Vai uma trapalhada político-jurídica na Assembleia de Freguesia de Abiul, por causa das sucessivas faltas por parte de um membro do PS - em substituição do eleito Manuel Silva.
Talvez estejamos a abrir aqui a caixa de Pandora.
"E na epiderme de cada facto contemporâneo cravaremos uma farpa: apenas a porção de ferro estritamente indispensável para deixar pendente um sinal."
Vai uma trapalhada político-jurídica na Assembleia de Freguesia de Abiul, por causa das sucessivas faltas por parte de um membro do PS - em substituição do eleito Manuel Silva.
Talvez estejamos a abrir aqui a caixa de Pandora.
A Feira de Artesanato e Tasquinhas foi o evento mais bem concebido e concretizado nas últimas décadas, em Pombal. Numa terra onde tudo é feito às-três-pancadas, o seu mentor - Gentil Guedes – concebeu e montou um evento que reunia duas actividades culturais complementares e interligadas, artesanato e música tradicional portuguesa, numa mostra representativa do melhor que se fazia, nestas áreas, por todo o país. Para aumentar a actractividade e a rentabilidade do evento foi acrescentada a vertente alimentar, mas logo nessa altura surgiram críticas ao modelo adoptado, que se confirmaram na plenitude… No entanto, o evento rapidamente se tornou uma referência, na região.
Nos últimos tempos, os padrões de exigência iniciais foram-se relaxando; mas com doutor Pimpão & C.ª foram atirados definitivamente às malvas. A mostra de Artesanato está definitivamente transformada numa feira de pechisbeques e comes&bebes. A parte cultural é “música” de um verso e de uma nota só, do “artista” do momento.
Na sexta-feira, o Mafama atraiu muita gente; mas no sábado, habitual dia forte do evento, o recinto estava como nunca o vi - meio despido. Para o poder instalado pouco importa que o evento vá definhando, desde que sirva para animar a malta, para palco de desfile dos figurantes da praça e seus adereços, e para o doutor Pimpão distribuir umas senhas pela malta "amiga".
PS: Bem sabemos que as festas estão primeiro que as obrigações, mas já era tempo de disponibilizarem o vídeo da reunião da AM.
O doutor Pimpão resolveu torrar UM MILHÃO E OITOCENTOS MIL EUROS na aquisição da Quinta do Emporão, para ali erguer um parque verde, com o beneplácito da néscia oposição, que não tendo ideias nem critérios de exigência se limita a colaborar.
Apesar do reiterado interesse da câmara nos referidos terrenos, Narciso Mota e Diogo Mateus recusaram sempre embarcar num negócio leonino, lesivo do erário público. Agora, com o doutor Pimpão ao leme - um jorro dissipador de recursos em festas, diversões e benfeitorias como se não houvesse amanhã – tudo se faz, basta ter vontade, que o dinheiro público não tem dono e os desejos e a felicidade não têm preço.
A medida tem tanto de irracional quanto de démodé urbanístico. O impulso verde, de criação de parques verdes de raiz nas periferias das cidades, é uma ideia dos primórdios das preocupações verdes do final do século passado. Actualmente, procura-se a junção de espaços verdes com os espaços edificados, e não a sua separação física. Por cá, continuamos a caminhar contra a corrente e com o passo trocado: eliminam-se ou reduzem-se os espaços verdes na malha urbana e, depois, talvez por algum peso na consciência, torra-se dinheiro em ilhas verdes que pouco contribuirão para um urbanismo equilibrado e para a qualidade de vida citadina.
Como já aqui defendi, o exercício do direito de preferência na hasta pública dos terrenos do Casarelo proporcionou, de mão beijada, uma excelente oportunidade para a criação de uma faixa de novo urbanismo na cidade até à Mata da Rola (o verdadeiro parque verde na periferia da cidade). Mas o que fez a câmara? Começou logo a matar a oportunidade: construiu um parque de estacionamento na zona mais nobre da cidade.
Com um poder inepto e uma oposição néscia uma coisa é certa: será sempre a regredir.
