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9 de junho de 2026

Não és cabeça de cartaz no Bodo? O problema és tu.



O Município de Pombal anunciou sem pomba mas com circunstância a versão pobrezinha mas honrada do Bodo 2026: uma espécie de arraial na cidade, feito com a prata da casa, onde vão caber todos os amigos - o Graciano, os irmãos Silva, a Filarmónica, os dj's e o resto. 

Numa acção promocional de antologia, deu palco aos trabalhadores da Câmara e a muitos apoiantes do regime, desde o médico à polícia. Todos juntos, como Pimpão gosta, que isto de não estarmos todos unidos e amiguinhos, isto de discordar, pensar sobre as coisas e interpretá-las, já se sabe que não é bem visto. É pouco #adn236.

 Se por acaso és desses, fica sabendo que o problema és tu. Tu que não te esforçaste o suficiente para entrar no círculo, tu que não entendes que o governo não pode dar tudo a todos, tu que se não arranjaste o telhado, a chaminé, não conseguiste reabrir o negócio ou limpar os terrenos atulhados de árvores caídas. Tu que deves reverência e vassalagem aos 'heróis de capa azul e amarela', que nos dias de tempestade "comeram bifanas frias" (Pimpão dixit). Tu que ousas querer saber quanto custam as festas, nos últimos anos, sem que nunca ninguém te responda - lá está, há privilégios que são exclusivos dos cabeças de cartaz. E por isso estranhas quando te dizem que esta "edição especial com a prata da casa" é para conter custos, para aplicar o dinheiro na reconstrução do que falta. E falta muito. Mas o dinheiro municipal, imaginamos que sobre. Ou então não há justificação para a desistência do empréstimo que estava na calha. A pergunta é simples e exige resposta clara: quanto custa este Bodo? Quanto custou, afinal, nos anos anteriores?

Já para este dislate há uma justificação: a Câmara da era Pimpão vê o mundo à dimensão do Cardal. E ali, já se sabe, passa-se pouco mais que a missa e a venda de bolos dos escuteiros. Para quem queria voar mais alto, é poucochinho. Mas lá vamos, cantando e rindo,  tratando os munícipes com aquele paternalismo bacoco que começa nos "nossos artistas" e termina nos nossos eleitos, que só lá chegam por causa dos nossos eleitores. 

27 de julho de 2025

Bons pombalenses & pombalenses de bem

 Por estes dias qualquer time line é farta em manifestações de amor a Pombal. Não é só o regresso dos "autóctones" - como lhe chama uma amiga - ou dos emigrantes que voltam às pressas para chegar a tempo do Bodo. É a (legítima) assunção de quem (como eu) gosta da festa, vibra mais com os reencontros em cada esquina do que com os concertos, sabe que pouco importa o cartaz, porque a festa é nossa e faz-se seja lá com quem for. 
Moro aqui há mais anos do que morei na aldeia onde nasci, e tenho a forte convicção de que a nossa terra é aquela onde vivemos. E por isso estas ruas são tão minhas quanto daqueles que acham correr-lhe nas veias sangue azul do Cardal, sinto como meus os versos de Costa Pereira. Podia passar os dias apenas Cardal acima, Cardal abaixo, descer ao Arnado sem me importar com o programa, viver o Bodo, só, com o privilégio de lhe conhecer a história, de ter privado com as histórias de António Serrano, de quando contava (sempre com o mesmo entusiasmo) como ele viu o homem entrar no forno e dar três voltas, saindo ileso. Com a memória de ter visto a festa a ser (re)pensada por vários autarcas; a meia maratona a evoluir para prova do bodo, o bodo dos pequeninos a nascer, as mudanças de palcos, a vida a acontecer. 
Há, no Bodo, várias dimensões. E de cada vez que o presidente da Câmara as confunde ou esbate, uma borboleta da felicidade estatela-se contra o vidro. A dimensão institucional é tão importante (ou mais) do que cada uma das outras. Mas isso é um caso perdido. Passemos à frente.
Ora, no meio desse orgulho pombalense que começa na quinta-feira à noite e só acaba na madrugada de terça para quarta, há a realidade. E essa é como o teste do algodão: não engana. Mostrou-se em todo o seu esplendor logo a abrir, quando, na noite de quinta, vários restaurantes desta cidade fecharam a porta à hora de jantar. Porquê? Porque não queriam servir ciganos, temendo uma invasão com o concerto de Nininho Vaz Maia. Assumiram-no, de viva voz, aos fornecedores. Esta foi a terra que pensou há muitos anos em criar condições dignas de habitação para a maior comunidade cigana do distrito, mas não deixa de ser a terra que coloca o sapo à porta do café. E onde se ergue uma barreira chamada IC2 para os deixar lá, nas margens do Arunca, num bairro sem quaisquer infraestruturas, quase 20 anos depois de criado. Onde se celebram os dias da inclusão (seja lá isso o que for) com espectáculos de ciganos para ciganos. Quase exótico. 
Como as modas demoram mas também chegam aqui, agora há novos ódios de estimação. Foi sem espanto que li comentários  - como os que aqui reproduzo - sobre os desgraçados que instalam tendas na outra margem do Arunca para ganhar a vida, durante uns dias. Podem fazer as sandes de porco no espeto ou os kebab com que te lambuzas de madrugada, podem trabalhar por tuta e meia na fábrica da cerveja que emborcas desde o recinto às imediações, mas isso de venderem coisas nas tendas já é outra história! 
Escrevo no domingo do Bodo, quase à hora em que se celebra a missa e procissão em honra de Nossa Senhora do Cardal, padroeira desta terra. Muitos dos que querem escorraçar daqui os indianos, paquistaneses e demais vendedores hão-de estar lá por baixo, ora a bater com a mão no peito, ora a ajudar as obras sociais. Brinquemos, então, à caridadezinha. 



