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29 de setembro de 2021

Um concelho abstencionista, notável e extraordinário


 

Nas eleições de domingo, o PSD conseguiu no concelho de Pombal o seu melhor resultado em todo o distrito de Leiria - que em tempos foi um impenetrável bastião laranja. Um orgulho partidário: o concelho onde apenas 46,77% dos eleitores foi votar, o único que perdeu vereadores e eleitos na Assembleia Municipal, pode continuar a abanar a bandeirinha, que aqui ninguém nos bate. Sobre a vitória anunciada de Pedro Pimpão já aqui falámos, no dia das eleições; sobre a derrota do PS e da Odete Alves também. Por isso falta perceber que Câmara e Juntas vamos ter.

Dentro de 15 dias tomará posse a ilustre desconhecida equipa do Pedro: Isabel Marto, Gina Domingues, Pedro Navega e Catarina Silva compõem o naipe de vereadores eleitos pelo PSD. Esperamos pela tomada de posse e pela distribuição de pelouros para mais pormenores acerca deste quarteto, onde apenas a última tem experiência autárquica. Nos lugares do PS vão sentar-se Odete Alves e Luís Simões. 

Ao fim de dois mandatos com uma Assembleia Municipal mais plural, com a presença do CDS, do PCP e do Bloco de Esquerda, voltamos (quase) ao antigamente: o PSD elegeu 14 dos 21 lugares. Além de Paulo Mota Pinto - que fará o obséquio de vir a Pombal, cinco vezes por ano, presidir a estas reuniões - foram eleitos João Coucelo, Adelaide Conceição, José Gomes Fernandes, Renato Guardado, Elisabete João, João Antunes dos Santos, Henrique Mota, Andreia Marques, Ilídio da Mota, Manuel Serra, Nicolle Lourenço, Fernando Matias e Alexandre Santos. 

O PS conseguiu recuperar dois lugares na AM. Neste regresso de João Coelho juntam-se a ele Aníbal Cardona, Carla Mariza Pereira, Leandro Siopa, Nuno Gabriel Oliveira e Marlene Matias.

A única novidade chama-se Oeste Independentes. O Luís Couto encabeçou uma lista a partir da sua região (Ilha, Guia e Mata Mourisca) e conseguiu ser eleito, contra todos os prognósticos.

Nas freguesias, pouca coisa mexe. Começa agora o último mandato da maioria de uma geração de autarcas. Mas é melhor vermos caso a caso:

Abiul. A campeã da abstenção (60%). Sandra Barros começou por ganhar a Junta há 8 anos para o CDS. Mudou-se para o PSD há 4. Perde um membro na assembleia de freguesia (7-2) para o PS, através do resistente Manuel Silva, na sua terceira tentativa. Ainda assim, o PSD ganha com 71.79% dos votos.

Almagreira. Humberto Lopes chegou a ser dado como certo na equipa de Pedro Pimpão para a Câmara, mas acabou por ir a jogo para um segundo mandato. É dele a segunda maior vitória para o PSD numa freguesia (73.25%). O PS também cresce, mas pouco. Não é alheio aqui o facto do CDS - que nas últimas duas eleições fora a segunda força política mais votada - ter desaparecido.

Carnide. Uma estreia, e uma das três mulheres que vão liderar autarquias no concelho. Sofia Gonçalves ganhou confortavelmente a Junta para o PSD (67.14%), mas é aqui que - surpreendentemente - o PS consegue a segunda melhor percentagem numa freguesia. Vítor Morgado conseguiu uma votação bastante superior à do partido para a Câmara, por exemplo. Elegeu dois membros para a Assembleia de Freguesia, de onde o PS fora varrido nas últimas eleições.

Carriço. Pedro Silva vai pegar ao serviço na Câmara com a mesma tranquilidade com que ganha a Junta, em cada mandato. Não se dá por ele, mas está sempre lá. O PS fez-lhe o favor de nem sequer concorrer. Ali, só o CDS lhe roubou cerca de 200 votos para não ser uma coisa muito aborrecida. Ganhou as eleições com 74.75% dos votos. 

Louriçal. Devoto de Diogo Mateus, estamos curiosos em ver como é que José Manuel Marques vai adaptar o estilo. Perde votos, mas continua absolutíssimo (8-1), com uma vitória de 68.37% dos votos. O candidato do PS - que num debate reconheceu ter sido "empurrado" para ali, foi o único eleito. João Pedro Domingues, do Bloco de Esquerda, subiu a votação mas falhou a eleição. E anunciou a retirada da vida política. Um descanso para o Zé Manel. 

Meirinhas. João Pimpão é o segundo "achadiço" (adoro a palavra e aprendi-a em Vermoil) a ganhar a Junta. É a vitória mais pequena em percentagem (56.35%) para o PSD, mas era aqui que se concentrava o maior número de candidaturas. Será a Assembleia de Freguesia mais plural, com representantes do PS (que sobe ligeiramente a votação e por isso elege dois membros) e um da Iniciativa Liberal. 

