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16 de maio de 2025

Concessão da cafetaria do CIMU - Sicó – o primeiro choque com a realidade

A “Junta” lançou recentemente – à socapa e irregularmente – o concurso público para a concessão da cafetaria e camaratas de alojamento do CIMU-Sicó. Parece que ainda acreditam que aquilo pode ter alguma viabilidade económica – no que é que aquelas alminhas não acreditam?!


Os que acompanham estas matérias recordam-se do enorme fiasco que foi e continua a ser a Quinta Sant`Ana, adquirida e apresentada, já no século passado, como grande pólo de atracção turística, e deixada ao abandono (ou quase) por décadas. Mas todos poderão igualmente observar - porque estão pela cidade à vista de qualquer um - os espaços comerciais onde a câmara derreteu dinheiro, falhou na sua exploração, concessionou a particulares e, pelo caminho que as coisas levam, retornarão novamente para a câmara, para serem definitivamente abandonados. Alguém acredita que no CIMU-Sicó vai ser diferente? Não acredito. Não acredito porque nesta terra, onde estranhamente o poder nem de maduro cai, tudo se resume ao propósito simples de obter um fogacho propagandístico próximo e imediato; ao qual se segue, infalivelmente, um dano mais ou menos prolongado. É esta a principal causa do nosso atraso, de que não nos veremos livres por muito tempo.

Na generalidade dos casos, as comunidades, tal como os povos, não progridem devido à falta de recursos. Depois há os casos anómalos: os que, apesar de os ter (os recursos), marcam sistematicamente passo. Regra geral, tal deve-se à má aplicação dos recursos, no que o Município de Pombal é useiro e vezeiro. Não por terem faltado recursos financeiros à câmara, que se gaba regularmente de realizar avultados investimentos, milhões para aqui, milhões para ali, milhões para acolá. Contudo, o problema de Pombal não é – nunca foi – a falta de investimento público, foi a realização de maus investimentos. Porquê? Porque nada é pensado, integrado e avaliado em função de propósitos claros e consistentes. Tudo é impulso, tudo é benfeitoria, tudo é despesa, e muita é simples desperdício. O CIMÚ-Sicó é o exemplo extremo. E agora, depois de duas décadas a enterrar lá dinheiro, quando a obra está pronta e é preciso pô-la a funcionar, chegará a fase mais dolorosa - mais penalizadora do erário público. Mas dará sempre para o dotor Pimpão fazer uns eventos e muita propaganda.

26 de agosto de 2024

Sai mais 500.000 euros para o CIMU-SICÓ

A última reunião da “Junta” aprovou, por unanimidade e aclamação (sem palavras), o procedimento de subcontratação dum Projecto Museográfico do Centro de Interpretação do Maciço de Sicó - seja lá isso o que for - por uns módicos 500.000 euros. 



Já antes, o anterior executivo tinha adquirido, por ajuste directo a um ilustre pombalense, uma maquete do concelho pelo montante de 215.000 euros + IVA, que ficou meia dúzia de anos no armazém, com a câmara a suportar mais 60.000 euros de custos de armazenagem.

O CIMU-SICÓ - recentemente rebatizado Explore Sicó, para dar a ideia que é coisa nova e não aquele mamarracho que foi lançado há quase duas décadas - é a maior aberração edificada neste concelho e arredores. Já consumiu perto de 5 milhões de euros (valor líquido actual). Mas o desastre financeiro, a que se soma o paisagístico, não vai ficar por aqui - será um enorme sorvedouro de dinheiro dos contribuintes e sem retorno. 

Bem sei que a generalidade das pessoas pouco ou nada se importa com aplicação dos dinheiros públicos. Uns porque consideram que é dinheiro do Estado, logo de ninguém; outros porque confiam que existirá algum controle na sua aplicação. Puro engano. Por aqui - e não só - não há ponta de racionalidade nem de controle na aplicação do dinheiro dos contribuintes. Somos (des)governados por criaturas ávidas de afirmação pessoal, que só pensam em fazer coisas sem se darem ao trabalho de estudarem o que pensam fazer, desbaratando, assim, o dinheiro dos contribuintes em coisas inúteis ou prejudiciais, só pela vã glória da celebração de epopeias do irrisório.

Siga a festa.

