Mostrar mensagens com a etiqueta processos judiciais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta processos judiciais. Mostrar todas as mensagens

10 de julho de 2021

PARA, ou a vã glória de subsistir

Nos últimos anos o Farpas tornou-se um nome conhecido nos corredores dos tribunais. Até hoje, a Justiça foi o que tem de ser: justa. Para desgosto dos poderes instalados e dos que se querem instalar...

No caso mais recente, o juiz não só não pronunciou o arguido como discorreu de forma brilhante sobre o que deve ser o exercício da liberdade de expressão, a crítica e a honra. Sobre o que é o Farpas. Foi a propósito de um post publicado em março de 2019 anunciando a criação de uma associação que morreu na casca - embora estejam criadas todas as condições para renascer. Falamos da  PARA - projectos de apoio a recursos para o autismo, cuja direção é presidida pelo homem de mão de Pedro Pimpão para a área da comunicação - Patrick Mendes - tendo como diretora executiva a sua mulher, Viviana Mendes. Depois juntam-se ao ramalhete outras flores locais, que não contam para o caso, à excepção da cândida presidente do CDS, Liliana Silva, que fotografou e difundiu a constituição dos órgãos sociais da associação e deixou que outra pessoa fosse acusada de 'toupeira', no seu lugar.

Há capítulos da história que, por ora, me vou abster de contar. Como os que envolvem a manipulação da Associação de Pais como meio para atingir um fim. Por ora, importa sublinhar aqui outras coisas:

1. Diogo Mateus percebeu bem o que ali estava em causa. Podemos acusá-lo de muita coisa mas não de compadrio e amiguismo

2. Pedro Pimpão é presidente da Assembleia Geral da Associação PARA, e mesmo antes de chegar ao poder já está a dar a mão aos amigos. Por isso são exageradas as notícias da morte desta nobre associação - que logo na primeira reunião aprovou a criação de um posto de trabalho para a mulher do presidente - como aventava na sua alegação o advogado Edgar Domingues, responsabilizando-nos por tal infortúnio. 

3. Quem tem dinheiro para contendas judiciais não precisará, certamente, dos dinheiros públicos. Agora só precisa de embrulhar a decisão do tribunal e prosseguir nessa senda que é #umanovaambicao

foto in https://www.psd.pt/pt/cen/justica

25 de setembro de 2020

A (corajosa) despedida do Director de Recursos Humanos

Miguel Ribeirinho ficará na história do município de Pombal por várias razões, mas interessa particularmente sublinhar a forma como - nos últimos tempos -  foi capaz de fazer peito aos poderes que dominam no Largo do Cardal. Lá diz o povo que "quem mora no convento é que sabe o que lá vai dentro". Haveremos de saber, todos, um dia destes. 

Impedido de ir falar de viva voz à reunião pública, ao abrigo de uma lei qualquer, enviou uma intervenção gravada, que vale a pena ouvir. Isto é o que fazem as pessoas educadas.