Pelariga. Nelson Pereira perde votos e um membro na Assembleia de Freguesia (6-3). É aqui que o PS consegue o seu melhor resultado numa freguesia - mesmo que sejam só 29.39% dos votos - com a persistência de Raul Bruno, que voltou lá, pela segunda vez. 

Pombal. Carla Longo é a primeira mulher a presidir [oficialmente] à Junta de freguesia. Na verdade, foi ela a presidente nos últimos quatros anos. Conseguiu recuperar eleitorado que fugira para o Movimento NMPH há quatro anos e apesar da vitória com 56.41% dos votos, passa de 7 para 9 membros na Assembleia de Freguesia. O PS, através de Elisabete Alves, também sobe em número de votos, percentagem e eleitos, recuperando um (9-4).

UF Santiago, São Simão de Litém e Albergaria dos Doze. Manuel Henriques Nogueira Matos (um dos mais antigos autarcas em funções no distrito e talvez no país) arrecadou mais uma vitória para o PSD, mas desta vez não foi sem espinhas: a eleição de Maria José Anastácio, da CDU, é a nota dominante aqui, acompanhada da subida do PS, que praticamente duplica a votação e elege dois membros para a AF. 

Vermoil. Parada no tempo e no espaço, a freguesia ainda consegue reforçar a vitória no PSD (7-2), para quem Daniel Ferreira consegue mais de 60% dos votos. O PS tinha ali um dos seus melhores candidatos, Luís Fernandes, mas o povo é soberano: se está bem assim, está bem assim. Fixemos antes atenções no que se passa ali internamente, pois que ontem mesmo, na reunião da assembleia de freguesia (transmitida em directo no facebook) o presidente da assembleia, Ilídio Mota (ex-presidente da junta) foi mais incómodo que qualquer oposição. Um caso a acompanhar.

Vila Cã. Finalmente o PSD respira de alívio. Ana Tenente não se recandidatou, e através de Rogério Santos, o partido recupera a Junta com maioria absoluta. Liliana Silva, a líder local do CDS, que tinha um pé na candidatura à Assembleia Municipal e outro na da Freguesia, foi a segunda mais votada. 

Redinha. Teoricamente esta é a (única) freguesia do PS (46.38% dos votos), uma vitória suada de Paulo "Silas" Duarte em 2017, por apenas 7 votos, começada em 2013. Mas pelas razões que já aqui contámos várias vezes, a vitória é dele e pronto. o PS que continue refém dele. Desta vez conseguiu maioria, o que lhe facilita a vida. E com isto, talvez Carlos Cardoso perceba, finalmente, que a água não passa duas vezes debaixo da ponte. Nem na Redinha. 

ps: uma nota digna de registo - é aqui que a abstenção é mais baixa, no universo concelhio, 38%.

União de Freguesias da Guia, Ilha e Mata Mourisca. Por um voto se ganha e por um voto se perde. No oeste, cada voto foi contado como se fora ouro garimpado. A campanha fez-se com a raiva nos dentes, como se estivéssemos em pleno PREC. No final, Gonçalo Ramos venceu as eleições por escassos 64 votos, mesmo que tenha subido a votação face à sua primeira eleição, então sob a capa de Narciso Mota. Não tem maioria, de novo, e o PS - repetindo a escolha de Hugo Silva - conseguiu ainda descer a votação. Os eleitos do CDS desta vez aliaram-se ao PSD, que também subiu. No oeste, aquilo não foi uma campanha. Foi uma guerra. E ainda há quem não tenha percebido que as eleições acabaram no dia 26. A esses, recordo aqui as palavras de Manuel Serra, em setembro de 2017, quando assumiu a derrota: "aquilo que se constrói em cima de indignações e revoltas tem sempre os dias contados, porque essas, felizmente, são passageiras". 

27 de setembro de 2021

A derrota da Odete



 A derrota da Odete nestas eleições era tão certa como a vitória do Pedro. Mas faltava perceber a dimensão de (mais uma) humilhação para o PS, sobretudo neste quadro bicéfalo em que apresentou a eleições. E o que temos a reter, em primeiro lugar, é que em toda a parte o eleitorado votou mais no PS para a Assembleia do que para a Câmara.

Feitas as contas, o PS elegeu dois vereadores para o executivo (Odete Alves e Luís Simões) e seis eleitos para a Assembleia Municipal: João Coelho, Aníbal Cardona, Carla Mariza Pereira, Nuno Gabriel Oliveira, Leandro Siopa e Marlene Matias. Em termos globais, Coelho consegue mais 176 votos que Odete, o que ainda assim equivale a menos de um por cento de vantagem.

Impermeável à crítica, o PS não percebeu que era preciso cavalgar o descontentamento crescente - e visível - e limitou-se a agarrar-se às cordas, sem conseguir dar corpo e rosto ao que seria uma oposição. 

Aí está o resultado.


