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5 de fevereiro de 2025

Sobre a epopeia do irrisório

Temos na câmara uma rapaziada que vê méritos nas tolices que pratica, e quanto mais fúteis e irrisórios melhor... É uma rapaziada que para além de não entender absolutamente nada de governação, também considera desnecessário tentar entender alguma coisa. Mas assim vão fazendo o seu caminho...!

Como o tempo não está propício para festas e arraiais, agora entretêm-se com a propagandear as tolices que praticam. Nos últimos tempos, andaram a contar as criaturas que visitaram o castelo para virem agora divulgar a tontice rendilhada com múltiplas “estatísticas” do irrisório.

Quando se afirma que “o castelo (um qualquer castelo deste país) é (ou pode ser) um destino turístico chave para o público nacional e internacional” estamos no domínio do absoluto delírio ou do embuste mais rasteiro. 

Deus lhes perdoe, que não sabem o que fazem.



25 de outubro de 2024

O doutor Pimpão, o doutor Machado e o Turismo

O doutor Pimpão recebeu, mais uma vez, o doutor Machado – o Turista-mor do reino - e agora Secretário de Estado. Um encontro que já se tornou rotina – uma espécie de visita à sogra rica.

O doutor Machado está para o turismo como o doutor Pimpão está para as festas & eventos. E ambos estão para o mesmo: aparecer.  

E assim se vai fazendo turismo, se vão realizando eventos e se vão fazendo retratos.

Siga a festa.


4 de março de 2024

Sobre os “políticos” da Pedra Seca

Estamos rodeados por todos os lados por políticos da pedra seca – criaturas de pensamentos atávicos, aspirações vagas, desejos fúteis, sentimentos envelhecidos e actos falhados, que agem para se entreter e vêm méritos nas tolices que praticam.

O dotor Pimpão é o maior exemplar desta espécie. Mas os seus colegas da Associação Terras de Sicó não lhe ficam nada atrás. Sem saberem ao que se dedicar, mas desejosos de mostrar serviço, atiraram-se aos chamados muros em pedra seca, lançando a sua candidatura a Património Imaterial da Humanidade – pobre Humanidade. Arranjaram, assim, uma empreitada para se entreterem por muitos anos, e um pretexto para muitas “notícias” encomendadas sobre a matéria. 



Basta ir uma vez à Serra da Sicó para se perceber a origem e necessidade daquelas toscas edificações, que acima de tudo serviam para arrumo das pedras que cobriam o solo e era necessário retirar para aproveitar todo e qualquer pedaço de terra para a economia de subsistência. Agora, uns quantos (poucos) teóricos do mundo rural, herdeiros de um surrealismo retardado eivado de romantismo bucólico, vêm ali arte e valor.

Para nossa desgraça, esta tontaria afecta tanto os protagonistas do poder como da oposição. Por exemplo, a dotora Odete, coitada, na ausência de melhor assunto – daquela cabeça nunca saiu nem sairá uma ideia – e desejosa de mostrar serviço, agarra-se a estas coisas, segue as suas anotações no caderninho, e farta-se de questionar e colocar pressão no dotor Pimpão. 

É por estas e por outras que estas terras não conseguem progredir mais rápido. Estamos manietados pelos políticos da pedra seca. Melhor dizendo: de cabeça seca.

1 de março de 2024

A pergunta que ficou sem resposta em Abiul – um berbicacho

A presidente da junta de Abiul (Sandra Barros), para além de ter recebido bem os membros da AM, dizem eles, fez, logo na abertura, no seu estilo discreto e oportuno, uma boa intervenção. Para além de, como é da praxe, agradecer alguns investimentos e apoios fez também os inevitáveis pedidos… E obteve as habituais respostas. 

Até aqui tudo bem – tudo como é da praxe.



