Fica o meu elogio. Não creio que em Pombal isto seja possível, somos demasiado vaidosos...
"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
6 de julho de 2014
Torre de Moncorvo dá o exemplo
Fica o meu elogio. Não creio que em Pombal isto seja possível, somos demasiado vaidosos...
14 de janeiro de 2010
Correio dos Leitores
QUEM PARIU O EDITORIAL DA SEMANA PASSADA?
Caro leitor:
Quando leu o editorial da semana passada deste jornal, certamente se perguntou, “mas o que é isto?” Eu própria fiz a mesma pergunta. Primeiro porque desvirtua a natureza de um editorial, depois porque não faz qualquer sentido, e por fim, porque se trata de um ataque pessoal, não identificado, à minha pessoa.
Importa por isso esmiuçar “aquilo” e tirar conclusões.
No imediato podemos presumir que: quem o escreveu é alguém que tem poder, pois usou o jornal para aqueles fins; não é a direcção, porque nos habituou a outro nível; não é a redacção, que tem ideias organizadas e não tem medo de assinar o que escreve; não é jornalista, porque “aquilo” não é jornalismo.
Quanto ao texto propriamente, deixem-me explicar ao seu autor que não pode ter estado presente na Assembleia Municipal a que se refere, porque o que se passou nada tem que ver com o que diz. Será que alguém que esteve presente, bastante incomodado com a minha intervenção sentiu o rabo não esfolado, mas apertado e lhe foi soprar já noite dentro e noutro tipo de Assembleias aquilo que não aconteceu? Eu vou-lhe contar um segredo, chiu…., eu não ateei fogueira nenhuma, eu não procurei bodes expiatórios, eu não procurei culpados, malfeitores ou beneficiados, e muito menos culpei a câmara do que quer que fosse. Foi você com a sua espécie de editorial que fez isso tudo. Bravo! Aplaudo de pé, foi soberbo. Vou-lhe dizer outra coisa, eu fiz o trabalho de casa todo, e por isso a minha intervenção foi no sentido, não de atribuir culpas disto ou daquilo, mas de questionar opções camarárias. Assim, perguntei à Câmara porque motivo alterou o traçado inicial e se entendia que o traçado em execução era o melhor; porque não optou pela expropriação que seria mais barata para o erário público; porque vai executar um muro em pedra calcárea e gradeamento em madeira maciça e férro forjado a um dos proprietários cedentes e o qual o custo desse muro. O Sr. Presidente da Câmara respondeu dizendo que o traçado não era o melhor, mas era o possível, que não optaram pela expropriação, além do mais, pela morosidade da justiça, mas não respondeu à questão do muro e seu preço. A resposta a algumas questões e a não resposta a outras foram para mim e para quem estivesse atento uma resposta completa. Como vê, não fiquei a falar sozinha, o Sr. Presidente falou, e garanto-lhe que mais pessoas no executivo camarário falaram comigo, já para não falar nas restantes presentes naquela mesma Assembleia que também falaram umas com as outras e comigo. Para além disso, no espaço editorial da semana passada deste jornal, ali estava V.Exa a falar para mim e para os milhares de leitores, que por sua vez falaram com mais pessoas. Leia os blogs concelhios, vai ficar surpreendido! Já viu, de repente é o mundo inteiro a falar comigo e a falar de si. Eu de disparos e de alvos nada sei e você?
Mas digo-lhe também que não é qualquer objectivo de ascensão política que me move, quem me conhece sabe que não sou assim, eu luto por aquilo em que acredito, e sirvo os interesses de quem me elegeu, dos Pombalenses, todos e não apenas alguns. Foi aliás esse um dos compromissos que assumi aquando da tomada de posse e vou honrá-lo até ao final, doa a quem doer. Mas falemos antes de si, por ventura sentiu-se um bode … expiatório, claro? Deu ares da sua desgraça, porque lá muito no fundo sentiu que podia responder às minhas perguntas não respondidas mas respondidas? Eu também sei complicar quando é preciso. Espere, acho que já sabemos todos porque não assinou o texto da semana passada. Mas não lhe digo nada agora, daqui a uns meses, quando a obra estiver pronta, será tudo claro como água. Por isso, entretanto aproveite, colha os louros e vanglorie-se da sua magnificência, porque quando ficar tudo claro, vai ter de beber o vinho todo, para esquecer que um dia teve a infeliz ideia de escrever o que escreveu.
