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23 de outubro de 2023

Sobe sobe, balão sobe


 

O presidente da Junta de Vermoil é um rapaz esforçado. Estou em crer que anda a pôr-se em forma para entrar na corrida autárquica em lugar melhorzito, mas isso logo se vê. Daniel Ferreira anda tão feliz com este 'golpe de asa' que lhe ocorreu para o Bodo das Castanhas que espalha a notícia por toda a parte. E onde não vai manda recado. 

Não sabemos ainda quanto vai custar esta brincadeira aos cofres do erário público (sim, vai custar muito dinheiro, pois que basta consultar os preços deste tipo de evento para perceber que só em Vermoil é que a festa se faz por cinco euros, ao preço da uva mijona). Mas isso também não interessa nada. O que importa é ver o povo contente, por instantes: O balão vai subir cerca de 30 metros e descer, logo a seguir. Alguma vezes, tantas quantas puder, entre as 14 e as 16 horas. A sensação será parecida com aquela que temos numa qualquer roda gigante da feira de Maio. 

Mas podemos sempre fazer de conta e imaginar Vermoil com laivos da Capadócia. 

Podemos fechar os olhos e imaginar uma Junta preocupada em criar qualquer coisa com substância para preservar a melhor marca de feiras que há neste concelho - o Bodo das Castanhas - em vez de soprada pela espuma dos dias. Imaginarmos uma freguesia preocupada com o envelhecimento e o despovoamento. Enquanto isso, escusamos de apanhar bonés. 

3 de janeiro de 2020

O mistério do campo da bola

Quando o leitor achar que já viu tudo, surpreenda-se com o painel informativo à entrada do campo de futebol de Vermoil, onde há várias proibições. A mais original parece sacada do Entroncamento: é proibido jogar à bola.
Assoberbados com a actividade da Associação (que tutela o espaço, desde que acabou o futebol federado, há coisa de uma década) vamos ali respirar fundo e voltar.

18 de fevereiro de 2019

O que vai acontecer ao Centro de Saúde de Vermoil?



O povo, sempre sábio, fareja que qualquer coisa está para acontecer aos serviços de saúde, mesmo que aparentemente aquela sessão de sexta-feira passada tenha sido apenas uma "sessão informativa sobre o funcionamento e organização dos serviços locais de saúde/unidades de saúde familiares".
Só assim se percebe que numa terra desertificada e pouco dada a ajuntamentos o salão da Junta tenha sido insuficiente para receber tanto freguês, obrigando a transferir o encontro para o salão da Igreja.
"Diz que querem fechar o centro de saúde e construir um grande que sirva Vermoil, Carnide e Meirinhas...nas Meirinhas". Será? Será que o povo vê fumo e lhe cheira a fogo? Ou estamos a fazer a cama à descentralização de competências sem nos apercebermos? E porque é que não se aproveitou a ocasião para perguntar, preto no branco?
As explicações de Rui Pedro Valente foram claras, mas não para uma população idosa, que maioritariamente não utiliza a internet e passa ao lado de "plataformas online" e toda a linguagem inerente.
Este é um assunto para acompanharmos, nos próximos tempos. 

9 de dezembro de 2015

Chã de Baixo a Freguesia

Numa nota de imprensa do gabinete de comunicação/propaganda da CMP, intitulada “Obras de construção do Centro Escolar de Vermoil já arrancaram” – belo titulo - pode ler-se: “O Centro Escolar de Vermoil está implantado no centro de gravidade da concentração da população a servir, distando de forma semelhante entre os principais núcleos urbanos da freguesia de Vermoil, encontrando-se numa zona de forte expansão urbana e com forte procura de habitação permanente”.
Ao ler isto, até o pombalense mais alheado destas coisas exclamará: estão a falar de quê? De Lisboa, de Paris, de Londres…?
Falar de núcleos urbanos em Vermoil é como falar em floresta no deserto, e classificar a Chã de Baixo como “uma zona de forte expansão urbana e com forte procura de habitação permanente” é como falar de vida no cemitério.
Quem redigiu esta “peça”, nunca visitou Vermoil – de certeza. Se o tivesse feito, não colaborava neste dislate, que desinforma em vez de informar, diz o que não pode ser dito e ignora o que deve ser dito. Saberia que Vermoil é uma terra que vive um sono profundo: nada ali muda, nada ali é novidade. Quem a viu nos anos 70, do século passado, e por lá se perde agora, encontra a mesma paisagem, o mesmo modo de vida, os mesmos costumes, a mesma religiosidade. Os comboios continuam a passar por lá, mas deixaram de apitar; porventura, para não perturbarem o sono profundo. Os sinos da Igreja continuam a tocar, mais para funerais do que para baptizados.
A situação de Vermoil não é muito diferente de outras freguesias do concelho. Mas o definhamento é mais evidente. É o resultado de muitas más escolhas, que obedeceram sempre ao mesmo critério: agradar a gregos e troianos. No final, desagradou a ambos.
A localização do Centro Escolar na Chã de Baixo é só mais um erro no percurso, com as mesmas consequências: perder garotos (população) para as freguesias limítrofes (e já tem tão poucos). 
“Onde não há visão as populações desaparecem”, já rezava a Bíblia. Mas, pelos vistos, até os beatos a levam pouco a sério.
Tão estranha decisão merece algumas questões:
Vermoil tem necessidade de um Centro Escolar? Ttem e vai ter crianças para ele?
Porque é que a junta mandou o Centro Escolar para Chã de Baixo? Pensa passar para lá a sede de freguesia? Ou parir mais uma freguesia?
Valha-nos Deus.