8 de novembro de 2022

Sobre a contratação da “directora” do CIMU-SICÓ

Depois de aqui termos divulgado a estranha contratação da doutora Ivânia Monteiro para “directora” do CIMU-SICÓ, a doutora Gina divulgou o caso na reunião do executivo, no período antes da ordem do dia (!) - ou mandaram-na fazê-lo! 



A doutora Odete proveitou bem a deixa para fazer três perguntas óbvias: primeira, a contração é só para esta fase de definição dos conteúdos ou é já, também, a pensar no futuro? Segunda, porquê a contratação pelo regime de avença e não por concurso público? Terceira, foi uma escolha pessoal ou foram avaliados outros currículos?

A doutora Gina calou-se, não quis ou não soube responder… Nas poucas vezes que fala, limata-se a dar umas informações... Parece andar a treinar para apresentadora - revela jeito. 

O doutor Pimpão falou, falou, do suposto bom currículo da contratada; mas sobre as perguntas nada... A doutora Odete insistiu, insistiu, …; e o doutor Pimpão irritou-se...; a gravação foi interrompida; mas, a custo e por meias palavras, o doutor Pimpão lá admitiu que foi uma escolha pessoal.

Chamem a “polícia”.

PS1: o prazo de entrega do mamarracho foi novamente adiado, e o orçamento acrescentado.

PS2: sobre as badaladas contas do bodo nada! Esta gente não é de contas nem de prestar contas; é só para gastar dinheiro.  

3 de novembro de 2022

Sai mais uma directora

O doutor Pimpão contratou por ajuste directo, e pelo montante de 32.400 euros, os serviços de Ivânia Patrícia Redinha Monteiro para directora do CIMU – SICÓ, por 18 meses! 



Mais um escândalo (duplo): descarada violação do espírito e da letra do código de contratação pública; e contratação de uma directora para um museu que ainda não existe nem se sabe quando existirá.

O CIMU-SICÓ é a verdadeira obra de Santa Engrácia; e o mais desastroso investimento público realizado em Pombal. Num concelho e num país a sério já tinha feito rolar cabeças. Mas por aqui a obra vai rolando..., aos trambolhões. Recentemente foi aprovado mais um alargamento do prazo de entrega (já não têm conta), mas logo de seguida a obra foi embargada devido à morte de um trabalhador.

Já deve estar a decorrer o obrigatório processo-crime para apurar as causas e as responsabilidades pelo fatal acidente. Mas também se justifica um inquérito à forma como a câmara está a contratar pessoal e serviços.

PS: *a forma como as criaturas que nos (des)governam usam os termos, tratam as funções e o enquadramento funcional roça o patético e o disfuncional.


25 de junho de 2022

CIMU-SICÓ – Obra-Sem-Fim

Na última reunião da “Junta”, a doutora Odete quis saber se, depois de decorrida mais uma extensão do prazo de entrega da obra, estabelecido para o próximo dia 4 de Julho (já se perdeu a conta ao prazo e às extensões - vai com mais de OITO anos de tempo de construção), a obra estava finalmente concluída e quando poderia ser visitada.

A doutora Odete não terá tanto carinho por esta “obra-estratégica” (como lhe chama o profeta Pedro – Deus lhe perdoe) como o Pedro, mas gostaria, com certeza, de dar o seu passeiozinho até à Nossa Senhora da Estrela, fazer a sua oraçãozinha na capelinha e posar para as fotografias no Mamarracho.  Mas o Pedro, coitado, não lhe pode fazer a vontade. O Pedro é um Profeta da Boa-vontade, dos desejos, não das concretizações materiais. Dessas julgava, ele, que o Navega tratava; mas o infeliz arquitecto, se alguma vez teve essa vontade perdeu-a quando se viu metido naquele delírio. Daí que ninguém saiba como e quando vai acabar a estouvada obra. O obras-tortas anterior (P. Murtinho) foi justificando os atrasos do empreiteiro com indefinições da câmara sobre as instalações técnicas (água, luz, comunicações), o actual com as exposições.

Toda a gente com dois neurónios a funcionar já percebeu há muito que aquela tontaria foi desvario absurdo e megalómano que ninguém sabe como finalizar, que vai continuar a consumir recursos e vai ser um enorme sorvedouro deles no futuro.