Mas para o final da sua intervenção, a presidente guardou a pergunta maldita, que muitos membros da assembleia conhecem e deveriam fazer, mas não fazem. Perguntou se os contratos de arrendamento das antigas escolas primárias, para exploração turística privada, realizados há mais de dois anos, ainda estavam em vigor, porque ainda nada foi concretizado e as escolas estão abandonadas, com muito arvoredo, os residentes a reclamar e a junta nada pode fazer! E deu o exemplo da escola de Almezinha, um edifício com três salas e bom espaço adjacente com valor para os residentes. Não obteve resposta!

O dotor Pimpão fala muito, e muito alto, porque não é verdadeiramente questionado - só lhe dão deixas (compreensíveis se vindas da bancada da maioria, mas indesculpáveis se “deixadas” pela dita oposição).

Aos que nos rotulam de só criticar por criticar, relembro que na altura da adjudicação tracei, aqui, o destino desta tola ilusão – a conversão das antigas escolas primárias para Alojamento Turístico. Não me enganei. O resultado está à vista. Às vezes até tenho pena de acertar tantas vezes no prognóstico destas tolices camarárias. Mas enfim – de onde não há não se pode tirar. 

Os estragos desta tolice não se ficam só pelo abandono destes imóveis – já assim estavam – e pelos custos administrativos do processo de adjudicação. Como era previsível, esta hasta pública só atrairia um ou outro oportunista, um ou outro falso empreendedor, sempre pronto a colar-se e a medrar à custa do Estado. Quando viram que isso não era viável abandonaram as ideias e os imóveis. Uns não mexeram uma palha porque queriam que a câmara fizesse o investimento inicial na requalificação dos imóveis, obrigação que nunca esteve no contrato, para eles depois cobrarem as rendas se algum perdido por ali aparecesse. Outro, consta, converteu ou quer converter o edifício para habitação particular, em total violação do contrato. Como a câmara faz algumas coisas só para mostrar que faz (alguma coisa), não controla as coisas nem se dá ao respeito, não exigiu obras no prazo e não cobrou as rendas devidas. Resultado: em vez de resolver um problema menor arranjou dois ou três - meteu-se num berbicacho financeiro e jurídico!

Estamos neste ponto. Cantemos o refrão dos Deolinda:

“Ai, ai, ai, Viriato, queremos ver, 

Como é que vai resolver o berbicacho”.  

12 de junho de 2023

Aposta no Turismo, dizem eles e elas!

No passado fim-de-semana (prolongado), resolvi tirar umas horas para repetir o roteiro pelos Espaços Museológicos e pelo Posto de Turismo, como fizera em 2017. Moveu-me a curiosidade pelos efeitos das medidas, dos investimentos e dos múltiplos eventos realizados no muito badalado eixo estratégico do Turismo. Não posso expressar desilusão pelo que encontrei porque, ao contrário dos politiqueiros locais, nunca tive qualquer ilusão sobre esta matéria, mas, mesmo assim, não esperava encontrar a mesma apatia geral. Foi confrangedor ver e sentir aquelas jovens funcionárias, que ali cumprem um verdadeiro “castigo”, despertarem do longo tédio que é aquela (des)ocupação ao verem chegar o que supunham ser um turista. 



A realidade é o que é e não é sensível a estados de espírito ou a boas-vontades. Sejamos realistas: no horizonte das nossas vidas, Pombal não terá turistas em número significativo. Porquê? Porque não possui, nem possuirá, nenhuma atracção natural ou cultural capaz de os atrair. Desta evidente constatação não advém mal nenhum à comunidade, antes pelo contrário.  Mal para a comunidade advém – tem advindo – das erradas opções de investimento. Faz doer qualquer alma minimamente consciente que recursos financeiros escassos sejam desbaratados sem qualquer análise de custo-benefício em elefantes brancos como o CIMÚ-SICÓ, a Quinta de Sant`Ana, a Casa da Guarda Norte, etc., e em espaços mortos e decrépitos como os “museus” do Centro Histórico. 

