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22 de maio de 2025

Terra de cegos e de gente feliz

Como executivo o dotor Pimpão é o que é e não vale a pena bater mais no ceguinho, mas como politico não é o inepto que muitos julgam - revela até manhas que lhe desconhecíamos.

A forma como abafou a dita “oposição”, nomeadamente no executivo, com o sermão da positividade e de todos por Pombal (por ele), demonstra-o bem. É verdade que com aquelas alminhas não era coisa difícil, mas era preciso fazê-lo; e poucos, por esse país fora, o conseguem fazer.

Por outro lado, na política do facto consumado – verdadeiramente antidemocrática – o dotor Pimpão revela também alguma astúcia: passo-a-passo lá vai levando a água ao seu moinho e impondo-nos mais uns elefantes-brancos, para seu gáudio e fama. O último chama-se Pólo de Inovação e Conhecimento, já aqui dado à estampa. Para o ficcional empreendimento contratou recentemente, em regime de avença, por 19.900 euros (mais parece preço de supermercado) um rapaz muito empreendedor e sabedor, o doutor Dino Freitas, bem nosso conhecido, e com belas provas dadas, para elaborar uma proposta para a coisa. 

Mas revela igualmente outra faceta até agora desconhecida: já se preocupa com aquilo que ouve dizer que é importante: criação de sinergias. Vai daí, como gastou dinheiro num espaço, dito de Cowork, que está sempre às moscas, com um tiro matou - ou deu vida - a dois coelhos: ao Cowork  e  ao Dino - o avençado ocupou o espaço.

É o Pombal feliz. 


24 de outubro de 2022

Sai 59.500 euros para o J. Ramos

Por despacho do doutor Pimpão, a “junta” adjudicou a Jorge Fortunato Ramos, Design e Publicidade, Unipessoal Lda, dia 28-9-2022, serviços de criatividade e design gráfico, por uns módicos 59.500 euros, através de consulta prévia (a que só ele respondeu!), com prazo de 730 dias!


O contrato não especifica - como convém - o serviço prestado; limita-se a elencar o que o prestador faz. E para gestor do contrato - como convém também - foi nomeado o Chefe de Gabinete de Apoio à presidência – o doutor Né -; cargo político sem atribuições e sem autoridade administrativa (ao contrário do que ele acha e do que lhe permitem – o abuso de funções já vem do antecessor, mas agora, como não há autoridade naquela casa, agravou-se).

Estes esquemas são antigos, mas neste mandato tendem a agravar-se. Os mais atentos a estas coisas conhecem bem o processo e os fins em vista – são amplamente comentados na praça. Mas o que é demais enjoa. E provoca vómitos. Porque consubstância o uso indevido dos dinheiros públicos e a violação da letra e do espírito do Código de Contratação Pública.

Chamem a polícia; que a gente não pode continuar a pagar isto.