Bem pode a doutora Odete esperar sentada pelo seu passeiozinho político-religioso à serra. O Mamarracho não terá fim ou terá um fim que não merece visita. 



23 de março de 2022

Sobre a reunião da “Junta”

A “Junta” reuniu quinta-feira passada. Da agenda ressalta, para além da aprovação de mais um chorrilho de subsídios e “esmolas”, agora retirados da reunião transmitida para serem encobertos na não transmitida, a aprovação da extensão do prazo de construção do CIMU-SICÓ (agora EXPLORE-SICÓ) e o lançamento, por atacado, de uma dezena de concursos para admissão de pessoal. 


O doutor Pimpão limitou a sua participação na reunião ao Período-Antes-da-Ordem-do-Dia (PAOD), que aproveitou para adular os serviços que dirige e a comunidade pelo apoio aos refugiados da Ucrânia; mas, quando perguntado sobre o tipo de acolhimento prestado, mostrou desconhecimento da realidade e passou a questão para a doutora Catarina que pouco mais sabia. Depois, quando confrontado com as indignas condições de acolhimento (amontoados numa cave fria) engasgou-se. E de seguida, informou os presentes que, por motivos de agenda (naquela casa até a gestão da agenda é um problema!), tinha que se ausentar (foi, com certeza, rotear ou alimentar o facebook) e delegar a condução da reunião na descontextualizada doutora Marto, que, coitada, lá cumpriu as formalidades penosa e arrastadamente.

O CIMU-SICÓ foi lançado há QUINZE ANOS(!) e a sua construção iniciada há OITO ANOS (!), com um interregno pelo meio. Entretanto, a construtora - Soteol, SA - pediu e a câmara concedeu a extensão do prazo por mais 150 dias, por agora. É sabido e ressabido que ninguém acredita que a obra seja concluída pelo preço e prazo acordados. Mas os nossos (in)decisores políticos continuam a deixar-se enganar e a tentar enganar-nos. Já assumem que o mamarracho é um erro arquitectónico e um sorvedouro de dinheiros públicos ao longo do tempo, mas são incapazes de tomar a decisão que se impõe: DEMOLIR. 

A doutora Catarina – agora alcandorada a  gestora de Recursos Humanos – levou à reunião uma dezena de concursos, por atacado (em conjunto), para admissão de seis dezenas de funcionários, do lote de 216 previstos, que acrescentam 1.000.000 € ao Orçamento de Pessoal de 2022 e seguintes, sem fundamentar, em concreto, cada concurso e cada admissão, chegando ao ridículo de afirmar, “sabem como é, estas coisas são discutidas com as chefias e entre nós”. 

Apesar do irrelevante impacto financeiro, levam - bem - à reunião do executivo cada subsídio pontual. Mas, no que concerne  às admissões de pessoal, que comprometem despesa de milhões durante uma vida, levam tudo por atacado, logo sem fundamentação clara. 

PS: De entre muitos, a câmara concedeu um subsídio de 1000 € a uma tal Sicó-trilhos, para um trail em Abiul. A doutora Gina interveio, e justificou a prenda muito bem – é especialista na matéria. E o doutor Luís elogiou-a. 

2 de junho de 2021

Explore Sicó...até ao tutano

Num dos thriller's de fim de mandato com que D. Diogo presenteia os súbditos, amiúde, chegou a vez do Cimu-Sicó, agora renomeado de "Explore Sicó". Não, não é um filme sobre a pedreira que esventra a serra todos os dias sem que o poder local mexa um dedo para o impedir. Nem nenhum documentário sobre o canhão do Vale dos Poios. É um vídeo promocional daquele mamarracho que o ainda presidente está empenhado em deixar para quem lhe suceder. Feitas as contas, terminando a obra, nem cinco milhões de euros vão chegar para pagar a factura. A última contabilidade apontava para dois milhões e 200 mil euros enterrados na serra. 

E o mais grave, sabemos, nem é tanto o não saber o que se vai lá fazer. A isso já estamos habituados. É mesmo a existência daqueles gigantes de betão, que haveremos de pagar caro, muito caro, para sempre entranhados numa paisagem única. 

Às vezes, aqui no Farpas, duvidamos da sanidade mental dos eleitos. E não é só dos que têm funções executivas. Também nos compreender que a maquete gigante, no valor de 250 mil euros, tenha passado na AM sem contestação.