Ao contrário do que os politiqueiros da terra repetidamente afirmam, o Turismo não deve ser um eixo estratégico de desenvolvimento do concelho, pela simples e forte razão de o Turismo não ser a solução para nenhum País ou comunidade, salvo raríssimas excepções - forte atractividade natural ou cultural -, por ser uma actividade naturalmente ineficiente, logo incapaz de gerar riqueza e rendimento significativo e consistente - o que não significa que não deva ser aproveitado. 

Por conseguinte, o foco deve ser colocado no embelezamento do espaço público, direccionado para a melhoria da qualidade de vida dos residentes, e não tanto para a utópica atracção de turistas. O desastre que o voluntarismo bacoco espalhou pelo concelho está à vista de todos. A Praça Marquês de Pombal e a Zona Histórica comprovam-no na plenitude – nem atractividade nem turistas. Mete dó ver aquele decrépito espaço abandonado e poiso de enfeites de mau-gosto.

11 de maio de 2023

Quem quer ficar com a Praia do Osso da Baleia?


 

No fim de semana passado o séquito municipal foi espalhar magia para o Carriço. O Pedro falou ao povo de milhões como quem fala de tostões, e o povo, que não é tolo, desconfiou de tanta esmola. 

Quando acabou  a jornada, o Pedro fez o que melhor sabe: usou o Facebook para comunicar tudo o que disse, viu e sentiu. Pelo meio daquele arrazoado, uma nota de rodapé que é demasiado importante para passar no registo enguia: A concessão da praia do Osso da Baleia a privados. Ao longo destas décadas em que a praia voltou à vida (e foi sucessivamente distinguida por uma associação ambientalista com a categoria de ouro), apenas numa ocasião foi entregue fora da Câmara, e tratou-se da Junta de Freguesia do Carriço, freguesia que tem a sorte de acolher a praia. A coisa não correu lá muito bem. 

É certo que, de acordo com o decreto-lei em vigor, "compete aos órgãos municipais, designadamente: concessionar, licenciar e autorizar infraestruturas, equipamentos, apoios de praia ou similares nas zonas balneares, bem como o fornecimento de bens e serviços e a prática de atividades desportivas e recreativas nas praias identificadas como águas balneares e criar, liquidar e cobrar as taxas e tarifas devidas pelo exercício destas competências". Mas não é suposto que sejam as mesmas a protagonizar esse apoio. Porém, em Pombal, onde (já se sabe) nem tudo é normal, a Câmara teve que voltar a assegurar este ano essa logística, pois que passou o prazo de concurso para terceiros. Por via das coisas, Pedro Pimpão anunciou já o concurso para... 2024. 

Com a época balnear à porta, também não temos notícias da praia do Urso (ou do Fausto, como lhe chamam os locais), na freguesia da Guia, cuja abertura ao lazer está prometida há anos. Estamos em crer que depois de tamanho investimento no [posto de] Turismo, isso deve estar tudo tratado, claro. 

14 de abril de 2023

O turistaa acidental



Foi inaugurado esta manhã o (novo) posto de turismo cá do burgo, que volta a funcionar dentro da Câmara, como no tempo da maria cachucha. Que um secretário de Estado se preste ao papel, até percebemos: os últimos dias mostraram-nos que podemos esperar tudo da função. 

Mas o insólito está sempre à espreita. Quem foi que se apressou a fazer propaganda do acto, todo contente? Joelito, o presidente do PS local. Não lhe bastava ser ramo de enfeite, ainda precisou de exibir a proeza. 

Já sabíamos que tentava disputar a categoria de inepto com o Pedro. Mas como em tudo na vida, lá diz o povo que é preciso ter corpinho para a mania. Nesta publicação do PS local é tudo mau, a começar pela ideia de o fazer e a acabar nos atropelos ao português, pobre língua...

