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7 de novembro de 2024

Nota breve sobre um confrangedor desconsolo

A congregação festivaleira reuniu na Pelariga, e ali cumpriu mais uma rotina.

Aquilo mais parecia um velório. Porventura um velório ao poder que se esfumou por entre festas, eventos e falsos investimentos.

Paz à sua alma.


26 de outubro de 2023

João Pimpão pronunciado

O actual presidente da Junta de Freguesia das Meirinhas, João Pimpão, foi pronunciado, pelo Juízo de Instrução Criminal de Leiria, a 18-10-2023, pela “prática em concurso efectivo, de: 

- um crime de peculato …, em co-autoria com arguido Luís Diogo Mateus; e 

- um crime de peculato de uso, …, em co-autoria com arguido Luís Diogo Mateus”, no exercício das funções de chefe de gabinete do ex-presidente da Câmara de Pombal.

“encontrando-se o arguido, ainda, incurso nas penas acessórias de proibição do exercício de cargo político e de perda de mandato”.



O sentido ético (pessoal), a ética política vigente e os princípios éticos defendidos e aplicados pelo PSD (e outros partidos) impõem que o João Pimpão renuncie de imediato ao cargo que exerce. Se não o fizer, compete à concelhia do partido a que pertence e por quem foi eleito agir em conformidade com os princípios e prática do PSD: retirar-lhe imediatamente a confiança política e afirmar publicamente que deixa de representar o partido, como muito bem fez Luís Montenegro quando o deputado Pinto Moreira, ex-presidente da Câmara de Espinho, foi constituído arguido por crimes semelhantes. Se compactuarem com eventual desfaçatez do João Pimpão estaremos perante uns “bananas” sem pingo de vergonha e responsabilidade.

À Justiça o que é da justiça. À Ética Política o que é da ética.

PS: custou, mas depois da pressão da direcção do PSD Pinto Moreira renunciou ao cargo de deputado – teve algum decoro.   

24 de janeiro de 2022

A Felicidade está nos detalhes

 

Diogo Mateus fez a sua primeira aparição pública desde que deixou de ser presidente de Câmara. Aconteceu ontem, na inauguração do Lar da Felicidade, nas Meirinhas, onde esteve presente a convite da direcção daquela IPSS. E isso confirma que são exageradas as notícias da sua morte política. 

Observando as fotos, e lendo as notícias que dali resultaram, percebemos que toda a cerimónia foi farta em fenómenos. Numa terra abastada, em que até o Lar de Idosos se chama Felicidade, não podia ser de outra maneira. 

5 de julho de 2020

Querer ou não querer, eis a questão

O Pedro tem muitas qualidades e alguns defeitos. O Henrique, a Odete, o António, a Célia, o Fernando e a Liliana também. A diferença é que o Pedro quer ser presidente da Câmara e o Henrique, a Odete, o António, a Célia, o Fernando e a Liliana não. Quando chegar a hora, o Pedro irá ser o justo vencedor e o Henrique, a Odete, o António, a Célia, o Luís e a Liliana não irão perceber. Bem... a não ser que tudo isto seja uma enorme farsa e o Pedro se revele como mero lacaio de um amo superior.

19 de junho de 2020

Pedro versus Pedro


Pedro Brilhante afirmou ontem, numa entrevista dada à Rádio Cardal (basta ouvir a partir do minuto 2:50; o Pedro deve melhorar a oratória para não ser tão chato), que a situação política que estamos a viver em Pombal, "aos olhos de pessoas que são sérias, honestas e que andam na vida de forma recta e de cabeça erguida" só pode ter como consequência a retirada da confiança política no Presidente de Câmara em exercício. Depois de, há cerca de um mês, Pedro Pimpão (que não quer manchar a sua imagem de bom samaritano na "nossa comunidade") ter reafirmado a confiança política em Diogo Mateus, o destinatário das palavras de Pedro Brilhante não poderia ser mais óbvio.

29 de maio de 2020

Pombal Circo - Contrição

A doutora Ana Cabral hesitou mas falou: leu discurso preparado para mostrar incómodo e vergonha com o que se estava a passar na reunião do executivo. 
Se o discurso era sincero - e não oportunista - só resta à doutora ser consequente. E ser consequente é (como me dizia um dirigente local do PSD): apresentar a renúncia.
Até porque, a doutora sabe que dentro da câmara o comportamento dos seus colegas é muito pior - muito mais desonroso e muito mais vergonhoso (logicamente). 


