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4 de agosto de 2017

Última hora: fumo laranja, III*

*post em (constante) actualização

Não há fumo sem fogo, já se sabe. A estrutura política do PSD vai reunir ainda hoje para baralhar e dar de novo na lista à Câmara. O que quer dizer que a ordem (divulgada aqui no Farpas esta manhã) deverá ainda sofrer alterações. O ambiente nos corredores do Convento do Cardal durante o dia de hoje era quase de Dia do Juízo Final. Se por um lado o nome de Ana Cabral é bem recebido, Ana Gonçalves não terá visto com bons olhos ser ultrapassada por uma funcionária até agora sob a sua alçada. E as entradas de Guilherme Domingues e Pedro Brilhante para os lugares de dois vereadores que tanto trabalharam ao longo do mandato (Pedro Murtinho e Catarina Silva) não caíram bem. Aguardemos então pelos desenvolvimentos, até que as listas sejam apresentadas no Tribunal, segunda-feira que vem, último dia.

25 de julho de 2017

O mistério da constituição das listas


Da esquerda para a direita (literalmente): Anabela Cordeiro, Victor Cardoso, Elisabete Gonçalves, Jorge Humberto Carvalho, Domingos Doutel(coordenador autárquico nacional), Fernanda Silva, Sidónio Santos, Manuel Isaac (presidente da distrital), Telma Silva, Pedro Gomes e Henrique Falcão. créditos: Fábio Gonçalves

Falta pouco mais de duas semanas para a entrega, em tribunal, das listas candidatas aos diversos órgãos autárquicos - e até agora apenas o CDS apresentou a sua. Fê-lo ontem à noite, numa sessão bastante participada - de gente e de entusiasmo. Se o resultados das eleições se medisse assim, podíamos já avançar que o CDS ultrapassaria o PS na contagem dos votos. O cabeça de lista, Sidónio Santos, deu uma lição à tradicional oposição socialista, no que respeita à forma e ao conteúdo com que se dirigiu ao auditório. O que falha naquele partido é a falta de sintonia: enquanto o candidato à Câmara aponta as armas ao poder instalado, o candidato à Assembleia fala de "diálogo e consenso", de "estabilidade política e governativa". Se assim não fosse, outro galo cantaria na oposição em Pombal, como de resto já se percebeu pela intervenção do mesmo Sidónio Santos na Assembleia de Freguesia...
Entretanto, no PS, nada se sabe desde a apresentação, em Abril. E no PSD - que tinha outra obrigação para com um eleitorado que lhe é tão devoto e fiel - a equipa de Diogo Mateus continua a ser uma carta fechada. Entre os vereadores (quase) ninguém sabe que vida vai ter depois de 01 de Outubro. Temos cá um palpite para o nº 2 - ou para reforço, se quiserem - por imposição do partido. Mas deixamos esse post para que tenha o devido destaque e mostre como, na política e na vida, há seres manifestamente invertebrados.