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25 de fevereiro de 2017

Diogo Mateus lembra que os subsídios “compram” votos

Discutia-se a atribuição de mais um subsídio à Comissão Fabriqueira da Igreja de Pombal. O vereador Jorge Claro anunciou que PS votava contra. Logo Diogo Mateus lembrou, com aquele sorriso cínico: - vota contra! Muito bem. ...Os (seus) votos sobram para alguém.
E a reunião lá prosseguiu no registo do “chá das cinco”, que nem o tema do CIMU da Sicó – o maior desastre político das últimas décadas - alterou.

30 de novembro de 2016

Onde se dá conta do encontro do Príncipe com o Cura e Trovador Vaz

Ultrapassada a pendência decisiva, no n.º 2 da Rua Luís Torres, com uma vitória limpa, por unanimidade e em toda a linha (?); sem dar um único tiro, deixando as despesas da refrega para os licenciados em leis e os novos fidalgos, e limitando-se a registar alinhamentos e desalinhamentos; o Príncipe sentia-se, novamente, dominador da situação, pronto a ditar as regras e os papéis, quando recebeu o Cura e Trovador Vaz.
O Pança recebeu o convidado com a cortesia com que costuma tratar os superiores, e encaminhou-o ao trono. O Príncipe levantou-se e recebeu o representante do Senhor na terra com um cumprimento discreto. Sentaram-se.
Principiou assim o Príncipe: - Digníssimo Cura Vaz; reconhecerá, com certeza, que tenho sido generoso com a Igreja que dirige, brindando-a com avultados recursos materiais para que possais cumprir a vossa missão nesta terra: manter o rebanho junto e manso.
- Concordo Majestade; – anuiu o Cura – mas não imaginai Sua Majestade o esforço que tenho feito para manter a harmonia nesta difícil paróquia e ser fiel à secular aliança entre Estado e Igreja.
- Aí, discordamos – contrapôs o Príncipe, no seu registo altivo. E foi por isso mesmo que o mandei chamar; para lhe dar nota das falhas e do que espero de Vossa Mercê neste período crítico.
- A Igreja está sempre aberta a assumir as suas falhas; somos servos do Senhor e, também, de Sua Majestade. 
- Então dizei-me, Cura Vaz: acha que eu, que herdei um principado pacificado e obediente, posso estar satisfeito com tanta ovelha tresmalhada (algumas já regressaram), tanta intriga, tanta divisão e com rebeliões, até? - questionou o Príncipe meio exaltado.
- Compreendo a vossa revolta, – anuiu o Cura – mas compreendais, com certeza, que um pastor, por mais atencioso e apaziguador que seja, dificilmente consegue manter o rebanho junto e em harmonia, quando no principado reina uma luta fratricida.
- Mas é nestes momentos que os representantes do Senhor na terra são necessários – exclamou o Príncipe. Para os momentos de normalidade não precisamos de dotes divinos, precisamos deles é para superar as anormalidades.
- O que sei dizer é que, tal como Sua Majestade não consegue sanar as rebeliões; também a Igreja tem as suas fraquezas; e até o Nosso-Senhor-Todo-Poderoso é, às vezes, impotente perante as forças do Demónio.
- Dizeis-me, então, que não posso contar com Vossa Mercê para a minha arriscada empreitada? Perguntou o Príncipe.
- Claro que podeis, Majestade – acudiu logo o Cura e Trovador Vaz. Se as vossas aflições, angustiado Príncipe, podem esperar algum remédio das preces de um Cura, aqui estou eu, que todo me empregarei no vosso serviço. Mas conto, também, com a recompensa de Sua Majestade, para despachar as minhas trovas.
- Isso não é problema, se Vossa Mercê fizer bem a sua parte – atirou logo o Príncipe.
- Com todo o grado o faço, Majestade – anuiu o Cura. Desde que Vossa Excelência façais também a vossa outra parte. Lembrai-vos: se souberdes ter manha, podeis com as riquezas da terra granjear as do céu. Mas primeiramente há que temer a Deus, porque no temor de Deus está a chave do céu. Aconselho Vossa Excelência a passardes pela confissão, que, seguida de uma contrição sentida e de uma boa penitência, limpareis a alma e entrareis na graça de Deus – condição necessária para obterdes a confiança dos vassalos e o respeito dos súbditos.
- O meu estatuto não permite que seja confessado por um simples Cura; mas tenho recorrido ao nosso Reverendíssimo Bispo.
- Estais em boas mãos, - anuiu o Cura e Trovador Vaz. Mas talvez o nosso Reverendíssimo Bispo não conheça suficientemente Vossa Alteza. Por isso, convinha, também, que olhásseis quem sois, para vos conhecerdes bem, e descartásseis algumas baixezas que tendes à mistura com as vossas grandiosidades. Teríeis melhor vindouro se fordes um virtuoso humilde e não um fidalgo vicioso em que Vossa Excelência se tornou.
- E Vossa Mercê deveria rejeitar certas mundanices que tem a mistura com as suas muitas virtudes – atirou o Príncipe. Ou acha Vossa Mercê que a minha dinastia permite que me misture com a Trampa que abunda neste reino?
- Vossa Senhoria está de uma maneira que nem Satanás o atura! Ámen.
                                                                                                                      Miguel Saavedra

