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18 de maio de 2026

O país a pombalizar

Segundo o Jornal de Leiria, o governo realizará o próximo Conselho de Ministros em Pombal, quinta-feira. 

Os de cá não fazem nada, com valor, senão festas & eventos. O governo parece ir pelo mesmo caminho. Eis a decadência no seu esplendor - deslizar sempre um estágio de menor potencial.

Neste ocidente do Ocidente, a política tornou-se uma das actividades mais reles ao cimo da terra.


29 de maio de 2023

PSD a duas vozes

O PSD nacional retirou a confiança política ao deputado Joaquim Pinto Moreira, arguido na operação Vortex.



Mas por cá, o PSD mantém a confiança política no João Pimpão, presidente da Junta das Meirinhas, ACUSADO de peculato no exercício da função de Chefe de Gabinete do ex-presidente da câmara, Diogo Mateus, igualmente acusado de peculato e de falsificação de documentos. 

O presidente do PSD, Luís Montenegro, justificou a decisão – política - afirmando que "o PSD não se conforma, nem quer contribuir para a degradação da política”. Mas, por cá, ninguém lhe dá ouvidos. Por cá, quanto maior a degradação da política melhor… 

20 de março de 2015

Pombal, uma terra especial

Pombal deve ter um micro-clima que propicia os disparates.
Por um lado, refere que o país tem os cofres cheios (ah valente! Eu gosto de ver a malta assim, com peito!), e não contente, sugere aos jovens que se multipliquem.
Apesar de ficar agradado com o incentivo ao coito (haja alegria!), este tom bíblico (lembrou-me de imediato o "Crescei e multiplicai-vos") é completamente desajustado vindo de um membro do governo que assistiu ao maior fluxo de emigração das últimas décadas (e que até o sugeriu, como bem se recordam). Multipliquem-se para quê? Para depois vos pedirmos que emigrem?
Recordo que a ministra veio a Pombal a convite da JSD, e que estes ajudaram a encher o espaço. Espero que não tenham sido as companhias (desculpem-me a provocação) a influenciar o discurso disparatado da ministra.

29 de setembro de 2014

PS é PS!

Ganhou o Costa. Eu vaticinava o contrário, crente que estava (e estou ainda) na podridão deste PS. 
Começaram a rolar cabeças, a nível nacional. Como se fosse o "outro banco", começam agora a separar o "PS bom" do "PS mau". Por pouco tempo, há aquela nata (corja?) que não sabe fazer mais nada nem tem problemas de coluna, e que rapidamente vão dizer ser Deus aquele que antes ofenderam de "oportunista sem escrúpulos", e com isso vão ganhar a redenção. Até porque, na lógica do cacique que por ali impera, o "gajo das ofensas" vale não sei quantos votos, e não o podemos encostar para já... Não é assim que se "faz a nobre arte da política"?
Por cá, parece que apostaram no cavalo certo (coisa atípica)! A reunião de "instrução" convocada e patrocinada pelo Manuel Gonçalves, na passada quarta-feira, dia 24, terá sido proveitosa, tendo militantes e simpatizantes saído da mesma mais esclarecidos, certo? 
Que resultado terá tido o PS de Pombal? É certo, não foi ele que foi a votos, mas se tudo muda para que tudo fique na mesma, então não vale muito a pena andar a fazer barulho. O PS de Pombal tem sido uma nulidade, quer aos olhos dos pombalenses (vejam-se os resultados eleitorais autárquicos nos últimos 20 anos), quer aos olhos dos socialistas do resto do país (veja-se o destaque que dão ao PS de um concelho com este relevo, e ponham os olhos nos vizinhos laranjas). 
Num partido com a libido do poder tão activa, como é o PS ou o PSD, em que parece que nada mais importa do que ter o poder ou manter o poder, os "15 dias"após a mudança de liderança são fundamentais. Há que fazer milhares de telefonemas, atraiçoar dezenas de antigos amigos, trocar votos e apoios por lugares, jurar amor eterno e assinar tais sentimentos em jantares de emergência... Enfim, é coisa linda de se ver. Vejamos pois como se portam os artistas de cá. 
O circo continua na cidade, isso é certo!

11 de julho de 2014

Gestão dos Centros de Saúde pelas câmaras

Se o governo avançar com a medida (tenho dúvidas que tenham tempo suficiente para a implementar), por aqui (e não só), vai ser necessário arranjar cartão laranja para ter acesso a consulta (a tempo).

Não se atrasem. Depois não digam que não foram avisados!