O pior de tudo? A mensagem. A sério que o PS defende isto? Alguém diga a este candidato a boy que foi um presidente socialista que percebeu a importância de retirar o posto de turismo de dentro da Câmara. E que recentemente o PS, nomeadamente na AM, clamou contra esta asneira. Ah, espera...ele quis demarcar-se desse PS. O resto não lhe interessa. Ou simplesmente não sabe, qual turista acidental.

2 de março de 2023

A diversão segue na BTL

Enquanto no PS se afiam as facas, para a noite das facas-longas, o Pedro diverte-se na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL). A vida é ingrata: enquanto uns vivem os azedumes da desgraça colectiva; outros usufruem dos prazeres da boa-vai-ela. 



Como o divertimento é a felicidade do Pedro & C.ª, a roda tem que rolar e nós temos que a pagar. No ano passado, criticámos o Pedro por ele ter levado à BTL um autocarro cheio de gente, em passeio. Incomodado com a crítica, este ano carregou o burro (o orçamento): mandou fazer um stand, com a imagem do castelo, pagou terrado, contratou figurantes, à civil e disfarçados de marqueses e condessas, mandou servir petiscos e bebidas, para consolo dos convidados do costume e dos veraniantes, e assim, entre brindes e futilidades, fez a festa. 

Há gente que aprova este folclore; e outra, até mais fútil e instruída, que julga que isto traz algum retorno para o concelho. Este ano, muitos já recusaram o convite, já houve dificuldade em encher o autocarro, sinal que a mensagem vai passando… Mas há uma dúvida que me intriga: será que o Pedro acredita que está a fazer alguma coisa de útil para o concelho, ou isto é tudo aldrabice para enganar papalvo? Custa-me a acreditar que executivos municipais, sobrecarregados com atribuições e problemas, a que não conseguem dar resposta, desbaratem tempo e dinheiro julgando que se pode retirar algum retorno deste tipo de eventos. Mas quando oiço o Pedro defender que o turismo é vector estratégico para o desenvolvimento do concelho, e que o turismo associado às ditas figuras históricas - Marquês e afins – tem grande potencial, fico perplexo.

Quem age desta forma, continuará a apregoar a falácia da aposta no potencial turístico do concelho e a desbaratar rios de dinheiro público, necessário para ajudar a solucionar carências graves do concelho, em coisas tão desastrosas como CIMU-SICÓ, Quinta de Sant` Ana, Casa da Guarda Norte, etc.

Siga a festa.

29 de setembro de 2022

Sai (mais um) um ajuste directo para mais um posto de turismo

foto: Igogo


Na onda de positividade que tomou conta da nova dinânica municipal, o doutor Pimpão aproveitou a Feira de Artesanato/Tasquinhas para anunciar o cumprimento de um promessa eleitoral: devolver o posto de turismo ao centro da cidade. Ora, se bem se lembram, Pombal tem um posto de Turismo, (bem) construído de raíz, no final dos anos 90, por iniciativa de Narciso Mota. Mas a determinada altura da nossa história, no mandato de Diogo Mateus, alguém se lembrou de levar o turismo para o Castelo, e arrendar o espaço a uma agência de viagens privada. 

Se Pimpão queria devolver o posto de turismo ao centro da cidade, só tinha uma coisa a fazer: voltar a instalá-lo no lugar que é dele, valendo-se dos instrumentos legais ao dispor. Mas o que decidiu ele fazer? Recuar 25 anos no tempo e instalar, de novo, o turismo dentro da Câmara. No mesmo edifício onde os funcionários se queixam de falta de espaço para os serviços. Assim, a 20 desde mês foi publicado o contrato (celebrado seis dias antes) que atribui, por ajuste directo,  essa empreitada, pela módica quantia de 50.700 euros, à empresa CDF 2020, Construção Civil e Obras Públicas Lda (uma satélite da conhecida Soteol), que terá 45 dias para executar os trabalhos.

Enquanto houver dinheirinho, não nos vão faltar movimentos destes. Quando não houver...faltarão estes e outros. 