25 de novembro de 2016

Onde se dá conta das preocupações do Príncipe e dos afazeres do mundanal Vaz

O Príncipe sabe que o xadrez político está revoltoso e que a roda-viva em que tem andado nas últimas semanas não chega para inverter o sentido da peleja; que é necessário recorrer às peças da retaguarda. A precipitada ofensiva do inimigo foi bem repelida com o avanço do Lorde-mor; mas logo surgiu a surpreendente cisão no reduto eclesiástico a oeste; o que demandou o avanço do “bispo”, nesta época natalícia. Chamou o Pança e ordenou-lhe que marcasse um encontro com o Cura Vaz.
O Pança desceu as escadarias do convento e dirigiu-se à sacristia, onde encontrou o Cura e Trovador Vaz a preparar os despachos das suas novas cantorias para os fiéis. Mal o viu entre-portas, o Cura e Trovador Vaz, puxou-o:
 - Entrai, amigo Pança. Ao que vindes?
O Pança benzeu-se novamente, depressa, e disse: - muito obrigado, reverendo Vaz. Venho a mando do nosso Príncipe.
- E que incumbência trazeis – Interpelou, curioso, o Cura?
- Venho incumbido de o convidar Vossa Excelência para um encontro com nosso Príncipe, amanhã, depois da missa da manhã, se Vossa Mercê tiverdes vagatura.
O Cura Vaz consultou o calepino e disse: - Poderá ser; não tenho nenhum sacramento marcado e, mesmo que tivesse, arranjar-se-ia, com certeza, vagatura para os encontros, sempre proveitosos, com Sua Alteza.
Cumprida a incumbência, reparou o Cura e Trovador Vaz que o Pança se preparava para sair. Por isso, interpelou-o: - Irmão, há muito tempo que não passas pelo confessionário.
- Tem razão – anuiu o Pança – mas, como sabe, agora, a minha atarefada empreitada deixam-me pouco tempo para cumprir os deveres religiosos.
- Não pode ser, meu bom-cristão. A salvação da alma nunca pode ficar para trás. E deveis saber que a vossa empreitada é muito propícia ao pecado; e que Deus suporta os maus, mas não para sempre.
- Mas eu não sou dos maus – acudiu Pança.
- Não digo que o sejais; mas olha que os amanuenses e o povo andam muito queixosos. Tenho-os afagado na confissão, mas...
- Já percebi que é melhor passar pela confissão e comunhão. Reconheço que tenho andado afastado da Igreja, da Sr.ª do Cardal (minha querida Senhora) e, até, da graça de Deus.
- Muito bem – anuiu o Cura e Trovador Vaz, e perguntou logo de seguida: - Mas dize cá, meu bom-cristão: já encomendastes as minhas novas cantorias?
- Ainda não – confirmou o Pança. Mas fá-lo-ei, entretanto. Fique Vossa Mercê descansado que será a minha prenda natalícia aos amigos e família.
- Não esperava outra coisa de um bom-cristão como o meu amigo, com provas dadas – atestou o Cura e Trovador - mas, já que estais aqui, dize-me: a câmara vai encomendar as minhas novas cantorias?
- O que sei dizer a Vossa Mercê — respondeu o Pança – é que os serviços estão a tratar disso. Mas será conveniente abordar esse ajuste no encontro de amanhã. Como Vossa Mercê sabe, D. Diogo é muito formal; exigirá, com certeza, o necessário protocolo; mas conte com uma boa ajuda à Santa Igreja e ao seu digníssimo representante nesta santa terra.
- Vai com Deus, Pança amigo.
- Até amanhã, digníssimo.
                                                                                                                  Miguel Saavedra

25 de julho de 2016

Olha a bandeirinha!