19 de agosto de 2023

Olarilolé, olarilolé: (des)governar assim sabe tão bem...

 Quando daqui por muitos anos se escrever a história deste tempo no município de Pombal, haverá um capítulo dedicado ao estranho caso dos que, sendo elementos das festas, não chegaram para as organizar com mestria. Já todos percebemos que o Pedro & amigos são muito bons a animar os bares e recintos de qualquer arraial, marcando aqui uma diferença abissal em relação aos antecessores. Olhando para os últimos 30 anos, é fácil perceber que saltámos do 8 para o 80: Carolino não era dado a festarolas nem ajuntamentos populares, Narciso passou  a marcar presença institucional em tudo o que era arraial, Diogo quebrou esse cordão popularucho e imprimiu solenidade ao ato de se fazer representar (ao Município, que é disso que se trata), mas veio Pimpão e abandalhou por completo a função: nunca percebeu que o poder de que está investido  requeria um pouco mais do que aparecer nas festas e beber finos. Ora, como quem anda com um coxo aprende a coxear, quem o acompanha incorporou o mesmo espírito. 
Não admira por isso que as festas do Bodo tenham sido assim meio sensaboronas, o que se refletiu na caixas de quem pagou - e bem - para explorar os bares. Nesta senda de "cumprir (aumentar) calendário" (e evitar as críticas ao despesismo, mesmo que nunca se tenha chegado a saber ao certo o prejuízo do Bodo passado - o Pedro poupou no cartaz, entregou os bares de cerveja a uns tipos que ninguém conhece (e por isso não havia qualquer interação entre vendedores e público cliente, coisa que também faz parte da festa), furtando aos funcionários municipais a possibilidade de ganharem uns trocos extra naqueles dias. É discutível, mas até se aceita. O que já não é aceitável são as condições em que centenas de crianças e jovens tiveram que atuar, no jardim do Cardal, numa clara falta de respeito pelo trabalho de escolas de música e de dança deste concelho. Na segunda-feira, a par das inenarráveis condições do som, chegámos ao cúmulo de nem sequer um apresentador ter sido designado para o espetáculo. Isso a contrastar com o domingo, em que o apresentador-estrela do folclore quase varria do palco quem não estivesse para ouvir as suas lérias. 
É por isso boa ideia o inquérito que anda a circular nas redes. É bom que se aprenda com os erros: O Cardal não pode ser aquela coutada da Igreja e afins. E acantonar as freguesias e clubes da terra na Praça Marquês de Pombal também não. É ir aos concelhos vizinhos e ver como fazem. Não é preciso inventar muito. 
No que toca aos espetáculos, Pedro Pimpão & seus amigos sabem que ficaram mal na fotografia do Bodo. E por isso, não estão de modoa: contrataram o artista do momento, Pedro Má Fama, para atuar na Feira Nacional de Artesanato - este ano transformada em festival de verão. Siga a festa!