30 de agosto de 2021

Jornal de Campanha #3 - Pimpão Resolve e...aconteceu no Oeste

1. É inédito o que está a acontecer a oeste do concelho de Pombal, na freguesia da Guia, Ilha e Mata Mourisca: não é só a (única) candidatura independente à Junta de Freguesia. Desta vez há uma candidatura à Assembleia Municipal. Talvez tenha sido preciso que o órgão caísse na lama - como aconteceu no último mandato - para se perceber que é importante resgatá-lo. Não é preciso cair no despropósito de o confundir com a Câmara, como às vezes parece acontecer. Mas a candidatura encabeçada pelo Luís Couto tem o condão de nos fazer olhar para lá dos partidos, e de nos reposicionar em relação às terras, às despovoadas terras deste concelho. Bem pode a candidatura de Pedro Pimpão tapar o sol com a peneira, ou a de Odete Alves fazer de conta que não se passada nada: se nas últimas três décadas este concelho definhou desta maneira, o poder local tem culpas no cartório. De que valem as acessibilidades e a centralidade, se as vias de comunicação só servem para levar e não para trazer gente?

Na zona oeste concentra-se 30% da população que nos resta. E é em nome desses que um grupo de cidadãos - na sua maioria politizados - se levanta para dizer que está ali e quer ter representação na Assembleia Municipal. Não me admirava nada se nas próximas eleições ali nascer uma candidatura à Câmara. A apresentação, porém, não aconteceu no Oeste. Aconteceu no Cardal, que afinal é de todos. 

2. Super-Pimpão (que agora já fala na terceira pessoa) está a dar tudo nas apresentações intra-listas, sobretudo naquelas duas freguesias que escaparam ao PSD nas últimas autárquicas. E por isso até manda emissárias paras as sessões de esclarecimento do oeste. Não se faz, Pedro. Não se atira às feras quem não é lobo e tão-pouco lhe veste a pele.

A cereja do bolo deste fim de semana foi, porém, a Redinha, em que o dinossauro Carlos Cardoso insiste... Foi lá que Pimpão se superou, com menos pinças do que aquelas que usou no oeste, mas como se estivesse a falar com o subconsciente, ao enaltecer os séniores, porque - disse ele - a experiência é muito importante. Também achamos, Pedro. É por isso que vamos ter problemas sérios a partir do dia 26. Mas até lá...siga a festa! 

19 de agosto de 2021

Jornal de Campanha #2 Há sempre alguém que resiste

Assisti estes dias à apresentação dos candidatos do PS à Câmara e às Juntas - o que nalguns casos provoca mesmo dor de alma. A ausência de candidatura no Carriço, onde o PS já foi poder, e a leviandade com que foram encarados os processos autárquicos no Louriçal ou no Oeste, não são desculpáveis. Assim como não é desculpável ao PS emprestar de novo a capa do partido ao candidato-presidente da junta da Redinha, que depois de bater com a porta e desrespeitar sistematicamente o partido, voltou - que remédio - à última hora, para uma desforra com um velho adversário. No universo das Juntas, há apenas dois casos em que aposto fichas, pelo menos no que toca à verdadeira disputa: Vermoil e Pombal. Porque para ganhar eleições é preciso querer, primeiro, e não ter medo de enfrentar o adversário. Isto aplica-se, exactamente por esta ordem, aos dois casos. É claro que Carla Longo, a candidata do PSD, tem a eleição assegurada. Mas Elisabete Alves é um osso duro de roer. E isso faz falta na política. Não conta para esta aposta a freguesia de Almagreira, onde - claro está - torcemos por alguém nosso, da casa - a Marlene Matias. 

E a lista à Câmara? Fica a impressão de que Odete Alves foi ao secretariado e distribuiu lugares aleatoriamente, aceitou entretanto uma sugestão abalizada, compôs a coisa e 'siga a marinha'. Lá está, era preciso querer. Esforçar-se, pensar em pessoas, fazer convites, embrulhar nãos e seguir viagem. Assim é muito mais tranquilo. Para ela, e sobretudo para Pedro Pimpão, que só por pudor não virá aqui colocar aquele coraçãozinho maroto.

Na noite morna da apresentação, acendeu-se, porém, um farol. Foi quando João Coelho, cabeça de lista à Assembleia Municipal, fez aquilo que competia à cabeça de lista à Câmara: combate político. O João faz falta a Pombal, como facilmente se percebeu nestes oito anos em que fez parte daqueles 4.831 pessoas que deixaram a terra. E foi ele quem apontou o elefante na sala, de que aqui falei há dias. Há um vídeo  - que pode ser visto aqui - demonstrativo disso mesmo. E sabendo que só um fenómeno paranormal inverteria a dinâmica de vitória do PSD, fica a esperança de ver o João - e mais meia dúzia de (bons) elementos, entre a lista que, estranhamente, não foi apresentada - dizer que o rei vai nu, esforçando-se por não deixar apagar a luz. 

Vamos precisar muito disso. Nem vocês adivinham quanto.

7 de agosto de 2021

A sondagem - e o elefante na sala

 A sondagem publicada esta semana pelo Jornal de Leiria é uma amostra bem real do que, muito provavelmente, será o resultado das eleições no concelho de Pombal.