11 de junho de 2014

Avança, Diogo

O popularucho Pedro Pimpão promoveu, no passado fim-de-semana, mais um evento de homenagem a Mota Pinto - que a comunidade ignorou, tal como ele ignorou Pombal – com o velado intuito de dar um impulso ao Centro de Estudos, prometido por Narciso Mota, e capitalizar.
Diogo Mateus não esteve presente no evento, o que foi interpretado como um sinal de descomprometimento em relação à perniciosa promessa.
Há uns meses atrás, Diogo Mateus prometeu repensar o “urinol”, o que foi interpretado como uma forma de ganhar tempo para uma decisão mais radical: a demolição do mamarracho.
Se Diogo Mateus mandar demolir o “urinol” e travar o avanço do inútil Centro de Estudos sobre Mota Pinto tomará duas decisões políticas sensatas e diferenciadoras de um certo estilo de fazer política. Tem a palavra! Registarei o rasgo, aqui, com gosto.

30 de março de 2014

Os epiléticos das ideias

Quando um rapazola (ou outra criatura), sem conhecimento reconhecido numa determinada matéria, discorda e contesta publicamente posições assumidas, em uníssono, por centenas de especialistas (ex-ministros, professores catedráticos e prémios Nobel), estamos em Portugal, onde o patético e o ridículo se tornou normalidade e a convicção e a fé são critérios de verdade. Atualmente, somos matraquejados e conduzidos por criaturas convictas e com fé, por epiléticos das ideias. Gente que despreza o conhecimento e o saber.
F. Nietzsche não fazia grande distinção entre estes fanáticos dos partidos e os padres, nem entre convicções e mentiras. Afirmava mesmo que “as convicções são inimigos da verdade mais perigosos que as mentiras”. A convicção, tal como a fé, não tem qualquer preocupação em distinguir o “verdadeiro” do “falso”, apoia-se em argumentos simplistas e estúpidos.
Há muitas formas de estupidez. Musil fez uma "distinção entre a estupidez honrada ou genuína e a desonesta ou superior". Para ele, a "estupidez honrada resulta da limitada capacidade intelectual de quem a produz, e não tem remédio. Pelo contrário, a estupidez superior comporta uma cegueira interessada e interesseira. Alardeia saber tudo sobre todas as coisas importantes da vida, quando de facto as ignora". "Não há domínio em que não se infiltre, nem ideal, por muito nobre, de que não consiga aproveitar-se. Pode ocasionalmente envergar as vestes da verdade. É uma doença espiritual que opera com total desrespeito pelos demais, uma pretensão de superioridade destituída de qualquer fundamento no conhecimento efectivo daquilo de que se fala".
Mas o problema maior, como diz Erasmo, é que "o povo gosta e quer ser enganado e está sempre pronto a deixar o verdadeiro para correr atrás do falso" e porque em situações de complexidade extrema nos tornamos vulneráveis à estupidez e os epiléticos das ideias ficam com o caminho livre para impregnar convicções. Como diz L. Moura, "há poucas coisas mais poderosas que a estupidez que está na moda. E a sua difusão está tão facilitada pelos meios de comunicação que ela dá a volta ao mundo enquanto a lucidez acaba de calçar as botas".

14 de março de 2014

Empreendedorismo?

O discurso político (nacional e agora também local) está contaminado com a temática do empreendedorismo. Como o termo é recente (para o cidadão comum), hermético e vago; serve na perfeição os propósitos políticos daqueles que querem passar a ideia que têm a “mesinha” para os problemas do emprego e da economia. Uma nefasta ilusão.
No discurso corrente o empreendedorismo engloba tudo o que mexe – vai desde o indivíduo que cria o próprio-emprego (de onde a maior parte das vezes não retira sequer o seu próprio sustento) até ao indivíduo ou grupos de indivíduos arrancam com um grande projeto empresarial. Mas não é este o verdadeiro emprendedorismo. O verdadeiro empreendedorismo é raro, visionário, disruptivo e criador de valor.
Empurrar pessoas para o falso empreendedorismo, nas formas de auto-emprego por necessidade ou de “Rent Seeking” em se exploram subsídios ou impostos de forma desonesta ou fraudulenta, que, para além de não resolver os problemas do emprego, na maioria das vezes, acarreta custos e desperdício para a sociedade e agrava a situação das pessoas envolvidas.
Assim, quando lhe pregam a “mesinha” do empreendedorismo desconfie. O cidadão comum não sabe, mas os políticos deveriam saber que no que se refere ao (falso) empreendedorismo “more may not better”.

23 de fevereiro de 2014

Uma desilusão

A lista do “nosso” digníssimo deputado Pedro Pimpão, para o congresso nacional do PSD, conseguiu perder contra o Miguel Relvas!