27 de julho de 2023

Sai um bodo requentado, sff


 


À hora a que vos escrevo ainda se parte muita pedra ali no antigo Largo da Biblioteca, que agora passará a ser o largo do Almirante. Mas não é por isso que o Bodo deixará de ser inaugurado, sem pompa nem circunstância, pela ministra da Justiça - que se tivesse vergonha não vinha dar para este peditório, nem contribuir para tamanho circo. Afinal, foi a ela, enquanto candidata, que o mandatário financeiro da candidatura de Pedro Pimpão - que acumula o cargo de presidente dos Bombeiros - recusou receber, ao tempo da campanha. Mas como já percebemos, isto da representação pública e dos titulares de cargos está como há-de ir. E por isso, vale o que vale. 

Amanhã teremos honras de governantes, numa espécie de regresso ao passado: Pedro Pimpão desencantou o AgroBodo - com o qual Narciso Mota acabou, numa decisão sensata. Tenho a sensação de que estamos a andar para trás com uma velocidade vertiginosa: É o AgroBodo (que fazia sentido nos anos 80 do século passado...), é a Confraria a acantonar as freguesias na Praça Marquês de Pombal, é a Igreja a tomar conta do Cardal (mandando outros literalmente às urtigas, para junto das piscinas), é a criação de um hino (!), qual laivo bafiento,  foi o presidente da Câmara na televisão a dizer coisas sobre o Bodo que adulteram a lenda, logo ele, tão 'oh meu Pombal', tão coração da cidade, tão amigo do chefe-de-gabinete-historiador.  

E no meio dessa feira de vaidades que escala em publicações, selfies, desfiles e toda uma bebedeira de aparato fútil, fica a sensação de que alguma coisa correu mal com o programa e à última hora sobraram aqueles artistas. Evitando o trabalho, este ano até as barracas de cerveja foram concessionadas a um privado, ao invés da gestão municipal. 

Nos concelhos à nossa volta as festas da cidade e dos concelhos são aproveitadas pelas autarquias para permitir às associações que as rentabilizem. Tasquinhas e bares são explorados pelas colectividades. Mas aqui, que somos muito à frente, preferimos investir nos subsídios.

Siga a festa!


30 de junho de 2023

Pombal, terra de pimpões e bustos

"Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és. Saiba eu com que te ocupas e saberei também no que te poderás tornar". J. Goethe

 Até há pouco tempo, o almirante Silva Ribeiro era um perfeito desconhecido da generalidade dos pombalenses. Mas eis que, de um momento para o outro, passou a ser figura omnipresente na terra, pela mão do doutor Pimpão. Os mais atentos estranharam o seu repentino interesse pela terra, mas nós percebemos logo ao que vinham…



Ficámos agora a saber que o doutor Pimpão decidiu fazer do almirante a figura das festas da cidade, carregando-o de homenagens: vai dar o seu nome ao largo da Central de Camionagem e, pasme-se, não suficientemente contente com a risível vénia, vai colocar um busto dele no novo largo. Perdoai-lhes Senhor, tanta soberba. 

Já sabíamos que o doutor Pimpão é um escravo da emoção e da bajulação, que vê méritos nas tolices que pratica e está sempre disposto a sacrificar tudo pela sua satisfação momentânea, mas o que é demais enjoa. A maior fatalidade do seu caráter é não ter consciência do papel que representa nem das suas falhas. Que da sua cabeça tenha saído esta insensatez, compreende-se - já tudo se pode esperar deste hipocondríaco pela empatia, sempre ávido de glória e falho de tino -; mas do almirante, do mais alto chefe da tropa, esperava-se um pouquinho mais: algum bom senso, alguma reserva e algum sentido do (seu) lugar – da sua circunstância e do respeito pela memória colectiva da terra, que o viu nascer mas que nunca mais soube nada dele nem ele da terra.

Há associações que não acrescentam, só rebaixam.  

16 de dezembro de 2022

Histórias de vida, e da terra

Trabalhei vários anos com um Senhor muito especial - austero e acessível, antipático e cordial - com uma solidez de conceitos e princípios e um raciocínio lógico invulgares – um verdadeiro cartesiano (como ainda não conheci...). 