E de pensar que tanto nos insurgimos contra o mamarracho do Cardal. E que foi o próprio Diogo Mateus que agarrou na proposta do farpeiro (à época vereador) Aníbal Cardona e mandou demolir a coisa. 

Eu confesso que muito gostava de saber o que pensam daquilo os candidatos já anunciados ao cargo de presidente da Câmara: Pedro Pimpão (desse não sabemos a opinião sobre nada, é muito poupadinho), Odete Alves, Jaime Portela, Célia Cavalheiro e Nuno Carrasqueira. Será que sabem que quem vai atrás molha no vinagre?




8 de março de 2021

Recomeçaram as obras no Elefante Branco CIMU-SICÓ

Depois de uma paragem de QUATRO anos, as obras no Elefante Branco CIMU-SICÓ recomeçaram, com a expansão do mamarracho e arrastando a serra à volta para junto dele, tentando escondê-lo. A saga continua; as asneiras avolumam-se.

D. Diogo governou com o impudente desprezo de tudo o que não fosse ele mesmo. Deixa-nos um legado de feridas profundas: na paisagem, no urbanismo, e no espírito de muita gente.


10 de dezembro de 2019

O inconsciente é tramado

A troca recorrente de doutora Ofélia por doutora Odete, pelo doutor Coucelo, quando respondia à doutora Ofélia, causou alguma preocupação entre amigos e conhecidos do doutor que assistiam à transmissão da AM.
Mas o Farpas explica o sucedido com o vídeo abaixo e um pouco de teoria freudiana… E desta forma desculpa e descansa todos.
O inconsciente é tramado. Até o Pedro Pinto (CDS), coitado, que ainda não tinha falado, sentiu na pele a irritação do doutor.


21 de novembro de 2019

CIMU-SICÓ – abandono total

Em Maio de 2017, a construção do CIMU-SICÓ parou; no dizer da câmara, porque a construtora abandonou a obra. No entanto, as obras já se arrastavam há mais de um ano. 
A partir daí, a obra foi deixada ao abandono total: sem vedação e sem qualquer vigilância - colocando em risco as crianças (vale, que por lá não há muitas!).
Recentemente a câmara lançou novo concurso. Ficou deserto. Fica definitivamente demonstrado que aquela obra - de mais de dois milhões de euros - não interessa a ninguém, nem às empresas de construção.
Perante os factos, só resta uma solução: demolir. Mas faltam duas coisas (raras): honestidade e coragem, para reconhecer o erro e para deitar abaixo.
Diogo: não deixes o berbicacho para o teu sucessor.


31 de agosto de 2018

CIMU-SICÓ – é para demolir?

A construção do CIMU-SICÓ está parada há dois anos e meio; no estado que o vídeo mostra! O CIMU-SICÓ foi apresentado, em 2007, como um projecto grandioso – megalómano, até – com duas valências essenciais: (1) divulgação do património histórico e cultural da região; (2) centro de apoio aos desportos de natureza e turismo. O projecto é uma aberração arquitectónica, tanto no que se refere ao enquadramento paisagístico como à funcionalidade interior (um labirinto disforme com corredores e inúmeras salas). Ao longo dos doze anos de criação do mamarracho, a câmara nunca conseguiu aportar-lhe conteúdos/valor que justificassem o elevado investimento e a descaracterização da paisagem protegida. Depois do fraco interesse das diversas entidades pela vertente da divulgação do património histórico e cultural da região – o Centro Ciência Viva afastou logo a possibilidade de ali instalar um pólo – o projecto ficou, em grande parte, amputado da primeira valência e resumido à segunda - desportos de natureza e turismo –, a que a câmara pensou, recentemente, agregar uma ponte suspensa sobre o Vale do Poio – mais uma bizarria. 
Entretanto, a câmara estabeleceu um protocolo com o Grupo de Protecção da Sicó (GPS) que “prevê a cedência do direito de superfície da antiga Escola Primária de Ereiras a favor do GPS, e que permitirá a ampliação daquela infraestrutura, com vista a receber o Centro de BTT Sicó, projecto que pretende instalar uma rede de trilhos pedestres e cicláveis na Serra de Sicó". O protocolo acrescenta que “o Centro de BTT Sicó pretende ter um papel fundamental na potenciação das actividades de cycling e walking no Maciço Calcário Sicó-Alvaiázere, assumindo-se igualmente como um pólo de promoção de Turismo de Natureza descentralizado dos principais centros urbanos”. Com o protocolo estabelecido, a câmara apoia e financia a criação de uma estrutura, próxima do CIMU-SICÓ, que vai fazer exactamente o que o CIMU-SICÓ se propunha desenvolver - desportos de natureza e turismo. Perante esta duplicação de meios pergunta-se: - Com o protocolo estabelecido, o executivo – Diogo Mateus – prepara-se para, assim, justificar a demolição do mamarracho (está numa fase em que os prejuízos, apesar de tudo, são ainda moderados)? Defina-se, presidente; a duplicação de infraestruturas e de meios não é aceitável. Esclareça os pombalenses; são eles que pagam estes desmandos. 