22 de maio de 2020

Uma questão de desconfiança

Diogo Mateus confirmou esta manhã na reunião de câmara o que já se comentava em surdina nos meandros da Câmara: vai (finalmente) dar emprego ao (jornalista) Orlando Cardoso. Mas ao contrário do que era suposto (imoral, mas admissível), não é para o Gabinete der Comunicação. É para o gabinete de apoio aos vereadores. 
Nesta hora vem-me à memória a opinião que Diogo tinha, em tempos passados, sobre a figura - o ser humano mais mal formado que já conheci em toda a minha vida, sem réstia de escrúpulos, nem qualquer pejo em morder a mão que lhe dá de comer. E a quem agora vou ter de pagar, também eu (duplamente, pelos vistos), como cada um de vós, enquanto secretário dos vereadores do meu município. 
Acredito que Diogo está a cumprir uma espécie de penitência. Não consigo conceber tantos dos seus actos, nos tempos recentes, mas este até consigo: estará certamente a fazer um agrado ao seu chefe de gabinete, João Pimpão - que andou anos zangado com o mensageiro Orlando, mas retomou essa amizade antiga num putativo jogo de interesses. 
Os dois zangaram-se nas eleições autárquicas de 1993, à minha frente. Trabalhávamos todos no finado Correio de Pombal. O episódio levaria Orlando Cardoso a demitir-se do jornal, só regressando para ocupar o lugar que entretanto eu deixara vago, em Março de 1994, quando ingressei nos quadros do Região de Leiria. 
Pensando bem, o amanuense Orlando regressa, assim, à profissão que desempenhava antes de se tornar paginador/jornalista/ director de jornais. Quando entrou pela primeira vez no Correio de Pombal, foi para pôr um anúncio de emprego: "oferece-se empregado de escritório". Como trazia alguma experiência na paginação do Pombal Oeste, foi fácil a metamorfose. 
"Não és do Porto, nem és do PSD...", costumava ele dizer nesses idos de 1992, como se fossem essas as condições para se ser pessoa e ser digno. Mas depois, num assomo de ética, certa vez indignou-se com o facto de ver "o chefe de Redacção (João Pimpão) na rua a colar cartazes". Só que a vida dá muitas voltas. Tantas que perdi a conta às artimanhas da figura. E porque era um camarada de profissão, defendi-o sempre, quando soube dos ataques de que foi alvo, nomeadamente por parte do presidente da Câmara, Narciso Mota (tantas vezes instigado pelo próprio Diogo Mateus). Nos anos 2000, quando deixou o jornalismo para ser responsável pelo gabinete de comunicação e maketing da empresa Derovo, não resistiu a criar um blogue, anónimo, para criticar. A graça terminou com o despedimento, por justa causa, pois que o fazia nas horas de serviço. Fora esse pecado, também aí o defendi publicamente, por considerar deplorável a maneira como um presidente de câmara tentava silenciar a opinião dos outros. Muitas vezes erramos na vida. Essa foi uma delas. Outra foi muito mais tarde, quando o soube sem trabalho, e pedi para lhe abrirem portas. Adiante.


Nas autárquicas de 2013, estava eu desempregada, aceitei integrar, como independente, uma lista do PS à Junta de Freguesia desta terra. Foi quando acordei o monstro. Nessa altura Orlando Cardoso já era militante do PS, na ânsia de conseguir uma espécie de tacho no partido, para fazer uma espécie de assessoria. Imagino que, naquela cabeça, tenha pensado que eu seria uma ameaça. 
Porque as pessoas que fazem tudo por interesse próprio nunca compreenderão o interesse colectivo. 
E então decidiu começar a desferir contra mim todo o ataque nas redes sociais - com ajuda de um coro desafinado de jotas, que hoje me fazem sorrir. Só. 
Decidi definitivamente riscá-lo da minha vida quando um dia acusou publicamente o meu filho de ser o autor de uns escritos na parede da escola Marquês de Pombal. Essa é a minha linha vermelha. E nunca mais me lembrei dele. 
Nem me lembraria, não fora o facto de, a partir de agora, também eu ter de contribuir para o seu sustento.
Até esta manhã, estava convencida de que tinha chegado a um acordo com Narciso Mota, por causa dos processos em Tribunal. Afinal não. Ficámos hoje a saber que ficou de pagar uma indemnização à Câmara, e que nunca pagou, por piedade de presidente e vereadores. Isso não são assuntos privados -  senhores vereadores, que agora vão provar da competência do seu trabalho de secretariado, e das suas qualidades humanas. São assuntos públicos. 
Diogo justifica-lhe o emprego como "um cargo de nomeação e confiança política".
Tirem-nos deste filme barato. E agora chamem o Zappa para vereador da cultura, para dar alguma normalidade a isto tudo.




16 de março de 2019

Quem tramou a jota?



A JSD de Pombal está sem liderança. Pelo menos enquanto decorrerem em tribunal os processos (um deles uma providência cautelar) que impedem Nicole Lourenço (a presidente) de exercer o cargo em pleno direito. Ao contrário do que seria suposto num processo político, não são as forças da oposição que estão a tramar a jovem líder social-democrata. Não são adversários partidários, mas inimigos internos. É a JSD distrital (presidida por essa figura Brilhante, que é Pedro) - onde a média de idades está um bocadinho passada do prazo...
O aproximar de eleições legislativas deixa as estruturas nervosas e, não raras vezes, tolda a razão. 
A quem interessa afastar Nicole Lourenço? Quem será que se atravessou com mais atropelos legais?
É toda uma dinâmica - como se quer, na juventude - que vamos acompanhar por aqui nos próximos tempos.