Era um Gestor* que estava sempre focado na eficiência e na modernização da organização, a quem era muito difícil, e ao mesmo tempo estimulante, vender uma ideia ou um projecto novo. Mas era frustrante enfrentá-lo unicamente com uma boa-intenção, sem uma rigorosa quantificação dos custos e do retorno esperado (ao longo de toda a vida do projecto, lembrava ele sistematicamente). 

Quando lhe diziam, “mas isto (projecto) tem muitas vantagens, e vai gerar muito retorno no futuro”, ele adoptava o estilo ainda mais austero, e perguntava: “Você(s) conhece(m) a história do vendedor de pentes da baixa de Lisboa?" - (história dos anos 60-70 do século passado). O campeão do projecto – e os outros - franzia logo a testa, e murmurava por dentro, “Mas o que é que isso tem a ver com o nosso projecto?”; e só depois respondia, “Não, Engenheiro!”

Perante tão estranha afirmação e resposta, ele recostava-se na cadeira, puxava mais um cigarro – fumava 4 maços de tabaco por dia! -, batia com ele meia dúzia de vezes na secretária, acendia-o, dava duas longas “passas”, pousava-o no grande cinzeiro, e começava a contar curta, seca e instrutiva história. E assim terminava, geralmente, a boa-intenção. Só não terminava para aqueles que insistiam, e replicavam “Mas, …”. Nesse momento, o Engenheiro comutava para o modo antipático, e respondia, de forma seca, “Ponha-se na rua” (do seu gabinete, claro).



Quando ouvia as desculpas do Renato, do Antunes e do Pimpão sobre o avultadíssimo prejuízo das Festas do Bodo, na assembleia municipal, lembrei-me da figura do Engenheiro, das suas histórias, e do quanto pagava para ver os Renatos, os Antunes dos Santos e os Pimpões desta vida perante ele, a tentarem explicar a "bela" realização que foi as Festas do Bodo. E podiam levar, também, a Gina - só para assistir.

PS: * A figura contribuiu muito para trazer uma empresa em pré-falência para o top europeu na sua àrea de negócio, com alta rentabilidade).

9 de dezembro de 2022

350.000 EUROS DE PREJUÍZO NAS FESTAS DO BODO

Finalmente o doutor Pimpão apresentou as contas das Festas do Bodo, na reunião da “junta” de 6 de dezembro. Tentou esconder, até ao limite do insuportável, a sua irresponsabilidade extrema: prejuízo acima de 350.000 euros - provavelmente superior, se todas as despesas,  directas e indirectas, forem contabilizadas.


Por muito menos, Narciso Mota teve que correr com o seu amigo Vila Verde e encerrar a empresa municipal Pombal Viva, organizadora das festas e outros eventos do género. Infelizmente, o doutor Pimpão e a doutora Gina - supostamente mordomo das festas - não terão o mesmo destino, mas mereciam-no. Numa empresa privada, ou mesmo numa comissão de festas de estudantes destinada a organizar convívios, seriam imediatamente postos no olho-da-rua. Por cá, neste pátio de comédia que é a política pombalense, continuarão a cometer todo o tipo de dislates e prejuízos avultadíssimos para o erário público.

Um prejuízo desta dimensão não se deve a ocorrências especiais, por exemplo eventos naturais que afastam as pessoas e penalizam a receita; deve-se unicamente à irresponsabilidade natural de quem gasta sem olhar a meios nem a critérios.

Percebeu-se pela discussão da coisa que, nem para um evento desta dimensão, com despesa muito acima de meio milhão de euros, existia um orçamento ou qualquer tipo de controlo. Já se sabia que o doutor Pimpão não sabe administrar uma junta, nem um evento da dimensão das Festas do Bodo, nem porventura uma simples quermesse de uma qualquer festarola de aldeia, quanto mais uma câmara como a de Pombal. Por isso, nos próximos anos não se lhe pode dar rédea larga. É indispensável obrigá-lo a apresentar um orçamento ao executivo, submetê-lo à aprovação e a designar um responsável pelo controlo do orçamento das festas. Só assim se poderá controlar os desvarios do doutor Pimpão e da sua trupe, num evento desta dimensão.

