4 de novembro de 2019

Subsídios À-La-Carte

Sou do tempo - mau tempo - em que para se ter um subsídio da CMP era preciso fazer meia dúzia de pedidos e ir a outras tantas reuniões. E podia acabar-se o ano (a época) sem o receber.
Depois vieram os subsídios  À-table-d'hôte, de escolha muito limitada e valor reduzido.
Depois veio Narciso Mota com o regime À-La-Carte, sem regras, com um cardápio muito variado e ao gosto do cliente. Sistema que Diogo Mateus aperfeiçoou com muita mestria:  existem regras mas é como se não existissem - até os que não precisam mamam.
É obra! Paga pelo Zé e pela Maria.

3 de novembro de 2019

Narciso Mota e o estranho conceito de família



Aquele momento em que se apagou toda a memória de Narciso Mota: 
Ele, que nunca cumpriu o estatuto da oposição nos 20 anos em que tomou conta da Câmara a seu belo prazer;
Que enquanto foi presidente da Assembleia Municipal olhava satisfeito para a diferença na quantidade de deputados eleitos pelo PS, com todo o menosprezo;
Que deixou um rasto de desigualdade no tratamento aos outros, pois que quem não era por ele era contra ele e isso pagava-se; 
Que em 2017 se candidatou contra o delfim Diogo Mateus por considerar que geria mal a Câmara, acusando-o de perseguição e humilhação a trabalhadores (alguns daqueles com que engordou o quadro de pessoal da câmara);
Que há uns meses inverteu a 360º a sua postura em relação ao executivo, depois de orientada a vidinha dos seus;
Que na segunda-feira passada foi o único a comparecer na reunião com o presidente da Câmara, e acabaram os dois a almoçar  num restaurante da cidade, amigos como dantes, afinal. Na cabeça de Narciso ele já não é de movimento nenhum adversário, o NMPH esfumou-se, é tudo do PSD outra vez, o que diz muito das motivações (pessoais, sim, como lhe disse Diogo, certa vez) que tinha nas autárquicas, convencendo até socialistas a votarem nele. Só o (seu) vereador Michael é que ainda não percebeu isso.
E assim se percebe que Narciso tenha passado aquele sermão à vereadora Odete Alves, assim ao estilo a doutora-estava-a-portar-se-tão-bem-o-que-é-que-lhe-deu-agora. Mais: que tenha usado a expressão "somos uma família", porque foi sempre assim que entendeu a câmara, um lugar para 'ajudar os nossos'.
Se lhe restasse um pingo de vergonha, já há muito teria ido embora.

Obras tortas

As obras nos governos continuam sem rei-nem-roque, na qualidade, nos prazos e nos prejuízos.
Oh Diogo; mete o Narciso nas obras; ele gosta, é um especialista e fica mais barato(?)

Oposição chocha

A oposição que (não) temos.
Terra desgraçada: tem o poder que tem, e não tem oposição.


2 de novembro de 2019

Oh Ana

Tinhas estado tão bem (calada).

Ameaça arriscada

A doutora Odete terminou (por agora) a polémica com a ameaça de impugnar a aprovação (a nulidade do acto) das GOP e Orçamento. Opção arriscada. Se conseguir anular o acto, ganhou o debate; se não o conseguir, perdeu.
O mais lúcido teria sido deixar o caso no âmbito político.

Passo em falso

O passo em falso da doutora Odete – indesculpável, nomeadamente em quem só queria discutir legalidade formal.

1 de novembro de 2019

Política rasteira

A política local é isto: bate boca, chicana política e ofensas.
A discussão dos problemas e medidas para o concelho nunca se faz. Porquê? Porque estes actores políticos não sabem nem querem fazê-lo.

Finalmente…

A doutora Odete foi à luta, com 50% da razão (aspectos formais e de protocolo), e safou-se bem - empate técnico. Aproveitou bem a mentira do presidente sobre os e-mails do seu chefe de gabinete, mas cometeu um erro indesculpável na apresentação da proposta (desconhecimento do regimento) 
Apesar de tudo, bom prenúncio.

31 de outubro de 2019

O dia em que o vereador Brilhante soltou a língua

No seu novo papel, o vereador Pedro Brilhante falou mais na última reunião de Câmara do que em dois anos de mandato ao serviço da maioria. Destemido, abriu a caixa de pandora da semana da juventude, numa pergunta aberta a Diogo Mateus: que balanço faz? E subitamente preocupado com o problema dos regadios, pediu explicações ao presidente - que era chefe, até há dias.
Foi um bom momento televisionado, aquele. O único problema de Pedro Brilhante nesta nova pele é apenas um, que divide com o companheiro Michael: o passado.


30 de outubro de 2019

No melhor pano cai a nódoa


Elevada à categoria de benemérita por todo o concelho, a Caixa de Crédito Agrícola de Pombal atravessa - por estes dias - algumas provações.

Estão por explicar as trapalhadas sucessivas no processo eleitoral, que, por agora, terminou com o cancelamento das eleições para os órgãos sociais da cooperativa, onde de vez em quando "é preciso mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma".
Decididamente, por cá, o associativismo e seu parente cooperativismo, convivem muito mal com a transparência e eleições livres. Mesmo em organizações que, supostamente, são alvo de controlo apertado por entidades de supervisão.
O resto são rumores, e até que se transformem em factos, não passam disso.