27 de abril de 2020

Dez reflexões para a presente temporada


I – Após a decretação de três estados de emergência, com todas implicações que estão a ter nas restrições dos direitos e liberdades, e reunidas as condições necessárias (serão suficientes?), brevemente o nosso povo será  confrontado com um status quo, em que as limitações, restrições, dos direitos dos portugueses será  a normalidade e não a excepção.

II – O executivo camarário, liderado pelo prestigiado  auditor de defesa nacional, promoveu uma não comemoração de 25 de Abril.

III –  O Jardim da Várzea necessita de uma intervenção? Talvez. O vídeo a “ promover “ a “discussão” sobre o projecto (entretanto aprovado), é digno de um trailer a promover uma novela em horário nobre na televisão estatal da Coreia do Norte.

IV – Ana e Pedro, militantes do PSD, vereadores sem pelouro (sem guito), concorrem entre si, pelo lugar de melhor oponente ao nosso auditor de defesa nacional.

V  - Peculato de uso? O que será isso. O Código Penal ensina. Vão ao Google que é mais fácil. Só chamo a atenção que o tipo de crime tem um elemento objectivo e subjectivo. Parece-me que o objectivo está preenchido. Já o subjectivo… não sei.

VI – Pedro Martins, vereador (com guito), vem demonstrando competência para o cargo, uma vez que é uma voz pacificadora e zelosa pelo bem estar do egrégio auditor de defesa nacional.

VII – Pedro Pimpão, presidente da junta do nosso burgo, faz-me recordar um qualquer pastor de uma igreja evangélica, é tudo paz e amor!  Opus Dei, agora,  no futuro,  Baden Powell, mais vírgula menos vírgula.

VII – João Pimpão, o sectário-geral, está a manifestar uma resiliência ao cargo e um empreendedorismo a toda a prova. Quem perde é a banca.

VIII – Ana Cabral, a doce Ana, na minha opinião é um erro de casting.  Porquê, Ana Cabral?

IX  - Pedro Murtinho, continua firme e hirto no seu posto de guarda avançado do estaleciment, como é aliás apanágio dos discípulos de Josemaría Escrivá de Balaguer.

X – A Odete precisa somente de uma coisa: ver e ouvir  La Pasionaria (Dolores Ibárruri) e gritar de punho erguido nas reuniões camarárias, após os primeiros 15 minutos de discurso do auditor de defesa nacional «¡No pasarán!»"

23 de junho de 2019

É só fachada!

O protocolo que a Câmara Municipal de Pombal assinou recentemente com a Coimbra Business School (o nome em inglês com estilo para ISCAC) evidencia um dos aspecto mais tristes da forma como, por cá, se exerce a política (tanto autárquica como universitária): mais do que ser, o que importa é o parecer.  

Eu já li muitos protocolos de colaboração mas raramente li um tão oco como este. A verdade é que não existe nada que a Câmara queira fazer com o ISCAC nem o ISCAC quer saber do que se passa em Pombal. Bem, a não ser que o nosso Presidente da Câmara (ou algum amiguinho da Autarquia) queira frequentar um curso não conferente de grau no ISCAC com uma redução 20% no valor das propinas e o ISCAC esteja desesperado para encontrar clientes. Muito triste...

28 de junho de 2018

A integração à moda de Pombal


Quem passou no Cardal ao final do dia de segunda-feira foi surpreendido com um concerto de (boa) música pela comunidade cigana de Pombal. Mais tarde, a Câmara fez passar nas redes sociais a mensagem sobre o que ali tinha acontecido: as comemorações do Dia Nacional do Cigano, um evento que " serviu também para alertar a Sociedade para a exclusão social daquela comunidade", diz o Município.
Convém lembrar que a comunidade está perfeitamente integrada em Pombal. Só não sabe disso quem não tem os filhos na escola pública - ou que optou por retirá-los para não haver misturas. Quem assistiu, por exemplo, à festa de final de ano do Centro Escolar de Pombal ou da Conde Castelo Melhor, pôde verificar isso mesmo.
Por isso não deixa de ser estranho que a Câmara tenha optado por promover aquele concerto do Dia do Cigano à socapa.  Resultado: ciganos a actuar para ciganos, com a cortesia da presença do senhor presidente.
Às vezes, em Pombal, há uma linha muito ténue que separa a integração da segregação. Foi uma política iniciada por Narciso Mota (quando empurrou os ciganos para lá do rio e da linha do comboio, e da cidade, afinal) e continuada na perfeição por Diogo Mateus. Já sabemos que os ciganos quase não votam - mas fazem propaganda. E isso explica tudo, afinal. 