Talvez agora muitos percebam porque considero o doutor Pimpão, para além de incompetente, inepto (para o cargo que ocupa). A inépcia inclui a incompetência, mas vai muito para além dela; abrange a insensatez e a irresponsabilidade. Pior: a incompetência corrige-se; a inépcia não - é profundamente intrínseca. O doutor Pimpão não é um inepto indolente - o mais tolerável; é um inepto perigoso, porque é impulsivo, sofre da embriaguez da festa.

Já a doutora Gina não é responsável nem irresponsável. Nem perigosa.  É simplesmente nada (neste papel). E o nada não comporta inferioridade nem superioridade, nem sequer comparação. 

Somos claramente filhos da terra que não se governa nem se deixa governar. Siga a festa.

20 de outubro de 2022

Festas do Bodo - as contas da doutora Gina

Na última reunião da “junta”, a doutora Odete voltou a perguntar pelas Contas do Bodo. A doutora Gina tinha prometido apresentá-las até 15 de setembro. Mas voltou a falhar! Pior: mostrou que desconhece o dever! E o que são Contas!

Os mais atentos já tinham percebido que a grupeta que nos (des)governa é (só) de Festas, não é de Contas.  Mas quem ouve o discurso que a doutora Gina levou escrito, para a reunião da “junta”, para justificar aquilo que ela considera as Contas do Bodo, fica simplesmente estarrecido. Parece coisa de adolescente chique que na ida à discoteca abusou do cartão de crédito da mãe e procura justificar o irresponsável deslize,

foi fixe  - muito positivo -, estava muita gente, divertimo-nos imenso, as coisas eram caras, tivemos que gastar mais do que contavamos…

Ficámos definitivamente a saber que para a doutora Gina e para o doutor Pimpão - tal como para a adolescente rica que vai à discoteca e abusa do cartão de crédito da mãe – prestar contas (das Festas do Bodo, por exemplo) é dizer quanto gastaram! 

Gastaram muito, mais de 350.000 euros, só pela câmara! Aos quais se deve acrescentar, como muito bem corrigiu a doutora Marto, no final da discussão, a despesa realizada pela Adilpom e pela PMUGest, ainda desconhecida! 

Infelizmente, já tivemos semelhante desgoverno… E por muito menos, o doutor Vila Verde foi corrido e a empresa que dirigia foi encerrada. Mas, pelo menos, o doutor Vila Verde sabia o que é um “Orçamento”, e uma Prestação de Contas… 

PS: Bastou um mês e pouco de mandato para os ingleses perceberem a quão inepta é a primeiro-ministro Truss. Despacharam-na, hoje. E o doutor Pimpão já leva um ano!... Ainda não perceberam…?



24 de agosto de 2022

Festas do Bodo: o Deve e o Haver, e a mentira anunciada

 Na última reunião da “junta” (aquilo foi pior que as reuniões de algumas juntas), o doutor Pimpão entrou deslumbrado com o “sucesso” das Festas do Bodo. A sonsa “oposição” acompanhou-o no feliz corridinho de loas às festas – valha-lhes a Senhora da Boa-Morte.

Mas numa curta intervenção, a vereadora Gina despejou um tanque de gelo na sala. Docemente, preparou a plateia e a opinião pública para o desastre financeiro que se anuncia. Referiu que a despesa subiu muito; a receita também subiu alguma coisa mas ainda está por apurar. Depois, em jeito de conclusão, afirmou que teremos que repensar o conceito das festas e discutir se se deve introduzir o pagamento de bilhetes. Onde é que já ouvimos isto? No pós-Vila Verde.



Ao contrário do doutor Pimpão, a Gina sabe que neste tipo de realizações há sempre duas colunas, a do “Deve” e do “Haver”, e um “Saldo” a apurar. Fazer festas com o dinheiro dos outros, sem orçamento e sem preocupações de equilíbrio orçamental, pode ser muito bonito, mas alguém as tem que pagar, e alguém tem que responder pelo descontrole - por gastar como se não houvesse amanhã.

Ficámos ainda a saber que o doutor Pimpão já contratou um estratagema de disfarce da coisa, a legitimação do (seu) despesismo: um “estudo” sobre o impacto das festas na economia local. Acredita, coitado, nestes exercícios fantasiosos que só acrescentam valor a quem os faz.

O Pedro forja mentiras em que posteriormente acredita. Vai-lhe chegar tarde o desengano, sem lhe dar tempo para se emendar. 

