Mostrar mensagens com a etiqueta Investimentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Investimentos. Mostrar todas as mensagens

2 de abril de 2025

Pólo do Conhecimento – mais uma tontice pombalina

Num dos pasquins que alimenta, o dotor Pimpão fez passar a informação que o projecto do Pólo do Conhecimento, a erigir no Casarelo, está quase pronto. Os despesistas são assim: dinheiro em caixa (proveniente do empréstimo recentemente contratado) dinheiro torrado... Compreende-se. Os pacóvios admiram o que não têm, mas nada fazem para o terem. Na verdade, não há absolutamente actos “desinteressados”, e nada é mais terrível (para as comunidades) que ver a ignorância em acção. Mas do IPL esperava-se um bocadinho de juízo (prudente) e de racionalidade. 



É inegável que o município precisa de conhecimento (aplicado) em diversas áreas críticas, nomeadamente em matérias da boa-governação. Mas não precisa de mais “elefantes-brancos”, abandonados ou subutilizados, tais como o CIMU-SICÓ, a Casa da Guarda Norte, a Casa Mota Pinto, a Casa Varela, o Centro de Negócios, o Celeiro do Marquês, a Quinta de Sant`Ana,etc., e as dezenas de edifícios ilegais (sedes de associações e outros) e de equipamentos desportivos e de lazer abandonados (ringues, parques de merendas e outros). 

Desde os primórdios da economia se sabe que o uso de um objecto determina seu valor. O Município de Pombal comprova-o na plenitude - tem sido uma máquina trituradora de valor. Nas ditas ciências-sociais não há nada tão profunda e objectivamente estudado e teorizado como as matérias de Análise e Decisão de Investimentos; mas por cá continua a confundir-se investimento com despesa, valor com desperdício, análise com opinião, decisão com palpite. Por conseguinte, apesar da doentia naturalidade das coisas que nos vão sucedendo, é absolutamente inacreditável que durante quatro décadas, três presidentes e vários executivos, não se tenha conseguido dar vida/utilidade - valor para a comunidade - a nenhum dos avultados “investimentos” realizados, salvo a honrosa excepção da Biblioteca Municipal. 


8 de julho de 2021

Sinais dos tempos: o PSD socializou

Em Pombal, temos – também - dois PSD`s: o da câmara e o alternativo (à câmara e às juntas). O da câmara governa, com agenda própria, movido pelo fazer por fazer, e agora pelo não-deixar-fazer; o alternativo escorraçou o actual e esperava que os dias passassem depressa, sem fazer ondas, pelo “pote”.

Mas, entretanto, deu-se conta que o actual dono do “pote” o quer deixar vazio, e, se possível, roto. Os alarmes tocaram. A compra do Hotel Pombalense foi o verdadeiro sinal de alarme. Vai daí, decidiram, na última reunião da comissão política, realizada anteontem, que é preciso tomar posição pública contra a perniciosa compra. E rejeitar a proposta de compra que o executivo terá que submeter à assembleia municipal.

Isto promete.


14 de outubro de 2020

Pobre Câmara rica

                                             foto: Terras de Sicó

As notícias municipais dão conta de que a Câmara vai comprar (ou já comprou?) um terreno na Redinha, pela módica quantia de 98.504 euros, onde a Santa Casa da Misericórdia  local pretende construir uma ERPI (Estrutura Residencial Para Idosos), a designação pomposa que agora se dá aos lares, quando albergam um três-em-um - concentram-se ali as valências de Centro de Dia e Apoio Domiciliário.

Não está em causa a necessidade premente do sector público ou privado encontrar soluções que respondam à procura da população de uma determinada freguesia, mesmo quando há aqui algumas pequenas nuances, na Redinha: o atual provedor da Santa Casa da Redinha já foi, em tempo, candidato pelo PS à junta local (converteu-se a tempo, para o PSD) e o presidente da Junta está há muito rendido ao poder e à maioria vigente. Aliás, não se percebe por que razão o PS ainda não lhe retirou a confiança política, pois que vota sistematicamente contra o partido que lhe suportou duas candidaturas, ignorando-o descaradamente. Mas adiante.

O que está em causa é a Câmara gastar quase 100 milenas num terreno. Num terreno na Redinha. Junto às escolas de salas vazias e ou fechadas - como é o caso do Colégio Cidade Roda. Ora, aqui cola-se outra particularidade: é voz corrente que o próximo destino daquele edifício bem poderia ser...uma residência para idosos. 

Por último, sobra uma dúvida: o que aconteceu ao benemérito que há anos oferecera um terreno para construir um Lar da Santa Casa na Redinha?

Ficamos todos descansados com a limpidez deste processo, e com a certeza que a Câmara dá: "O Executivo Municipal considera que o envelhecimento é o segundo eixo de intervenção prioritário definido no Plano de Desenvolvimento Social do Concelho de Pombal, sendo objetivo de até 2021 apoiar medidas para o desenvolvimento ativo e saudável no concelho, garantindo os recursos e respostas necessárias à proteção da população sénior". Em residências, portanto.

Agora que sabemos do segundo eixo, só nos falta saber do primeiro. 

19 de agosto de 2020

Terras (região) em rumo



Na falta de melhores propósitos para as suas terras, os presidentes de câmara de Leiria e Coimbra continuam entretidos com a briga pela localização de um suposto aeroporto na região centro.

Falta saber se querem iludir ou andam iludidos. Pareceria menos mal que só quisessem iludir; porque para ilusão, que se tornou tormenta, já deveria chegar os elefantes brancos que existem nas suas terras - os malfadados estádios municipais. 

Os presidentes de câmara de Leiria e Coimbra, e outros, já deveriam saber, por experiência própria, que há investimentos (empreendimentos) que vale mais não fazer...

28 de abril de 2019

Incúria total

A CMP construiu, ou mandou construir, e pagou, um parque infantil, na periferia de Albergaria dos Doze, que deixou ao total abandono (e talvez nunca tenha sido verdadeiramente usado), junto a uma suposta ETAR que nunca funcionou.
Ao lado, pagou a construção de um suposto parque de aventura e lazer que foi deixado ao abandono e tomado pelas silvas.
Entretanto, decidiu derreter mais 179.973 € naqueles equipamentos, que, pelos vistos, ninguém deseja nem reclama.
Este caso é, só por si, grave, pelo que demonstra do nível da incapacidade de gestão desta câmara. Mas o problema maior é que este caso não é excepção, é a regra.
Bem pode a câmara apregoar prémios, bandeiras e lugares de destaque nos anuários de investimento das autarquias; a realidade, por cá, fala mais alto.
Bem podem os vendedores de banha-da-cobra, os charlatões, os narcisos desta terra, apregoar que as câmaras com 1% geram 30% da riqueza nacional. A realidade é o que é.