PS: Faz sentido a criação de uma estrutura minimalista para apoio às actividades/desportos de montanha. No entanto, parece-me que as Ereiras não é o local mais indicado. Por todas as razões (localização, atractividade, potencial turístico, etc.) a Aldeia do Vale é o local ideal.

12 de fevereiro de 2018

O Farpas foi à assembleia

…Com a Virgínia Leitão a colocar as questões que urge clarificar sobre os investimentos que a câmara está a realizar nos Poios.
Diogo Mateus sentiu o toque, e a necessidade de (se) justificar…

Pelo meio das longas explicações percebeu-se que grande investimento para a área do turismo – a Ponte Suspensa sobre o Vale do Poio Novo - foi-se, morreu à nascença. A vereadora Ana Gonçalves já teve melhores dias, e algum poder…

1 de fevereiro de 2018

Olha que não! Olha que não, Renato

Nota prévia: O Farpas está agradecido ao Renato Guardado pela sua participação no debate sobre os investimentos que a câmara está a realizar nos Poios. Exercer a cidadania, debater a coisa pública com os cidadãos, deveria ser um dever de cidadania, nomeadamente por parte de quem exerce ou exerceu cargos políticos; mas, na ausência de políticos capazes de dar a cara pelo que fazem, transformou-se num favor, que creditamos com gosto. Mas convém lembrar que a participação no debate foi, também, ou acima de tudo, uma oportunidade, para, finalmente, o Renato Guardado, em seu nome, e em nome do poder que representa, informar e esclarecer os residentes nos Poios, na Redinha e em Pombal, sobre o que andam a fazer na serra com o nosso dinheiro. No entanto, a gratidão devida não o isenta ao contraditório, nomeadamente quando opina sobre os d` Casa, ou debita juízos inconsistentes sobre as temáticas em discussão.

