Mostrar mensagens com a etiqueta Economia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Economia. Mostrar todas as mensagens

16 de dezembro de 2015

Educação e Rendimento

A correlação entre o potencial de crescimento de uma economia, o potencial humano e o nível de vida das pessoas e é tão evidente que actualmente é considerado uma tautologia. No entanto, em Portugal, e por cá, somos confrontados frequentemente com opiniões avestruzas que desvalorizam o papel da escola na vida das pessoas e da sociedade.
Eric Hanushek, da Universidade de Stanford, afirmou anteontem numa conferência em Lisboa “que os resultados conseguidos nos testes PISA, sobre o desempenho nas áreas da matemática, leitura e ciências, realizados pela OCDE, têm uma forte correlação com o crescimento económico”. Segundo Hanushek, “Portugal foi um dos países que mais melhorou nos últimos 15 anos, está hoje a meio da tabela, perto dos Estados Unidos, mas representa uma subida de 25 pontos nos testes”. Habushek fez o exercício de seguinte: “se Portugal atingisse o nível da Polónia nos testes PISA, isso significaria, em 80 anos, um crescimento de 340% do PIB português e salários 15% mais altos em cada ano, durante 80 anos." Talvez seja uma extrapolação com pressupostos muito optimistas, mas dá que pensar.
Em Portugal (e em Pombal também) culpa-se demasiado os políticos pelo nosso atraso secular, com uma cegueira e um fanatismo perturbantes; sem se olhar para as causas estruturais desse atraso, e elas são tão evidentes. Uma delas, e talvez a mais preponderante, é o grave défice de Educação da população.
Em 1900, a Holanda comemorou a entrada no novo século proclamando a erradicação do analfabetismo. Em Portugal os níveis de Educação são baixíssimos, quando comparados com os nossos parceiros europeus. Mas em Pombal a realidade surpreende até os mais atentos a estas coisas. A Carta Educativa do Concelho mostra-nos um retrato de tons muito negros: 25% da população sem instrução e 28% da população detém apenas o 1.º ciclo do Ensino Básico.
Está explicado, em grande parte, o atraso socioeconómico do concelho de Pombal. E não contem com melhorias nos próximos anos.

26 de setembro de 2015

Lixo

http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/obrigacoes/detalhe/20150925_2120_fitch_mantem_portugal_no_lixo.html
Faço copy-paste de um post que escrevi a 6 de Julho de 2011, com a diferença que, desta vez, o link da imagem aponta para uma notícia actual: "Ainda há quem acredite que os nossos carrascos nos irão salvar?"

14 de março de 2014

Empreendedorismo?

O discurso político (nacional e agora também local) está contaminado com a temática do empreendedorismo. Como o termo é recente (para o cidadão comum), hermético e vago; serve na perfeição os propósitos políticos daqueles que querem passar a ideia que têm a “mesinha” para os problemas do emprego e da economia. Uma nefasta ilusão.
No discurso corrente o empreendedorismo engloba tudo o que mexe – vai desde o indivíduo que cria o próprio-emprego (de onde a maior parte das vezes não retira sequer o seu próprio sustento) até ao indivíduo ou grupos de indivíduos arrancam com um grande projeto empresarial. Mas não é este o verdadeiro emprendedorismo. O verdadeiro empreendedorismo é raro, visionário, disruptivo e criador de valor.
Empurrar pessoas para o falso empreendedorismo, nas formas de auto-emprego por necessidade ou de “Rent Seeking” em se exploram subsídios ou impostos de forma desonesta ou fraudulenta, que, para além de não resolver os problemas do emprego, na maioria das vezes, acarreta custos e desperdício para a sociedade e agrava a situação das pessoas envolvidas.
Assim, quando lhe pregam a “mesinha” do empreendedorismo desconfie. O cidadão comum não sabe, mas os políticos deveriam saber que no que se refere ao (falso) empreendedorismo “more may not better”.

4 de janeiro de 2012

O poder do ovo

A Derovo - Derivado de Ovos, liderada por Amândio Santos, foi a vencedora do Prémio PME Inovação COTEC-BPI. Muitos parabéns a esta excelente empresa sediada no nosso concelho. Com estes ovos, podemos aspirar fazer muitas omeletas.