Por fim deixo-lhe ainda mais três conselhos: não atire a pedra e esconda a mão, isso não é bonito, é que sabe que os meninos que se portam mal não levam prendas no Natal, e depois já viu, não há excessos, nem há prendas, só dores de cabeça; se quiser falar comigo, não precisa de usar o jornal, sabe como me encontrar; tenha coragem, eu não disparo.
Despeço-me agora de si caro leitor, com estima. Creio que nesta fase chegámos todos a mais conclusões, não tão imediatas e muito mais sinistras do que as do início da nossa conversa. Acho que todos sabemos responder à pergunta que intitula este direito de resposta. E acho que “ele” sabe que nós sabemos quem ele é.
Assinado e sem medos,
Odete Alves
12 de agosto de 2009
Farpas dos Leitores
O Fundo do Vale
A minha cidade-natal (à altura vila), Pombal, fica, segundo me esclareceram há muito pouco tempo, num vale. Como vale que se preze, este foi formado pelo movimento das águas. Uma coisa o separa de outros vales, no entanto. Neste, por sobre cidade edificada e habitantes, corre ainda uma corrente. Uma que não molha nem gela, mas arrasta quem ali vive para as profundezas da ignorância e a foz do afastamento em relação a algo que deveria sempre estar ao alcance da mão: a política.
Está mais do que discutida a capacidade que o poder ter de revelar o mais profundo da natureza humana. Mais do que sabido que todos adoramos manter os nossos empregos e que, no limite - e Pombal, às vezes, parece-me ter atingido o limite - a emulsão da política na sociedade acaba por se tornar rotina. Pior, acaba por ser normal.
Perdemos a capacidade de indignação e, com isso, o direito a tê-la. Somos, quer queiramos quer não, eleitores mesmo depois de elegermos. E se não o quisermos ser por amor ao jogo político, que o sejamos, pelo menos, na defesa do nosso património e dos nossos. Num mundo ideal, sê-lo-íamos até em defesa da nossa honra e inteligência. As mesmas em que o Correio de Pombal cuspiu. E não é pela constante corrente asfixiante que corre por Pombal que o escarro se nota menos.
Ao publicar, em lugar de uma notícia sobre a JSD de Pombal, sem alterações que não duas expressões no final dos dois últimos parágrafos, um press-release emitido pela própria Jota, o Correio de Pombal tornou-se quase um Caronte para a corrente de que falo. O barqueiro que leva o pensamento livre, a ética e até a inteligência até ao seu destino final. Só as consequências podem ser mais graves por estarmos em clima eleitoral. O acto em si, a falta de independência, o ultraje e a negação da própria natureza do jornalismo que ali estão embutidos são gravíssimos em qualquer altura.
Podem achar que exagero, que a linguagem é demasiado lírica ou que o assunto, tratando-se "apenas" de uma Jota, é demasiado trivial. Mas a JSD tem peso em Pombal, junto de uma faixa importante. Pertence ao partido dominante, até ubíquo, e responsável pelo ambiente político de que João Alvim falou, e muito bem, num post anterior. Nesta situação, e tendo em conta que em Pombal não proliferam jornais, saber que o mais conhecido deles não é pessoa de bem parece-me o cenário perfeito para, caso decidamos não dar importância a isto agora, virmos nós próprios, pombalenses, a lançar a base para uma malha de influência e abuso do poder local ainda mais apertada.
João Gante
17 de março de 2009
UM AMIGO
Defendo sempre Pombal e as minhas origens. Mesmo quando o comboio, e eu próprio, só paramos no Entroncamento. Quem me conhece, e um ou dois conhecem (não é presunção), sabe que não ofendo nem pretendo ofender ninguém. Vim cá porque como diz o editorial: “Farpearemos os interesses e os poderes instalados (…)” Nunca as pessoas. “E daremos nota do gesto simples e desinteressado…” Só isso!
Os que estão fora, serão menos Pombalenses e tratarão pior a bola?
