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6 de junho de 2026

Distrações da rapaziada

Actualmente, a política tornou-se numa das actividades mais reles que um humano pensante pode exercer, mas há protagonistas empenhados em rebaixá-la ainda mais.



O concelho precisa de realizar muita coisa essencial. Mas para isso é necessário e urgente destralhar muito circo. Enquanto não se apresentar, e for eleito, um candidato que se comprometa a acabar com estas farsas do Parlamento do Idoso, do Parlamento Jovem, do Parlamento das Crianças e outras frivolidades conexas, esta terra nunca sairá da cepa torta e aprofundará o seu declínio (relativo). 

12 de maio de 2026

A importância de pensar Pombal - um livro para memória futura


 

O jornalista Alfredo A. Faustino (meu querido mestre, um dos pombalenses que mais sabe sobre a nossa memória colectiva) acaba de publicar mais um livro, desta vez sobre a história do Rotary Club de Pombal, a que pertence desde o início, na década de 80. "Pensar Pombal - servir a comunidade" é a compilação de 40 anos da vida do clube, ao mesmo tempo que contribui para conhecermos e compreendermos "um tempo e uma realidade vivida em Pombal no último quartel do século XX". Arrisco dizer que é, até agora, o retrato mais fiel da mudança sociológica que se operou no concelho e na cidade, cujas implicações nos atravessam a vida e os dias, actualmente. 

Foi com o Faustino (o melhor chefe que algum dia tive) que aprendi a importância de reflectir sobre as coisas para lá das notícias, recusando fazer papel de pé de microfone. Quando em 1994 me abriu a porta da imprensa regional, através do Região de Leiria, vivíamos os primeiros meses de um novo tempo na Câmara de Pombal. Não raras vezes, o clima tenso nas reuniões do executivo, ou os braços de ferro da Câmara com pessoas e instituições, chegavam à primeira página do semanário. Ao lado das notícias aparecia amiúde um comentário - género jornalístico consagrado, onde é analisado um caso, uma história, uma notícia, um protagonista, para lá da objectividade noticiosa. Lembro-me bem dos ataques a esses escritos, nomeadamente ao autor, por parte de alguns que ainda por aí andam. 

Paralelamente, Alfredo Faustino manteve-se parte activa do Rotary, sabendo que era preciso 'pensar Pombal'. Foi com esse mote, de resto, que nasceu o clube, pela mão de Guilherme Santos. O livro mostra bem como o emblemático autarca socialista delineou toda uma estratégia para chegar ao poder, da qual a criação do clube rotário fez parte. Mas a grandeza do malogrado presidente da Câmara começou pela base: reuniu gente de todos os quadrantes políticos, de todas as áreas, de diferentes estratos sociais. Guilherme era um humanista que acreditava no pluralismo. Tudo o que sei dele é através de quem com ele conviveu, já que eu não passava de uma adolescente quando aconteceu o trágico acidente que lhe ceifou a vida. E por isso é tão importante deixar escrito testemunhos como este, agora impresso.

O livro mostra bem como Pombal mudou, com a mudança política. No sábado, durante a apresentação, Faustino recordou o momento em que um jovem estudante de sociologia (hoje reputado académico), Daniel Francisco, o abordou, no início da década de 90, a propósito da tese de mestrado sobre "o mito" de Guilherme Santos. "Seria o Rotary uma espécie de conselho de opinião da Câmara?". E era. Claro que, ao ouvir a história, Pedro Pimpão extrapolou-a logo: "era uma espécie de assembleia municipal!". Ainda bem que Guilherme não viveu para isto, para ver no que se tornaram as assembleias, no que se tornou a vida política aqui na terra. E o Pedro, último beneficiário do vazio que se foi cavando no PS depois da derrota eleitoral de 1993, bem podia aprender alguma coisa com a História. Nenhuma terra evolui sem debate de ideias, sem reflexão, sem agitar as águas. Gostar de Pombal também é isso, por mais que nos digam o contrário.

