28 de dezembro de 2011

Dinastia Kim’s da Coreia do Norte

Todos dias as televisões passam imagens de choro convulsivo e de desespero de crianças, mulheres e homens da Coreia do Norte pela morte de Kim Jong-Il, secretário geral do partido dos trabalhadores norte-coreano e “líder” da Coreia do Norte.
Parece ficção mas é real. Não consigo perceber e fico enojado com tanto choro e sofrimento.
Ainda me recordo das imagens de choro dos norte-coreanos, passadas na televisão em 1994 aquando da morte de Kim Il-Sung, chamado de “grande líder”. Assistimos em simultâneo à sucessão de seu filho, Kim Jong-Il, depois chamado de “querido líder”, “nosso pai” e “comandante supremo”, agora falecido. Estamos também agora a assistir à condução ao “trono” de Kim Jong-Un.
Interrogo-me como é possível que se tenha instalado uma “monarquia” num país comunista, iniciada com Kim Il-Sung e continuada com o filho Kim Jong-Il e, agora, com o neto Kim Jong-Un. Bem sei que a barbárie e o despotismo são mais tolerados e justificados quando exercidos em nome do povo e dos trabalhadores do que pelos políticos da “direita”, mas continuo a não perceber tantos silêncios…
A nós, por cá, resta-nos a lição de não criarmos e adorarmos ídolos, quer seja nos espectáculos, no desporto, na religião, na política, etc...
Quanto aos políticos, direi que são eleitos para governar bem os bens públicos. Se o fizerem, cumprem o seu dever sem necessidade de agradecimentos; se governarem mal, devem ser responsabilizados politica, civil e criminalmente.

22 de dezembro de 2011

Narciso Mota a olhar para coisas

Como para muitos dos nossos comentadores o Engenheiro Narciso Mota é uma espécie de “Querido Líder”, deixo aqui uma foto-reportagem que espelha uma das suas actividades favoritas: inaugurar. As fotos foram roubadas ao Notícias do Centro.
A olhar para uma bandeira

A olhar para um peixe

A olhar para calçada portuguesa

A olhar para balões

18 de dezembro de 2011

Resultados das "Farpas"

A propósito do nosso blog, lembrei-me que Martin Luther King se preocupava mais com o silêncio e a indiferença dos “bons” do que com a agressão dos “maus”.
Também por causado do blog, quero citar um trecho de uma entrevista de Paulo Bento na revista Única de 17-12-2011, onde dizia que “Os mentirosos aparecem com ar de boas pessoas nas primeiras páginas. Critica-se quem fala claro e é frontal”.
Vem isto a propósito do mal-estar que algumas personalidades têm manifestado nas reacções aos meus comentários deste blog, quer através de manifestações de raiva mascaradas em desculpas de questões ideológicas ou contra-dogmáticas, quanto aos que se sentem cobardes e cúmplices, quer através do envio de recados com ameaças de represálias de carácter criminal ou deontológico, quanto aos que não querem transparência nos actos de gestão pública.
Aos primeiros, digo-lhes que poderão continuar a desperdiçar o Vosso tempo no éter, enquanto esperam que caiam algumas migalhas da mesa, porque a coragem não é atributo de todos. Aos segundos, digo-lhes que iremos ver se “o feitiço não se irá virar contra o feiticeiro”, atendendo a que a verdade é a arma mais forte embora seja a mais incómoda...
Entretanto continuemos, pois o nosso “trabalho” parece ter muita utilidade.

16 de dezembro de 2011

Há coisas que, no mínimo, já nem deviam ser assim


IGAL quer atribuição de subsídios da Câmara de Pombal regulamentados, noticia o Notícias do Centro.

Uma coisa de tão lógica e de reivindicação antiga que só apetece relembrar o velho adágio: ou há moralidade ou comem (quase) todos.