19 de abril de 2022

E o essencial, Pedro?!

A câmara de Pombal está entulhada de vereadores, assessores e funcionários ligados ao poder. Mas, pelos vistos, não chegam para o essencial. E o essencial é, no lado substantivo, cumprir as atribuições fundamentais da câmara (onde vamos ter muito que escrever); e, no lado formal, cumprir, por exemplo, os deveres de informação e transparência, obrigatórios na administração pública, tais como, prestar contas, divulgar as decisões, disponibilizar atempadamente os áudios e as actas das reuniões, efectuar as notificações devidas, etc. 



Se no lado substantivo a coisa não é fácil, porque exige conhecimentos, experiência e dedicação - coisas que não abundam por lá; no lado formal basta querer e dispor de algum tempo para as obrigações – coisas que também não abundam por lá, porque gastam o tempo todo a rotear ou a tratar do roteio seguinte.

Continuem na festa, que os desgostos vêm a caminho.

PS: As reuniões do executivo destinam-se, essencialmente, a decidir. Como tal, não faz qualquer sentido assistir a reuniões de várias horas e não se ficar a saber o resultado das votações. É um erro que vem do passado que urge corrigir. O resultado? O resultado é que conta.

Adenda: a câmara respondeu de imediato à crítica e já divulgou parte da informação.

13 de abril de 2022

A excursão a França

 



O novo executivo foi dar um ar de sua graça a terras de França, desta vez sem Pedro Pimpão, que mandou o "presidente da junta em exercício", vulgo chefe de gabinete, carinhosamente tratado por 'Né', oficialmente Nelson Pedrosa. Não haverá por este país nenhum outro tão aplicado e com tamanhos poderes. Nem o antecessor algum dia almejou tal alcance, por mais que pesquisemos nos arquivos do Farpas. 

Mas a feira de Nanterre é - como se sabe - importantíssima desde há muito. E por isso era da mais elementar justiça enviar a nata da vereação para estabelecer contactos com a comunidade emigrante. Sanadas que parecem estar as incompreensões da Adilpom, foi bonito de ver o são convívio entre beijinhos de Pombal, licores e biscoitos, mesmo que tenha dado pouco nas vistas à imprensa local. Para a próxima a excursão tem de contemplar "os nossos" mensageiros. Uma falha, Pimpão. Era mais uma partilha nas redes...

1 de abril de 2022

A vereadora desenganada


Doutora Odete foi na excursão a Lisboa mas esqueceu-se de fazer o briefing antes de ir. Só depois de exposta à crítica - no Farpas e nas redes sociais, nomeadamente por parte dos seus camaradas de partido, que digeriram mal este abraço de urso que Pimpão anda a fazer aos vereadores do PS, e de que eles parecem gostar - é que se deu conta do papel ridículo. É feio cuspir no prato onde se come...

As perguntas que fez são todas legítimas, mas  quem a ouve falar fica com a ideia de que entrou num autocarro ao engano. Também estranhámos que não tenha aproveitado a ocasião para questionar o presidente sobre a ida à bola, a excursão ao Porto. Ah, espera...será porque também lá estava o vereador Luís Simões, escondido na fotografia?


25 de março de 2022

A Excursão ao Porto


 

Menos de oito dias decorridos do passeio à BTL, o Pedro pediu aos amanuenses que contactassem os eleitos da Assembleia Municipal para encher (de novo) o autocarro da Câmara. Desta vez, a ideia era uma ida à bola. Só que, desta vez, a coisa não (lhe) correu de feição: foram muitas as negas que levou, nomeadamente por parte da oposição, e não só. Além disso, como 'gato escaldado de água fria tem medo', o gabinete da propaganda foi comedido nas fotos, excepção feita a um ou outro entusiasta das selfies. Não há, para já, nenhum retrato oficial da comitiva, embora não tenham faltado deputados municipais, presidentes de junta, e até dirigentes de clubes.