12 de abril de 2026

Ditadura Democrática em Pombal – a suprema tontice do PS local

Na ausência de melhor apreciação, o PS local, nomeadamente pela voz do seu líder na Assembleia Municipal (dotor Manuel Gonçalves), acusa o dotor Pimpão de exercer uma Ditadura Democrática em Pombal!



A acusação tem tanto de inverosímil como de contraditória. Por isso, só pode advir de quem perdeu, há muito, o tino (político). Se por um lado, a expressão é uma contradição nos termos, porque não se pode ser uma coisa e a outra em simultâneo, por outro, o classificativo “Ditadura”, ao estar bem estabelecido pela História e pela Ciência Política, e por estar bem presente, de forma traumática, na nossa memória colectiva, não deveria ser usado corriqueiramente, nomeadamente pelos ditos democratas. Mas o pior nem está na dimensão contraditória da imputação, já de si muito relevante e reveladora; está na total e absoluta inverosimilhança da mesma. Se há faceta que o dotor Pimpão não tem – mesmo - é de ditador. E digo mais: é a sua antítese.

A crítica política, para ser eficaz, tem de cumprir, no mínimo, duas condições: ser minimamente verosímil e ser bem-apresentada e explicada. Regras que o PS local parece desconhecer ou é incapaz de implementar. Mas pior: parece desconhecer totalmente a terra onde vive e a forma como é exercido o poder. Os problemas do concelho, ao nível do exercício do poder, não estão, de certeza, nos supostos abusos de poder do presidente da câmara para condicionar os outros poderes, nomeadamente da oposição; estão, acima de tudo, na impotência da dita oposição para exercer o poder que lhe compete – o contrapoder.

Sobre o exercício do poder que se faz, ou não faz, por cá, convinha que os actores políticos metessem uma coisa muito simples nas cabeças: o dotor Pimpão só se preocupa com uma coisa aparentemente muito simples e ao mesmo tempo complexa: ser amado. Se para isso for necessário abdicar do exercício do poder, abdica (abdicou). É isso que ele tem feito, com sucesso, sem contrapoder.

6 de fevereiro de 2026

Pombal até nas manifestações é pífio

Pombal até nas manifestações é pífio. E ridículo.

Anda por aí um pimpão, destravado, a tentar fazer uma cruzada contra a e-redes (empresa distribuidora de energia em Portugal), devido há falta energia na sua freguesia e em muitas localidades do concelho. A ignorância é a ânsia de protagonismo são muito atrevidas.



Para ter energia num qualquer local é preciso reunir duas condições básicas: haver energia e ter rede (fios). Energia não falta, nem falta de vontade de a vender. Mas em muitas localidades não há rede, nem vai haver tão cedo (como todos desejariam) porque a queda de árvores a desfez por completo em muitas localidades, na alta, na média e fundamentalmente na baixa tensão. Qualquer pessoa com dois neurónios a funcionar em série percebe que é impossível refazer a rede no imediato, que a empreitada é gigantesca e vai demorar várias semanas, como a ministra Graça Carvalho – doutorada em Energia – explicou muito bem nas televisões e quando passou pela região.  

Há bocado realizou-se ali junto câmara uma coisa deveras insólita: uma manifestação (coisa raríssima nesta terra), e, vejam bem, de políticos!

Deus lhes perdoe.

27 de dezembro de 2025

Desavença (im)perdoável

Há pessoas pequenas de mais para o lugar que ocupam. E também há pessoas (que se julgam) grandes de mais para o lugar que ocupam. Ambas as situações são problemáticas, mas é o que mais existe por aqui. O doutor Coucelo é um desses casos: um pombalense-de-gema dotado de enorme sapiência, grande e selectiva memória, que, manifestamente, se sente aperreado no lugar que ocupa, presidente da AM, porque, apesar de lhe conferir estatuto, coarta-lhe a eloquência discursiva. 