Agenda em fogo

Em Pombal, expor ideias fora de fóruns oficiais não é propriamente uma actividade fácil. Fruto de anos de construção de uma rede de conivências e interesses, está instalado um espírito de "cuidar da vidinha sem afrontar poderes instituídos". E isto tem consequências péssimas, como um atrofio da massa crítica que se quer ter, especialmente fora da esfera político-partidária. Por isso, iniciativas como o Ignite Pombal são de louvar e experimentar.
Em termos sucintos, o evento está "aberto à participação de todos e giram em torno de apresentações sobre temas como inovação, criatividade, empreendedorismo ou tecnologia, em que os apresentadores têm apenas 5 minutos para falar, com 20 slides que rodam automaticamente a cada 15 segundos."
Como se vê, quer-se é massa crítica em acção é com este objectivo que os organizadores se lançaram neste desafio que acontece amanhã, dia 17, Sábado, pelas 21h00, no Cabaret/Tia Almerinda, em Pombal. Os meus parabéns aos organizadores e, se eles me permitirem, o convite a quem quiser, para passar uma noite diferente, a ouvir outros Pombalenses e as suas ideias.

11 de dezembro de 2011

A morte de António José Rodrigues

Deixa Pombal mais pobre, sim. Durante os últimos anos acreditei sempre que um dia o veria de novo com aquela garra com que marcou a Assembleia Municipal ou a Associação dos Industriais. Às vezes pensava nele e imaginava o dia em que voltaria ao combate, para desgosto do poder instalado. Mas sabia do desgaste que lhe causou aquela derrota de há 10 anos, quando aceitou candidatar-se à Câmara numa entourage que o prejudicou. A ele e ao PS local.
Da última vez que o vi - no julgamento de Narciso Mota, um processo que ganhou, lavando a honra que lhe tentaram denegrir - percebi-lhe a mágoa. O Tózé podia ter dado muito (mais) a Pombal. A besta doença venceu-o em meia dúzia de meses, como anda a acontecer vezes de mais com gente boa. Com gente que deixa uma marca, como ele deixou. A notícia que o Orlando Cardoso escreveu hoje no seu Notícias do Centro tem todo o percurso, e convoca um último adeus para as 16 horas de amanhã. Em Pombal, a terra onde nasceu, viveu e morreu. E de que genuinamente gostava.
Que a terra lhe seja leve.

6 de dezembro de 2011

Três escritores à conversa

Assumindo-se, cada vez mais, como referência incontornável no panorama cultural da cidade, a K de Livro promove, no dia 10 de Dezembro, sábado, pelas 17h, uma conversa com três dos mais brilhantes autores da nova literatura portuguesa: João Tordo, Nuno Camarneiro e Paulo Moreiras.

Numa altura em que as livrarias são cada vez mais impessoais, é um luxo ainda podermos ter em Pombal um espaço onde os livros, os escritores e os leitores são tratados com a atenção que merecem.

4 de dezembro de 2011

Políticos do “Virgem do Sameiro”

Depois do naufrágio do barco de pesca Virgem do Sameiro, os pescadores passaram cerca de 3 dias numa balsa de salvamento até serem encontrados e levados para casa, em Caxinas.

Enquanto três deles desciam do autocarro que os transportou a Caxinas, o Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, Mário de Almeida, mostrava-se em pé sobre o estribo da porta do autocarro. Estas foram as imagens que passaram nas televisões. Não gostei…

Nos momentos difíceis os políticos aparecem para beneficiarem da compaixão e nos momentos felizes aparecem para beneficiarem do êxito. Mário de Almeida e outros dinossauros da política sabem como se manter décadas no poder…

A figura do autarca Mátio de Almeida, com quase 40 anos de poder, fez-me lembrar outros “dinossauros” da política local que se viciaram na “droga do poder”, a qual não sabem ou não conseguem abandonar. Em qualquer obra ou iniciativa empresarial, públicas ou privadas, e em qualquer evento social querem ter sempre o poder de uma qualquer decisão e estarem sempre no centro das tenções.

É por isto que a reforma do poder autárquico tarda em avançar. Tarda em sair da fossilização do caciquismo e do clientelismo…

Em contrapartida, seria bom que as máquinas partidárias e os eleitores soubessem renovar e escolher os políticos que conseguem tomar as decisões mais difíceis e mais sóbrias, os políticos que sabem organizar a autarquia ou o governo de forma a gastarem menos impostos, ou seja, os mais competentes, mesmo que menos simpáticos…

30 de novembro de 2011

23 de novembro de 2011

Políticos da ADSICÓ viajam a Cabo Verde

A associação ADSICÓ, onde estão integrados os municípios de Pombal, Alvaiázere, Ansião, Condeixa-A-Velha, Penela e Soure, enviou, a Cabo Verde, uma comitiva composta por algumas “personalidades” da região de Terras de Sicó, designadamente por representantes dos referidos municípios e das escolas profissionais e por outros cidadãos.