Portugal ganhou à Turquia por 3-1.

Adenda: Mal este post chegou à rede, o gabinete da propaganda fez sair a fotografia do grupo. Um momento ternurento, em que presidente e vereadores se fizeram acompanhar dos filhotes ou dos conjuges. Porque afinal, isto é tudo uma grande família.

17 de março de 2022

A excursão a Lisboa

 



Nunca, mas nunca por nunca mais venham a este blogue dizer que Pombal não liga ao turismo, ou que não fazemos nada por ele. Quando toca a fazer turismo, somos muito fortes! Ontem, por exemplo, o executivo foi em barda para a BTL. Presidente, vereadores (da maioria e da 'oposição'), assessores e afins, encheram um autocarro de amor e rumaram à capital do império. Não sabemos muito bem o que foram lá fazer, pois que Pombal  não está sequer representando com qualquer stand do município. Só com uma empresa privada. Das duas uma: ou foram passear, ou marcar passeios. A uns e outros, desejamos uma boa estadia nas terras vizinhas.

O Farpas lamenta profundamente não ter podido corresponder ao convite que (certamente por lapso) terá ficado esquecido entre a horda de assessores, mas não quis deixar de dar nota de tão importante visita de estudo, mui dignamente acompanhada pela nossa dinâmica imprensa local. 

12 de março de 2020

Hasta Pública das Escolas – Trabalhar para “Show” ou para aquecer?

A CMP – Diogo Mateus – realizou, no curto espaço de uma semana, duas apresentações públicas da Hasta Pública de Arrendamento de 14 Antigos Edifícios Escolares para Fins de Utilização Turística (alojamento local). 

Depois de conhecido o conteúdo das apresentações, o público presente e convidado, e o conteúdo do procedimento do concurso, custa a compreender o que é que a câmara pretende com isto: simples propaganda ou trabalho para aquecer?

Nas apresentações estiveram os presidentes de junta, meia dúzia de funcionários da autarquia e meia dúzia de curiosos, que saíram de lá mais desiludidos do que entraram.  

O procedimento do concurso é uma teia burocrática digna de quem está leiloar a última maravilha na Terra. Para serem admitidos a concurso os candidatos terão que apresentar um vasto conjunto de documentos (registos criminais, registo comercial, certidões comprovativas da situação tributária e com a segurança social) e licitar um valor igual ou superior ao valor mínimo definido para cada edifício (50 €/mês para edifícios com uma sala; 75 €/mês para edifícios com duas salas; 100 €/mês para edifícios com três salas). Isto tudo, só para ser admitido à Hasta Pública. Depois, os candidatos admitidos poderão participar na hasta pública com a licitação a iniciar-se pelo mais elevado dos valores apresentado nas propostas dos candidatos admitidos, sendo os lanços subsequentes no valor mínimo de 10,00 €. O edifício será arrematado pelo proponente que haja licitado o valor mais elevado. O contrato de arrendamento de cada um dos imóveis será celebrado no prazo máximo de 30 dias a contar da data da adjudicação definitiva, pelo período de 25 anos, automaticamente renovável por períodos sucessivos de 5 anos.

O adjudicatário deverá prestar caução equivalente a 2 rendas mensais correspondentes a cada um dos imóveis a arrendar. E terá que suportar os custos das obras necessárias; o que exige investimento avultado devido à realocação a uma actividade totalmente diferente e ao elevado estado de degradação dos edifícios. 

Por outro lado, os edifícios situam-se em lugares com atractividade turística nula, ou menos que nula (Carvalhal, Zambujais, Gesteira, Almezinha, Tissuaria, Barreiras, Cavadas, Torneira, Outeiro, Silveirinha Pequena, Alhais, Ladeira, Barrosa, Roubã).