De acordo com o estudo  do IPOM - que nos habituou a bater certo, pelos menos no que diz respeito a Pombal - Pedro Pimpão ganha as eleições com 58,6% dos votos, enquanto o PS consegue 29,7% das intenções de voto. Destaque ainda para a Iniciativa Liberal, que entre os pequenos partidos é aquele que granjeia mais apoio: aparece na sondagem com 5,4%. As candidaturas do BE, CDU e Chega estão abaixo da linha de água, o que só é surpreendente para o candidato que Ventura aqui plantou, e que ainda ninguém conhece. Faz lembrar um candidato do CDS (no tempo em que o CDS apresentava candidatura à Câmara), nas autárquicas de 2001, que entre os jornalistas ficou conhecido como "não sei se vá - não sei se fique", e que sem saber distinguir a Brandoa dos Ramalhais ainda teve umas centenas de votos. 

Mas o que a sondagem nos diz também é que por cá, o que não tem remédio remediado está. O eleitorado socialista, que fugira para o movimento de Narciso Mota (foi ao PS que ele roubou dois vereadores), regressa à base. A não ser que a campanha inverta este jogo, voltaremos ao que já fomos no passado: um 5-2. Pedia-se mais a Odete Alves, que agarrou no secretariado do partido e distribuiu lugares na lista, sem qualquer rasgo, ousadia ou critério. O único golpe de asa que teve foi chamar João Coelho de volta, enquanto cabeça de lista à Assembleia Municipal - sabendo-se hoje que esse será, simultaneamente, o seu maior dissabor no futuro político.

O que aí vem, contudo, é um tempo de caminhar em areia mais movediça que o Osso da Baleia em época de marés vivas. Na Câmara paira desde há uma semana um estado de alarme, perante a anunciada "equipa" de Pedro Pimpão. À excepção de Catarina Silva, nenhum dos futuros vereadores tem experiência autárquica ou formação política. E o que chega de outras paragens não é bom presságio. A não ser que vivêssemos todos naquele concelho de que fala o cabeça de lista à AM, Paulo Mota Pinto, quando se refere a um Pombal que construiu na sua cabeça, no seu imaginário. Alguém avise o senhor que o concelho desenvolvido de que fala (entregando louros a Narciso Mota, de quem ainda havemos de falar, a seu tempo) é aquele que agora divide com outros cinco o quinhão que ninguém queria: ter menos vereadores, por ter perdido população. E com quem ombreamos, afinal? Vinhais e Mogadouro, no distrito de Bragança; Vila Real (Trás-os-Montes), Fafe, em Braga, e Vendas Novas, em Évora. Se em tempos ficámos conhecidos como a terra da meia vaca, agora podemos fazer um upgrade para a terra da meia dúzia. 

E esse é o elefante na sala que todos os candidatos estão a ignorar. 




28 de julho de 2021

Nós, os desfalcados

Uma notícia da agência Lusa nesta quarta-feira, 28 de julho, coloca a nu aquilo que os censos de 2021 revelaram, aquilo de que há muito suspeitávamos e temos vindo a dizer, aqui no Farpas: estamos sem gente, estamos a perder população a todo o vapor. De tal ordem que somos o único concelho do distrito de Leiria que perde mandatos. "Abusaram tanto deles, que perdemos dois", disse-me esta manhã um camarada, quando comentávamos esta triste realidade. 

Partimos para as eleições autárquicas assim. Desfalcados. Por isso é um tanto risível ouvir os chavões que o putativo próximo presidente utiliza, no modo campanha, prometendo mundos e fundos do digital, da sustentabilidade, como se só agora tivesse descoberto o buraco em que estamos. Nós, que temos aqui tudo à porta, que enchemos a boca com a centralidade, com as vias de comunicação, como aludia um secretário de Estado que aqui veio há poucos dias apresentar a candidata do PS. 

Começa a ser ofensivo, para quem cá ficou, ouvir esse chorrilho de palavras ocas. Quando falo do caso da terra aos camaradas da imprensa regional que resistem, no país, enquadro o nosso empobrecimento: os jornais fecharam porque o tecido empresarial definhou, porque o poder não gosta de verdades incómodas. Ouçam-se as rádios e atente-se no que é a publicidade: a oficina, a tasca, a mercearia. Ou nem precisamos de tanto: uma volta pelo coração da cidade, por estes dias (em que até temos mais gente, graças aos que vêm à terra visitar a família, depois de terem partido à procura do que aqui não tinham) ilustra bem o estado a que chegámos, com as lojas vazias. Pombal é nada menos que uma cidade em agonia, graças a essa insuficiência cardíaca. Foi bom para o Pimpão [Pedro], que assim conseguiu um espaço catita para sede de candidatura. Ate setembro, é menos uma loja fechada.

Todo esse estado comatoso com que partimos para as eleições autárquicas é uma espécie de pescadinha de rabo na boca - Sem gente não há movimento, sem dinâmica não há crescimento; assim se explica tão facilmente a descredibilização da política e a dificuldade que os partidos tiveram em fechar listas. Deixou de ser atractivo integrar um órgão autárquico. Aqui chegados, talvez não fosse pior que as candidaturas repensassem o que dizem nos programas - se os houvesse. Que experimentassem uma espécie de back to basics - para sermos modernos. Deixem-se lá da conversa de atrair mundos e fundos, e preocupem-se em segurar os que ainda cá estão. Em dar alguma qualidade de vida aos mais velhos (foi a parte que fixei do discurso de Odete Alves), que são a esmagadora maioria. O tempo já não é o dos Lares, Centros de Dia e Apoio Domiciliário. É outro. 