Consta que a ADSICÓ pagou as viagens dos políticos, tais como a do Presidente da Câmara Municipal de Pombal, Narciso Mota, enquanto que as escolas profissionais, como por exemplo a ETAP, pagaram as viagens dos seus representantes, tais como a Srª Ana Pedro. Também consta, menos, que Cabo Verde pagou as viagens, o que não parece crível.

Curiosamente, ao que consta, todos os referidos municípios, com excepção de Pombal, têm quotas em dívida na ADSICÓ. Também curiosamente, consta que coube ao cidadão João Vila Verde, enquanto funcionário da ADSICÓ, a organização da viagem.

João Vila Verde não nos surpreende, uma vez que continua coerente com aquilo que nos habituou quando organizou as festas do bodo: grandes gastos em actividades lúdicas sem qualquer utilidade para a comunidade que paga os custos. Já nos surpreendem outros, hipócritas, que tanto falam de “Frei Tomás”, que insultam quem manifesta opinião diferente e que utilizam Vila Verde para dar a cara nestes eventos. Aguardam-se outras iniciativas de João Vila Verde, tais como a pensada viagem a S. Tomé e Príncipe.

Numa época de crise, de ruína financeira, de sofrimento, de dificuldades e de pedido de sacrifícios aos cidadãos, estes indivíduos viajantes terão de esclarecer rapidamente quanto pagou a ADSICÓ e as escolas profissionais, nomeadamente à ETAP. O silêncio também será resposta.

21 de novembro de 2011

Acabou-se a mama

Os sociais democratas de Leiria conseguiram fazer aprovar a suspensão do apoio camarário à MAMA, Magna Associação de Madeirenses e Açorianos, alegando que a maioria das actividades promovidas por esta associação de estudantes do Instituto Politécnico de Leira consiste em almoços e jantares. E em Pombal, pergunto eu, onde o subsídio dado a ADEPES, Associação de Estudantes Pombalenses no Ensino Superior, só para dar um exemplo, é três vezes superior, não se faz nada? É que, ou eu ando muito distraído ou não vejo como é que os nossos jovens universitários, para além de uma ou outra iniciativa esporádica, justificam os 1500 euros que recebem todos os anos da autarquia.

20 de novembro de 2011

Empresas municipais, novamente

Em http://dre.pt/pdf1sdip/2011/11/21900/0486004862.pdf foi publicada a Lei n.º 55/2011 de 15 de Novembro, que “procede à terceira alteração à Lei n.º 53 -F/2006, de 29 de Dezembro, que estabelece o regime jurídico do sector empresarial local, e suspende a possibilidade de criação de novas empresas.”

No artigo 1.º consta que “a presente lei estabelece regras imperativas de transparência e informação no funcionamento do sector empresarial local e suspende a criação de novas empresas municipais, intermunicipais e metropolitanas, bem como a aquisição de participações sociais por estas”.

De entre tais regras, destacamos as fixadas no artigo 27º-A da lei 53 -F/2006 (aditado pela lei 55/2011):
“Obrigação de informação
As empresas mantêm permanentemente actualizada na sua página da Internet as seguintes informações:
a) Contrato de sociedade e estatutos;
b) Estrutura do capital social;
c) Identidade dos membros dos órgãos sociais e respectiva nota curricular;
d) Remunerações totais, fixas e variáveis, auferidas por cada membro dos órgãos sociais;
e) Número de trabalhadores desagregado segundo a modalidade de vinculação;
f) Planos de actividades anuais e plurianuais;
g) Planos de investimentos anuais e plurianuais;
h) Orçamento anual;
i) Documentos de prestação anual de contas, designadamente o relatório anual do órgão de administração, o balanço, a demonstração de resultados e o parecer do órgão de fiscalização;
j) As participações sociais detidas.»

