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6 de junho de 2020

Da tragédia à farsa


Um eminente filósofo alemão advogou que a história repete-se, "primeiro como tragédia, depois como farsa" (O 18 de Brumário, de Luís Bonaparte, 1852, cap. 1). O recente episódio da requalificação do Jardim da Várzea vem dar-lhe razão. Depois da tragédia que foi a gestão do processo que culminou na encenação de consulta pública, assistimos agora à farsa do dissimulado interesse pelas opiniões dos pombalenses.

O caricato é que o comunicado autárquico só surgiu horas depois da Paula Sofia aqui ter denunciado a farsa. A Câmara Municipal de Pombal já não age; só reage. Está moribunda. E Diogo Mateus, o Tartufo, já não disfarça a sua condição de gato-pingado.

4 de junho de 2020

Obras para totós: está lançado o concurso para a Várzea


Chega a ser desprezível a forma como a Câmara de Pombal nos trata. Nos últimos tempos todos os dias nos diz, em actos, aquilo que o Farpas anda a mostrar por palavras há anos: um total desprezo pela opinião pública. Mas é pior do que isso. O desprezo vem mascarado de um faz-de-conta-que-nos importamos-com-aquilo-que-eles-pensam, como bem demonstra aquele vídeo surreal feito no Jardim da Várzea, a fazer crer aos pombalenses que afinal até valia a pena enviar sugestões para uma discussão pública que não houve.
Pois bem, acaba de ser lançado o concurso público para aquela aberração que vai ser a requalificação da Várzea. Foi publicado em Diário da República na segunda-feira, 1 de Junho, e não é uma brincadeira de crianças. Tem um prazo de execução de 540 dias e vais-nos custar qualquer coisa como um milhão, setecentos e oitenta e sete mil, quinhentos e quarenta e nove euros e sessenta e cinco cêntimos. Sem falar no que nos rouba: memória, património, a alma da cidade.