A meio deste Setembro de recomeços, aconteceu a Gala do Desporto da Junta de Freguesia de Pombal – uma ideia mastigada há anos pela bancada do PS na Assembleia de Freguesia de Pombal, que então a maioria lá engoliu e tomou conta. Ora acontece que, tratando-se de festa, a ‘Junta’ Municipal tratou de açambarcar mais esta, e logo ali a presidente Carla Longo informou os presentes que sim, senhor, foi tudo muito bonito, mas agora passa a pasta à Câmara. Portanto, num sinal de apego da criatura ao criador, a sucessora do Pedro mostra que está aqui para servir: que tome ele conta da festa, que para o ano há-de ter âmbito concelhio, agradar a muitos mais, e assim todos podem daí tirar dividendos.
Quem lá foi apreciou muito a supremacia de outro Pedro, o Roma, que em tempos foi o apresentador do evento - e agora é o maior agraciado, ou melhor, a associação que criou. São coisas que acontecem num passo de mágica, como se sabe.
E então tornámo-nos naquela terra onde vale tudo, onde nada conta, e pouco importa se lhe chamamos Gala ou arraial. Uma espécie de vernissage com champagne e tremoços, em que os autarcas são mestres na arte de avacalhar. Perdeu-se a noção total do que é postura, uma nova era de resto anunciada pelo Pedro quando tomou posse, em que em vez de cumprimentos formais decidiu fazer os de balneário, ao estilo ‘dá cá mais cinco, meu!”. Agora senta-se onde calha, deixou de haver primeiras filas, sentido institucional. E isso da organização de eventos também está fora de moda. Há uns cursos rápidos que ensinam alguma coisa sobre o assunto, por exemplo que o sucesso de uma entrega de prémios se mede pela presença dos homenageados ou de quem os represente. Mas isso é para quem precisa. Quando passamos para outra dimensão, o que importa são os adereços. Siga a festa!
Ps: Justa lembrança do Zé Carraca, que lá em cima há-de divertir-se muito com isto tudo.
Porventura por ter concluído recentemente alguma graduação em Finanças para Totós, o distinto presidente da junta das Meirinhas resolveu inovar (como agora se chama à tontice): introduziu uma nova Atividade de Enriquecimento Curricular, no Centro Escolar de Meirinhas, designada “Explorando o Mundo do Dinheiro”. Nela, diz o agora doutor João Pimpão, os miúdos “irão trabalhar conteúdos relacionados com o dinheiro, com especial atenção à sua origem, utilização e poupança”.
Já que o doutor João Pimpão não fez esta importante actividade curricular antes de entrar na câmara como Chefe de Gabinete do Presidente e gestor do fundo de maneio, o que teria evitado muito desvarios, aproveitamentos ilícitos e chatices, recomendamos-lhe, daqui, que a frequente agora. Mais vale tarde que nunca; e em grupos homogéneos a aprendizagem é muito mais eficaz e niveladora.
O doutor Pimpão é o novo campeão das avenças: 56 em 2022; 35 durante este ano (15 justificáveis). Já tivemos outro - Narciso Mota -; mas eram outros tempos. Agora estamos em registo “junta” – simplismo e amiguismo.
Vejam bem: ainda há pouco tempo a Assembleia da República aprovou uma lei que obrigava as entidades públicas a regularizar a situação dos falsos avençados no sector público, a que a câmara (Diogo Mateus) deu cumprimento, mas bastou um ano e pouco de doutor Pimpão para tudo descambar novamente para o precário e o imoral. A política do doutor Pimpão é isto: fazer uns quantos “felizes”. Não é planear as necessidades de recursos (humanos), realizar os concursos e contratar as pessoas atempadamente. Isso dá trabalho, e é preciso saber fazê-los (os concursos), e, como muitas vezes não dão o que se quer que dê, é melhor não os fazer. É mais fácil e mais amigável recorrer ao tosco artifício da avença - escolhe-se a pessoa e com um simples despacho faz-se a coisa.
Siga a festa!
A “Junta” autorizou a construção de um mamarracho destinado à habitação multifamiliar, com 3900 m2 de área, 5 pisos (dois abaixo da cota de soleira – inaugura a habitação subterrânea em área rural!), volumetria e forma disformes (profundamente chocantes), na província (área dos Vicentes).