Depois da caderneta de cromos (para os meninos da catequese, que são recompensados por uma figurinha de cada vez que vão à missa, e penalizados quando faltam, pela falta dela), chega mais uma inovação à paróquia de Pombal: a bandeirinha, com a imagem da Srª do Cardal, resultado de (mais uma) singela parceria entre a Câmara e a Paróquia.
Estou em crer que, em breve, a autarquia deixará de sustentar financeiramente algumas actividades, por exemplo o boletim "Luz e Esperança", pois que a gerar receitas desta forma, a Igreja tem condições para a emancipação de um jornal.
E assim se calam as vozes que apontam os "subsídios sagrados". A imprensa da terra (que podia e devia indignar-se com a desigualdade) já não é preciso.
créditos: FB de João Pimpão, que anunciou já ter a sua.

Subsídios sagrados

A CMP deliberou, por unanimidade, atribuir um subsídio de 6.000 € à Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de Abiúl.

6 de março de 2016

Assim se compra o céu

… e o resto. 
A CMP deliberou, por unanimidade, atribuir (mais) um subsídio de 5.000 € à Fábrica da Igreja Paroquial de Pombal e (mais) um subsídio de 1800 € à Fábrica da Igreja Paroquial de Vila Cã.

3 de setembro de 2015

Para onde vai a “igreja velha” de Albergaria dos Doze (2)?

Noutras freguesias preserva-se a cultura material mais simbólica de uma população. Em Caxarias, por exemplo, guardou-se o depósito das águas que alimentavam as máquinas a vapor. Em Albergaria dos Doze, semelhante depósito, símbolo da arqueologia industrial da nação portuguesa, foi posto ao chão para se ganhar uma terceira linha férrea que nunca vê comboios.
Para Santiago de Litém está em execução o restauro do coreto. Em Albergaria pôs-se o coreto ao chão e agora algumas almas querem comprar a Igreja Velha para a demolir e poder estacionar o mesmo número de carros que aí já se estacionam [ou menos, ainda]. Quem é o ideólogo desta demolição? Falaram-me do vereador da cultura da CMP… Será? Temos de apurar! Quem mandou o desenhador ou o arquiteto fazer este projeto que destrói o monumento com mais raízes históricas em Albergaria?
Não serve atualmente? Vamos encetar a animação do Centro Cultural Pe. Petronilho (CCPP), Senhor Vereador, Senhores Presidentes, Senhores Membros da Comissão Fabriqueira e Senhores Membros das Associações Locais.
Bem quisemos, em 1995, depois de terminarmos o Restauro e Reforma da “Igreja Velha” para CCPP, fazer uma Comissão de Gestão para assegurar a manutenção, gestão e animação do Centro Cultural…
O Conselho Económico não quis! Portanto, não pode, agora, desinteressar-se pelo imóvel e pensar só em liturgia. O projeto foi acompanhado e aceite pelo então Rev.º Bispo de Leiria, D. Serafim Ferreira e Silva e, parece-nos evidente, não pode a paróquia desligar-se quer da manutenção quer da animação do imóvel. Muito menos vendê-lo à autarquia para que seja derrubado e dê origem a 11 lugares de estacionamento.
Deus não quer e os albergarienses não deixarão!
Farpa convidada de Ricardo Vieira

7 de fevereiro de 2015

Carta Aberta

Excelência Reverendíssima 
Dom Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra

