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24 de agosto de 2025

Assalto ao poder na Caixa Agrícola de Pombal

Nesta malfadada terra, a política deixou de ser um ideal. É agora - como nos anunciam - um estratagema para voar mais alto. Voar alto, muito alto, é uma ambição tola, própria de tolos, muito bem tratada na mitologia grega, e ao longo dos séculos pela grande literatura e pintura. Por cá, o próximo voo mais alto já arrancou e termina dia 12 de outubro, com a eleição do doutor Pimpão; o seguinte, assalto ao poder na Caixa Agrícola, está em fase de preparativos e terminará no início do novo ano - se conseguir levantar voo… 



Diz-se, há muito, que a política perdeu a corrida para o mundo dos negócios. Mas por aqui também já a perdeu para os empregos chorudos. Agora o que está a dar, o que anima a nossa classe política e/ou dirigista oportunista, são os tachos na “administração” da Caixa Agrícola, bem remunerados, cheios de mordomias e sem controlo de quem o deveria fazer – Banco de Portugal e afins. 

No tempo em que a generalidade dos partidos não consegue seduzir pessoas para as listas de candidatas aos diferentes órgãos autárquicos, e só o partido no poder (PSD) consegue cumprir os mínimos - apresentar listas a todos os órgãos –, um pequeno grupo de “primas-donas”, caciques e ex-caciques locais, que cresceram e engordaram à sombra do poder instalado nos paços do concelho, cirandando pelos tachos disponíveis na praça, apoiam-se no poder instalado e lançam-se no assalto ao poder na Caixa Agrícola. 

Sempre aqui saudámos as disputas e as renovações de poder nas instituições e entidades públicas ou privadas (que mexem em coisa pública), nomeadamente no malfadado associativismo local, que, em muitos casos, é falso associativismo. Mas ultrapassa o inimaginável - não lembra sequer ao Diabo - que criaturas supostamente esclarecidas queiram disputar as eleições para os órgãos de uma associação a que nunca estiveram ligados, para a qual não possuem currículo, e de que não são sequer sócios! A Caixa Agrícola não é uma associação de vão-de-escada, que organiza umas festas e vende umas cervejolas; é uma entidade financeira, que opera num mercado exigente, onde o rigor e a honorabilidade são a marca-de-água da sua credibilidade e condições críticas para o exercício da sua actividade, junto de quem aí aplica as suas poupanças. 

Bem sabemos que nesta terra vale tudo para quem está ancorado no poder instalado, mas há manigâncias que ultrapassam todos os limites. E um dos limites de voar muito alto é ser derretido pelo Sol, como bem ensinou a mitologia Grega.

10 de outubro de 2022

A democracia segue dentro de momentos




O PS local acaba de eleger para seu representante máximo o jovem Joel Gomes (o nosso Joelito, de que certamente se recordarão), que assim sucede a Odete Alves - que se mantém apenas como membro da comissão política concelhia, mas de fora do secretariado. 

O jovem Joel, que está alheado de tudo o que é órgão autárquico e movimento cívico aqui na terra (e fora dela também não lhe conhece actividade), tenta assim manter-se à tona, na luta pela sobrevivência política. Rodeou-se de um conjunto de personalidades que já deram o nome para as listas em actos eleitorais - e que agora, por terem pago as quotas, foram parar aos órgãos do partido.

Já no PSD, que foi a eleições na altura do Bodo, promovendo Humberto Lopes (presidente da junta de Almagreira) a líder, aconteceu o contrário: houve quem aparecesse para votar, integrando as listas, sem sequer fazer parte dos cadernos...

E é neste caldo que andam a ser cozinhados aqueles que a seguir nos vão governar. Houve tempos em que nos partidos havia algum critério. Talvez ainda exista nalgumas terras. Noutras, simplesmente a malta já desistiu: na Batalha, Alvaiázere e Pedrógão Grande, o PS nem sequer apresentou listas, sendo que no último era poder até 2021; no penúltimo perdeu as eleições por pouco mais de 30 votos. E no primeiro...é como se tivesse ganho. 

30 de outubro de 2019

No melhor pano cai a nódoa


Elevada à categoria de benemérita por todo o concelho, a Caixa de Crédito Agrícola de Pombal atravessa - por estes dias - algumas provações.