7 de maio de 2013

Regresso ao passado

Não me recordo da minha professora primária dos dois primeiros anos, mas recordo-me muito bem do dia em que embarquei em Almezinha, de madrugada, na camioneta da Companhia e Viação de Pombal, com o resto da canalha, para fazer o exame da 4.ª classe, em Pombal.
A noite anterior foi passada em branco. Às seis da manhã, upa! Vestir o fato domingueiro, engolir qualquer coisa à pressa e corda às pernas que se faz tarde e não se pode perder a camioneta. Depois, quase de uma hora para percorrer 15 Km, aos solavancos, primeiro sobre estrada de terra batida e depois por outra de manchas de asfalto.
Da parte da manhã, provas escritas: Ditado, Aritmética, História e Geografia. Da parte da tarde, para quem não tinha reprovado, provas orais.
Era, diziam, o melhor aluno da escola, mas isso de pouco me valeu. A pauta, cheia de reprovações, atribuía-me um “suficiente” que me dava direito a ir à oral. Na oral, só me lembro de me terem perguntado quais eram os cereais que se cultivaram na região centro e de eu só ter respondido o milho (eu que era da aldeia e estava farto de ver o que toda a gente cultivava). Estava, com certeza, bloqueado e os examinadores perceberem-no, e, por isso, perguntaram-me o que é que eu tinha comido ao almoço. Isso, eu sabia (tinha sido o melhor momento do dia) e respondi: frango assado com batatas fritas e arroz (no Verdegaio). Mesmo assim, com esta ajuda, não consegui responder o que eles queriam ouvir: arroz. Condescentemente aprovaram-me com um desprezível “suficiente”.  
Lembro-me como tivesse acontecido ontem, da expressão agressiva do professor Diamantino, para mim e para a minha mãe: “de ti, Adelino, não esperava este resultado, desiludiste-me”.
E a minha mãe, na viagem para casa e ao longo de toda a vida, sempre me atirou à cara que eu tinha feito um mau exame e tinha desiludido o professor Diamantino. Aquele dia foi um dos mais terríveis da minha infância (e a minha infância não foi nada fácil), imaginem o que foi para a maioria dos meus colegas que tiveram que suportar a vergonha do "chumbo", para alguns deles, repetida. Sim, alguns passavam por aquele calvário duas, três, quatro vezes, até poderem abandonar a escola aos catorze anos, sem a 4.ª classe (um alívio para eles e para a família).  
Hoje, o meu garoto disse-me que não tinha aulas porque os putos da primária iam fazer as provas da 4.ª classe à escola dele. Estamos a regressar ao passado, à vida a preto e branco, à inventariação simplita de bons e maus.
Como bem dizia o Professor Rui A. Santiago, os "Exames da 4ª classe só podem ser bons para os psiquiatras”. Eu salvei-me: do “chumbo” e do psiquiatra.
Não havia necessidade, mas a cegueira ideologia obriga!

7 de janeiro de 2013

4 de dezembro de 2012

GPS na TVi

A brilhante reportagem da TVI (link abaixo) não mostra nada de novo aos mais atentos e interessados pela coisa pública, mas talvez desperte os mais distraídos e faça meditar os mais comprometidos ideologicamente com os méritos da gestão privada de serviços públicos. E tem o mérito de evidenciar claramente uma das formas de roubalheira organizada ao Estado (a nós), a fraude em que se tornou o ensino privado e os métodos modernos de exploração forçada.  

Pobre povo, que tem que carregar e sustentar tanto canalha, acorda! Eles não estão saciados. E agora, que o Estado está nas “lonas” querem que sejas tu a pagar-lhes diretamente. Acorda, por favor!

8 de novembro de 2012

A UTRAT ratou


Como a Assembleia Municipal (AM) não se pronunciou, a Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território (UTRAT) ratou: propôs, a sul, a agregação das freguesias de Albergaria-dos-Doze, São Simão e Santiago de Litém e a noroeste a agregação das freguesias da Guia, Mata Mourisca e Ilha.

As justificações da UTRAT para agregação das freguesias são patéticas. Para além de uma ou outra banalidade agarram-se à disponibilidade para a agregação manifestada pelas respectivas assembleias de freguesia, ignorando, no entanto, as diferentes motivações de cada uma delas.

Consequentemente, se a proposta vingar, ficaremos pior do que estávamos: mais desiguais e mais assimétricos.

Pobre País: que continua desgovernado por políticos fracos, que por populismo se demitem das suas responsabilidades; e por tecnocratas intelectualmente desonestos que não estudam os problemas e se limitam a fazer favores políticos, sem olhar às consequências das suas decisões.