27 de julho de 2022

Sai mais uma encomenda directa para os amigos do Pedro

A (des)governação do Pedro & C.ª é uma coisa assustadora, sem critério e sem controlo, mas com intuitos claros…, nomeadamente na área das festas e diversão - seu foco principal.

Nas festividades do Natal, entregou a empreitada ao amigo Vila Verde através do alçapão ADILPOM. A coisa correu mal, há gente enganada e mal paga …

Depois veio aquela enorme trapalhada do Festival “Oh da Praça”, que metia subsídios, amigos e família, e que, por ser tão escandaloso e aqui ter sido denunciado, foi adiado antes de ser cancelado.

Agora são as contratações para as Festas do Bodo.  A dos DJ`s foi dada, por ajuste directo e sem contrato (ao que já chegámos!), a uma tal Levelfusion, Lda, com sede em Pombal, que “desenvolve a sua atividade principal no âmbito de Vestuário para adultos”, por uns chorudos 10.000 € - DEZ MIL EUROS!

Chamem a polícia; 

Chamem a polícia.

15 de julho de 2021

Vão para dentro, que se constipam


 

O presidente da Câmara e a vereadora da Cultura chamaram a imprensa esta semana para anunciar o programa que assinala as festas do Bodo - ainda congeladas pela pandemia.

Além do Arunca com água e das farturas em três ou quatro pontos da cidade, o Município elaborou um programa com vários apontamentos musicais e exposições, chamando-lhe na mesma "em dias de Bodo", tal como fizera no ano passado. Só que desta vez o palco não será a Praça Marquês de Pombal. Julgávamos (muitos de nós) que seria o 'jardim' do Cardal, travestido de praça desde as obras, pois que ali decorreu recentemente o primeiro espetáculo do Festival Sete Sóis Sete Luas, bem como o 'Crianças ao palco', organizado pela Junta.

Mas eis que Diogo Mateus e Ana Cabral anunciaram a surpresa: os espetáculos não são ao ar livre, mas antes no Teatro Cine e no (ressuscitado) auditório da biblioteca. Escudaram-se nas indicações das autoridades de saúde. Ora, como todos sabemos, todos os especialistas à escala nacional e mundial apontam as atividades ao ar livre como mais seguras no que respeita à transmissão do vírus e propagação da covid-19. Mas no concelho de Pombal é diferente. Não deixa de ser estranho que a mesma autoridade de saúde autorize animação de rua nas praias do mesmo distrito de Leiria, por exemplo. 

Pombal será um caso de estudo, também nesta matéria. Além dos dias de Bodo, também o ATL da Junta de Freguesia de Pombal viu chumbadas as idas à praia com as crianças. Não vá o vírus esconder-se no parque do Osso da Baleia. Mas podem ir ao aquaparque, ok?

Por último, percebemos que está tudo bem quando não há perguntas sobre nada disto. 

5 de agosto de 2020

O Bodo na imprensa local: quem o viu e quem o vê!

A propósito de um texto que escrevi, a pedido do Jornal de Leiria, sobre o Bodo, dei por mim a consultar os jornais locais no Arquivo Municipal de Pombal. Estava à procura de notícias do início do século XX, para saber se a gripe Espanhola tinha conseguido impedir a realização das Festas. Pelos visto, tal não aconteceu.

Dessas leituras respigo algumas pérolas que evidenciam claramente o seguinte: em Pombal, o jornalismo do início do século XX dá 10 a 0 ao do início do século XXI. A coragem que havia na imprensa local, contrasta com o tom frouxo e servil dos jornalistas que agora (não) temos. Este facto também me leva a concluir que os pombalenses de então eram bem mais exigentes do que a maioria de nós face ao poder instituído. 



Festa do Bodo
Contra o que parecia depreender-se da leitura do edital mandado afixar pela Exma Câmara Municipal para a arrematação das festas do Bodo, foram apresentadas diferentes propostas para cada um dos diversos serviços a executar. Fez-se o que sempre nos pareceu razoável. O que não é razoável, é que indicando o edital que as propostas deveriam entrar na Secretaria da Câmara até ao dia 10, se recebessem propostas ainda no dia 11. O que também nos não parece razoável é que essas propostas, que até à sua abertura em sessão deviam constituir segredo, fossem contra todas as praxes estabelecidas abertas antes de apreciadas e talvez discutidas e até antecipadamente patrocinadas! (...)