2 de janeiro de 2012

Annus Horribillis

O ano que passou deixa desfeitas e desgostos, o que agora se inicia nada de bom augura. É a vida: anos bons e anos maus. Para quem até agora só teve bons, ou não teve maus, a coisa custa mais, mas o tempo tudo acomoda.
2012 trará, de certeza, a maior recessão económica do pós-25 Abril. A malta que na última década andou a apregoar a crise vai agora ver e provavelmente sentir o que é uma verdadeira recessão económica.
É verdade que na última década – a do Euro – a economia pouco cresceu mas, por outro lado, o progresso social foi imenso (talvez a década com maior progresso social). Os indicadores económicos e sociais andam muito desfasados no tempo, cerca de uma década. No entanto, o que o País, e cada um de nós, fez bem e fez mal, nos últimos anos, vamos senti-lo na pele (infelizmente mais uns do que outros). A economia, tal como a vida, é uma montanha russa. E convém ter presente o velho ditado popular: quanto maior é a subida, maior é a queda. Haja esperança e nervos de aço na descida, porque, a seguir, vamos ter novamente a subida.

26 de setembro de 2011

Tributos

Segundo relata o Noticias do Centro, a CMP vai manter as taxas de impostos municpais, ilustrando a noticia a tributação que recai sobre os munícipes e empresas sedeadas no concelho.


Talvez por "defeito ideológico", não sou um fervoroso adepto da redução de tributação (para se redistribuir, é nec essário primeiro colher), e gosto mais de centrar a minha atenção na forma como se gasta a verba recolhida em impostos e taxas. Contudo, deixo o alerta para a "concorrência fiscal" que nos chega, por exemplo, do concelho de Ansião, em relação às empresas. Ansião está no "pinhal interior", com o que isso implica de benefícios fiscais. No IMI, Pombal também perde (ainda não conheço o valor de Ansião para 2012, mas para 2011 era de 6% para prédios não avaliados, e 3% para prédios avaliados). Na derrama, nova "abada": Pombal tem a taxa máxima (1,50 %), Ansião não taxa (taxa de 0% ) as empresas.


Felizmente, a estrada para Ansião ainda é má, senão... perceber-se-iam muito poucas razões para que uma empresa preferisse investir em Pombal do que em Ansião!

6 de setembro de 2011

Estádios, não há muitos!

Consta que depois do mega-pavilhão, a localidade de Meirinhas vai ser ainda brindada com um "Estádio Municipal", como informa a RCP. Esta sequência de factos poderia até ser chamada de "Processo Santo André". Não, não está prevista a mudança da sede do concelho. Pelo menos (e que se saiba), ainda nada foi deliberado nesse sentido!

25 de julho de 2011

Um livro para férias

“A Consciência de um Liberal”, de Paul Krugman, editora Presença, é um livro actual e imperdível para os interessados pela sócio-política.
No momento em que em Portugal, e na EU, se apregoa e avança a passos largos para o desmantelamento do Estado Social e em que vivemos tempos difíceis - mais para uns do que para outros – é aconselhável conhecer as reflexões de Krugman sobre a problemática das desigualdades sociais e as suas consequências, o efeito distinto das agendas políticas (Democratas versus Republicanos) nas mesmas e o papel fundamental do Estado Providência, nomeadamente o sistema público de saúde , na correcção das oportunidades desiguais.

20 de junho de 2011

A AEP já nasceu?

Em 2009, os presidentes das ACSP e da AICP anunciaram a criação (fecundação) de uma nova associação dos empresários de pombal, uma tal AEP.


Passados mais de dois anos a AEP não se vê! Problemas na fecundação: pouca atracção e muita infertilidade!

11 de maio de 2011

Conhecimento e inovação

Decorreu em Pombal uma conferência, promovida pela Câmara do Comércio e Indústria do Centro e pela COTEC Portugal, com vista a motivar os empresários pombalenses para a inovação e competitividade à escala europeia. Excelente iniciativa.


Segundo o Notícias do Centro, nessa conferência foram apresentados a rede de serviços Enterprise Europe Network e o projecto Know How (como eu embirro com os nomes em inglês), sendo este último especialmente destinado a que ajudar as empresas das regiões Norte e Centro de a serem mais competitivas ao nível do conhecimento e da inovação.


Não querendo tirar o mérito a quem o tem de facto, questiono apenas o seguinte: porque não incluir em projectos como o Know How as excelentes universidades e politécnicos da região? Afinal de contas, se é de conhecimento e inovação que se trata, não seria bom dialogar com quem é pago pelos contribuintes para fazer isso mesmo?

9 de novembro de 2010

Passámos a fasquia!

Os juros a 10 anos da nossa dívida soberana (pomposo apelido para tão miserável sorte) passaram a barreira dos 7%. Já alguém viu por aí o FMI?