Na última reunião da AM, aquando da discussão das GOP e Orçamento, o novato Pinhão fez uma curta intervenção que teve tanto de vulgar como de correcta. Mas vá-se lá saber por quê, o doutor Coucelo aproveitou o momento para, sobre o pretexto de defender a história de Pombal, defender o seu PSD e passar um raspanete ao vulnerável principiante naquelas andanças. Como o atacado não se calou, o doutor Coucelo desligou-lhe o microfone e carregou no raspanete.

Foi um episódio triste, que não deveria ter terminado daquela forma. Mas para isso era necessário que na bancada do PS houvesse alguém com coragem. Se há; então vale a pena recordar a lição que Churchill deu ao novato e promissor político inglês, quando lhe explicou no parlamento onde se sentavam os adversários e onde se sentavam os inimigos. 


26 de dezembro de 2025

Ao que nós chegámos!

A reunião ordinária da AM de dezembro é a sessão mais importante do ano, porque é quando se discutem os documentos que estabelecem as opções políticas e as medidas que a câmara implementará no ano seguinte. É a sessão que marca, ou deveria marcar, a agenda política para os próximos tempos. Infelizmente já não é assim...  

Coube à menina JA (para nós será sempre menina), graduada recentemente em amanuense-mor da “junta”, relegando para papel ainda mais secundário a doutora Marto, outrora gestora-vedeta, a tarefa de ler os números que constam dos documentos provisionais, num tom e num modo que cansa e irrita neurónios pensantes.  

A dita oposição não fez melhor…. De lá saltaram, para a intervenção inicial das respectivas “forças” políticas, dois estreantes nestas andanças, Rui Pinhão e um tal Hugo, que da matéria em discussão mostraram saber tanto como boi manso de astronomia. Perante alguns dislates, o doutor Coucelo não perdeu a oportunidade para passar um raspanete ao Pinhão – atrito repetido ao logo de toda a sessão.


25 de dezembro de 2025

Rasteira aos “Patinhos”

É dos livros: as organizações que não aprendem extinguem-se. A dita oposição tem trabalhado afincadamente para a sua extinção – se é que já não alcançou esse desiderato.

Pode-se ser inocente sem se ser ignorante. No último mandato, a bancada do PS local na AM (PS2) autoflagelou-se com o chorrilho de propostas e recomendações, sempre inconsequentes, despropositadas ou irregulares. Mas neste novo mandato, a tontice prossegue… - nunca há nada é tão mau que não possa ficar pior.

O cinismo e a malícia são coisas mais velhas que a honestidade. Daí que tenha uma certa piada rasteirar um patinho e vê-lo de patas para o ar a dar às asas. Mas na política local, no campo da dita oposição, já não estamos na presença de patinhos, mas de anjinhos. O doutor Coucelo foi cruel na rasteira, rebuscada e pouco regular, que fez àquelas alminhas vulneráveis. 

Às vezes dizem-se e fazem-se coisas cruéis por simples caridade ou para não chorar. 

Ora vejam. 


19 de dezembro de 2025

Sobre a reunião da “junta”, da passada semana (II)

O vereador não-eleito (doutor Coelho) monopolizou a reunião da “junta”, tanto no período-antes-da-ordem-do-dia como no seguinte, com assuntos e intervenções de todo o tipo, relevantes e irrelevantes, oportunas e inoportunas, atrevidas e azoinadas. Atreveu-se, até, por ignorância ou insensatez (política), a usar o surrealista tema da garantia da qualidade da água dos fontanários dispersos pelo concelho, em desuso para fornecimento de água para consumo humano há décadas, para abespinhar o presidente. 



Quando o PS local teve um programa político estruturado, consistente e coerente, coisa rara, colocou em causa a qualidade da água do sistema de abastecimento público, e defendeu uma solução segura que felizmente foi implementada com sucesso. Mas nem nessa altura via nos fontanários arcaicos uma alternativa necessária ou adequada para fornecimento de água para consumo humano – coisa rara, irracional e totalmente desincentivada pela autoridade de Saúde Pública. 

