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6 de julho de 2023

O resgate do soldado Fernandes


O reaparecimento do líder da bancada do PSD na última reunião da Assembleia Municipal elevou o debate à análise geopolítica. José Gomes Fernandes - que noutro tempo, noutra configuração da AM, tinha nos bastidores o cognome de Taliban do PSD - regressou (finalmente!) à linha da frente. E sobre o que falou este aguerrido causídico, dirigente e membro do órgão máximo do Município? Da Guerra (Na Ucrânia, parece, que as outras não interessam). Claro que aproveitou o ensejo para colar o Governo ao tema, pois que - já se sabe - são só os políticos (mormente os da esquerda, no geral, e do PS em particular) que se aproveitam da guerra, essa senhora de costas tão largas como a pandemia ou como a troika. 
E já que a Assembleia era municipal, lá arranjou maneira de deixar uma sugestão ao presidente da Câmara, sobre não sei quê de medidas, a propósito...da guerra. 
 

12 de julho de 2019

Afinal, qual é o verdadeiro amor do Pedro?


Nas últimas autárquicas, o Pedro fez repetidas declarações de amor a Pombal, aos pombalenses, aos amigos, à família, etc.; convenceu-nos (à maioria) que a sua paixão era sincera. Mas quando decidiu ficar por Lisboa a dúvida instalou-se… Ficámos agora a saber que a verdadeira paixão do Pedro – o seu interesse – é Lisboa (o Parlamento) e não Pombal: fez-se designar elegível por Leiria, em lugar seguro (3.º)! As opções do Pedro não são fruto das circunstâncias; são uma forma de vida. 
O Pedro é uma criatura amorosa - um polígamo político que ama todos por si - a quem se tolera uma traiçãozita. Se Rui Rio não o cortar – razões não lhe faltam - o Pedro ficará bem lá por Lisboa, junto da senhora luxuriosa, rica e majestosa, durante mais quatro anos, à espera de melhores dias. Talvez gostasse de ficar por cá, com os seus, mas esta terra não gera oportunidades, nem para rapazes como o Pedro. Ficará sempre com o consolo da amante provinciana para os escapes de fim-de-semana.
O Pedro está feito político: surpreendentemente saiu (parece ter saído) vitorioso deste jogo, jogando em dois tabuleiros, com muita manha e jogo de cintura.
Força Pedro, és um dos nossos, o Farpas está contigo.

17 de março de 2015

Pombal 2020


E se a visita de Maria Luís Albuquerque se compreende e se saúda, a iniciativa levada a cabo pelo PSD no Louriçal no passado Sábado, apesar de louvável, tem aspectos difíceis de entender. 

Primeiro a parte boa. A Europa 2020 é a estratégia de crescimento da UE para a próxima década. Portugal não pode, de maneira nenhuma, passar ao lado dessa estratégia e, como tal definiu um acordo de parceria com a Comissão Europeia que designou por Portugal 2020. Dar a conhecer o Portugal 2020 - e em particular o Programa Operacional Centro 2020 - às nossas empresas e instituições é uma iniciativa louvável, uma vez que as oportunidade de financiamento são muitas. Além do mais, existe uma vontade política na Europa de financiar os "países com baixo desempenho", lote em que Portugal se encontra juntamente com o Luxemburgo e todos aqueles que aderiram à UE depois de 2004. 

Agora, o que já não se percebe é porque é que o Governo delega a promoção e divulgação deste importantíssimo programa no PSD. Será que quer capitalizar ganhos político-partidários de uma iniciativa que, claramente, não lhe pertence? A estratégia Europa 2020 que enquadra todos estas programas regionais não pode ser partidarizada! O dinheiro que vai ser distribuído - e é muito - é de todos os contribuintes europeus e, por isso, o mínimo que se exige é que sejam as instituições que nos representam que nos informem destes programas.

Parece que também foi constituído um projecto Pombal 2020 (que tem uma página web), coordenado por David Mota (investigador). Não conheço a pessoa em causa - apesar do apelido me ser familiar - e, sinceramente, não sei quem o nomeou. O que sei é que se um dos objectivos do projecto Pombal 2020 for o de ajudar as empresas e instituições a compreender e a aceder à informação do programa Centro 2020, exige-se que ele deixe de estar sob a alçada de uma força partidária e que seja assumido pela Câmara Municipal.

24 de maio de 2010

Nós por cá

No Reino Unido anuncia-se poupança de sete mil milhões de euros para reduzir o défice. Cá já sabemos onde se vai buscar as receitas, mas ainda ignoramos, na maioria, onde se chegará nas despesas. No Reino Unido, nem um mês depois de eleições, com um Governo de Coligação já sob fogo cerrado de algumas das suas fileiras, já há um plano e alvos (e leiam que no Reino Unido, institutos públicos serão eliminados). Por cá, sabemos mais de confusões que de intenções. E mesmo as intenções não nos chegam. E como cá, muito do que se faz, faz-se com dinheiro da Administração Central, quais serão as preocupações e os planos de contingência que andarão na cabeça dos autarcas com poder executivo. Será que já se pensou onde se pode poupar, reciclar ou cortar? Quais os investimentos que se mantêm? Se a atribuição de subsídios obedecerá a uma política clara?

23 de março de 2010

Vitória histórica


Depois do falhanço de sete dos seus antecessores, entre os quais os três últimos, Barack Obama assinou hoje a famosa lei que preconiza a reforma do sistema de saúde norte-americano. Esta nova legislação abrangerá 95% da população americana, pondo fim a uma situação de clara injustiça social que envergonhava o país. O tempo se encarregará de confirmar ou desmentir a eficácia do novo sistema de saúde. Para já, Obama fez história e obteve uma vitória política fundamental.

11 de janeiro de 2009

A VERDADEIRA FAIXA DE GAZA



Para mim, os israelistas são os criminosos e os palestinianos as vitímas.Maniqueísmo? Não. São os factos. E contra estes factos não há argumentos. Por isso, urge pôr fim de imediato à agressão imperalista dos sionistas.