Ficaremos a aguardar que as empresas municipais de Pombal publiquem estes elementos, para nós conhecermos melhor a sua forma de funcionamento, sobretudo como gastam o produto dos nossos impostos.
Agora, quando alguém, nalguma Assembleia Municipal, questionar os gastos da ETAP, Rodrigues Marques já não poderá defender a ocultação dos dados dizendo a berrar: “retrate-se”…

17 de novembro de 2011

Habemus Praeses


Afinal, a escolha do primeiro presidente do concelho de administração do Centro Hospitalar Leiria-Pombal acabou por recair em Hélder Roque. E esperámos nós sete meses e meio para isto! Na sua equipa estão várias personalidades com ligação a Pombal - João Carreira Coucelo (director clínico), Maria Emília Fernandes Fael (enfermeira-directora), Licínio Carvalho (vogal) - e ainda o gestor Francisco Velez Roxo (vogal).

15 de novembro de 2011

Mudam-se os tempos, não as vontades

O ministro garante que até ao final do mês vai nomear o director do Hospital Leiria-Pombal. Se a dita nomeação parir a 1 de Dezembro acontece, pelo menos, com 8 meses de atraso.

O que mais me incomoda nesta situação é o motivo do atraso. Como o director do hospital é um cargo de confiança política, foi preciso parar todo o processo para o novo ministro poder tomar posse, se inteirar da situação e, por fim, decidir qual dos seus correligionários está em condições de assumir tão importante tarefa. Se outro exemplo não houvesse, bastava este para se perceber como a confiança política gera ineficiência e pode criar "grandes dificuldades em termos administrativos e em termos económico-financeiros".

Enquanto pensarmos desta maneira, não há país que resista. Encehmos a boca com o discurso do mérito, mas insistimos na cultura dos "boys". E o novo governo não dá mostras de querer alterar o statu quo.

14 de novembro de 2011

Letras de ouro

Professores e alunos da Escola Secundária de Pombal atribuiram recentemente o prémio Marquês de Ouro ao escritor Mário de Carvalho. Uma bela iniciativa a distinguir um excelente escritor e que mostra que, em Pombal, ainda há quem não confunda o género humano com o Manuel Germano.

De ouro é também o novo romance de Paulo Moreiras que vai ser apresentado na próxima sexta-feira, dia 18, pelas 21h30, na incontornável K de Livro. Quem tem acompanhado a obra deste escritor radicado no concelho só pode esperar o melhor do seu "O Ouro dos Corcundas".

Oportunidades...

Diz Cavaco: “Portugal, como os EUA, é uma terra de oportunidades”.
Depois de se recusar a perfilhar o "monstro", o que achar deste assomo, quase socrático, de procurar vender Portugal lá fora? Entre o momento de stand up e a observação política nacional e local, direi que sua Excia o PR tem razão.- É uma terra de oportunidades, mas apenas para alguns: os que não têm espinha, os que bajulam o poder, o que o usam em proveito próprio, os que se comportam como donos da res publica, enfim, todos os que beneficiam e mantêm, em vários tons, a rede onde estão cozidos os seus interesses.

12 de novembro de 2011

O futebolista Eusébio

Na capa da revista Única (do jornal Expresso) de hoje, dia 12-11-2011, é transcrita uma frase atribuída a Eusébio, com o seguinte teor: “não gosto do Sporting. No meu bairro era o clube da elite, da polícia e dos racistas”.
Estranhei que Eusébio, uma pessoa que aparenta ser humilde e não ter “maldade”, tivesse revelado esta sua opinião e só na sua velhice, até porque ele e o Benfica, tal como Amália, foram utilizados como símbolos do Estado Novo.
Porém, conhecendo o jogo de entrevistas encomendadas por “agentes” (ou dirigentes) desportivos a jornalistas sem isenção e comprometidos com interesses, bem sei que estes escolhem os entrevistados para, muitas vezes, os manipularem e fazerem passar determinada mensagem, induzindo-os a dizerem o que não pretendem ou dando relevância a deslizes.
Com a aproximação do jogo de Futebol Benfica/Sporting, melhor se compreende a “encomenda” da entrevista (e do conteúdo), uma vez que os dois clubes estão separados na classificação por um ponto e o Sporting está em recuperação e o Benfica em desaceleração.
As provocações, as tentativas de desestabilização e a guerra de emoções já começaram.
Vamos ver como reage o adversário.
O futebol apenas isto: espectáculo e emoções…