Qualquer pessoa minimamente esclarecida sabe que não é possível garantir a qualidade e a segurança da água nos fontanários, pela simples razão de a Natureza não ser controlável. Mas há criaturas, de cariz antropocêntrico, que julgam que sim! O doutor Coelho é uma delas. Pegou na ideia tonta do controlo da água dos fontanários por duas razões, uma oportunística, outra intrínseca. Oportunística porque tudo lhe servirá para abespinhar o presidente. Intrínseca porque tudo igualmente lhe servirá para passar a imagem do cândido romântico muito sensível aos sonhos revivalistas de algumas pessoas. Os fontanários caem-lhe, aqui, como sopa no mel. Deus lhe perdoe.

24 de agosto de 2025

Assalto ao poder na Caixa Agrícola de Pombal

Nesta malfadada terra, a política deixou de ser um ideal. É agora - como nos anunciam - um estratagema para voar mais alto. Voar alto, muito alto, é uma ambição tola, própria de tolos, muito bem tratada na mitologia grega, e ao longo dos séculos pela grande literatura e pintura. Por cá, o próximo voo mais alto já arrancou e termina dia 12 de outubro, com a eleição do doutor Pimpão; o seguinte, assalto ao poder na Caixa Agrícola, está em fase de preparativos e terminará no início do novo ano - se conseguir levantar voo… 



Diz-se, há muito, que a política perdeu a corrida para o mundo dos negócios. Mas por aqui também já a perdeu para os empregos chorudos. Agora o que está a dar, o que anima a nossa classe política e/ou dirigista oportunista, são os tachos na “administração” da Caixa Agrícola, bem remunerados, cheios de mordomias e sem controlo de quem o deveria fazer – Banco de Portugal e afins. 

No tempo em que a generalidade dos partidos não consegue seduzir pessoas para as listas de candidatas aos diferentes órgãos autárquicos, e só o partido no poder (PSD) consegue cumprir os mínimos - apresentar listas a todos os órgãos –, um pequeno grupo de “primas-donas”, caciques e ex-caciques locais, que cresceram e engordaram à sombra do poder instalado nos paços do concelho, cirandando pelos tachos disponíveis na praça, apoiam-se no poder instalado e lançam-se no assalto ao poder na Caixa Agrícola. 

Sempre aqui saudámos as disputas e as renovações de poder nas instituições e entidades públicas ou privadas (que mexem em coisa pública), nomeadamente no malfadado associativismo local, que, em muitos casos, é falso associativismo. Mas ultrapassa o inimaginável - não lembra sequer ao Diabo - que criaturas supostamente esclarecidas queiram disputar as eleições para os órgãos de uma associação a que nunca estiveram ligados, para a qual não possuem currículo, e de que não são sequer sócios! A Caixa Agrícola não é uma associação de vão-de-escada, que organiza umas festas e vende umas cervejolas; é uma entidade financeira, que opera num mercado exigente, onde o rigor e a honorabilidade são a marca-de-água da sua credibilidade e condições críticas para o exercício da sua actividade, junto de quem aí aplica as suas poupanças. 

Bem sabemos que nesta terra vale tudo para quem está ancorado no poder instalado, mas há manigâncias que ultrapassam todos os limites. E um dos limites de voar muito alto é ser derretido pelo Sol, como bem ensinou a mitologia Grega.

9 de agosto de 2025

Ninguém explica ao Luís!

O Luís - rapaz humilde e esforçado - apresentou-se sozinho na última reunião da “Junta”, cheio de dúvidas e inquietações, disposto a fazer figura. E fez…

Naquela sala funesta, onde quase todos(as) já atiraram a toalha ao chão, e fazem-se de mortos(as), o Luís, depois de queimar quatro anos entre o fútil e o inútil, ainda continua a esbracejar, a clamar que “gostaria de perceber” - isto, aquilo e aqueleoutro… É verdade que às vezes tentaram explicar-lhe as coisas, e até ajudá-lo a fazer melhor, mas parece ouvir sem escutar… Parece padecer de uma esquisitice mental difícil de entender, e sozinho perde-se facilmente. Deixa-nos sem deixar memória. E não consta que tenha aprendido alguma coisa durante os quatro longos anos em que simplesmente nos enfadou. 