E nós que passámos a vida a apresentarmo-nos como um concelho do litoral, estamos desgraçadamente no plano do Interior, só que sem oferta turística, sequer. Somos então 48.966 eleitores, menos 3.216 do que há quatro anos. 



7 de junho de 2021

Vamos a isto, Pombal?

O meu feed está a ser bombardeado por anúncios patrocinados, ultimamente. A era digital é uma coisa que cola bem com o candidato Pedro Pimpão, ele próprio um produto de marketing social e digital. Não há mal nenhum nisso. Assim como não há mal nenhum em ser ambicioso, em amar a terra, em querer o melhor para ela. Assim, de repente, tenho para a troca muitas e muitos que desejam com a mesma (ou maior) intensidade que Pombal cresça, desenvolva, que aqui haja emprego para nós e para os nossos filhos. Porque nem todos nascemos em berço de ouro e para pagar contas é preciso trabalhar. Depois é preciso o resto. E é para isso que faz falta o rasgo, o golpe de asa, as vistas longas. Não sabemos o que isso é em Pombal há mais de 30 anos. São desse tempo as zonas industriais, o viaduto que desviou a cidade do meio da linha do norte. A ousadia. 

De modo que foi com toda a atenção que assisti ao vídeo de apresentação de Pedro Pimpão: quase nos faz crer que o PSD chegou agora a Pombal - e ele também. Só que não. 

Porém, há 20 anos o Pedro devia andar muito entretido a colar cartazes, a engrossar o coro de vozes da Jota que levava Narciso ao colo. Só isso (ou a impreparação da equipa que o rodeia, o que nada augura de bom) pode justificar que se tenha apoderado de um slogan usado pela candidatura do PS às eleições autárquicas de 2001.

António José Rodrigues já cá não está para os por no devido lugar. Lá, onde estiver, imagino-o a abanar a cabeça. E a dizer-me, outra vez, o que me disse à porta do tribunal, a meio de um julgamento (quando eu lhe contava de como um vereador da época tinha ludibriado uma decisão judicial, manipulando o pedido de desculpas que (me) deveria ter feito: "não se pode facilitar. Esta gente não é séria". 


9 de abril de 2021

Os "mangas de alpaca" de Pedro Pimpão


 


Os primeiros nomes anunciados pela candidatura de Pedro Pimpão às eleições deste ano deixam adivinhar que, afinal, isto pode sempre piorar. 

Agora que entrámos no registo auto-suficiente, está "facilitado" o trabalho dos media locais, já que o PSD faz a festa, atira os foguetes, e apenas precisará de quem ajude a apanhar as canas. 

Diz a "notícia" elaborada pelo 'gabinete de comunicação' que estão escolhidos não só os responsáveis por essa área, como também de dois importantes cargos: o coordenador da campanha e o mandatário financeiro.

O primeiro é Renato Guardado, o melhor relações-públicas que o partido arranja para o social - mesmo que a fotografia tenha uns 10 anos e já vá longe aquele ar de menino. O segundo é Sérgio Gomes, velho conhecido aqui da casa e das redes sociais, impoluto presidente dos Bombeiros. Como dizem que o dinheiro não tem cor, estamos em crer que não haverá problema de maior. E se alguém vos disser que 'isto é uma casa a arder'...acreditem.

Entretanto, já ontem o partido tinha passado a guia de marcha ao presidente da Câmara e à presidente da Assembleia Municipal. Como o candidato a líder do executivo está escolhido, falta apenas anunciar quem será o cabeça de lista à AM. Para ser consentâneo com a linha agora revelada, apostamos (não todas, mas quase) as fichas em José Gomes Fernandes. Serás rapaz para aceitar dar esta pirueta JGF?



3 de março de 2021

O candidato do PSD que afinal ainda não é

Aqui no Farpas já estranhávamos que a única publicação a validar a candidatura de Pedro Pimpão à Câmara - aprovada por maioria, com uma abstenção, no plenário do PSD realizado sábado passado - fosse uma notícia da Rádio Clube de Pombal (e hoje uma da Pombaltv) amplamente partilhada por vários amigos, familiares e companheiros de partido do Pedro Pimpão. Por parte do partido, nem uma palavra. Por parte do Pedro, nem um sinal - logo ele que fez um discurso daqueles.

Eis que há instantes, durante a apresentação de 100 candidatos do PSD, na sede nacional - ou melhor, daqueles cujo processo de candidatura está fechado, devidamente aprovado pelos órgãos locais, distritais e nacionais - o secretário-geral do partido, José Silvano, respondeu à pergunta de uma jornalista sobre o caso de Pombal. Ficamos então a saber que:

"O presidente da Câmara de Pombal transmitiu-nos que não estaria mais interessado em ser candidato, por isso não consta aqui.

