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10 de abril de 2025

As Meirinhas não saem disto

Se há nesta malfadada terra uma malha urbana incaracterística e repulsivamente feia ela encontra-se, sem dúvida, nas Meirinhas. É difícil, senão impossível, encontrar por ali alguma coisa bela ou, pelo menos, harmoniosa à vista, tal é a amálgama disforme e disfuncional de aberrações e maus-tratos urbanísticos, irresponsavelmente praticados com premeditada ignorância e intenção ao longo de décadas.

Na segunda metade do século passado quase tudo era permitido, porque não existiam instrumentos de planeamento, regras urbanísticas claras e abrangentes e bons exemplos. Mas actualmente não se pode aceitar que se continuem a cometer os mesmos atentados urbanísticos, só porque é “tradição”.



Bem isto a propósito de umas edificações que têm surgido na dita terra, nomeadamente na Rua do Comércio, e que muito têm apoquentado os meirinhenses que se preocupam com a qualidade do espaço público, ao ponto de o presidente da junta ter participado a revoltante situação à câmara e exigido a obrigatória fiscalização.

Mas parece que tudo vai acontecer como previsto. Terra onde não há rei nem roque, prevalece o desenrascanço e o oportunismo.

4 de outubro de 2024

Pimpão contra Pimpão & C.ª

Na última reunião da AM, o Pimpão João bateu e arrasou, sem dó e sem piedade, o Pimpão Pedro e tudo o que gravita à sua volta: o vereador Navega – apesar de tudo, o único que faz alguma coisa e sabe alguma coisa do que faz –, o responsável pela Divisão de Obras, a Fiscalização Municipal, a direcção da PMUGest, etc. Como diz o povo, só se perderam as que caíram no chão.

As acusações são graves: alicerçam-se em factos e documentos e não em simples opiniões, consubstanciam uma forma de fazer política e algumas poderão ter contornos criminais. Nada que nos surpreenda.

A aventura do Pedro, digamo-lo sem refolhos, terminou. Na verdade, na verdade, terminou quase no mesmo instante que começou. O efémero é assim, dá felicidade mas esvai-se rapidamente. A partir de agora, a vida política do Pedro será um tormento público que tem tudo para terminar numa agonia dolorosa à espera do golpe de misericórdia. Nada que não tivéssemos previsto. O destino previsível de um escravo da lisonja que se limita a pregar a felicidade tola, foge voluntária e descaradamente dos problemas, dissipa capital político na fanfarrice, doudejando por festas e eventos, inebriado pela alegre vaidade de aparecer, cai inevitavelmente num drama sociopolítico como este, carregado de incerteza e sofrimento, que pode não determinar o seu fim imediato, mas acarreta um declínio irreversível na indispensável relação de confiança com a população e os seus correligionários. Um drama que pelos sinais já é psicológico, mas se pode tornar psicopatológico. 

 


13 de junho de 2024

Obras nas Meirinhas – Coisas à Pança

“A quem hás-de castigar com obras, não trates mal com palavras, pois bem basta ao desditoso a pena do suplício, sem o acrescentamento das injúrias”.

                                            - Conselho de D. Quixote ao Pança; in D. Quixote. 

Apressadamente, porque o jantar/comício da AD a tal obrigava, a junta das Meirinhas – João Pimpão – implantou às três pancadas, sem licença e sem autorização das entidades oficiais, um parque de estacionamento em Reserva Agrícola Nacional (RAN) e leito de cheia, nas traseiras do ao Pavilhão Municipal das Meirinhas. O desmando chocou muitos residentes e não residentes; e já mereceu queixa no Ministério Público.



Pelo que se sabe, neste caso a câmara foi simples criada de serviço do presidente da junta. Foi tudo feito em família. Mas perante a sujeira do caso não pode lavar as mãos, ignorar os seus contornos políticos e jurídicos, como se nada tivesse a ver com a coisa. Deve embargar imediatamente a malfeitoria, a fim de salvaguardar a sua competência e autoridade perante o caso e a comunidade. 

Há muito que política pombalense rola sobre o modus faciendi da política do facto consumado - forma ordinária e antidemocrática de administrar e fazer obra. Só assim se percebe que João Pimpão, criatura que nutre enorme desprezo pela lei e pelos modos de actuação democrática, grande inventor de esquemas, atalhos e desvios, e que existe (politicamente) para mandar e estourar dinheiro, se tornasse expoente maior da espécie. Na verdade, uma certa estupidez de espírito tornou-se atributo necessário se não para todo decisor público, ao menos para os que querem apresentar obra e gastar dinheiro sem critério.

Mas desengane-se quem pense que a construção do dito parque de estacionamento em RAN e leito de cheia é uma qualquer precipitação de percurso. Não, não é; é o modus operandi da criatura. São múltiplas as queixas que circulam de boca-em-boca e nos invadem a caixa mensagens; e não se resumem ao desditoso parque, estendem-se à forma como a criatura usa e abusa do poder - que não tem - para alargar arruamentos sem o consentimento dos proprietários afectados e outros desmandos. 