Estão por explicar as trapalhadas sucessivas no processo eleitoral, que, por agora, terminou com o cancelamento das eleições para os órgãos sociais da cooperativa, onde de vez em quando "é preciso mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma".
Decididamente, por cá, o associativismo e seu parente cooperativismo, convivem muito mal com a transparência e eleições livres. Mesmo em organizações que, supostamente, são alvo de controlo apertado por entidades de supervisão.
O resto são rumores, e até que se transformem em factos, não passam disso.

15 de fevereiro de 2018

Manuel António sucede a Pedro Pimpão

Manuel António, ex-presidente da Junta Freguesia da Guia, de onde saiu por ter atingido o limite mandatos e manchado com acusações de má gestão pelos seus companheiros de partido, vai provavelmente assumir a presidência da concelhia do PSD.
Pedro Pimpão sai por ter atingido o limite de mandatos; mas cozinhou, com a mestria do chefe-escuteiro, uma sucessão de continuidade que lhe assegura futuro no partido.
José Gomes Fernandes, vice-presidente da concelhia, está fora da corrida: distanciou-se (ou foi distanciado) “dos jogos de interesses pessoais de velhacos ou dançarinos”, mas promete “assumir o papel de guerreiro habitual na próxima oportunidade”.

Os partidos precisam de alternativas e, até, de contestação interna, para que mediocridade não medre e as águas não se tornem insalubres.   

26 de maio de 2016

Os donos da bola

No meio do parco espírito associativo que caracteriza esta terra, talvez poucos tenham dado conta de que a direcção do Sporting Clube de Pombal está demissionária, há várias semanas.Enquanto os poucos sócios interessados aguardam  Assembleia Geral, a 9 de Junho, a direcção (que esteve menos de um ano em funções) partiu-se em duas listas, potenciais candidatas à liderança do clube. Ou melhor: o presidente demissionário, Manuel Matias, recandidata-se por um lado; do outro aparece José Guardado, candidato à Câmara pelo CDS nas últimas autárquicas, e que já nas últimas eleições era dado como certo na corrida à liderança. Dois professores aposentados, com tempo e vontade para isto. Mas há sempre lugar para o insólito, no Pombal ocidental: dois vice-presidentes do clube, demissionários, usaram esta semana a imagem do Sporting de Pombal para um comunicado (que deveria ser pessoal) divulgado em 1/4 de página no Pombal Jornal. Pergunta para queijinho: qual das listas vão integrar?

6 de março de 2016

A unanimidade, segundo o PSD de Pombal

Pedro Pimpão foi ontem eleito presidente da comissão política do PSD local. Foi-o pela terceira vez, sem oposição. Não se sabe por quantos votos (a comunicação do partido é boa, mas filtra, como é função das agências e/ou dos assessores), apenas que foi por unanimidade. 
Ao olhar para o resultado das eleições e ao mesmo tempo para a lista que compõe a "nova" comissão política, temos aquela estranha sensação de calmaria, típica dos momentos que antecedem um tsunami. E Pedro Pimpão sabe-o bem. Lendo o desabafo que escreveu na sua página oficial de facebook, em fim de noite, percebe-se a escolha das palavras: "(...)o que me assusta dada a enorme responsabilidade que assim recai sobre os meus ombros, mas que está em perfeita consonância com o objectivo de unir o PSD/Pombal.

Agradeço este (excesso) de confiança e prometo que me vou empenhar para não desiludir aqueles que acreditam no nosso trabalho, assim como, tudo farei para que os Pombalenses se revejam cada vez mais nos nossos projectos, ideias e candidatos que devem ter como principal objectivo Afirmar Pombal!"
Ora acontece que 2017 é já para o ano. E a comissão política que vai decidir sobre elas é constituída por esta mistura explosiva que a foto documenta. Nota positiva para a quantidade (e a qualidade, sobretudo) de mulheres na equipa de Pedro.


ps1: Narciso Mota ficou como presidente da mesa do plenário.
ps2: José Grilo preside ao conselho consultivo.
Ps3: o que é que fizeram a Rodrigues Marques?

