A congregação festivaleira reuniu na Pelariga, e ali cumpriu mais uma rotina.
Aquilo mais parecia um velório. Porventura um velório ao poder que se esfumou por entre festas, eventos e falsos investimentos.
Paz à sua alma.
"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
A congregação festivaleira reuniu na Pelariga, e ali cumpriu mais uma rotina.
Aquilo mais parecia um velório. Porventura um velório ao poder que se esfumou por entre festas, eventos e falsos investimentos.
Paz à sua alma.
O actual presidente da Junta de Freguesia das Meirinhas, João Pimpão, foi pronunciado, pelo Juízo de Instrução Criminal de Leiria, a 18-10-2023, pela “prática em concurso efectivo, de:
- um crime de peculato …, em co-autoria com arguido Luís Diogo Mateus; e
- um crime de peculato de uso, …, em co-autoria com arguido Luís Diogo Mateus”, no exercício das funções de chefe de gabinete do ex-presidente da Câmara de Pombal.
“encontrando-se o arguido, ainda, incurso nas penas acessórias de proibição do exercício de cargo político e de perda de mandato”.
O sentido ético (pessoal), a ética política vigente e os princípios éticos defendidos e aplicados pelo PSD (e outros partidos) impõem que o João Pimpão renuncie de imediato ao cargo que exerce. Se não o fizer, compete à concelhia do partido a que pertence e por quem foi eleito agir em conformidade com os princípios e prática do PSD: retirar-lhe imediatamente a confiança política e afirmar publicamente que deixa de representar o partido, como muito bem fez Luís Montenegro quando o deputado Pinto Moreira, ex-presidente da Câmara de Espinho, foi constituído arguido por crimes semelhantes. Se compactuarem com eventual desfaçatez do João Pimpão estaremos perante uns “bananas” sem pingo de vergonha e responsabilidade.
À Justiça o que é da justiça. À Ética Política o que é da ética.
PS: custou, mas depois da pressão da direcção do PSD Pinto Moreira renunciou ao cargo de deputado – teve algum decoro.
Diogo Mateus fez a sua primeira aparição pública desde que deixou de ser presidente de Câmara. Aconteceu ontem, na inauguração do Lar da Felicidade, nas Meirinhas, onde esteve presente a convite da direcção daquela IPSS. E isso confirma que são exageradas as notícias da sua morte política.
Observando as fotos, e lendo as notícias que dali resultaram, percebemos que toda a cerimónia foi farta em fenómenos. Numa terra abastada, em que até o Lar de Idosos se chama Felicidade, não podia ser de outra maneira.