Estou a dizer isto por pensar que o “post” retirado pode ter um destinatário. Se for eu, desde que não ofenda a honra de nenhum de vós, das vossas e da minha família, não há problema, publique-se, posso bem com isso e não quero dar azo a “censuras”, nem “tirar o pio” a ninguém. Agradeço apenas que o autor dê a cara para eu lhe poder oferecer a outra face, e se faça a paz ou se cumpra a profecia. Espero saber responder. Se não for capaz. O máximo que posso fazer é exibir o meu metro e oitenta e cento e vinte quilos de peso. Nunca fui muito rápido. Agora, só com muito empenho, é que me mexo. O melhor que posso fazer é sombra em alguma baliza! Ou, tentar trazer alguém, “abalizado”, a este campeonato.
O Eça não farpeou, com fino humor, as Gouvarinhos e outras viscondessas e baronesas? Desrespeitou alguma pessoa, mesmo com esses títulos? Não! Ao que sei até se casou com uma! Dizem os eruditos, que quando começou a sua vida como Administrador do Concelho de Leiria, o Eça (consta que é verdade) no Carnaval de 1871, foi convidado para uma festa de salão em casa do Barão de Salgueiro (1), figura cimeira da região, como era o nosso Barão de Claros (2), que nessa altura tinha acabado de receber o título do Rei D. Luís. Tinha ido para Leiria na procura de algum recolhimento e se preparar para o exame de acesso à carreira diplomática e consular, de que as danças de salão eram uma parte, não menos importante, do currículo e garantia de que nos iria saber representar nos melhores Salões Internacionais, em que as danças e as senhoras tinham um papel importante, tanto nos bailes, como no jogo estratégico das nações. Nessa circunstância, porque achou graça, ou porque o ferrete lhe apertava – pois ainda não tinha trinta anos - o Eça fantasiou-se de Cupido e lá foi para a festa. Já o baile ia avançado e muitas e boas senhoras lhe tinham bailado nas mãos, não se sabe, se devido ao Cupido, se à fantasia, a Baronesa anfitriã afeiçoou-se dele e, pela noite adentro, conduziu-o a uma divisão mais humilde do Palácio – dizem uns, ao quarto da costura, e outros, que ao da criada. Porém, e há sempre um porém! A noite foi-lhe aziaga. O Barão, talvez por saber quem tinha, manteve-se à coca e foi no encalço do “Cupido” e da “Musa” que, de tão entretidos, nem o viram, sorrateiro, a entrar. A Nobre figura e respeitável Presidente da Câmara, pôs-se em “brios”. Sem alarde, pegou no nosso humorista atrevido e, conduziu-o pela escada sem lhe dar tempo para contar os degraus. Ele, que não ficou no melhor estado, regressou a casa. Aí, um amigo da Pensão onde vivia, que o viu sair em tão belo arreio, logo deu pela diferença no regresso e procurou indagar a razão. O Eça, que só queria recolhimento e passar discreto, apenas lhe respondeu: “Consummatum est – olha sou um Cupido desasado.”Rematando, assim, um dos incidentes que o foram ajudando a combater o aborrecimento em que se encontrava e a construir outras estórias que nos deixou.
(1) Não é nada, “nem da água nem do sal”, ao Barão de Vale Salgueiro, cujo titular, julgo ser o meu familiar, amigo e colega Dr. José Gomes Fernandes, o jovial “Menino Guerreiro” .
(2) - O Barão de Claros é só para ligar a história a Pombal. Não tem nenhuma outra utilidade. Tem tudo para ser redundante.
P.S.:
- A vitória do Guimarães, também me deixou desasado. Aqui estou a lutar com o aborrecimento.
Jorge Ferreira,
30/10/60Vermoil"
30 de janeiro de 2009
Go Shopping?
GO! GO! - não nos chamem parvos!
Leio que Pombal vai ter o seu Freeport.
Um investimento de 28 milhões que – único aspecto positivo, para os autores do "estudo de impacto ambiental" agora divulgado no site do Notícias do Centro – vai criar 721 postos de trabalho e permitir uma afluência de mais de 5 milhões de visitantes por ano.
Como é possível acreditar nestes números! Por favor, corrijam lá isso. Os pombalenses não são lorpas. Nem todos o são…
Cinco milhões? Nem em Fátima…
Ainda o GO! Shopping e os tais cinco milhões de visitantes. Estará o autor (ou autores) no seu perfeito juízo quando admitiram uma tal afluência? Haverá alguém, minimamente inteligente, que acredite ser possível atingir uma décima parte – ao menos! – desse fantasioso número? Olhemos aqui para o lado, para Fátima. Que, apesar de toda a promoção global que é feita, com a colaboração de Nossa Senhora, dos Pastorinhos e dos propalados Milagres, não consegue tantos milhões de visitantes.