11 de julho de 2013

Também não percebo isto

Apenas para dizer que, no seguimento do post anterior, se não percebo umas coisas, também não percebo coisas semelhantes/análogas, evitáveis até por todas as leituras que se fazem directa ou indirectamente. Uma coisa é fora de campanhas e de períodos pré-eleitorais, pedir a colaboração de políticos para acções como vendas de jornais para determinadas causas ou galas ou afins. Isto, parece-me, é misturar planos que não devem ser misturados. Mas pode ser de mim. Irrevogável também já significou uma coisa e agora, aparentemente, é outra.

10 de julho de 2013

Coisas que não se percebem

Sinceramente, da primeira vez que vi, nem reparei. Afinal, era uma fotografia normalíssima de campanha. Mas depois, numa rede social, houve quem reparasse no lado esquerdo da fotografia. E por motivos perfeitamente dispensáveis. É que sinceramente, isto é dos livros: não basta ser, tem que se parecer. Pensava eu que era uma lição aprendida em Pombal.

9 de julho de 2013

Braço-de-ferro

Consta que é a actividade mais praticada no Largo do Cardal. Há outra, que fará concorrência com a actividade situada no topo do Jardim do Cardal, mas do outro lado da Igreja. Voltando ao braço-de-ferro, o desfecho terá naturais influências no que há-de ser, se Setembro se confirmar de laranja. Mas, sobretudo, mostra bem a pior face daquilo que têm sido estes 20 anos. Mas nisto, parece-me que estarei a ensinar a missa ao padre. Quem quer fazer diferente sabe bem. E tem dois combates importantes. Mas se perder este, mesmo que ganhe o segundo (confirmando-se, repito), terá 4 anos complicados devido a uma tutela que não quer largar. Terá? Teremos.

17 de maio de 2013

CDS tem candidato


Até o CDS já tem candidato: José Guardado (uma personalidade ativa, profissional e politicamente, que por aqui tem frequentemente aparecido com a propósito).
À esquerda tudo morto. Ou como diz a raposa para as uvas: estão verdes!

6 de junho de 2011

Representatividade e "mentira de Hondt", ou a história circular de umas eleições

Não sendo pacífica a minha opinião (nem nos meus colegas "da casa" eu colho apoios), sou contra este sistema de Círculos Eleitorais. Pelo menos quando alguns são tão pequenos como Portalegre, por exemplo, que elege apenas 2 deputados.

Junte-se a isto as regras do método de Hondt, e verificamos que comparar a percentagem de votos obtidos, com a percentagem de "lugares sentados" na Assembleia da República, é como comparar o "you know what" com a feira de Borba.

Eu que não sou "professor dos números" olho para isto com confusão, e deixo de peceber o significado do termo "representatividade.

Legislativas - Análise por distrito/Círculo

Antes de nos debruçarmos nos resultados do concelho e do distrito, fica aqui um panorama nacional das alterações ontem verificadas, em termos de mandatos (deputados eleitos), na comparação entre estas legislativas e as de 2009.
Nos Círculos de Bragança, Castelo Branco, Évora, Portalegre, Vila Real e Madeira, não houve qualquer alteração.
Nos Círculos de Aveiro, Beja, Açores, Viseu e Guarda, o PSD ganhou 1 deputado ao PS.
Nos Círculos de Leiria e Santarém, o PSD ganhou 2 deputados, 1 ao PS e 1 ao BE.
Em Coimbra, o PSD ganhou 1 deputado ao PS, e o BE perdeu 1 deputado, resultante da diminuição de 1 deputado neste Círculo.
Em Faro (que ganhou 1 deputado), o PSD e a CDU ganharam 1 deputado, e o PS perdeu 1 deputado.
Em Braga, o PSD ganhou 3 deputados - 2 ao PS, e 1 ao BE.
Em Setúbal, o PSD ganhou 2 deputados ao PS, e o CDS ganhou 1 deputado ao BE (interpretação minha).
Em Lisboa, o PSD ganhou 5 deputados ao PS, e o CDS ganhou 2 deputados ao BE.
Já no Porto, o PSD ganhou os mesmos 5 deputados, capitalizando todas as transferências de voto. O PS perdeu 4 deputados, e o BE perdeu 1 deputado.
Atente-se que PSD, CDS e CDU não perdem deputados em nenhum distrito, e verificam ganhos, e que, ao invés, PS e BE não ganham deputados em qualquer distrito, verificando perdas significativas.

