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27 de maio de 2025

O estranho afastamento do comandante Paulo Albano

Ensina-se no jornalismo que importante é o que acontece, mas muito mais importante é o que vai acontecer. E por isso estranhámos a notícia (incompleta) da última edição do Pombal Jornal, sobre o facto consumado do comandante dos Bombeiros cessar funções. Mais estranhámos ainda todo o laudatório no domingo passado, durante o 113º aniversário dos BVP, sem uma única palavra sobre o sucessor. Percebe-se, afinal, porquê: Paulo Albano não sai do comando de livre e espontânea vontade. É claramente empurrado pela direcção, que já lhe escolheu há tempos um sucessor - Hugo Gonçalves, o coordenador municipal da Protecção Civil. 

Há anos que o poder político instrumentaliza as associações, e no caso a Associação Humanitária dos BVP. Já tivemos de tudo, nas últimas décadas, mas o caso desta antecipada saída do comandante parece um dejá vu daquele momento em que Narciso Mota decidiu colocar nos bombeiros um seu homem de mão, Armando Ferreira, primeiro coordenador da Protecção Civil. Só que passaram 20 anos e era suposto que as organizações aprendessem com os erros.

O que é que nos surpreende aqui? O acto não é nada consentâneo com o desempenho público de Ana Cabral, a ex-vereadora que agora preside à direcção dos bombeiros. E além de tudo: Paulo Albano não merecia isto, ao cabo de uma vida dedicada aos BVP. Os bombeiros deste concelho mereciam outro tratamento, com actos,  em vez de palavras vãs em dias de festa. E o futuro comandante (ainda em formação), também merecia melhor cenário do que este que vai encontrar: uma casa a arder. 



17 de maio de 2016

Uma dúvida


O Narciso Mota faltou à festa de aniversário dos bombeiros?
Não pode...!

A campanha eleitoral começou

O povo diz que o tempo já não é o que era: faz sol quando deveria chover, chove e faz frio quando deveria estar sol e calor – as estações parecem andar trocadas ou, pelo menos, desfasadas. Na política local, também: já não se respeitam os ciclos, anunciam-se candidaturas extemporâneas e faz-se campanha eleitoral fora de tempo, quando se deveria estar a governar. 
Neste frenesim, até o aniversário dos bombeiros foi utilizado como coutada de caça ao voto. O presidente da câmara utilizou a cerimónia para (tentar) “comprar” votos aos bombeiros com uma oferta variada: apoio jurídico, prioridade na atribuição de habitações sociais, acesso gratuito a iniciativas de carácter desportivo ou cultural, piscinas municipais de forma gratuita, apoio na aquisição de livros e material escolar, passe gratuito nos transportes, etc.
Tudo isto, antes de aprovação das medidas pelo executivo (percebe-se: os vereadores não riscam nada). 
Tudo isto, depois de ainda há pouco tempo, tudo terem feito tudo para retirar rendimentos e regalias aos bombeiros.

Haja um mínimo de decoro.

28 de março de 2015

Eleição nos Bombeiros

Realizou-se ontem a eleição para Direcção dos Bombeiros, tendo concorrido uma única lista constituída, essencialmente, pelos membros da anterior Direcção. 
Resultados: 38 votos a favor; 37 votos em branco e 28 votos nulos.
Grande resultado. 
Sem mais palavras.

2 de março de 2015

Lá, como cá…

A mesma praga: organizações que deveriam ser um exemplo de virtude – paz, tolerância, respeitabilidade, elevação - são pousios e alfobres de dirigentes que não respeitam, nem se dão ao respeito.

23 de fevereiro de 2015

Chamem os Bombeiros

Os corpos de bombeiros estão organizados numa estrutura hierárquica típica (tal como as forças de segurança e militar) que visa assegurar unidade absoluta de comando e níveis de autonomia e experiência/especialização claros. Neste tipo de estrutura as promoções são lineares em função da experiência e provas dadas e só em momentos muito conturbados (revoluções), em que a estrutura de topo é deposta, os elementos da estrutura intermédia saltam para o topo. Mesmo assim, nunca se viu um Furriel ser nomeado Chefe do Estado-maior.
Nos Bombeiros Voluntários de Pombal é normal um bombeiro de 3.ª classe! ser nomeado Comandante. Se querem maior exemplo do desnorte que vai naquela casa não procurem mais. O resto, que é muito, é consequência da falta de cultura de serviço público de alguns dirigentes, que ultrapassam sistematicamente os limites que lhe eram autorizados pela educação e pela dignidade que os cargos e a história da organização deveriam impor.