Ouvindo as suas intervenções no debate e lendo o post, percebe-se que para o Renato Guardado “tornou-se evidente que a questão apresentada encerra em si uma forte carga negativa sobre o tema”. Não foi isso que achou a ampla plateia - os residentes nos Poios e na Redinha, a quem nunca ninguém passou cartão, informou ou deu explicações - e não é isso que a semântica da frase mostra: a questão é muito neutra; os tempos verbais, “valorizam” ou “estragam”, são antónimos, como seriam, também, os termos “beneficiam” ou “prejudicam” (numa linguagem mais técnica).
O Renato Guardado acusa-nos de procurarmos gerar “um certo alarmismo” e de “manifestação de um mero preconceito e uma tentativa de manipulação da opinião pública”. Discordo totalmente. Procurámos exactamente o contrário: o confronto aberto e livre de duas posições contrárias - a melhor forma de formar opinião -, ouvindo todos. Acho que o conseguimos, mas aceito opinião contrária… Por outro lado, não fomos alarmistas: não dissemos que o CIMU vai deslizar e arrasar a aldeia dos Poios ou que o rabisco da Ponte Suspensa no Vale do Poio vai cair em cima dos caminhantes.
No debate, tivemos mais o Renato Guardado político do que o arquitecto. Nada a opor; foi escolha sua, que respeito. Mas registo e realço que defendeu os investimentos com argumentos políticos pouco consistentes e até demagógicos. Quando afirma que tanto na localização, como no programa, e até mesmo sobre a arquitetura do edifício saliento que houve à época da conceção do projeto um consenso alargado entre os vários parceiros do mesmo” e, agora, se verifica que ninguém ou muito poucos (onde ele talvez se inclua) defende a localização, o programa (já abandonado, em boa parte, pela câmara; digo eu) e a arquitectura, podemos concluir o seguinte: o consenso era aparente, como acontece sempre com poderes autocráticos.
No que se refere à implantação do edifício, afirma o Renato Guardado, que apesar de “parecer não coincidir com o projetado, realço que essa impressão é gerada pelo facto de a obra não estar terminada e faltar fazer a reposição de terras no local”. As terras nas imediações não foram movimentadas; a estrada, única – no lado com maior impacto negativo - está no mesmo sítio. O Renato Guardado defende a subida da cota da estrada, vários metros, para enterrar o edifício? Com este argumento o Renato Guardado reage como o alfaiate que enfrenta o desgosto do cliente com a prova do fato: culpa o cliente por não caber no fato feito à sua medida, e aconselha-o a colocar uns enchumaços.
Relativamente à desvalorização do impacto do(s) empreendimento(s) na paisagem protegida, com base no argumento de que “o edifício é apenas uma ferramenta que virá facilitar a implementação” de uma “estratégia de intervenção no território, julgo ser difícil considerar que a mesma venha estragar a Serra do Sicó”, por respeito ao autor dispenso-me a classificá-lo.
Sobre o investimento da Ponte Suspensa sobre o Vale do Poio Novo, divulgado e programado pela câmara, Renato Guardado agarra-se a uma imagem simples e inócua, criada pelo Farpas, para ilustrar, na ausência de outra, a prevista ponte, para afiançar que “a imagem apresentada no debate é uma ilustração feita pelos “da casa Farpas”, com um propósito de orientar os leitores e os presentes para uma opinião negativa sobre a mesma. Formular esta imagem e esta opinião sem conhecer o verdadeiro projeto, considero ser a manifestação de um mero preconceito e uma tentativa de manipulação da opinião pública”. Demagogia pura. Depois contesta, sem razão, a divulgação, no debate, pelo outro orador, dos 420.000€ programados no Pano de Investimentos para a construção da referida ponte. Quem orçamenta 420.000 € para a construção de um equipamento num local problemático deve ter uma ideia clara do que pretende fazer, deve discuti-la com a comunidade, e ouvir. Convinha que tivessem aprendido alguma coisa com o desastre do CIMU-SICÓ.

23 de janeiro de 2018

Os investimentos na serra em debate no Farpas


Os debates do Farpas prosseguem em 2018, ano em que completamos 10 anos de vida. O próximo acontece já na segunda-feira, 29 de janeiro, pelas 21 horas, no Café Concerto, e traz à discussão um tema polémico: os investimentos anunciados para os Poios, na Redinha, valorizam ou estragam a serra? Dois oradores convidados vão apontar prós e contras, num debate que só faz sentido com a participação de todos os que se interessam e preocupam com o futuro da serra de Sicó. A anunciada ponte suspensa e o reconvertido Explore Sicó (Centro de Interpretação) estão em cima da mesa. Venham daí discuti-los!

4 de maio de 2017

O (falso) momento Zen de D. Diogo

No meio do longo exercício de malvadez que foi a última AM, D. Diogo introduziu o seu momento Zen – momento em que se apresentou como um santo. Mas reparem bem na malvadez do momento: no meio da discussão do processo dos 506 m€ de indeminização, D. Diogo informa a assembleia que o/a responsável pelas críticas ao CIMU-Sicó está identificado/a e está na sala, mas ele nunca vai dizer quem é. Como se não tivesse, naquele momento, apontado e exposto a vítima - que sentiu imediatamente o ferrete e expressou-o bem.
O CIMU-Sicó é o maior desastre (económico, arquitectónico e paisagístico) cometido em Pombal pelo poder local democrático. Toda a estrutura da câmara sabe quem é, desde a primeira hora, o pai e o padrinho do projecto. Mas se a coisa corresse mal, toda a gente sabia que D. Diogo encontraria um  “Bode expiatório”. Está encontrado. Não disse o nome! Não era necessário.
Já agora, pergunta para os mais distraídos: quem é a vítima?
1 – Paula Silva
2 – Renato Guardado
3 – Pedro Murtinho
4 – Outro