23 de dezembro de 2009

Crise também é oportunidade

Para a Key Plastics Portugal foi e será (pelo menos nos próximos anos). Por isso, nesta altura, merece realce.
As vezes, mergulhados na espuma dos dias, não nos apercebemos das grandes transformações que acontecem nas organizações, ou só nos apercebemos quando sentimos o seu efeito negativo.
No ano passado, por esta altura, a KPP sentia intensamente os efeitos da crise económica (as encomendas na indústria automóvel caíram cerca de 45% e em Dezembro a Indústria, praticamente, parou). A empresa teve que dispensar trabalhadores (temporários e contratados) e entrou em lay-off (felizmente por pouco tempo). Neste contexto, não existiam condições para grandes festejos, as pessoas estavam preocupadas com o presente e angustiadas em relação ao futuro. A empresa organizou uma festa simples, num armazém, para a qual convidou, também, os trabalhadores dispensados e aos quais prometeu o retorno assim que a actividade retomasse.
Passado um ano sobre o pico da incerteza e até do desânimo, e num período de forte recessão, a empresa retomou o crescimento da actividade e, mais importante de tudo, duplicou a força de trabalho. Hoje, numa bela quinta, 800 trabalhadores festejaram, novamente com alegria e alguma confiança, mais um ano de trabalho.
Serve este exemplo para mostrar, mais uma vez, que a distância entre o fracasso e o sucesso é muito curto, e que, por mais difícil que seja a situação é (quase) sempre possível encontrar uma saída positiva, desde que se acredite e se busque uma oportunidade. Temos tendência para, perante as dificuldades, pensar, como os gauleses, que o céu nos vai cair em cima, o que não ajuda nem resolve nada. Muitas empresas portuguesas poderiam ganhar muito com esta crise, assim soubessem aproveitar as oportunidades que inegavelmente ela gera.

PS: Não vejam no post a publicitação de méritos próprios, que claramente não existem. Nem vejam só rosas. O crescimento, forçado, trouxe muitos problemas, nomeadamente a queda, a pique, da rentabilidade.

2 de dezembro de 2009

Pombal a marcar passo


O INE publicou recentemente o Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio, referente a 2007, que caracteriza os municípios portugueses sob o ponto de vista do poder de compra, na acepção lata de bem-estar material. Pombal, com um IPCC de 73,80, contínua economicamente a marcar passo (tal como no estudo da qualidade de vida), está muito abaixo da média nacional, está abaixo da média distrital (77,00) e muito abaixo da média da NUT onde está inserido - Pinhal Litoral (IPC = 90,32). Porque é que estamos a marcar passo há tanto tempo? Talvez porque se têm tomado opções erradas e desbaratado recursos.

8 de julho de 2009

Notícias da crise

O Eurostat confirmou hoje que a economia portuguesa contraiu 3,7% no primeiro trimestre de 2009 (quando comparado com igual período do ano passado). Na Zona Euro a contracção foi de 4,9%.
Relativamente ao trimestre anterior a situação económica agravou-se. Em Portugal o PIB contraiu 1,6% enquanto na Zona Euro a contracção foi de 2,5%.
Não estamos bem. Mas estamos melhor (ou menos mal) do que a maioria dos nossos parceiros da Zona Euro. E muitos disseram que nesta altura estariamos muito pior.
Já agora, seria interessante conhecer os dados da Região e de Pombal. Infelizmente,
só os teremos daqui por ano e meio.

29 de junho de 2009

A CRISE É SÓ PARA ALGUNS.

Este post, colocado em http://ocastendo.blogs.sapo.pt/, não me surpreendeu de todo. Mais uma vez fica demonstrado que a crise ao mesmo tempo que gera pobreza, serve também para enriquecer os mesmos de sempre.

" Os 5 principais administradores do grupo VW viram as suas remunerações anuais aumentadas de 16,5 milhões € para 45,4 milhões €, o que representa um aumento de 175% em comparação com os 5,8% que os trabalhadores da Autoeuropa terão para os próximos 2 anos?

A VW pôs à disposição da fábrica portuguesa 541 milhões €?


Mais recentemente, foi anunciado pelo governo português o chamado Plano de Apoio ao Sector Automóvel (PASA)? Este plano contempla um total de 900 milhões € para atribuir às empresas do sector para que estas enfrentem as dificuldades da crise económica, através de acções de formação que podem decorrer durante um ano e que garantem os salários por inteiro aos trabalhadores. Não esquecer inclusivamente o próprio empenho de responsáveis da Autoeuropa na elaboração deste plano em conjunto com o governo.