Se ele ainda mudar de opinião, daqui até lá, virá numa próxima vez. Não podemos é tê-lo aqui hoje, pela vontade dele nesta altura de não querer ser mais candidato”.

Não acredito que Diogo volte atrás na decisão que foi levado a tomar. O PSD está a protegê-lo bem, para todos os efeitos. Mas não se percebe como é que uma figura tão consensual como o Pedro não entra directamente para o top dos 23 candidatos "novos" escolhidos e "homologados". Cá estamos à espera das cenas dos próximos capítulos.

25 de fevereiro de 2021

Anatomia de uma derrota


 


O Jornal de Leiria de hoje noticia - como deve ser - a saída de Diogo Mateus, conforme aqui anunciámos há um mês, neste post. 

A jornalista Anabela Silva questionou-o sobre o assunto e finalmente D. Diogo acedeu prestar declarações sobre o "tabu"  (não à imprensa da sua terra, que despreza, como tanta coisa), numa manobra que lhe permita dar a ideia de que vai embora por vontade própria e não afugentado pelos seus, pelo seu partido. 

Diz ele que “há mais de um ano” transmitiu às estruturas do partido que não pretendia voltar a concorrer à Câmara e que o fez “muito antes das trapalhadas de 2020”, referindo-se às polémicas em que se envolveu com os vereadores Pedro Brilhante e Ana Gonçalves, eleitos pelo PSD, a quem retirou os pelouros. "Trapalhadas" que, no seu entender, "mostraram muita coisa".

As declarações de D. Diogo ao JL acontecem dois dias antes do plenário de militantes do PSD (online), que há-de confirmar Pedro Pimpão como seu sucessor, numa inédita movimentação para lhe retirar o poder. Era preciso ser ele a dizê-lo, para não incorrer na vergonha de ser o partido. Diogo aprendeu a mentir (e a omitir) com naturalidade ao longo dos anos, como bom político. Foi o mais bem preparado de sempre, para o cargo, na nossa história contemporânea. A mesma história que nos tem mostrado como é que isso, só por si, não basta. E por isso conta a versão que lhe convém, para este final infeliz enquanto autarca social-democrata. 

É verdade que "as trapalhadas" do ano passado "revelaram muita coisa". E é interessante ter escolhido o termos 'trapalhadas' - não para aludir à mistura da vida pública e privada - mas para nos recordar das acusações sobre o uso indevido de meios públicos em benefício privado.

Apesar de tão bem preparado para o cargo de presidente de Câmara, Diogo sairá de cena por manifesta incapacidade: a de não ter percebido como exercer o cargo em democracia, onde o poder vem de baixo, do povo. E onde há linhas vermelhas (mesmo que ténues e imaginárias) que o povo não gosta de ver pisadas. Sabemos que prefere as monarquias, mas para isso terá de procurar outras paragens. 


9 de fevereiro de 2021

Já há candidatos no Oeste

 

Enquanto cá no burgo persiste a dúvida (oficial) sobre quem são os candidatos à Câmara, naquela ala que domina o eleitorado, no Oeste as eleições autárquicas já correm com "normalidade". Gonçalo Ramos avança para um segundo mandato por conta própria, como independente, desta vez sem o chapéu de um movimento que nasceu e morreu em 2017 - Narciso Mota Pombal Humano - e que teve ali a sua única vitória.

Apesar de não apreciar o estilo engraxador que perpetua nas reuniões da Assembleia Municipal, e a bajulação ao presidente da Câmara, reconheço que cresceu muito ao longo deste mandato, sobretudo no relacionamento com os fregueses. E não é fácil comandar um barco como o daquela Junta de Freguesia, num mar agitado como é aquele onde navega. Demorará décadas até que sarem as feridas da agregação na Guia, Ilha e Mata Mourisca. 

E eis que finalmente Carlos Mota Carvalho pode ser candidato, agora que se aposentou. O dirigente associativo anda há (muitos) anos à espera deste momento. Será o cabeça de lista pelo PSD no Oeste. O convite está feito e aceite. Não é encarado com bons olhos por todo o núcleo do Oeste, mas...é a vida. 

Do PS, nada. Dos outros também não. 

24 de janeiro de 2021

A (in)esperada saída de Diogo




Os órgãos distritais  - e nacionais - do PSD preparam-se para ratificar  o nome de Pedro Pimpão como candidato às eleições autárquicas deste 2021. Tornou-se, afinal, inevitável - mesmo com a pandemia no seu auge. 

Em nome da franqueza que me merecem os leitores do Farpas, admito: sobrevalorizei Diogo Mateus e  menosprezei Pedro Pimpão, neste jogo de cintura política. Acompanho o percurso dos dois desde o princípio, e não julguei que a capacidade estratega do primeiro escorregasse em cascas de banana; Podemos tirar (todos) daqui uma grande lição: nunca é bom contar só com a sua própria esperteza, por mais alicerçada que esteja em conhecimento e capacidade. 