24 de janeiro de 2011

A meia vitória

Pombal ainda é o que era. A maioria não vota, e quando vota é como ontem. É esta, afinal, a "terra da meia vaca", como escreveu Maria Luís Brites. Se isto é apenas um meio país, a mim o que me espanta é tanto interesse em falar aos jovens, pelos jovens e dos jovens. Sim, esses mesmo, os que se licenciaram para o desemprego e para os recibos verdes. Assim se percebe que nem sequer tenha havido festa.

No Cavaquistão, ganhou a abstenção

Resultados em Pombal


Cavaco Silva: 15491 votos; 71,34%

Manuel Alegre: 2414 votos; 11,12%

Fernando Nobre: 2408 votos; 11,09%

Manuel Coelho: 652 votos; 3,0%

Francisco Lopes: 521 votos; 2,4%

Defensor Moura: 227 votos; 1,05%


Brancos: 1207 votos; 5,17%

Nulos: 436 votos; 1,87%


Votantes: 23356; 42,08%

Abstenção: 32145; 57,92%

22 de janeiro de 2011

Votar é preciso

Também passo por fases de desalento, com o meu Pombal e com o meu país. Percebo a descrença, a angústia e o laxismo de quem deixa cair os braços. E deixar cair os braços é abster-se. Mas não sou capaz de encarar essa resignação e assobiar para o lado.

É preciso ir votar, sim. Mesmo quando há um suposto vencedor antecipado. Mesmo que seja em branco. Mesmo quando a televisão nos faz acreditar que está tudo decidido, às vezes em exercícios que envergonham. Não importa nada disso. É preciso não deixar que os outros decidam por mim, por nós.

Porque no meu país morreu muita gente pelo direito ao voto. E encará-lo como um dever é o mínimo que podemos fazer para honrar os que tanto lutaram por ele, sob pena de o perdermos de novo, um dia destes.

Se não deixar mais nada aos meus filhos, que lhes deixe ao menos os valores em que acredito.

21 de janeiro de 2011

Dúvida existencial

Quando a campanha terminar, peço a um qualquer iluminado (neste caso desconfio que não pode ser nenhum d'Os da Casa) que me explique o que leva um Presidente a não exercer o direito de veto na lei que dita os cortes de financiamento aos colégios privados. Aqueles que lhe fizeram claque ao longo das últimas semanas.


Cavaco Silva, o timoneiro, fotografado em 1985 para a Grande Reportagem.
O homem que não é político já fazia politica em 1985 – e esta capa da Grande Reportagem (de boa memória...), é disso boa prova. “O Endireita” não era ainda sequer primeiro-ministro, tinha acabado de conquistar o PSD, como escrevia então José Júdice, “invocando meia dúzia de vezes o nome de Sá Carneiro, falando no “destino” e no “fado”, e dizendo que as palavras do falecido fundador do PSD tinham sido para ele como os primeiros acordes da 5ª Sinfonia”. Ou, de forma mais crua: “o cumprir de mais uma pancada do destino”.
25 anos depois, Cavaco aí está, querendo endireitar de novo o país.
Desta vez, ninguém pode falar em “surpresa” – e os que nele votarem não se poderão queixar de não saberem quem é a figura, e do que é capaz...
Esta Grande Reportagem de 1985 era dirigida por Barata-Feyo e alimentava uma equipa de luxo, de Vasco Pulido Valente a Adelino Gomes, de Miguel Sousa Tavares a Fernando Gaspar, de Joaquim Furtado a Agustina Bessa-Luis...




19 de janeiro de 2011

Presidenciais: não voto

Conheci-o melhor nesta campanha: não me vendia um carro em 2.ª mão. Além disso, parece sofrer de Alzheimer…

Desiludiu-me, ou iludi-me. Apesar disso, numa 2.ª volta votaria nele. Não votarei!

Nunca votarei num monárquico para Presidente da Republica. Ainda por cima Nobre!