Segundo notícias surgidas na comunicação social, a recente reunião anual de accionistas da Volkswagem decidiu aumentar os dividendos em relação ao ano de 2007? Assim, referente ao ano de 2008 foram distribuídos mais de 700 milhões de euros.


As remunerações dos trabalhadores representam 5% (cinco por cento) dos custos do produto final?


As remunerações ao sábado representam 0,0«qualquer coisa» dos custos do produto final?

A realidade é uma «chata», não é?"

3 de fevereiro de 2009

Uma boa ideia...

Concelhos do Norte do distrito criam parque empresarial intermunicipal.
(Em oposição ao caminho seguido em Pombal).

Infelizmente, muito atrasada no tempo.

28 de janeiro de 2009

POMBAL E A CRISE

POMBAL EM CRISE: AS MEDIDAS DE COMBATE À RECESSÃO

“ É preciso que alguma coisa mude, para que tudo fique na mesma...”

Príncipe Giuseppe Tomasi di Lampedusa, em O Leopardo

O conjunto de medidas aprovadas pela Câmara Municipal de Pombal de combate à recessão, anunciadas pelos órgãos de comunicação local, não irão resolver, como é compreendido e aceite pelo próprio executivo camarário, qualquer problema originado pela grave crise económica que actualmente atravessa o nosso país e consequentemente o nosso concelho. Um concelho, como o nosso, onde existem problemas sociais graves, onde o desemprego cresce continuamente, o poder de compra diminui todos os dias, a fome alastra nas famílias de menores (ou nulos) rendimentos, as medidas apregoadas não irão surtir o efeito a que se propõem. Estas medidas, que no dizer do Sr. Presidente, Engº Narciso Mota, pretendem ajudar as familias carenciadas do concelho, não irão ajudar em nada. Medidas como, manutenção das taxas pelo licenciamento de obras particulares e urbanismo, isenção de taxas de licenciamento de reabilitação e recuperação de imóveis, legalização de habitação, arrumos, alpendres, amexos e garagens construídas até o ano 2000, estarão direccionadas para os que mais desesperam com o agravamento das condições de vida ? E a isenção ao jovens até aos 35 anos do pagamento de taxas de licenciamento para a construção de habitação própria, desde que a estimativa orçamental do imóvel, se inclua, no segundo escalão de isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis ( IMI ) ? Estas medidas, em matéria de urbanismo, mais parecem que se destinam a revitalizar a construção civil, que propriamente a mitigar os problemas sociais graves que afectam o nosso concelho. Isto é, não me parece, que os incentivos, pois de incentivos se tratam, no âmbito da construção civil, vá de encontro as necessidades mais prementes da poplução mais afectada com a crise. Todavia, o não aumento dos preços do consumo da água e saneamento de sólidos urbanos para o ano de 2009, parece-me correcta, mas nada de extraordinário, tendo em conta os altos preços praticados, e para combate à recessão parece-me pouco. As outras medidas, tais como o fornecimento à população escolar do 1º ciclo do ensino básico de manuais escolares e bonificação dos escalões da componente de apoio à família nas escolas da rede pública, parecem-me perfeitamente normais, com crise ou sem ela. E já agora, a isenção de bilhete nas linhas Pombus, não estão direccionadas sómente para os pombalenses da cidade ? A recessão é um período em que ocorre um grande declínio na taxa de crescimento económico de uma determinada região ou país, e assim sendo, como é, as medidas anunciadas, mais não são que meros paliativos para combater a grave situação social que se vive no país e no concelho. Poder-se-à perguntar, competirá à CMP combater a recessão ? Que poderes e meios terá o Município para de alguma forma combater as crises inerentes ao sistema de uma economia de mercado? Poucas ou nenhumas.As medidas que ora se propõem, como é bom de ver, não irão estimular o emprego, o crescimento e desenvolvimento económico no nosso concelho. Não será essa a intenção da CMP, dirão. Pois não, porque o combate à recessão só se fará, ou não, com José Socrates e seus ministros. Entendo, que estas crises são parte integrante do sistema capitalista, e por isso, por mais medidas que se tomem para que algo mude, tudo ficará na mesma. A não ser que se procurem soluções fora do quadro do liberalismo económico, isto é, que se parta para a construção de uma sociedade de novo tipo, e isso não está nos horizontes do Município, e muito menos do nosso governo.

4 de dezembro de 2008

Pensamento do dia

«Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram.»
Thomas Jefferson, 1802

Em 1802 sem computadores, estatísticas e análises de mercado...