Humilde como é, alcançará com certeza o reino dos céus. 

2 de julho de 2025

Mais um número do Conselheiro Acácio

Na epopeia do irrisório em que se transformou a política pombalense, despontam frequentemente casos e figuras surpreendentes. Por exemplo, o desconhecido Escapa passou rapidamente de figura de escape para conselheiro-mor da oposição e do regime.

A Ordem de Trabalhos da última Assembleia Municipal continha cerca de três de dezenas de pontos, alguns muito relevantes para o concelho, outros simplesmente para formalizar actos administrativos. 

Contudo, o nosso Conselheiro Acácio transformou um assunto puramente formal - Apreciação de Impugnação do Empréstimo Bancário, pelo concorrente do banco selecionado, votada por unanimidade pelo executivo municipal - num número mirabolante que sobressaiu de todo o debate. Fê-lo a partir de uma farfalhice administrativa, inventando desmembramentos, aditando hipóteses, acrescentando a sua antítese, e rebuscando tudo com os seus trocadilhos baralhou o distinto Professor de Direito, ao ponto de quase o enrolar. Estamos claramente perante uma criatura dotada de fino tacto político, capaz de ver uma agulha (política) num palheiro; e, mais, de fazer dela uma jóia; a que acrescenta uma retórica capaz de fazer chorar as pedras da calçada, cheia de locuções repolhudas, refinados trocadilhos e rapapés que baralham e torcem qualquer criatura formatada no raciocínio lógico. 

À valente! Ora vejam… 


1 de julho de 2025

Desenlaces de ajustes de contas da política pombalense…

Quando se zangam as “comadres” sabem-se as verdades - assim reza o povo o povo, e com razão.

O mal estar entre Diogo Mateus e Pedro Brilhante era coisa antiga e profunda, mas tomou novas proporções quando Diogo Mateus retirou os pelouros ao vereador em outubro de 2019. A partir daí assistiu-se a uma refrega empolgante em todas os campos (político, midiático, pessoal e até judicial), amplamente difundida por aqui.


Na esfera judicial, Pedro Brilhante avançou com queixa(s) contra o presidente e o seu chefe de gabinete – João Pimpão - por ele usar a viatura, que lhe estava atribuída para uso oficial, em deslocações particulares, e por descontar as despesas da viatura no fundo de maneio da presidência, à responsabilidade de João Pimpão. Diogo Mateus respondeu da mesma forma: apresentou queixa contra Pedro Brilhante por este ter usado uma viatura da câmara para fins particulares (por exemplo, deslocação a um encontro da JSD em Pedrogão Grande, no dia 7-12-2018,…) – facto(s) que Pedro Brilhante sempre negou.

O processo em que são visados Diogo Mateus e João Pimpão conhecerá a sentença amanhã... Já o que visou Pedro Brilhante terminou - viemos agora a sabê-lo depois de João Pimpão ter recordado o caso na última AM e requerido cópias da decisão - com o MP a propor, depois de apurar os factos, “a aplicação da suspensão provisória do processo ao arguido Pedro Brilhante, por um prazo não inferior a 3 meses, mediante o pagamento à CMP de quantia não inferior a 300 euros”, que o arguido aceitou, e a câmara anuiu.

A leviandade é muito má conselheira.

29 de junho de 2025

“Enforcado” ou “enforcou-se”?

A política sem alinhamento, consistência e consonância na acção é uma brincadeira, que corre sempre mal – mesmo para os engraçados sempre sedentos de um brilharete. A dita “oposição” não percebe isto e nunca vai percebê-lo.

Quem quiser ajuizar o desempenho da dita “oposição” no presente mandato na Assembleia Municipal (no executivo não foi muito diferente) basta ver a última reunião. Ou nem tanto: basta ouvir a despropositada intervenção do dotor Anibal - mas houve mais e do mesmo género.  