Julgávamos que estes atentados urbanísticos, próprios de épocas sem instrumentos de ordenação territorial e urbanística, já não se cometiam. Mas em Pombal Ocidental tudo é normal…
Um trolha com algum bom senso no poder fazia mais pelo urbanismo desta terra que os arquitectos que projectaram e aprovaram esta barbaridade. Mas infelizmente falta-nos quase tudo: políticos com juízo e técnicos com seriedade.
A “Junta” reuniu na Pelariga. O doutor Pimpão & C.ª confunde disparidade com originalidade; alimenta-se disto, destes fait-divers que só desfocam. Melhor seria que poupasse(m) o tempo para se preparar(em); mas não, prefer(em) rotear e fazer figuras tristes.
Custa, cada vez mais, suportar a superficialidade reinante, a falta de vitalidade e de consistência, a pobreza discursiva daquela angustiante conversa de surdos e daqueles enfadonhos monólogos que ofendem mortalmente quem pensa e aborrecem quem os ouve. Parece que, ali, já ninguém pensa, já ninguém sabe o que está ali a fazer.
Quem assiste àquilo percebe que o doutor Pimpão é uma espécie de navegante a quem a bússola mostra que segue à deriva, embora incapaz de deter o curso da embarcação; mas fica na dúvida se ele sabe do que fala e tem consciência do que faz ou simplesmente se refugia na frágil mentira. A “oposição”, coitada, está morta e enterrada – Paz à sua alma.
Vive-se um tempo degenerado e enfadonho que nenhuma folia festivaleira contém.
A D. Duvelinda já tirou a pinta ao doutor Pimpão & C.ª: só sabem enganar o Zé Povinho. Por isso, espera, espera - solução para os seus problemas -; e nada. (Olhe, eu que o diga: esperei cinco meses por um despacho que demorava 5 minutos a fazer, e tive que ir à câmara três vezes!)
A D. Duvelina já percebeu que o doutor Pimpão é um comediante da felicidade tola, das festas, dos eventos e do facebook, que promete mas não faz, porque se dispersa na boa-vai-ela e se enrola numa infinidade de obrigações e não consegue desempenhar nenhuma.
Olhe, vai ser preciso ter paciência de Jó.
O doutor Pimpão entreteve a juventude (que se presta a estes números) com a presidência; e a presidência com a juventude.
O doutor Pimpão é isto, e precisa tanto disto. Diz-se que a juventude é o futuro. Que futuro?
Ontem esteve uma bela noite de verão, o Cardal cheio de vida com os cafés abertos e as esplanadas cheias.
Numa cidade com vida somos mais cidadãos.
A vida corre bem ao doutor Pimpão. Mas vai correr mal. Muito mal. Porquê? Porque para além de só (a)parecer, (a)parece mal.
D. Diogo juntava boas qualidades a alguns grandes defeitos. Caiu pelos defeitos, e pelas extravagâncias. No doutor Pimpão é difícil descortinar qualidades (políticas), falta-lhe (quase) tudo: preparação, dedicação, maturidade, maneiras. E decência - condição essencial para a respeitabilidade que o exercício do cargo que ocupa exige.
O poder é afrodisíaco, mas a vida não é brinquedo e a política não pode ser uma diversão. O deslumbramento, a embriaguez e a volúpia do exercício do poder possibilitam grandes êxtases, devassidões e extravagâncias, e até um doce viver transitório, que, quando excessivos, sempre acabam em tormento e desgraça.
O doutor Pimpão entregou-se definitivamente aos prazeres da vida (estilo de vida perfeitamente aceitável) e aos vícios do poder, sem perceber que os seus devaneios públicos já atravessaram o limite tolerável. Mas continua feliz, ostentando a felicidade tola (a infelicidade), sem perceber que só tem um anteontem, já não tem hoje nem amanhã*.
Para tudo é preciso sorte, ou algum talento. O doutor Pimpão precisa de muita sorte, e de bons amigos, mas a reserva está a esvair-se rapidamente. Senão, a coisa não vai ter bom fim – não o pode ter. E não há nada mais terrível, na carreira de uma pessoa, do que ela se entregar a uma ideia fixa, à qual se sacrificou toda a vida, para a qual não se tem vocação nenhuma, deixando correr descuidadamente a sua existência pelo declive fácil da boa-vai-ela até ao desastre.