Pondo de parte a proposta de Júlio Severino, temos de reconhecer que das restantes propostas a mais vantajosa era a do Sr. Baptista, porque além de ter mais lumes fazia uma diferença de 10$000 réis. Pois contra toda a expectativa, a proposta do Sr Baptista foi rejeitada, entregando-se a ornamentação e iluminação ao Sr Martins!! Porquê? O que levaria os ilustres edis a inclinar-se para esta proposta, quando é certo que o Sr. Baptista se comprometia a fazer precisamente a mesma coisa ou ainda mais por menos 10$000 réis do que a proposta do Sr. Martins? 

Francamente não compreendemos! Mas também não merece a pena estar a matutar nestas manigâncias. Pois se já o tal má língua nos dizia outro dia: - mais vale cair em graça do que ser engraçado!



As Festas do Bodo
Nos próximos dias 29, 30 e 31, devem realizar-se nesta vila as costumadas e tradicionais festas em honra da Senhora do Cardal. O programa é o mesmo dos anos anteriores. Em Pombal, triste é dizê-lo, não há inovações. A festa é este anos a expensas do nosso estimado amigo e assinante Joaquim António dos Santos Júnior. 



O Marquês e as festas do Bodo
Pasmai ó gentes! Recortamos do programa das festas que aí vão realizar-se este bocadinho precioso: "Durante os dias da festa estará exposto ao público na sala das sessões da Câmara Municipal o caixão onde estiveram os restos mortais do Marquês de Pombal" Isto é supinamente ridículo! Mais do que isso - totalmente estúpido e degradante! O caixão do grande Marquês de Pombal em exposição numas festas puramente reacionárias? 

Digno de ver-se
Continua exalando um fétido repugnantíssimo, oferendo a quem por ali passa um triste e nauseante espectáculo e a quem por ali vive um verdadeiro perigo para a saúde, o Ribeiro da Ponte Pedrinha. Se há por aí alguma alma que sinta amor pela terra e que não queira mostrar a nossa pouca dedicação pela limpeza aos forasteiros, trate-se daquilo quanto antes, para que em ar de troça, aqueles que nos visitem não nos venham perguntar se o ribeiro assim também faz parte das nossas belezas naturais e artificiais, como o castelo, o forno, o caixão do Marquês, o parque, etc, etc.



O Bodo de Pombal
Lá se passaram aqueles tradicionais dias de festa, que este ano foram dias de festa... pobre, tendo custado dinheiro de festa rica. Missas e sermões; sermões e procissões; novenas e foguetões; fracas iluminações e que nos conste com fartura nada mais nestes dias de tantas expansões.  

O Bodo de Pombal! Quem o viu e quem o vê! Quem o viu nos tempos em que havia gosto e se primava por em tudo o demonstrar. Quem o viu nos tempos em que havia amos à terra, superior ao mercantilismo, e o vê agora! Que diferença! (....) 

Cremos que é esta a opinião geral e registamo-la fazendo eco com o nosso protesto dos protestos dos outros. Pombal exige que melhor o honrem e que tanto não o aviltrem.

21 de julho de 2020

Boda-se!


"Se o Bodo fosse uma água com gás, este ano seria uma água com gás mas no dia seguinte... tem menos gás do que normalmente... (risos)...". Das duas uma: ou o homem não conhece as festas ou anda a ser enganado na água que bebe. Ouve-se cada uma em dias de Bodo...

3 de agosto de 2018

Bodo on tape, pessoal!


Eu até percebo os jovens que se querem divertir e ter algum protagonismo junto dos amigos. Agora a Rádio Cardal alinhar numa rubrica que de criativo apenas tem o conceito e de qualidade nem se fala, é que custa ver. 

Esta iniciativa da Rádio mostra que há espaço em Pombal para projectos arrojados, originais, irreverentes. Mas o ser "diferente" não justifica tudo e os nossos filhos nem sempre são os artistas que gostávamos que fossem. Se for para repetir a experiência - como espero - deixo um repto aos jovens protagonistas: revejam o que fizeram, sejam os vossos maiores críticos e trabalhem (muito) mais. O vosso potencial só tem hipótese de se traduzir em algo interessante se forem muito mais exigentes convosco próprios. 