Naquele seu estilo professoral, mas sempre inconsequente (politicamente), o dotor Anibal voltou a discorrer longamente sobre coisa de nenhum interesse ou valor - o irrelevante Plano Estratégico do dotor Pimpão, ignorado rapidamente por toda a gente. Mesmo alertado pelo presidente da assembleia, para o uso excessivo do tempo atribuído à sua bandada, insistiu até à náusea na desastrada e desastrosa divagação. 

Na resposta, o dotor Pimpão elogiou-o e colocou-lhe suavemente o laço - não (só) a ele, mas ao partido que supostamente representa. 



29 de abril de 2025

Quando o Conselheiro Acácio “emerdou” o Professor

Na última AM, assistimos, desconsoladamente e da forma mais insólita, à queda de um anjo, aos pés do Conselheiro Acácio. Quem diria?!

Saudámos a entrada do Professor na política pombalense, que bem necessitada estava de redenção depois dos múltiplos atropelos cometidos pela “doutora” Guardado. Fomos por aqui dando nota da dignidade e da exemplar forma como o Professor dirigia a magna assembleia. Mas eis que, insolitamente ou talvez não, o Professor soçobra e desilude numa questão simples para um Professor de Direito: aplicação da lei e do regimento. 

O Regime Democrático assenta em dois pilares que convém nunca esquecer nem deslaçar: a vontade da maioria e o primado da lei. O Professor deu “carta-branca” à imposição da “Vontade da Maioria”, fintando a lei com justificações esfarrapadas, sabendo que estava a ferir de nulidade o acto praticado -aprovação de Concurso Público sem entrega da documentação no prazo.

No trapezismo feito para justificar o injustificável, o doutor Fernandes foi parcial e enviesado na argumentação, porque não resistiu ao instinto de “derrotar”, mais uma vez, a oposição; mas, apesar de tudo, manteve uns laivos de consciência e de rectidão ao reconhecer que, nesta matéria, o regimento viola a lei; e lembrou, até, que nas assembleias das sociedades comerciais esta prática não é permitida - sendo-o, fere de nulidade o acto.

O trapezismodo Professor foi manifestamente inaceitável, porque lhe compete assegurar a conformidade do desenrolar da assembleia e das respectivas decisões, respeitando a lei e agindo com imparcialidade. Começou bem: suspendeu os trabalhos e reuniu a mesa para analisar a questão. Mas quando se esperava a decisão correcta, alicerçada na lei e nos Elementares Princípios do Estado de Direito Democrático, o Professor informou que a mesa decidira colocar o requerimento do PS à votação da assembleia, e que a decisão da assembleia seria por maioria e não por unanimidade (como o PS defendia). O doutor Coucelo anuiu prontamente com o habitual movimento vertical da cabeça, e a "doutora" Adelaide repetiu o gesto - “o companheirismo e o respeitinho são muito bonitos”. O Professor justificou a decisão com dois argumentos risíveis: (i) falha pontual do executivo na entrega atempada da documentação; (ii) e excepcionalidade da sua decisão. Bem sabemos - não é preciso ser Professor de Direito - que não há bons argumentos para decisões erradas. Mas alicerçar a decisão da mesa no carácter pontual do caso, que ainda por cima não é verdadeiro*, e na excepcionalidade da decisão da mesa, não lembra ao Diabo - a conformidade dos actos administrativos não tolera excepcionalidades ad-hoc à lei. 

A realidade diz-nos que nunca devemos esquecer que o homem de partido é sempre um homem partido, salvo raríssimas excepções. Tínhamos o Professor dentro dessas as excepções, erradamente. 




*NR: O executivo,  por desconhecimento das regras ou por manha, reúne regularmente nas vésperas das assembleias, contra aquilo que é regra e era boa-prática anterior.

24 de abril de 2025

Política pombalense – uma decadência extraordinária

A Assembleia Municipal (AM), definitivamente abocalhada pelos presidentes de junta, que ali debitam lamúrias ou lisonjas conforme os seus humores, reuniu ontem. Na véspera, a “Junta” reunira para cumprir a formalidade, sem ligar às formalidades mais elementares; gerando, desta forma, entropia e irregularidades que o presidente da AM resolveu mal – assunto que trataremos noutro post.