Diogo cometeu vários erros neste trajeto que preparou desde a juventude, e ao longo do qual ultrapassou obstáculos complicados [recuemos a 2001, quando Narciso o deixou de fora das listas, deu a volta por cima e conquistou a Junta de Pombal para o PSD. Conseguiu voltar à Câmara em 2005 e aguentar o cargo de vereador até chegar a sua hora de subir ao poder, em 2013]. Está na Câmara desde 1994. O maior erro talvez tenha sido rodear-se mal. No pressuposto de evitar capacidades maiores à sua volta, acabou sozinho.

Mas há erros que se pagam caros. E se a substituição - por razões que a razão desconhece - da vereadora Ana Gonçalves não teve grandes custos políticos (afinal ela continua ao lado dele, sempre, a votar quando é preciso), já a de Pedro Brilhante foi-lhe fatal. E embora a nível local o PSD tenha feito de conta que as denúncias de utilização de meios públicos para fins privados não importavam - os órgãos nacionais preferem não arriscar. A história autárquica está já bem recheada de casos que redundaram numa substituição do candidato à última hora, por contas com a Justiça. Aconteceu aqui ao lado, em Ourém, há 4 anos. E resultou numa derrota inesperada para o PS.

Percebe-se agora o peito cheio dos mais próximos de Pimpão: com a unanimidade da concelhia (os que iriam votar contra vão fazer o favor de não comparecer ao plenário de militantes, quando ele acontecer), a distrital só tem que aprovar-lhe o nome. 

Perante isto, já era tempo de Diogo dar uma palavra aos súbditos. 

Dirimir a altivez não é fácil, mas é digno. Se é que isso (lhe) importa.

15 de janeiro de 2021

PSD em confinamento

Consigo ouvir daqui aquele riso sarcástico de Diogo Mateus. 

Se o confinamento durar muito tempo, Pimpão e sua malta bem podem ir pregar sobre felicidade para o largo da capela de Santo Amaro.



8 de janeiro de 2021

Abre o jogo, Pedro.

De hoje a oito dias o PSD de Pombal reúne em plenário de militantes. É nesse dia que a concelhia designa o candidato à Câmara para as autárquicas que acontecem daqui por meses, lá para o outono. Até há um ano, o processo encaminhava-se para seguir pacífico, quando Diogo Mateus fez aquilo que mais tarde designou por "agitar as águas", ao anunciar que não tencionava recandidatar-se a um terceiro mandato. Duraria pouco tempo essa paz podre no reino laranja: "os mandatos são como os cafés, é um de cada vez" - sentenciou depois.

Enquanto isso, Pedro Pimpão - o segundo na fila do partido - foi reunindo tropas. Voltou a assumir [oficialmente] a presidência da concelhia (depois da demissão de Manuel António), e depois de um erro de cálculo que o deixou de fora da lista de deputados à Assembleia da República, lá se manteve à tona como pôde, na Junta de Freguesia. No verão, quando partiu à conquista dos caminhos de Santiago, ia convencido de que Diogo estava fora do caminho. Só que as decisões do maior profissional da política mudam ao sabor dos cafés, já se sabe. E quando regressou, Pimpão tinha à sua espera um balde água fria. Apesar de continuar a comportar-se amiúde como o puto da Jota a quem não se pede grande responsabilidade, ele bem sabe que já não vai para novo. Que 8 anos em política é uma eternidade. E que por isso não podia arriscar continuar apagado na Junta - pois que a pandemia impediu as festas e festinhas e torna tudo mais difícil na sobrevivência política.

E eis que - por vontade própria ou impelido por outros - fez a fuga para a frente: anunciou, no final do ano, na reunião da Assembleia de Freguesia, aquilo que aqui no Farpas já tínhamos adivinhado no vídeo de boas-festas, que cheirava a despedida: este era o primeiro e único mandato na Junta. Seguiram-se, nas redes sociais, lençóis de palavras envoltas em esperança e felicidade, criando uma cortina de fumo à volta do futuro. 

Ninguém no seu perfeito juízo acreditou que ia embora da Junta para se dedicar a uma profissão, como o comum dos mortais, por mais melosa que seja a conversa. Aqui chegados, um dos 6 pontos da reunião magna do PSD integra uma moção da comissão política que o defende como candidato. Ainda bem que o palco é o salão dos Bombeiros. Para simulacro, é o ideal. 

Da mesma maneira, ninguém acredita que Diogo vai entregar o poder ao Pedro, de mão beijada. Mesmo que Pedro tenha aprendido a não escorregar em certas cascas de banana, no último ano...

Abre o jogo com o teu povo, Pedro. Ou abre os olhos.

30 de dezembro de 2020

As (boas) festas da Junta

Pedro Pimpão dirige-se do Cardal para a Câmara, num exercício de treino. A mensagem é gravada e vai para o ar no dia de Natal, que é quando nasce o (Deus) menino. Ele e os seus 'reis magos', primeiro a solo, depois em coro, num chorrilho de agradecimentos mais carnavaleiro que natalício: agradecem e agradecem e voltam a agradecer, não com tónica de serviço público (como era de esperar), mas antes com foco no mandato. Serviço político e partidário, portanto.