4 de junho de 2024

Meirinhas – o novo cavaquistão

Realiza-se hoje nas Meirinhas o maior evento de campanha do PSD - agora "rebaptizado" AD – para as eleições europeias na região, com as suas maiores figuras do momento: S. Bugalho e L. Montenegro.



Com Narciso Mota, e depois com Diogo Mateus, Pombal conquistou o estatuto de concelho cavaquistão na região. Mas nos últimos anos perdeu o título para as Meirinhas, por mérito dessa outra grande figura local: o presidente da junta João Pimpão.

Não deve ser fácil uma pequena freguesia arcar com esta responsabilidade de realizar a enfiada de grandiosos eventos do PSD nacional na região. Por isso, este esforço e este dinamismo, que belo uso têm dado ao dispendioso pavilhão que muito nos custou, deve ser realçado, e até subsidiado. 

Força João. O PSD está contigo. E nós também.

14 de setembro de 2023

Explorando a parvoíce

Porventura por ter concluído recentemente alguma graduação em Finanças para Totós, o distinto presidente da junta das Meirinhas resolveu inovar (como agora se chama à tontice): introduziu uma nova Atividade de Enriquecimento Curricular, no Centro Escolar de Meirinhas, designada “Explorando o Mundo do Dinheiro”. Nela, diz o agora doutor João Pimpão, os miúdos “irão trabalhar conteúdos relacionados com o dinheiro, com especial atenção à sua origem, utilização e poupança”.



Já que o doutor João Pimpão não fez esta importante actividade curricular antes de entrar na câmara como Chefe de Gabinete do Presidente e gestor do fundo de maneio, o que teria evitado muito desvarios, aproveitamentos ilícitos e chatices, recomendamos-lhe, daqui, que a frequente agora. Mais vale tarde que nunca; e em grupos homogéneos a aprendizagem é muito mais eficaz e niveladora.

16 de fevereiro de 2023

Tudo normal, em Pombal Ocidental

Dado o alarme, as televisões foram às Meirinhas falar com o “presidente da junta”. Ficaram a saber que foi tudo normal…! 


11 de julho de 2022

As Meirinhas, o Pimpão, a estatueta e o dinheiro

Meirinhas é uma terra pimpona. E uma terra pimpona tem o seu Pimpão. E com o Pimpão João são favas contadas. E favas contadas – mamadas – fazem peidos danados.

Tudo serve ao Pimpão João para mostrar obra. Até erguer uma estatueta a um empresário vivo -  verdadeira parolagem untuosa.

Mas o pior nem é o ridículo da coisa e o custo do ridículo; é a forma como o ridículo é custeado. A junta adjudicou a estatueta a Hélder de Carvalho – Criações Exclusivas, Lda., por ajuste directo, pelo montante de 25.000 € + IVA. Quando perguntado se se justificava a junta gastar 25.000 € + IVA numa estatueta para “homenagear” um empresário, o Pimpão João respondeu que a estatueta era oferecida por um grupo de empresas. Na verdade, a junta orquestrou um “protocolo” com a empresa MCS Portugal – Adelino Duarte da Mota, SA, no valor de 31.365 € c/ IVA, que, supostamente, cobre a despesa.  Todo o capitalista gosta de comprar a sua grandeza.

O Pimpão João é manhoso, e imaginoso nas contas travessas - sabe fazê-las. Ganhou vasta experiência na câmara a entrecruzar despesas com dinheiros soltos. 


18 de janeiro de 2019

C E Meirinhas: a asneira anunciada

Narciso Mota diz, também, coisas certas! O que disse sobre o Centro Escolar das Meirinhas foi bem dito. O seu problema – da oposição – é a perna curta ou a falta de memória. Quando estica a perna, tropeça; quando arrisca, a memória trai-o.

5 de janeiro de 2019

Inauguração

Inauguraram, hoje, o Centro Escolar das Meirinhas. Qual é o mais feliz? Tem boas razões para isso...

2 de outubro de 2018

Uma andorinha não faz a primavera

Ricardo Ferreira (CDS) continua a mostrar que sabe intervir – tanto na forma como no conteúdo – e consegue acossar Diogo Mateus, levando-o a perder o controlo, a descer de nível e a ter que recorrer a argumentos falsos. Mas o seu número não salva a face do partido, que numa agenda com vinte e tal pontos, só marcou o ponto no período antes da ordem do dia. Com a agravante de o seu cabeça de lista mostrar desconforto claro com o teor da intervenção.