Assiste-se a uma degradação da acção política e a um estupor apático, tanto ao nível do poder como da oposição, que é preocupante, nomeadamente num tempo que deveria ser de efervescência e confronto político. A forma como decorreu última reunião da AM é paradigmática da triste realidade.

As reuniões da AM - tal como as da Assembleia da República - não são igualmente relevantes. A reunião de Abril, onde se discute o Relatório de Gestão do exercício anterior, foi sempre a mais relevante (politicamente), porque era ali que se fazia o balanço do desempenho do executivo; e, por isso, era nesta reunião que a oposição tinha obrigatoriamente que fazer prova de vida - mostrar a sua capacidade para ser alternativa. Agora, tudo é diferente, penoso, chocho e insípido. A bancada do poder, historicamente aguerrida e até trauliteira, vai agora para ali como quem vai para um velório, com as principais figuras a remeterem-se praticamente ao silêncio, suportando estoicamente o enfado. A dita oposição, de onde desertaram os figurões, e agora resumida ao Conselheiro Acácio e às 2 – Marias, arrasta-se penosamente no seu labirinto, sem ânimo e sem âncoras, sem as corriqueiras recomendações. O tempo do PAOD (Período Antes da Ordem do Dia) fica pelo meio, e o Relatório de Gestão não chega sequer a ser discutido – despacha-se com uma cábula trazida no bolso.

Como é que se sai disto? - perguntarão alguns leitores. Não sai; só se desce. E perguntarão outros: … mas não há esperança? Há, mas não é nas nossas vidas.

11 de dezembro de 2024

Tal pastor tal rebanho

Ontem, o dotor Pimpão  e a sorridente Gina reuniram com a rapaziada eleita para o dito Conselho Municipal da Juventude, que de jovem e de municipal pouco tem, e de aconselhamento ainda menos. Mas adiante, que o que interessa é cumprir a agenda e publicar qualquer coisa.



E o que saiu de lá? Perguntarão, com certeza, os leitores. Saiu um parecer. Um parecer ao Orçamento de 2025 e às Grandes Opções do Plano 2025/29, aprovado por unanimidade. Como dizia o Nelson, toda a unanimidade é burra. E toda a associação que não eleva rebaixa - acrescento eu, que o li algures. 

O dotor Pimpão encarna na perfeição o virtuoso profeta da mediocridade, vulgar e rotineiro. Acredita, coitado, que concilia todo o mundo, com falsas promessas e consensos vazios, e que esse é seu papel. Depois refugia-se no simbólico e procura na exaltação mediática de magnificências reles a ilusão de estar a agir e a realizar, convencido de que nisto da política, tal como na vida, tudo corre por graça divina e resultará bem. É uma criatura imprudente, e carente, que precisa de consolação constante para não cair em desespero.  Mas já dizia Macbeth, na tragédia com o seu nome, que nada se ganha, e tudo se perde, quando nosso desejo fica satisfeito sem contentamento.

Já se pode afirmar com alguma segurança que legado do dotor Pimpão, como presidente da câmara, não será avaliado pelas opções que tomou ou pelas realizações materiais mais ou menos conseguidas, como sucedeu com os seus antecessores, mas pelo traço inconfundível de frivolidade narcisista e mediocridade conformista que perdurará por muito tempo. 


Adenda: deste dito CMJ faz parte, entre outros, um membro da Assembleia Municipal de cada partido ou grupo de cidadãos eleitores representados na Assembleia Municipal e um representante de cada organização de juventude partidária com representação nos órgãos do Município ou na Assembleia da República.

27 de novembro de 2024

Campeões à moda de Pombal

 


Uma pessoa vai passando pelas fotos daquele momento importante de campanha que foi a Gala do Desporto e não percebe bem se:

a) é a organização do evento 

b) a equipa da Junta de Freguesia de eventos passados 

c) nomeados e/ou galardoados

Agora você decide, como dizia o outro. 