E que dizer de quem o acompanha? Nada. Estão pelo mesmo. Caem com ele.
PS: * Tudo isto não invalida que o doutor Pimpão se mantenha no cargo que ocupa, por algum tempo, cumprindo os relevantes papéis de entertainer de festas e eventos e de influencer nas redes sociais.
Já aqui demos nota do desmando do doutor Pimpão ao dar o nome e mandar colocar um busto do almirante Silva Ribeiro no largo da Central de Camionagem. Mas faltava dizer que o busto nos custou 12500 euros + IVA + trabalhos de colocação.
Também aqui ridicularizamos o busto do empresário das Meirinhas. Mas sejamos justos num pormenor: o meirinhense pagou do próprio bolso a tola vaidade.
Para compor o ramalhete mandaram vir - e vem - uma estorninha para dar pompa à coisa, que nada tem a ver com isto mas também se quer mostrar.
Quando o pedantismo público atinge estes patamares perde-se definitivamente o sentido da decência.
Siga a festa.
À hora a que vos escrevo ainda se parte muita pedra ali no antigo Largo da Biblioteca, que agora passará a ser o largo do Almirante. Mas não é por isso que o Bodo deixará de ser inaugurado, sem pompa nem circunstância, pela ministra da Justiça - que se tivesse vergonha não vinha dar para este peditório, nem contribuir para tamanho circo. Afinal, foi a ela, enquanto candidata, que o mandatário financeiro da candidatura de Pedro Pimpão - que acumula o cargo de presidente dos Bombeiros - recusou receber, ao tempo da campanha. Mas como já percebemos, isto da representação pública e dos titulares de cargos está como há-de ir. E por isso, vale o que vale.
Amanhã teremos honras de governantes, numa espécie de regresso ao passado: Pedro Pimpão desencantou o AgroBodo - com o qual Narciso Mota acabou, numa decisão sensata. Tenho a sensação de que estamos a andar para trás com uma velocidade vertiginosa: É o AgroBodo (que fazia sentido nos anos 80 do século passado...), é a Confraria a acantonar as freguesias na Praça Marquês de Pombal, é a Igreja a tomar conta do Cardal (mandando outros literalmente às urtigas, para junto das piscinas), é a criação de um hino (!), qual laivo bafiento, foi o presidente da Câmara na televisão a dizer coisas sobre o Bodo que adulteram a lenda, logo ele, tão 'oh meu Pombal', tão coração da cidade, tão amigo do chefe-de-gabinete-historiador.
E no meio dessa feira de vaidades que escala em publicações, selfies, desfiles e toda uma bebedeira de aparato fútil, fica a sensação de que alguma coisa correu mal com o programa e à última hora sobraram aqueles artistas. Evitando o trabalho, este ano até as barracas de cerveja foram concessionadas a um privado, ao invés da gestão municipal.
Nos concelhos à nossa volta as festas da cidade e dos concelhos são aproveitadas pelas autarquias para permitir às associações que as rentabilizem. Tasquinhas e bares são explorados pelas colectividades. Mas aqui, que somos muito à frente, preferimos investir nos subsídios.
Siga a festa!
As obras de requalificação (embelezamento) da zona adjacente à Central de Camionagem eram para ter terminado no final do mês passado, mas nas vésperas da inauguração prosseguem… - no modo “Faz & Desfaz”.
São, porventura, o exemplo maior do voluntarismo, do amadorismo, da incapacidade de realização e do desperdício de recursos públicos - só batidas pelo inenarrável CIMU-SICÓ. Mas no final ainda haverá muita gentinha a elogiar aquilo – “ficou muito bonito”.
Falhada a grande obra do regime, o CIMU-SICÓ, D. Diogo agarrou-se a este grande “projecto” que, segundo ele, mudaria toda a orgânica da cidade, aproximando as duas zonas da cidade, através da introdução de uma passagem superior que serviria não só como elemento ligante das duas zonas mas funcionaria como articulador dos serviços de transportes públicos, integrando-os no novo Interface Modal de Transportes; e redesenharia o espaço urbano com zonas verdes, espaços de lazer e ócio e a criação uma de ciclovia sobre a linha férrea.