22 de fevereiro de 2012

Os Pobres e os Benfeitores

Já convivi com a pobreza generalizada, agora preparo-me para conhecer o empobrecimento decretado. Deve haver muitas semelhanças.
Para melhor recordar a pobreza generalizada estou a ler os Pobres, de Raul Brandão. Cito esta passagem: “Às vezes o senhor provedor visitava-nos. Era um homem seco, ríspido, de cara rapada, que nos vinha lembrar que vivíamos por esmola:
– É preciso que se recordem disto: a sua vida devem-na aos benfeitores.
Ele próprio era um benfeitor. O seu retrato lá estava colocado ao pé dos outros, com o mesmo caixilho fúnebre.”
Naquele tempo, os Benfeitores provinham da Sociedade, agora tê-los-emos, também, designados pelo Estado. O Benfeitor-mor é aquele rapaz da lambreta, o que ordenou a abertura de 950 cantinas sociais para dar de comer aos Pobres.
Fujam ou preparem-se…

4 de dezembro de 2011

Políticos do “Virgem do Sameiro”

Depois do naufrágio do barco de pesca Virgem do Sameiro, os pescadores passaram cerca de 3 dias numa balsa de salvamento até serem encontrados e levados para casa, em Caxinas.

Enquanto três deles desciam do autocarro que os transportou a Caxinas, o Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, Mário de Almeida, mostrava-se em pé sobre o estribo da porta do autocarro. Estas foram as imagens que passaram nas televisões. Não gostei…

Nos momentos difíceis os políticos aparecem para beneficiarem da compaixão e nos momentos felizes aparecem para beneficiarem do êxito. Mário de Almeida e outros dinossauros da política sabem como se manter décadas no poder…

A figura do autarca Mátio de Almeida, com quase 40 anos de poder, fez-me lembrar outros “dinossauros” da política local que se viciaram na “droga do poder”, a qual não sabem ou não conseguem abandonar. Em qualquer obra ou iniciativa empresarial, públicas ou privadas, e em qualquer evento social querem ter sempre o poder de uma qualquer decisão e estarem sempre no centro das tenções.

É por isto que a reforma do poder autárquico tarda em avançar. Tarda em sair da fossilização do caciquismo e do clientelismo…

Em contrapartida, seria bom que as máquinas partidárias e os eleitores soubessem renovar e escolher os políticos que conseguem tomar as decisões mais difíceis e mais sóbrias, os políticos que sabem organizar a autarquia ou o governo de forma a gastarem menos impostos, ou seja, os mais competentes, mesmo que menos simpáticos…

21 de setembro de 2011

Arrenda-se!

DN de 19 de Setembro. Páginas 12/13. O Ministério da Justiça prevê poupar "uns trocos" com rendas que considera muito altas. Da lista (não muito extensa) consta "Pombal: Conservatória do Registo Comercial, com uma renda mensal de 3.799,50 €". Leram bem, é mensal, não é anual.

Para o país ficar melhor, não era preciso mais sacrificios. Nem sequer (pasme-se) mais competência. Tenho para mim que bastava mais seriedade.

Eu se tivesse voto num dos espaços comerciais (desertos, por vezes) da cidade, cedia o arrendamento de borla. E sobravam mais de 45.000 € para outra coisa qualquer... nem que fosse para "tapar um buraquinho do défice".

19 de abril de 2011

Acordem-me quando for a hora!

Cavaco afirma que há horas para falar e horas para calar. Curiosamente, desde que acorda até que "desferra do serviço", tem sido sempre hora de silêncio. Felizmente, ainda vai dizendo que "agora não é hora de falar...", de outra forma, já nem lhe conhecia a voz. E tão interventivo ele estava durante a campanha, lembram-se?


O descrédito dos politicos tem qualquer coisa de "populista", mas infelizmente, tem muito mais de "evidente". E começa por cima, claro. Pelo mais representativo, o n.º1. "El mudo"!


Para candidato a n.º 2, temos "El Nobre". E nem vou comentar, porque a continuar esta senda, tinha reparos a fazer até ao século XXX. Fica só o apelo a alguma decência. Vamos ter candidatos de Pombal em várias listas (mais que PS e PSD, contaram-me), espero que estes alinhem por cima. Apesar de os termos de comparação (os outros políticos) não serem muito ambiciosos...

2 de abril de 2011

Agora é que a CP vai faturar!

Estão previstas várias viagens Lisboa-Pombal ou Pombal-Lisboa, no dia 5 de Junho.
Uns regressam, outros partem. Lamentavelmente, a politica concelhia corre o risco de sofrer com as "náuseas" deste embalo ferroviário.
Durante este mês de Abril, muitos irão estar mais atentos ao telemóvel que a tudo o resto. Mas não vale a pena: no "Farpas" é que estão as novidades! :)
Atente-se aos classificados no próximo mês.

17 de março de 2011

... custa é entender as opções!

Parece que afinal acabou o período de vacas magras, e já se iniciou um processo de desagravamento fiscal. Pelo menos para os mais necessitados, como os praticantes de golfe!
A notícia não é local, mas é sintomática e generalizável: há opções que custam a entender. Pior ainda: que custam a engolir!