4 de outubro de 2024

Pimpão contra Pimpão & C.ª

Na última reunião da AM, o Pimpão João bateu e arrasou, sem dó e sem piedade, o Pimpão Pedro e tudo o que gravita à sua volta: o vereador Navega – apesar de tudo, o único que faz alguma coisa e sabe alguma coisa do que faz –, o responsável pela Divisão de Obras, a Fiscalização Municipal, a direcção da PMUGest, etc. Como diz o povo, só se perderam as que caíram no chão.

As acusações são graves: alicerçam-se em factos e documentos e não em simples opiniões, consubstanciam uma forma de fazer política e algumas poderão ter contornos criminais. Nada que nos surpreenda.

A aventura do Pedro, digamo-lo sem refolhos, terminou. Na verdade, na verdade, terminou quase no mesmo instante que começou. O efémero é assim, dá felicidade mas esvai-se rapidamente. A partir de agora, a vida política do Pedro será um tormento público que tem tudo para terminar numa agonia dolorosa à espera do golpe de misericórdia. Nada que não tivéssemos previsto. O destino previsível de um escravo da lisonja que se limita a pregar a felicidade tola, foge voluntária e descaradamente dos problemas, dissipa capital político na fanfarrice, doudejando por festas e eventos, inebriado pela alegre vaidade de aparecer, cai inevitavelmente num drama sociopolítico como este, carregado de incerteza e sofrimento, que pode não determinar o seu fim imediato, mas acarreta um declínio irreversível na indispensável relação de confiança com a população e os seus correligionários. Um drama que pelos sinais já é psicológico, mas se pode tornar psicopatológico. 

 


2 de outubro de 2024

AM – juntas ao poder

No poder não há vazios. A última reunião da Assembleia Municipal (AM) confirmou o que já se vinha notando há algum tempo: o empoderamento das juntas (dos presidentes de junta). Durante o PAOD (Período Antes da Ordem do Dia) - e ao longo da reunião - adoptaram um registo comum: cobrar promessas ao dotor Pimpão. Coisa nunca vista, por cá…



Descortinaram-se, ali, três bancadas: a do poder (PSD), desinteressada e desarticulada, sem adversário e sem missão, limitou-se a cumprir agenda, sem honra e sem brio; a da dita oposição (PS), sem estratégia e sem astúcia, e agora sem as predilectas “Propostas/Recomendações”, limitou-se a picar assuntos; e a dos presidentes de junta!, sintonizados na cobrança de promessas e na disputa do melhor quinhão no rancho municipal.

O arquitecto Guardado voltou a fazer uma boa intervenção sobre o Parque Verde mas ninguém o ouve… - aquilo vai acabar como benfeitoria cara para encher a agenda política. O dotor Siopa voltou para confirmar, por actos e confissão, o que já se sabia: está na bancada errada. O dotor Pimpão chegou atrasado, e sem avisar, mas ainda a tempo de cumprir os serviços mínimos e levar pancada dos presidentes de junta.

23 de agosto de 2024

A "Junta" reuniu

A “Junta” cumpriu, ontem, mais uma formalidade: reuniu no Arquivo, no registo serviços mínimos. Mas serviço, serviço, seria arquivá-la definitivamente.



A dotora Gina, a dotora Catarina e a dotora Odete faltaram, mas não se deu pelas suas faltas. A dotota Marto (só) marcou presença. O dotor Pimpão falou mas não disse nada… O arquitecto Navega falou sobre empreitadas. E o dotor Simões cumpriu o papel de resignado que lhe está designado; falou de caminhos e caminhadas, e - vejam só - defendeu a realização de caminhos (passeios) sem projecto! Este nem para junta serve.

Caímos nisto, numa representação pífia, sem delegação nem relação, numa mixórdia insonsa e incongruente que ofende mortalmente uma metade dos eleitores e aborrece a outra.