Está a fazer o tirocínio para Secretário-geral do PCP. Para Secretário-geral do PCP, se pudesse, votava nele.

Nunca votarei em alguém que assume que não concorre ao cargo a que se candidata.

Não é de cá, nem para cá. É da Madeira, fica bem por lá.

27 de outubro de 2009

O maior cego é que não quer ver…

Vasco de Graça Moura (VGM), um dos maiores ideólogos do PSD, afirmou um dia destes, num artigo publicado no DN, o seguinte: “O resultado das legislativas não se limita a traduzir a profunda estupidez com que o eleitorado nacional se comportou.”
Não me incomoda nada que VGM assim pense (porque a esmagadora maioria não pensa assim), antes pelo contrário. O que me aflige é que uma boa parte dos socialistas de Pombal, nomeadamente dirigentes, também assim pensa.

28 de setembro de 2009

A derrota da CDU

Como toda a gente afirma, a CDU perdeu as eleições de Domingo. Deixou de ser a terceira força política do país para passar a ser a quinta. Este facto parece estar assente numa lógica irrepreensível, apesar de ter havido mais 15 000 eleitores que confiaram o seu voto nessa coligação.

O problema é que a força da CDU não é visível apenas no Parlamento. Contrariamente ao CDS e ao BE, que esgotam a sua intervenção política no Parlamento e na comunicação social, a CDU tem uma forte implantação social, visível, por exemplo, nos sindicatos. Num cenário de maioria relativa, este facto deveria preocupar o PS. Se fosse eu que mandasse, tentaria um diálogo à esquerda, por muito que isso custe ao eng. Sócrates e aos socialistas que ainda não fugiram para o Bloco (e foram muitos nestas eleições).

Por isso, camaradas e amigos, apesar de "grande derrota" da CDU, anunciada pelos seus adversários em todas as eleições, fica a certeza de esta continuar a ser uma força política em crescimento, não só em percentagem, mas tembém em número de votos e de deputados.

Eu voto, tu votas, ele não aprende

Agora que já é outro dia, que já deixei para trás uma noite eleitoral, que por conjugação do destino dividi o mesmo espaço físico que Pedro Pimpão e não lhe pude ouvir qualquer declaração de vitória, porque o PSD perdeu um deputado no distrito e ele não foi eleito, percebi que Sócrates que não aprendeu nada com estas eleições. Bastou-me vê-lo, num filme da noite que as televisões fizeram o favor de voltar a passar, para ter essa certeza. É um tipo de sorte, ele. A coisa correu-lhe melhor que do poderia esperar: uma adversária que não conseguiu enganar toda a gente durante todo o tempo, revelando a fobia ao povo (muito visível nas arruadas), mais o tiroteio nos pés disparado por Cavaco.
Agora, que a noite caminha para o dia, podemos sempre concluir que em Pombal nem tudo está na mesma: O PS ganhou na freguesia/cidade (por apenas cinco votos, mas ganhou), mais na Redinha. É claro que este é e será, enquanto houver PSD, um laranjal. Mas ali na Rua Alexandre Herculano haverá quem fez contas estas noite, talvez até esperançado em ver estes resultados repetirem-se daqui a 15 dias. E na Luís Torres também se devem ter feito contas. O CDS há-de roer até as unhas dos pés por não apresentar candidato em Pombal. E o BE ainda não deve ter percebido bem como é que em política é possível fazer castelos no ar e ter gente a acreditar que são reais. Apraz-me também ver a subida da CDU, naturalmente. Porque o meu país caminha para a esquerda e o meu concelho ainda é Portugal.
Eu, que acredito cada vez menos nos políticos e me desencanto todos os dias com mais um ou outro, não vejo aqui os resultados das autárquicas, embora neles leia alguns sinais. E por isso faço votos para que o povo (pelo menos) vote. Já é bom sinal.

E durante muito tempo há-de martelar-me na cabeça a frase de Sócrates, no Altis, dirigindo-se aos fotógrafos: "façam o favor de se baixarem, que eu gostaria de falar às pessoas". Diz ele que "o povo falou bem claro". Só é pena que ele não tenha entendido.