28 de abril de 2018

Oh Narciso

Faz o que é preciso…
Foste poderoso, estás impotente; foste temido, estás frouxo; foste obedecido, és desobedecido; promoveste quem te despromove; pagaste tudo, nada recebes…
Põe travão nesta patética forma de fazer oposição.
Publicado por:Adelino Malho

9 de abril de 2018

Discussão do Relatório de Gestão

A Prestação de Contas Anuais é – deveria ser - um momento político marcante para o executivo (e o partido que o apoia) e, por maioria de razões, para a oposição. O executivo sujeita-se ao exame com o que fez e os resultados que alcançou; a oposição examina (deveria examinar) o executivo: reconhecer o que o foi bem feito e apontar, fundamentadamente, o que foi mal feito ou o que não foi feito, em função daquilo que o executivo se propôs fazer ou daquilo que a oposição acha(va) que deveria ter sido feito.
Constata-se, repetidamente, que o executivo sabe embelezar a execução com malabarismos orçamentais, e sabe passar a mensagem. A oposição examina mal, ou não examina sequer, e parece não ter consciência que ao examinar mal ou ao não examinar, examina-se.
A oposição contínua sem ânimo, deixou cair os braços ou ergue-os somente para cumprir os serviços mínimos. Só assim se compreende que duas forças políticas - CDS e BE - não tenham, sequer, participado na discussão do Relatório de Gestão; e as outras duas - PS e NMPH - se tenham limitado a listar um conjunto de trivialidades desconexas, sem qualquer fio condutor, e um ou outro ponto vital mal albardado com tautologismos simplórios (exemplo: executou-se mais receita de capital porque tivemos muitos fundos comunitários).
A oposição, da esquerda à direita, revela uma gritante falta de consistência, coerência e memória. Por isso, põe-se a jeito: é facilmente contraditada, desmentida, desqualificada. E, pior ainda: como não replica (no bolso leva só os discursos escritos), sujeita-se, de forma inglória, ao descrédito.
Ora vejam.

PS: bancada da maioria está ao mesmo nível da oposição: fala do que não sabe (exemplo: Saldo de Gerência) e debita banalidades e com pose doutoral. 

7 de abril de 2018

O Farpas foi à assembleia

Para sentir o pulsar da coisa ao vivo. Ainda não tínhamos acabado de subir a escadaria e já o Pança, sempre atento às ocorrências, se deslocava para nos receber com muito donaire. O Miguel Saavedra teria gostado, com certeza, de apreciar o momento. O Pança pode ser pançudo, mas tem mais elegância democrática do que muito (falso) democrata de esquerda.
O Farpas ficou surpreendido com a presença do fugidio José Gomes Fernandes, e logo primeira fila, já como adjunto do novo líder do partido. O Manel vai ter o homem certo para bater na oposição; já só falta a oposição.
A assembleia decorreu em tom ameno e cordato*. O retiro espiritual fez muito bem a D. Diogo – gostámos particularmente do seu tom paternalista com o rapaz do CDS –; e os efeitos fizeram-se sentir, também, na primeira-dama: esteve muito menos interventiva.
A oposição marcou presença. Parece, cada vez, com menos ânimo.

*Adenda: se descontarmos o triste momento final.