Desçamos à terra, senhores…
Alfredo Faustino
10 de novembro de 2008
Farpas do Leitor
"Pombal oferece solução para a crise económica portuguesa com a organização do maior festival de música alguma vez visto na História da Humanidade. Moby, Linkin Park, Alicia Keys e Cold Play, líderes das charts mundiais, são apenas alguns dos primeiros nomes confirmados. Mas o Notícias da Terra sabe que Bono Vox já telefonou a João Vilaverde, o responsável pelo evento, a exigir actuar na primeira parte de Quim Barreiros. É em Julho do próximo ano, na última semana, aproveitando as outrora tradicionais festas da cidade, que Pombal recebe uma semana de música inaudita, culminando com as presenças culturais do Cirque du Soleil e David Copperfield. Este último já mostrou o seu contentamento em relançar a sua carreira nesta data fazendo desaparecer o artigo do PDM que impossibilita a implementação da grande superfície comercial no Casarelo, no centro da cidade.
Manuel Pinho, em declarações exclusivas, confirmou que este é um Projecto de Interesse Nacional e que tudo será financiado pelo Orçamento de Estado, acreditando que as multidões de milhões de estrangeiros que irão afluir ao centro do País vão gerar um aumento de receitas no Turismo nacional equivalentes a 3% do PIB. José Sócrates estará presente para entregar pessoalmente a cada artista um Magalhães.
Entretanto começam a chegar notícias de que os festivais de música na Europa que se realizam nesta data desistem, acusando de concorrência desleal a Pombal Viva, empresa promotora deste evento.
Alguns empresários locais já se preparam para capitalizar com o Mega-Festival. Falámos com Abreu João que confirmou estar a construir um novo hotel com capacidade para 10000 pessoas e a Quinta das Lágrimas em Coimbra afirmou estar a construir um novo espaço para receber as vedetas e contentar todos os seus caprichos: "Temos a experiência de receber pessoas de renome mundial. Ainda temos aqui guardados os chinelos que Keith Richards usou na sua última estadia e contamos que com este evento de tamanha magnitude ele ainda volte." disse o Sr. Júdice.
Nelson Mandela será o convidado especial, para subir ao palco ao lado de Ban Ki-Moon, secretário-geral da ONU, para apelar a Barack Obama por um compromisso mais sério para acabar com a fome mundial.
Narciso Mota, presidente da Câmara Municipal de Pombal, convida todos a estarem presentes, excepto "todos os políticos portugueses, porque não servem a democracia porque nunca trabalharam como eu, só protegem interesses e alguns ainda têm a lata de se afirmarem engenheiros sem antes de virem ao meu crivo técnico."
Isto foi o que me veio à cabeça depois de ver a lista de possibilidades que a PombalViva apresenta para actuar no Bodo 2009. Eu já votei, mas como qualquer outro comum cidadão não consegui perceber qual é a ideia. Era porreiro que o Sr. João Vilaverde viesse explicar a intenção, agora que está tão especialista em explicar o inacreditável. A ver: http://www.festasdobodo.
net/sondagem.php
Mail enviado por João Coelho. O que justificar não ser apenas um comentário pode vir aqui parar. Postem ou mailem, sff.
14 de maio de 2008
Dois pesos, duas medidas
"Publicidade sim; política não...
Aqui há uns anos, o PS colocou um atrelado com uns cartazes, contestando a política de Educação do município, nas proximidades do Largo 25 de Abril. Lesta, a Câmara Municipal retirou o referido atrelado, com o argumento de que se tratava de publicidade ilegal. De nada valeu a argumentação contrária dos socialistas. Agora, e já há vários meses, um atrelado semelhante, com publicidade comercial, está colocado na Avenida Heróis do Ultramar, como a foto mostra. Será que a fiscalização municipal, tão atenta a autuar os munícipes, ainda não deu pela infracção? Ou apenas existe infracção quando a publicidade é de âmbito político? Que opinião tem o senhor presidente da Câmara?"
As questões são tão pertinentes hoje como em Novembro do ano passado como quando se passou o que se passou com o PS. Mas já sabemos a resposta. Aliás, as respostas...