10 de setembro de 2018

Centro Escolar das Meirinhas - Obra Torta

O Centro de Educação das Meirinhas, adjudicado em Julho de 2016, com prazo de execução de 450 dias, está neste estado! Não vai abrir no início do ano escolar, como era exigível. A data de abertura foi adiada para o próximo ano.
O empreiteiro deixou atrasar a obra, não comunicou o incumprimento nem pediu formalmente o prolongamento do prazo (afirmou o presidente da câmara na ultima reunião do executivo). Não se sabe se a câmara sabia do atraso - a câmara não acompanha nem fiscaliza as obras devidamente. Mais: o presidente da câmara acha que não compete a esta controlar/acompanhar o planeamento da execução das obras. Irresponsabilidade. Em parte, estão explicados os sistemáticos incumprimentos dos prazos.
Mas há dúvidas que persistem:
  1. Que tipo de relação existe entre a câmara e os empreiteiros que os leva a estarem-se nas tintas para a câmara (que é o cliente)?
  2. Porque é que a câmara – que paga bem – não é exigente com os empreiteiros?
PS: O resto – que é muito – fica para outra ocasião: negócio do terreno, localização, etc.

5 de março de 2018

Litigância compulsiva ou desleixo

A CMP litigou contra um munícipe, até ao Supremo Tribunal de Justiça, pelo direito a uma serventia, nas Meirinhas. Depois, não exerceu os direitos! Ou seja: só massacrou o munícipe e gastou o nosso direito. 
Isto é litigância compulsiva ou desleixo. Ou as duas coisas!


22 de setembro de 2017

Meirinhas: O verdadeiro debate

Ontem à noite pudemos assistir a um verdadeiro debate - pode ver e ouvir aqui - , o dos quatro candidatos à Junta de Meirinhas. Todas as freguesias deveriam ter a sorte de escolher assim, entre gente bem preparada e conhecedora da freguesia. Talvez o PS tenha ali um dos seus melhores candidatos (senão o melhor, pelo concelho) a uma junta de freguesia: Fernando Parreira, enfermeiro de profissão, é reincidente. Há quatro anos disputou a junta contra Avelino António, perdeu por pouco mais de 100 votos, e ontem mostrou aquilo que falta à maioria dos candidatos derrotados noutras freguesias: determinação. Em contraponto, o PSD  revelou ter ali um dos seus piores candidatos. De todos, era o menos preparado. Não vai ser fácil para os 1500 eleitores de Meirinhas escolher o futuro presidente, pois que tanto Artur Brás (CDS) como Daniel Mota (Narciso Mota/PH) estão igualmente aptos para desempenhar o cargo. 
Duas notas finais para desmitificar alguns preconceitos: 
1. o eleitorado de Meirinhas sabe escolher. Há quatro anos uma percentagem considerável de eleitores votou no candidato do PSD para a Câmara e no do PS para a Junta, caindo por terra a ideia da partidirite aguda. 
2. O que a Rádio Clube de Pombal está a fazer é verdadeiro serviço público, numas circunstâncias também diferentes, nestas eleições: os cidadãos estão mais politizados, mais esclarecidos, e mais disponíveis para participar na acção política, como se comprova. Estes debates estão a ser transmitidos no facebook e assim são vistos por milhares de pessoas, num processo de democratização louvável. É verdade que isso tanto pode desaguar numa maior participação nas urnas como num aumento da abstenção. Quero acreditar na primeira hipótese.
E hoje o debate é com os candidatos à Junta do Louriçal. Promete.

24 de novembro de 2013

Mamma Mia, o musical que veio das Meirinhas

O Colégio João de Barros quebrou este fim-de-semana um jejum de cinco anos no rol de musicais que lhe fazem a história. Quase podemos dizer que valeu a pena esperar. O espectáculo que durante três dias subiu ao palco do Teatro-Cine de Pombal não serviu apenas para assinalar os 25 anos da escola. Serviu sobretudo para mostrar que quem faz uma escola são as pessoas, e que essas, quando motivadas, fazem milagres que resvalam os lucros e os interesses diversos. Calculo que por esta altura a direcção do Colégio sinta um enorme orgulho no grupo de professores (com Miguel Rivotti à cabeça) que ensaiou aqueles alunos. E que os pais desses alunos sintam um grande orgulho naquela escola, e que aquela escola seja um orgulhoso cartão de visita para a população das Meirinhas e lugares limítrofes. Ao final da tarde de domingo, percebi melhor o que me disseram várias vezes alguns moradores da terra-natal de Narciso Mota: há vida para além dos milhares do pavilhão e do estádio. E no dia em que este concelho tiver uma política cultural (sim, mantenho a minha esperança em António Pires), tudo isto há-de ser enquadrado e valorizado.

9 de agosto de 2013

Já chegámos às Meirinhas, pois.


Um ano depois, a obra está praticamente concluída. Como bem sabe toda a comunidade, foi graças à denúncia farpeira que se pouparam uns cobres (qualquer coisa como 300 mil euros) aos cofres do município. Depois deste post, o homem sonhou alto e a obra nasceu. Está praticamente pronto o novo Estádio das Meirinhas, essa bela localidade.