1 de março de 2018

Singularidades de uma rapariga loira...num campo de batalha

Ana Gonçalves quebrou um jejum de protagonismo na última reunião de Câmara (essa pérola de vídeo que está integralmente disponível aqui) e travou-se de razões com o ex companheiro de partido, Micael António. 
Houve um tempo em que a amizade vinda da jota era inquebrável, pois que todos conviviam à mesma mesa da Câmara, ou como diz o povo, comiam do mesmo tacho.
Tem sido interessante perceber o contorcionismo a que se dedicam estas figuras, à medida que os interesses partidários se alteraram, colocando as peças em diferentes campos.
Ora, na reunião de ontem, saltou a tampa a Ana Gonçalves. Acusou Micael António de ter comunicado publicamente o projecto do Parque Verde, "quando nem sequer tinha os terrenos negociados". 
- Nestas coisas não é só 'tar a mandar "bocas"
Disse Ana a Micael. O excerto da troca de galhardetes mostra bem a aplicabilidade prática dos provérbios portugueses: quando se zangam as comadres descobrem-se as verdades. Quem não se sente não é filho de boa gente. Quando lhe chega a mostarda ao nariz estala-lhe logo o verniz.
E sim, o povo tem sempre razão: quem não tem padrinhos morre mouro.
E não, não temos parque verde tão depressa. Jorge Claro, no final da discussão, coloca bem o dedo na ferida: age assim quem nunca geriu uma empresa. Nisso, Narciso Mota também tem razão - o carreirismo político  passa ao lado da vida vivida, como diz o engº Rodrigues Marques por aqui. 

10 de fevereiro de 2018

Ajudem a presidente - parte 2

… A sair.
Dirigir uma AM não é o mesmo que dirigir uma reunião de turma.
Dirigir uma AM é muito mais do que dar e tirar a palavra.
A presidente da AM não sabe dirigir a AM - transforma qualquer acto que vá para lá do dar-e-tirar-a-palavra numa grande trapalhada. É o principal entrave ao funcionamento regular da AM. E nem instruída pelos membros da AM encarreira.
Ora vejam.



28 de dezembro de 2017

Jota deslumbrado


João Antunes dos Santos é um jota (laranja) com legitimas aspirações a viver da política, muito deslumbrado com o concelho maravilha. São cada vez menos…, mas ainda assim muito deslumbrados. 
Na última AM fez a habitual récita de loas ao poder - como um jota laranja deve fazer. Mas não se ficou por aí; quis mostrar à maralha que já é graúdo nestas coisas (relembrou que assentou praça ali com dezanove anos): partiu para a ofensiva. Mas teve azar. Ou precipitou-se na escolha do adversário. Em vez de atacar quem pugna pela legalidade, deveria ter tido a humildade suficiente para fazer "mea culpa", reconhecendo perante a câmara que foi o padrinho do imbróglio.
Ficou demonstrado que a lengalenga jota, politiqueira, do formal versus conteúdo, é pouco, muito pouco, para enfrentar “mula-velha”.

12 de dezembro de 2017

A Esquerda tem futuro em Pombal?

A resposta à provocadora e polémica questão exige que se fixem os termos da mesma: o que é “Esquerda” e o que é (ter) “futuro”. Aceite-se, por ser o mais consensual, que a Esquerda é composta pelas forças (PS, BE e PCP) à esquerda do PSD (poder em Pombal) e o “futuro” se pode e deve dividir em três estágios: curto prazo (1 mandato, 4 anos); médio prazo (2 mandatos, 8 anos) e longo prazo (3 ou mais mandatos, ≥ 12 anos).
Para responder à questão, convém seguir a cartilha marxista para caracterizar a realidade objectiva em que a dita “Esquerda” está mergulhada.
No que se refere à envolvente externa o ambiente é adverso e hostil:
- O eleitor é cada vez mais instruído e culto, por isso mais exigente;
- A gestão autárquica tornou-se mais exigente, complexa e interdependente;
- O PSD domina de forma esmagadora as instâncias políticas e controla a generalidade das forças vivas da comunidade;
- O PSD possui competências políticas e autárquicas relevantes;
- O surgimento do movimento NMPH foi/é uma forte ameaça para a “Esquerda”.
Por outro lado, as forças de Esquerda estão numa situação frágil:
- Fraca representação política, no seu conjunto e cada um per si (PS:12%; Esquerda <20%);
- Diminuta presença e influência nas forças vivas da comunidade.
Neste contexto, a Esquerda está enfraquecida e reduzida à insignificância política; tanto ao nível político como ao nível social, contrariamente ao que sucede a nível nacional. A Esquerda, por erros e deméritos próprios (e também pelos mérito do PSD), caiu num fosso profundo do qual dificilmente sairá, no curto ou médio prazo, porque não tem massa crítica para o fazer. Para ter futuro, a Esquerda tem que poder, saber e querer competir com o poder instalado. Mas para isso, tem que renascer: abandonar a política do enfeite - da postura decorativa, colaborativa, conciliadora, bem comportada - e não esperar sentada por um futuro risonho que nunca atingirá sem esforço e risco. Tem que se convencer que antes de ser poder tem que ser contrapoder; tem que condicionar e influenciar as políticas locais, marcar a agenda política e mediática, ir ganhando competências, reconhecimento e credibilidade; e, desta forma, começar a aparecer como alternativa.
Para fazer contrapoder, de forma eficaz, bastam dois recursos: massa cinzenta e coragem – atributos raros. E seguir um aforismo com mais de quatro séculos, mas cada vez mais válido: “o silêncio só é virtude em língua defumada ou em virgem que não quer ser conquistada".