Tendo chegado ao nosso conhecimento que V.ª Ex.ª irá realizar, na próxima semana, uma visita pastoral ao Arciprestado de Pombal e que a mesma está a suscitar grande entusiasmo em toda a comunidade, crente e não crente, aristocratas e plebeus, teólogos e leigos, ricos e mendigos; vimos, por este meio, solicitar a V.ª Ex.ª que conceda ao Farpas, também, uma pequena audiência. Bem sabemos que a agenda de V.ª Ex.ª, por estas terras, vai ser muito variada e intensa, que o seu tempo é sagrado, e que continua a receber pedidos, iguais ao nosso, das mais variadas entidades (organismos públicos, associações, escolas e personalidades locais); mas esperamos uma pequena atenção da sua parte e um rasgo de ousadia na senda dos novos ares de abertura que sopram do Vaticano.
Não conhecerá, com certeza, V.ª Ex.ª, o Farpas. Estranhará o nosso interesse na audiência que, agora, lhe pedimos. Compreendemos. Até nós o estranhamos, e não saberemos explicar muito bem, o que levou um grupo de pouca fé em Deus e, porque não dizê-lo, na Humanidade a pedir uma audiência a V.ª Ex.ª. Intuirá, com a sua sapiência, que só circunstancias muito especiais levariam um grupo de tresmalhados, conhecidos na igreja, por maldizentes comunistas, a requerer seus bons ofícios de V.ª Ex.ª para afastar os demónios que se apoderaram de muita alma piedosa nesta malfadada terra.
Se nos receber (ou ler), perceberá V.ª Ex.ª que somos gente simples, que herdou sem querer a cultura grega, a ordem romana, a moral cristã e todas as mais ilusões que formam a nossa civilização, que apesar de não ser muito temente a Deus e aos seus representantes na terra, respeita os credos e os seus difusores, quando estes são exemplos de cidadania; mas farpeamos os poderes instalados, os oportunistas e os manhosos, a hipocrisia e o servilismo, a obscenidade e o desperdício.
Se nos receber, ficará V.ª Ex.ª a conhecer muito melhor o seu rebanho e os seus ajudantes: as suas maneiras, os seus vícios e as suas misérias. Queira V.ª Ex.ª saber que nesta terra há almas sobre quem pesa como uma maldição o não lhes ser possível ser hoje gente da idade média, que se dizem muito piedosas, mas cometem todo o tipo e sacrilégios em nome de Deus.
Por tudo isto, esperamos que V.ª Ex.ª não tenha receio de se encontrar com estes pobres “pecadores”, quais ovelhas tresmalhados do seu grande rebanho; e, tal como Jesus, enfrente os fariseus e os escribas e faça descer sobre eles o Divino Espirito Santo

Atenta e respeitosamente,

23 de janeiro de 2015

Rica paróquia, sim senhor

A paróquia de Pombal está transformada em agência turística, de um turismo religioso de pouca religiosidade.
A próxima viagem é à Rússia; inicia-se com uma visita ao túmulo de Lenine – esse símbolo maior do catolicismo! - e prossegue com uma rota pela história dos Czares. Grandioso! Custa perto de 2.000 € - coisa pouca para os paroquianos locais! No entanto, se algum mais necessitado tiver dificuldade em pagar; há sempre a possibilidade de arranjar um subsídio.
A escolha do destino e da rota surpreende, até, o mais distraído. Mas há alguns por maiores que embasbacam qualquer um:
- Porque é que um anti-comunista primário leva os seus paroquianos ao outro lado do mundo para visitarem o túmulo de Lenine? Não será uma heresia? E não baralhará os crentes? Se é pecado comentar no blog maldito, o que dizer desta visita?


21 de janeiro de 2015

Isto anda pouco católico

O incómodo tomou conta dos fiéis na missa do passado domingo, em Pombal. O insólito conta-se em poucas palavras: o padre, pouco piedoso e descrente na qualidade da catequese, resolveu fazer três perguntas aos candidatos ao crisma. Resultado: ninguém soube responder, nem mesmo a vereadora mais cool, e tardiamente convertida à praxis religiosa; que integrava o grupo. Uma mácula, desnecessária!
No meu tempo, com três meses de catequese - meia hora depois da missa – aprendia-se a ladainha e cumpria-se a tríade dos sacramentos da adolescência (primeira, segunda comunhão e crisma). E só na posse destes se poderia ser padrinho/madrinha, e não só.
Agora, está tudo pervertido: primeiro exerce-se e depois obtêm-se os sacramentos. O problema nem é tanto a mácula religiosa da vereadora…
A tradição já não é o que era! E não havia necessidade!

29 de maio de 2014

Subsídios (XXIV)

Em JAN14, a CMP deliberou, por unanimidade, presentear a Fábrica da Igreja Paroquial de Pombal com 5.301,80 € para esta publicar o seu boletim semanal, referente ao ano de 2013.
Mais deliberou, também por unanimidade, que o valor a ceder para o ano de 2014 seja
80,00 € por edição.
O Estado confessional no seu melhor!

27 de agosto de 2012

Novo padre

Pombal vai ter um novo padre. E diferente. Tão diferente que até sabe dar musica. As coisas vão ficar, com certeza, mais alegres.

A Igreja é uma organização muito conservadora. No entanto, sabe que, de vez em quando, é preciso mudar, nomeadamente de pessoas.

Por cá mudou o comandante da guarda, muda o padre… A terra, apesar de tudo, move-se.