As obras de D. Diogo

O presidente Diogo está a transformar a cidade num grande estaleiro – o activismo político e o excesso de dinheiro oblige. Temos um estaleiro no Jardim das Laranjeiras e outro na Rua Custódio Freire, que já estão a provocar imensos transtornos, mas, entretanto, teremos outro no Jardim do Cardal, outro na Várzea, outro junto à estação da CP, outro no terminal rodoviário, etc. Os estaleiros dentro das cidades são um mal necessário, pelos incómodos que provocam, mas são, também, e vezes demais, sinónimo de esbanjamento, inutilidade, desperdício.
As intervenções em curso e programadas não obedecem a um plano estratégico ou urbanístico para a cidade, são meras operações cosméticas, que consumirão avultados recursos sem melhorar significativamente a actratividade e a funcionalidade da cidade. Diogo Mateus comprometeu-se a apresentar e a submeter a discussão pública um Master Plan urbanístico para a cidade. Não o fez; prefere começar a casa pelo telhado; prefere a acção à concepção; o fazer ao planear; o impor ao envolver. Nesta terra, as coisas não se fazem para responder às necessidades e aspirações das pessoas, fazem-se em função de uma agenda. Raramente resultam.
Há uns tempos, um político e dirigente do PSD disse-me: “Depois do desastre em que se transformou o CIMU-SICÓ, o Diogo - e os que o acompanham - deveria ser proibido de mexer na cidade”.
Só que: há almas nascidas para mandar, e outras – a esmagadora maioria – para obedecer ou abster-se. Quando se juntam, o caminho para a desgraça fica traçado.

27 de outubro de 2019

Estão bem uns para os outros

Na CMP, o poder não respeita a oposição – os direitos da oposição – e a oposição não se dá ao respeito.
Estamos no momento fulcral da administração autárquica – elaboração, discussão e aprovação do orçamento e plano de investimentos.  Compete ao executivo apresentar uma proposta dos documentos; e às oposições darem (ou não) os seus contributos - serem ouvidas e fazerem-se ouvir.
Só que isso nunca sucede. O poder não quer. E a oposição não sabe. Mas como há uma lei para cumprir, Diogo Mateus simula o seu cumprimento (nisto Narciso Mota era muito mais claro: não cumpria, ponto) e rasteira a oposição; a oposição – distraída e néscia – cai na ratoeira e perde o direito, porque não sabe nem o quer exercer – na verdade, não tem nada para propor.
Pelo meio, ficam:  as trapalhadas no envio das comunicações a solicitar propostas à oposição; a data de audição da oposição em cima da data de aprovação dos documentos; e a total falta de coordenação entre os elementos das “forças” da oposição. Óptimos fait-divers para animar a próxima reunião do executivo.
Siga a música.

24 de outubro de 2019

E agora a Cultura



O Farpas arranjou uma forma de todos poderem participar nas comemorações do 11 de Novembro, feriado municipal. Não, não vamos dar medalhas nem discursos. Vamos lançar o debate: Que Cultura é Esta? É hora de discutirmos quem faz o quê, como e com que apoios. Que modelo temos e qual gostaríamos de ter, se é que este não nos serve. O convite é para todos os agentes culturais e para o público em geral, sem o qual nada disto faz sentido. 
 Temos um painel de quatro convidados para abrir o debate, de áreas tão diversas como o teatro, a música, o cinema, a literatura - com visões diversas sobre a realidade cultural de Pombal, de Leiria e da região. Além do Calika (que é da casa e defende o cinema e a música), vão abrir este debate a Rita Leitão (ligada ao Teatro Amador de Pombal, à Galeria Cabaret e à stand up), o David Gomes (da ARCUPS, Ilha, onde acontece um dos eventos mais marcantes do concelho, o Ti Milha) e ainda o Pedro Miguel, músico e investigador de Leiria, que tem integrado a organização de diversas iniciativas culturais aqui ao lado. 
 Esperamos por todos no dia 11, às 21 horas, no Café Concerto!

21 de outubro de 2019

A abertura do nó da A1 no Barracão e as intenções perdidas no tempo


O ano era 2014 e publicamente era manifestado pelos presidentes da Câmara de Pombal e Leiria à data, durante a visita às obras de requalificação da estrada municipal 1038 que liga o Barracão à Guia (troço do concelho de Leiria), a importância de ter um nó da A1 que estaria já previsto nos Planos Directores Municipais de Pombal e Leiria.

Um excelente exemplo de uma abordagem concertada entre dois Concelhos vizinhos para o desenvolvimento regional dada a actividade industrial e também dos transportes de mercadoria.

Ninguém duvida que a concentração de vários sectores industriais como cerâmica, extração de minerais, rações, florestas e transformação de madeiras, metalomecânica, pecuárias e outras nesta região exigiria um acesso à A1, libertando trânsito, principalmente de mercadorias, desta via. São 24 Kms de distância sem saídas da A1 neste percurso.

A saída de Soure, entre Pombal e Condeixa há muito que existe, e se há abertura para uma saída porque não existe para esta?

Passaram quase 5 anos desde essa manifestação pública será que as intenções se irão definitivamente concretizar? Ou compromissos públicos desaparecem com o tempo...


Só às paredes confesso


Sabemos que quem manda em Pombal nunca primou pela originalidade. Tem quase sempre optado por reproduções, a maior parte das vezes mal-amanhadas, de iniciativas ou eventos que acontecem noutras paragens.
Uma das “originalidades” mais “originais” foi prantar a frase anglicizada I LOVE POMBAL no Jardim do Cardal. Esta declaração de amor estridente, por ser tão pouco singular, teve um resultado um pouco ridículo (como as cartas de amor devem ser).
A paixão ebuliente e estrídula parece ter dado lugar a uma discrição envergonhada. Os caracteres que bradavam esse amor, à falta de melhor sítio, foram parar ao castelo. Não sei se por o amor ter esmorecido ou por as letrinhas ficarem “a matar” dentro da nossa fortaleza.