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19 de fevereiro de 2023

Obras imperfeitas

Numa terra onde muito pouco foi feito, nas últimas décadas, para melhorar a qualidade de vida da população, o Parque do Açude e o circuito ribeirinho merecem destaque positivo. Mas é indesculpável que um local que é utilizado para actividade física e de lazer não disponha de um único bebedouro de água.

A época de maior actividade física e de maior calor avizinha-se. Falha a corrigir rapidamente.


10 de maio de 2022

De marcha à ré

 



Não restam dúvidas de que este é o executivo mais atlético de todos os tempos, e por isso nada melhor que uma obra que puxe pela caminhada, pela corrida, pela marcha e afins para  marcar o início das inaugurações da era Pimpão, mesmo que tenha sido projectada e praticamente toda ela executada pelo antecessor. 

No sábado, a inauguração do passadiço serviu para percebermos que recuámos 30 anos no que respeita a estes cerimoniais. Diogo Mateus tinha acabado com a pepineira terceiro-mundista do nome nas placas, mas eis que o Pedro fez regressar esse laivo narcisista, o que augura tudo de bom. Aliás, não lhe faltou nada. Nem o próprio Narciso...

Para compor o ramalhete, lá estava alinhado o executivo, ao estilo "vamos ali ao Belas Clube de Campo". Se governar a Câmara assim tão airoso como posar para as fotos, ninguém parava Pombal. 

O pior é é a realidade. 

18 de abril de 2017

A revolta dos rapazes do radical


Sempre soube que um espaço  que usa o cognome de "Radical" não teria grande sucesso em Pombal. Mas bastava mudar-lhe o nome (que vem do tempo em que a Câmara abriu um espaço dedicado à Juventude e investiu numa feira temática, honras para Fernando Parrreira e Pedro Pimpão, que nessa época foram, à vez, vereadores do pelouro), não era preciso escondê-lo no canto das arrumações, como acontece desde que a feira semanal regressou ao Largo do Arnado, neste primeiro mandato de Diogo Mateus.
Basta ir à feira semanal para perceber que o argumento da mudança é falacioso. Não é preciso grandes estudos para concluir que, na verdade, a Câmara só não queria ali "aquela malta". E então mudou-se o halfpipe (já na altura degradado) para aquele canto entre a linha do comboio e o rio, junto pavilhão das actividades económicas, junto ao relvado onde as famílias levam os cães a fazer xixi. No sábado de aleluia, a comunidade de skaters, bikers e outras andanças juntou-se para manifestar o desagrado e reclamar melhores condições para a prática, como acontece nos concelhos vizinhos, para onde vão muitas vezes. À hora marcada também apareceu o vereador Renato Guardado, muito jovem, de mochila às costas e projectos lá dentro para discutir com os simpatizantes da causa, como se pode ver aqui. Por instantes achei que ia sacar de um back flip...mas afinal ficou-se por uma manobra ligeira. E mesmo sendo este o ano de todas as promessas e obras, não custa nada assinar a petição.

9 de julho de 2015

O Cotrofe e o seu regulamento "formal"


É sabido e notório que reina por Pombal alguma confusão entre os papéis que cada um deve desempenhar. Ficou claro isso mesmo nos últimos dois posts do Adelino Malho. E fica claro, para mim, em cada sessão da Assembleia de Freguesia de Pombal, essa lição que me vai ficar para a vida... 
Falta-nos muito espírito democrático, mas falta-nos sobretudo cidadania. Só isso explica a obsessão pelos rótulos partidários, pela colagem forçada, pelo fundamentalismo de discutir pessoas em vez de ideias. A verdade é que essa linha orientadora - que começa na pequena colectividade da aldeia e termina nos Paços do Concelho - chega a transformar-se num muro de cimento armado que impede tanta coisa boa de ver a luz do dia, tanto projecto de singrar, prejudicando todos em nome da teimosia de alguns.
O exemplo mais recente é o (tão necessário) regulamento do Parque de Merendas de Cotrofe, onde todos os caminhos vão dar, mal o sol espreita e o calor aperta. Está aprovado pela maioria social-democrata da Junta de Pombal. E podia ser um bom instrumento de gestão de um espaço público. Podia, mas não era a mesma coisa...
É claro que ficamos conversados a partir do momento em que um dos membros da bancada do PSD atira uma sentença como "nós não precisamos das outras bancadas para o fazer aprovar". Mas seria tão de bom tom como democrático ouvir os contributos que os membros das bancadas do PS e do CDS estavam prontos a dar. À conta dessa birra de poder, o Cotrofe vai ter/já tem um não-regulamento, com pérolas como "a marcação de mesas é feita presencialmente no próprio dia", "o funcionamento do bar (...) deve obedecer às melhores regras" ou - cereja do bolo - "só é permitida a marcação de mesas com antecedência no máximo de cinco, a grupos formais e informais; a grupos institucionais". Saibam os estimados leitores do Farpas que, de acordo com as explicações dadas na sessão da AF pelo executivo da Junta, são considerados grupos formais "por exemplo, os da catequese". 
Uma dor de alma, isto. Bastava ir ali ao lado ao Troncão, no limite da vizinha freguesia de Vermoil e a de Colmeias, para ver como é que se gere um parque com êxito. Naquela noite, na associação do Pinheirinho, garantiu-me a Junta que sim, que lá tinha ido, e que até copiou do modelo algumas coisas. Não consegui identificá-las, mas deve ser um problema meu, que ainda ando atordoada com aquele festão dos anos 80, no sábado passado...