Dificilmente a câmara atrairá mais candidatos do que o número de sessões de apresentação que realizou. Bem sabemos que ideia, atendendo à realidade local (fraco dinamismo económico, fraca atractividade turística, fraco apoio da autarquia, etc.), tinha pouca viabilidade. Mas a câmara – Diogo Mateus - parece teimosamente empenhada em matar à nascença ideias que bem encubadas e apoiadas poderiam resultar. Nunca desta maneira.

PS: Uns recebem escolas de borla, a câmara faz as obras e atribui subsídios regularmente para a manutenção e almoços; outros são aliciados para um investimento elevado sem potencial de retorno).

29 de novembro de 2019

Quinta de Sant`Ana, o maior desastre

A CMP vai entregar a Quinta de Sant`Ana a troco de 2.020 euros mensais, durante 20 anos. Na verdade, não será bem assim: nos primeiros 5 anos a câmara não receberá nada, porque o empresário abate a renda ao investimento na quinta até ao montante de 100.000 €. Se durante os primeiros 5 anos abandonar o negócio a câmara (Nós) não receberá nada. 
O concurso internacional, com vídeos e campanhas de promoção caras, atraiu unicamente duas propostas, de baixo valor e sem qualquer projecto hoteleiro/turístico. A adjudicação é um tiro no escuro, e sem retorno (significativo).
A oposição limitou-se, como de costume naquilo que é importante, a observações vagas, a manifestar estados de espírito, e a lavar as mãos com a habitual abstenção.
A compra da Quinta de Sant`Ana foi um mau negócio; e a despesa lá realizada, ao longo de vinte e seis anos, ascende a muitas centenas de milhares de euros – Diogo dixit. Estamos perante o maior desastre económico de que há memória em Pombal. A custo actual a câmara já meteu naquele negócio mais de 2.000.000 €, sem retirar praticamente nada. 
Mas Diogo Mateus está empenhado em somar a este desastre, outro de que é o principal responsável: o CIMU-SICÓ. É obra!


29 de outubro de 2018

E ela a dar-lhe com a ponte suspensa sobre o Vale do Poio

Não conseguem acabar o mamarracho do CIMU-SICÓ - está parado há dois anos e meio, ainda não está sequer a meio e não sabem que utilidade lhe dar;
Pelo meio, constroem e adquirem edifícios que estão ao abandono ou em subutilização;
Mas vão estas alminhas meter-se a construir uma ponte suspensa no Vale do Poio – numa área especial protegida – que ninguém lhes pede.
Dinheiro a mais; e juizinho a menos!

31 de agosto de 2018

CIMU-SICÓ – é para demolir?

A construção do CIMU-SICÓ está parada há dois anos e meio; no estado que o vídeo mostra! O CIMU-SICÓ foi apresentado, em 2007, como um projecto grandioso – megalómano, até – com duas valências essenciais: (1) divulgação do património histórico e cultural da região; (2) centro de apoio aos desportos de natureza e turismo. O projecto é uma aberração arquitectónica, tanto no que se refere ao enquadramento paisagístico como à funcionalidade interior (um labirinto disforme com corredores e inúmeras salas). Ao longo dos doze anos de criação do mamarracho, a câmara nunca conseguiu aportar-lhe conteúdos/valor que justificassem o elevado investimento e a descaracterização da paisagem protegida. Depois do fraco interesse das diversas entidades pela vertente da divulgação do património histórico e cultural da região – o Centro Ciência Viva afastou logo a possibilidade de ali instalar um pólo – o projecto ficou, em grande parte, amputado da primeira valência e resumido à segunda - desportos de natureza e turismo –, a que a câmara pensou, recentemente, agregar uma ponte suspensa sobre o Vale do Poio – mais uma bizarria. 
Entretanto, a câmara estabeleceu um protocolo com o Grupo de Protecção da Sicó (GPS) que “prevê a cedência do direito de superfície da antiga Escola Primária de Ereiras a favor do GPS, e que permitirá a ampliação daquela infraestrutura, com vista a receber o Centro de BTT Sicó, projecto que pretende instalar uma rede de trilhos pedestres e cicláveis na Serra de Sicó". O protocolo acrescenta que “o Centro de BTT Sicó pretende ter um papel fundamental na potenciação das actividades de cycling e walking no Maciço Calcário Sicó-Alvaiázere, assumindo-se igualmente como um pólo de promoção de Turismo de Natureza descentralizado dos principais centros urbanos”. Com o protocolo estabelecido, a câmara apoia e financia a criação de uma estrutura, próxima do CIMU-SICÓ, que vai fazer exactamente o que o CIMU-SICÓ se propunha desenvolver - desportos de natureza e turismo. Perante esta duplicação de meios pergunta-se: - Com o protocolo estabelecido, o executivo – Diogo Mateus – prepara-se para, assim, justificar a demolição do mamarracho (está numa fase em que os prejuízos, apesar de tudo, são ainda moderados)? Defina-se, presidente; a duplicação de infraestruturas e de meios não é aceitável. Esclareça os pombalenses; são eles que pagam estes desmandos. 