30 de novembro de 2017

A esquerda tem futuro em Pombal? Vem aí o debate


Depois de toda a novela que ocupou os meses de Outubro e Novembro (culminando com a decisão da Câmara a respeito da cedência de um espaço público), o Farpas vai finalmente realizar o debate prometido sobre o futuro da esquerda em Pombal, no Café Concerto. Por isso, na próxima segunda-feira, 11 de Dezembro, pelas 21 horas, estão todos convidados a juntarem-se aos bloguers desta casa e aos representantes dos partidos políticos de esquerda (PS, BE, PCP e PEV) para debater e esgrimir argumentos. Pelo Sim e pelo Não. Depois das últimas eleições autárquicas, este é o debate que se impõe. A entrada é livre, claro. 

10 de outubro de 2017

Junta de Pombal: histórica, mas pouco



Um certo sabor amargo entranha-se na demanda de Pedro Pimpão, vencedor anunciado das eleições para a Junta de Freguesia de Pombal. Na noite eleitoral, foi o primeiro a cantar vitória, considerando estar perante um "resultado histórico" para o PSD. Na verdade, Pedro, há apenas dois pontos percentuais que separam essa vitória daquela alcançada pela dupla Nascimento Lopes/Manuel Escalhorda há 4 anos...

portanto histórico é mesmo o teu positivismo, a teoria da felicidade aplicada à terra onde tudo é "notável" e "extraordinário", pontuado por esse estranho alheamento de mais de metade da população (a freguesia de Pombal contribui exponencialmente para os nossos números - notáveis, sim - da abstenção, que apesar de tudo, diminuiu 10%)
Feitas as contas, o PSD conseguiu o mesmo número de mandatos que já tinha (7), o PS perde dois dos cinco que tinha, o CDS mantém um, e esse ícone local de seu nome Eduardo Carrasqueira entra para a AF com dois elementos.
O futuro - que é sempre mais, como sabemos, e também não precisa de ser melhor - há-de mostrar-nos a qual dos dois amores Pedro serás mais fiel: se o lugar de deputado na AR, por mais escassos dois anos, se o kit de sobrevivência política que é a Junta de Pombal. A este último, terá muito tempo de fazer adaptação. É que com a maioria absoluta de Diogo na Câmara, cai por terra a ideia de o ver chegar-se ao topo concelhio daqui por 4 anos. Por isso, venham de lá as aplicações para gerir as ementas da escola dos nossos filhos, e a comissão de obras para Manuel Escalhorda. 

21 de agosto de 2017

Política prostituta



Por estes dias, os políticos - e os candidatos a sê-lo - disputam a atenção dos transeuntes com as prostitutas; com uma pequena grande diferença, muito bem captada pelo genial F. Pessoa: “nem vejo nunca um lindo sorriso ou um olhar significativo que não medite, de repente, e seja de quem for o olhar ou o sorriso, qual é, no fundo da alma em cujo rosto se sorri ou olha, o político que nos quer comprar ou a prostituta que quer que a compremos. Mas o político que nos compra amou, ao menos, o comprar-nos; e a prostitua, a quem compremos, amou, ao menos, o comprarmo-la”. 


31 de julho de 2017

Alerta de tsunami em Pombal

As autoridades informam que as condições climatéricas se agravaram nas últimas horas ao ponto de poder ocorreu um tsunami em Pombal.  A Oeste já se fizeram sentir os efeitos que se alastrarão a todo o concelho.
As autoridades aconselham a população a não sair de casa e a trancar portas e janelas.
A câmara mandou interromper as Festas do Bodo até que estejam asseguradas as condições de segurança.  
O PSD cancelou a apresentação dos candidatos às juntas de freguesia devido ao agravamento das condições climatéricas. Os outros partidos não cancelaram nada porque não tinham nada agendado.