Deixo também este último conselho também à Rádio Cardal. Sou um grande defensor das rádios locais e, por isso mesmo, contem sempre comigo para vos criticar. Acredito no sucesso dos meios de comunicação regionais de qualidade, geridos com rigor, comprometidos com as causas sociais da comunidade em que vivem, que saibam recuperar as redes locais de identidade e não cedam à tentação da subserviência ao poder. Já não acredito em projectos que valorizem o supérfluo e descurem o essencial. 

2 de agosto de 2017

Crónica de polícia - o circo de feras no Bodo


Quem assistiu à cena de segunda-feira à noite pôde testemunhar para que serve, todo o contingente policial distribuído pelo recinto dos espectáculos nas noites do Bodo. Diz o auto de notícia que "o suspeito encontrava-se a incomodar, nomeadamente, (a pontuação é deles...) a empurrar diversos populares no decorrer do concerto, e por não ter cessado a sua conduta, após ter sido alertado diversas vezes por parte da equipa de segurança destas festas".
Quem assistiu à cena de segunda-feira à noite, em frente ao palco onde tocavam os Xutos & Pontapés, julgou tratar-se de um perigoso terrorista que ali perpetrava um atentado contra o sossego de quem vai assistir a um concerto, sobretudo a um concerto de rock. Meia dúzia  de polícias imobilizaram o espectador "com a força física estritamente necessária, nomeadamente, técnica de mãos livres, por forma a retirar o suspeito do meio da multidão".
O suspeito é perigoso quanto isto: chama-se Pedro Brazão, vive e trabalha em Londres, está quase cego. Veio de propósito a Pombal  para assistir ao concerto da banda. Esqueceu-se, porém, que nem tudo é normal em Pombal ocidental (nem oriental, nem em quadrante nenhum). E lembrou-se de dançar e saltar num concerto dos Xutos. Quem é que se lembra de uma coisa dessas? 
A atitude violenta da polícia impressionou quem estava por perto. Calculamos que foi a coroa de glória na actuação de várias noites, em que o contingente foi exímio na prevenção. Atente-se, por exemplo, na quantidade de adolescentes que poderiam ter ficado alcoolizados até ao limite se acaso os bares lhes vendessem bebidas alcoólicas. Ainda bem que temos no Bodo tanta polícia para prevenir e assegurar a ordem... com os homens de 40 anos. Que importunam quem quer estar sossegado e tranquilo em frente ao palco, num concerto daqueles. 

29 de julho de 2016

Vestir a camisola

Anda por aí, neste Bodo. É uma criação daquela rapaziada que circula entre o café da Várzea e o Scó-Bar, na linha da igualmente célebre t-shirt "Mamarracho, não serás esquecido", ou daquela do ano passado "finos a 1,20. Je suis Bodo".

O rigor de D. Diogo

Pergunta - tipo deixa - do jornalista: “Para este ano o orçamento é idêntico ao do ano anterior?”
Resposta de D. Diogo: “É um orçamento que ronda os 220/250 mil euros. O que representa um esforço financeiro da Câmara Municipal na ordem dos 20 e 25 mil euros. Espero eu que não seja preciso muito mais do que isso. No entanto, a mim pessoalmente, não me choca que o município tivesse de gastar do seu orçamento, 60 ou 70 mil euros para fazer as suas festas anuais.”
Não te choca a ti nem à oposição. E se for o dobro, ou o triplo, também não (vos) choca.
Já estamos em campanha eleitoral, o povo não leva a mal!

25 de julho de 2016

Olha a bandeirinha!


Depois da caderneta de cromos (para os meninos da catequese, que são recompensados por uma figurinha de cada vez que vão à missa, e penalizados quando faltam, pela falta dela), chega mais uma inovação à paróquia de Pombal: a bandeirinha, com a imagem da Srª do Cardal, resultado de (mais uma) singela parceria entre a Câmara e a Paróquia.
Estou em crer que, em breve, a autarquia deixará de sustentar financeiramente algumas actividades, por exemplo o boletim "Luz e Esperança", pois que a gerar receitas desta forma, a Igreja tem condições para a emancipação de um jornal.
E assim se calam as vozes que apontam os "subsídios sagrados". A imprensa da terra (que podia e devia indignar-se com a desigualdade) já não é preciso.
créditos: FB de João Pimpão, que anunciou já ter a sua.