PS: Faz sentido a criação de uma estrutura minimalista para apoio às actividades/desportos de montanha. No entanto, parece-me que as Ereiras não é o local mais indicado. Por todas as razões (localização, atractividade, potencial turístico, etc.) a Aldeia do Vale é o local ideal.

9 de abril de 2018

Tacanhos: olhem para a frente!



Diogo Mateus tem muitas qualidades. Entre elas - como está bem de ver - uma certa predisposição para o digital. "Temos que olhar para a frente!" - diz ele. Talvez quisesse acrescentar "para cima", apontando ao castelo, quando o assunto é o posto de turismo que retirou da entrada da cidade e foi esconder nas muralhas. Nesta conversa, só faltou dizer que o posto de turismo não faz falta nenhuma na cidade, pois que, no concelho onde vive, "qualquer cidadão pega na sua app, no seu portátil" e vai.
Terá alguma razão no que diz, o presidente. Há uma certa franja que o faz, sim. Mas nesse momento senti que lhe faltava um banho de realidade. E intrigou-me - outra vez - por que raio foi ele libertar o espaço construído de raiz para o posto de turismo para lá instalar...uma agência de viagens. É um povo tacanho este, que não alcança a sabedoria dos botões de punho. E que tem o desplante de achar que o handicap do turismo em Pombal é a falta de um posto de turismo à entrada, acessível a todos.
Não, não é. É mesmo a falta de turistas. 

18 de agosto de 2017

Aprender com Arouca

Movido pela curiosidade paisagística e técnico-política visitei os Passadiços do Paiva, no feriado.
As belezas do local suplantaram as melhores expectativas e merecem nova visita, no inverno, para ver o rio correr bravo naquela garganta formada por encostas ingremes de rochedos, e as quedas vertiginosas das cascatas, os sons e aromas dessa época do ano. 
O sucesso e a sustentabilidade do projecto entram pelos olhos dentro: fez de Arouca uma atracção turística durante todo o ano, é economicamente sustentável, tem impacto mínimo na Natureza (as visitas estão limitadas a 2500 pessoas por dia), é revertível (facilmente removível e não deixa mazelas na Natureza).

Mais uma vez se comprova que o sucesso de uma terra depende, acima de tudo, de meia dúzia de boas ideias e da capacidade de as colocar em prática; e não de projectos irrealistas (megalómanos), que não agregam valor e (só) sugam recursos. Arouca é um pequeno concelho rural, no interior norte do país, com 22.000 habitantes, com parcos recursos e fracas acessibilidades, mas atrai mais turistas num mês do que Pombal no ano inteiro. Arouca tem - tal como Pombal - uma serra na rede Natura 2000, que preserva e valorizou com os Passadiços do Paiva. Pombal despreza a sua, deixa-a ao abandono e desqualifica-a com o elefante-branco CIMU-Sicó.