Sendo assim, ficam duas dúvidas. Uma moral e outra legal.

1. Está Pedro Pimpão a despedir-se da Junta? Terá ele garantida a maioria dos votos na concelhia do PSD para fazer sair do caminho Diogo Mateus?

2. Qual é a alínea da lei das autarquias locais que permite juntar no mesmo executivo um vogal que deixou o cargo com aquele que o veio substituir? Se fosse eu a vocês não me espantaria que na reunião da Assembleia de Freguesia de Pombal marcada para hoje (em modo presencial, que loucura, no Teatro-Cine), Pedro Roma e Ana Carolina Jesus (eterna menina JA, aqui no Farpas) dividissem a cadeira. 

Oh sr. Nascimento Lopes, ponha lá ordem na casa.

26 de novembro de 2020

A grande sondagem

Uma pessoa percebe que está num concelho-charneira (como diria Narciso Mota) quando:

a)  em plena pandemia, uma conceituada empresa de sondagens (como a Pitagórica) manda para a rua equipas que façam inquéritos presenciais, mesmo quando aqui estão aplicadas as medidas mais apertadas do estado de emergência, por sermos um concelho de risco muito elevado.

b) um partido tem dinheiro para gastar nas guerras intestinas, no duelo entre Pedro Pimpão e Diogo Mateus, que bem pode contar com um árbitro como Narciso Mota - que nunca deixou de ser quem é. 

A pretexto de "um inquérito sobre as condições de vida na freguesia e no município, nomeadamente durante a pandemia", fui esta manhã abordada por duas simpáticas moças. Quem faz das entrevistas o modo de vida sabe bem como é importante encontrar respostas. E por isso prontamente acedi responder, sem imaginar que tinha pela frente este filet mignon . Para quem a encomendou...uma chatice. É a lei de Murphy, amigos.

Todo o inquérito (com uma amostra de 400 pessoas) é centrado na atuação do presidente da Junta e do presidente da Câmara. É curiosa a forma distintiva como o movimento NMPH é tratado nas perguntas, e é quase desonesta a escolha das fotografias dos possíveis candidatos. Na primeira imagem a ideia é saber se o entrevistado conhece cada uma daquelas figuras. Na segunda, já com os nomes, pede-se que sejam avaliadas as condições que têm (ou teriam) como presidentes da Câmara. Depois, mistura-se o passado e o presente (na medida que interessa), trazendo-nos à memória aqueles de quem já nem nos lembrávamos, como Pascal Rodrigues ou Amilcar Malho, que foram candidatos nas últimas autárquicas.

Quem encomendou o estudo conta que Gonçalo Pessa (que foi candidato do BE em 2017) está arrumado, e que Sidónio Santos também já não conta para este jogo. Ah, e 'ressuscita' para Pombal e para a CDU o nosso camarada farpeiro Adérito Araújo. 

E eis que fica escancarada a teoria que vários psd's replicam por aí, sobre possíveis candidatos do PS que (na óptica deles) dariam mais luta que a já anunciada Odete Alves: Eduardo Pinheiro, atual secretário de Estado da mobilidade, cuja ligação a Pombal é quase nula, e João Gouveia, o vizinho de Soure. 

As dúvidas sobre a autoria desta proeza só são alimentadas por esta pergunta:

a) Diogo Mateus ganha de certeza a qualquer candidato do PS

b) Diogo Mateus tem uma grande probabilidade de ganhar, seja qual for o candidato do PS

c) Diogo Mateus pode ganhar, dependendo de quem seja o candidato do PS.

d) Diogo Mateus tem poucas probabilidades de ganhar, seja quem for o candidato do PS

e) Diogo Mateus de certeza que vai perder, com qualquer candidato do PS.

Uma nota final para o momento de glória de Pedro Murtinho, nosso estimado vereador das obras tortas, que tem nesta sondagem um lugar de destaque, ao lado do escuteiro João Cordeiro, do Louriçal, ambos do PSD. E também para a cândida Liliana, do CDS. E para o Rodrigo Canoa, esse portento do Chega, agora desavindo com o mentor. 

20 de novembro de 2020

Comédia a la carte no PSD/Pombal

Uma pessoa anda pela rede num momento de descontração e entretenimento, e leva com o feed do Pedro Pimpão sem pagar bilhete.

Toda a gente sabe que está armada no PSD local a maior disputa pelo poder de que há memória. Que Diogo Mateus os enrolou a todos com a conversa de que não se recandidatava, mas deu o dito por não dito. E disse-o já ao próprio Pedro - que tem mais exército mas menos estratégia, e por isso não bastam sprints, é preciso endurance para a maratona. E também já não tem propriamente idade para se prestar a estes números.

O eleitorado mudou, Pedro. Já não come toda  a papa que lhe dão. E toda a gente sabe que o PSD está mais frágil e dividido que nunca. Só difere do PS porque tem mais gente, e o cheiro do poder é real, beneficiando da falta de comparência do adversário. Mas olha para este título e para as respostas às deixas com vontade de se atirar para o chão a rir.