Como o voluntarismo tem perna curta, e o inferno está cheio de boas intenções, boa parte “projecto” (das intenções) caiu na fase de debate público; e D. Diogo caiu antes do início da empreitada. Como a capacidade de realização do doutor Pimpão & C.ª é idêntica à de uma barata tonta, o lançamento da parte do projecto referente a Central de Camionagem e área adjacente arrastou-se, arrastou-se, até ter de ser amputado da parte essencial – Central de Camionagem – por incapacidade de concretização dentro do prazo de financiamento comunitário.
Restou, finalmente, o embelezamento da zona adjacente à Central de Camionagem. Mas nem isso, eles conseguem fazer (bem)… Naquele estaleiro próprio do terceiro mundo, as obras arrastam-se no "Faz & Desfaz" que, para além de desbaratar recursos, incomoda e irrita o cidadão mais pacato. O dono da obra – câmara - não sabe o que quer; o empreiteiro é o que se vê (no local)! O projecto está cheio de erros (o maior, o escoamento das águas pluviais, fica para o próximo arranjo); as alterações, por falta de planeamento e de revisão do projecto, sucedem-se; etc. Agora, quando se preparavam para a inauguração, lembraram-se que era preciso arranjar poiso para o busto do almirante. Toca a partir o que tanto custou a acabar.
Passámos, num passe de mágica, do mais maçante despotismo para o mais estéril desportivismo. Eis a nossa triste sina: sempre de cavalo para burro.
PS: Se não se pode correr (já) com o doutor Pimpão & C.ª, nem com doutor Agostinho, contratem um Director Municipal que consiga colocar alguma ordem naquela casa.
O doutor Pimpão levou à reunião do executivo um acordo com o Instituto D. João V em que este cedia a sua piscina a troco de um vasto leque de proveitos. Perante a merecida contestação do doutor Simões (PS) retirou a proposta.
O acordo tripartido, que na verdade seria bipartido (a câmara acabaria por pagar tudo), envolvia a câmara, o instituto e a junta do Louriçal. O instituto cedia 3 horas diárias de utilização da piscina por 530 euros/dia (11600 euros/mês, 127600 euros/ano), mais 300 euros por cada dia de competição, com a câmara a suportar ainda os custos das análises e do tratamento da água. A junta suportaria o pagamento de um nadador-salvador, um equipamento de aspiração e serviços de limpeza (que acabariam subsidiados pela câmara).
Isto não é contratação pública; isto é negociata reles que nem um adolescente minimamente sensato arriscaria fazer, quando mais um diplomado em Direito.
Depois de aqui termos apontado a aberrante obra-torta do mini-parque no Casarelo, que ficou rapidamente inoperacional, a câmara começou a refazer a pequena benfeitoria com uma solução construtiva totalmente diferente.
Na obra em curso na Central de Camionagem os erros são maiores e de mais onerosos – assunto para próxímo post.
Porque é que o Zé e a Maria têm que pagar tanta incompetência?
O doutor Pimpão é o maior escravo da imagem alguma vez criado nesta terra e arredores - em poucos meses publicou e mandou publicar no site do município mais imagens que D. Diogo em oito anos e N. Mota em vinte -, mas tem medo das imagens...
Na última AM, no seu registo inflamado, três oitavas acima do razoável, tentou justificar o injustificável: o não acesso às transmissões das reuniões do executivo. Como lhe falta coragem para assumir a desonrosa decisão socorreu-se dos burocratas da Protecção de Dados (nada mais perigoso para a transparência democrática que um burocrata com um regulamento nas mãos), mas nem eles o ajudaram muito... Por agora, viu-se obrigado a recuar, mas a manifesta hipocrisia do acto e a falaciosa justificação expuseram-no, mais uma vez, ao ridículo.
O doutor Pimpão sabe – toda a gente sabe – que uma imagem vale por mil palavras - por isso usa e abusa delas. Mas se uma imagem vale por mil palavras; imagens com discurso valem por um milhão de palavras. E é disto que o doutor Pimpão tem medo: o que se diz, como se diz e o que se quis dizer. Quando ele afirma que o que tem valor informativo e jurídico são as actas e não as gravações vídeo das reuniões não pode ser levado a sério - merecia perder imediatamente o diploma em Direito que lhe concederam.