesmo tratando-se de um equipamento municipal. Mas isso vai-se experimentando, e se esperámos tantos anos para a ver de pé, nada nos impede de acreditar que possa ter autonomia, personalidade, independência. Abrir-se ao mundo e trazer o mundo aqui, através da arte, independentemente da origem dos artistas. Além de tudo, é muito bom ver alguma coisa de novo e alternativo a acontecer numa cidade que está presa ao estigma bafiento do Marquês e parece caminhar só para o passado.
22 de setembro de 2019
Desporto molhado, desporto abençoado
20 de janeiro de 2019
Uma “brilhante” trapalhada
18 de fevereiro de 2018
Seguir a pista ou ignorá-la?
26 de janeiro de 2018
O falso diálogo
A Câmara reuniu com uns quantos dirigentes desportivos para discutir o Pavilhão Multiusos. Com a simulada discussão, a câmara quis atingir dois objectivos (políticos): obter a concordância do grupo (escolhido à medida, de entre os mais colados e adocicados pelo regime) para a - há muito decidida - localização do pavilhão; segundo, aproveitar o “número” para propagandear uma gestão participativa – abrangente, dizem.
É muito discutível, para não dizer desapropriado, que na decisão da localização de um pavilhão participem unicamente dirigentes desportivos; mas é claramente redutor, que na suposta decisão da localização e valências de um Pavilhão Multiusos (para vários usos: desportivos, recreativos, culturais, sociais, etc.) participem, unicamente, dirigentes desportivos.
O estilo autoritário de exercício do poder não envolve ninguém na decisão, nem os dirigentes mais próximos (ministros); e quando simula a participação, usa e compromete, ainda mais, os já comprometidos.
6 de outubro de 2016
Importa-se de repetir, senhor presidente?
9 de agosto de 2016
Onde pára a praça de Táxis?
23 de março de 2015
Idade das trevas
10 de outubro de 2013
Enfim, o estádio das Meirinhas
Domingo próximo vai ser inaugurado o famigerado estádio das Meirinhas, agora despromovido a campo de futebol.
O programa das festas é tão bom que merece ser emoldurado.
O espaço vai receber o nome de um homem grande, que deixou uma marca profunda em tudo o que é desporto e cultura da terra: António Mota Assis. Até percebo a forma airosa que a Câmara encontrou para minimizar os estragos: assim é impermeável à crítica - pensarão certos conselheiros.
A uma semana da tomada de posse do novo executivo municipal, Narciso Mota despede-se com chave de ouro das Meirinhas.