11 de novembro de 2011

Hoje há medalhas

A austeridade chegou à Câmara.
Este ano não há medalhas de ouro. Só de prata e bronze. E lata.
Há três figuras distinguidas com a medalha de mérito municipal: os irmãos Valentim e Celeste Rodrigues, ambos missionários, naturais de Vermoil, mais Manuel da Silva Domingues, de Almagreira.
Depois há o mérito cultural da Cooperativa de Cestinhos da Ilha, e o mérito desportivo do guarda-redes Mika e das meninas do NDAP.
Há o mérito industrial de uma fábrica de Albergaria (Diamantino Malho e Compª Lda) e do grupo Lusiaves, do meirinhense Avelino Gaspar.
E há ainda o mérito de comércio e serviços da Palace Kiay, do também meirinhense Jorge Duarte.
E pronto, está feita a festa.
A parte da lata acontece depois da sessão solene da Câmara, quando então se inaugurar a recuperação da Ponte D. Maria. Aquela que abriu para as festas do Bodo, mas que afinal só agora está pronta.

8 de novembro de 2011

Da festa ao pesadelo

Após o 25 de Abril, tudo parecia fácil:
- as melhores empresas foram nacionalizadas “a bem do povo”;
- consagraram-se direitos adquiridos e cada vez mais direitos e menos deveres.

Depois da 1ª festa, alguns tentaram organizar e racionalizar o funcionamento da economia:
- passou-se à privatização de parte das empresas antes nacionalizadas, apesar da actuação das “forças de bloqueio”;
- tentou-se alterar as leis do trabalho, tornando-as mais flexíveis e semelhantes às de outros países evoluídos e competitivos.

O máximo que se conseguiu foi a sistematização da abundante e extravagante legislação laboral num código do trabalho.
Entretanto as empresas estrangeiras, desiludias, deslocalizaram-se para os países de leste.

Ao longo da duração das várias “festas”, a cultura do facilitismo e da desresponsabilização instalou-se:
- os cidadãos pretendiam cada vez mais direitos e cada vez menos deveres;
- a cultura do hedonismo levou a valorizar-se (muito) mais o tempo passado na ociosidade do que o passado a trabalhar;
- os cidadãos foram-se se endividando cada vez mais;
- o estado era o pai e a mãe protectores, o que tudo deveria dar aos cidadãos, e foi assumindo cada vez mais funções e admitindo cada vez mais funcionários;
- os empresários e os trabalhadores do sector privado foram diminuindo de número;
- consequentemente, foi sendo reduzido o número de contribuintes fiscais efectivos e aumentando o número de cidadãos a consumir o produto dos impostos;
- a despesa pública foi aumentado e o estado foi-se endividando para pagar aos seus cidadãos;
- a economia do país tornou-se cada vez menos competitiva e consumir produtos importados tornou-se cada vez mais fácil e, aparentemente, mais barato.

Finalmente tocou a campainha de alarme. Mas alguns fazem de conta que não ouvem e continuam a falar de direitos e a omitir os deveres e fechando os olhos à evolução do mundo:
- o nosso nível de vida foi baixando, enquanto nalguns países com economias ditas “emergentes”, como na China, o nível de vida e os custos de produção foram subindo;
- algumas empresas, que se deslocalizaram do ocidente para a China, estão a regressar dando a aparência de que os pratos da balança se estão a equilibrar;
- mas a Índia parece querer substituir a China na mão-de-obra barata e em qualificação.

Ao ocidente e a Portugal só resta baixar o nível de vida e os custos de produção, inclusive do trabalho, e esperar não atingir a “falência” a curto prazo e que os custos de produção subam nas economias emergentes para equilíbrio dos “pratos da balança”.
Depois das festas, há que trabalhar mais, muito mais, e gastar menos, muito menos e esperar sobreviver.

6 de novembro de 2011

Um benemérito

Manuel Domingues, ilustre pensador pombalense, decidiu publicar em livro as suas brilhantes crónicas no O Correio de Pombal e oferecer as receitas do livro a três instituições sociais: Bombeiros Voluntários, a Santa Casa da Misericórdia de Pombal e a Fundação Rotária Portuguesa.
Uma verdadeira taluda natalícia para as instituições presenteadas.