26 de maio de 2026

Finalmente, o número do doutor Coelho que parece ter orgulhado o que resta de PS local

Na última reunião da “junta” (sexta-feira), o doutor Coelho – vereador não-eleito -propôs fazer o que tinha de ser feito: reerguer o Centro de Exposições, varrido pela tempestade. Há pessoas que não se importam de passar pelo ridículo, desde que isso lhes proporcione um irrisório protagonismo. 



Tudo ficaria pelo irrisório, pela espuma dos dias, e nem teria qualquer referência aqui, se a ideia fosse recuperar o que lá existia. Mas não, tanto o doutor Coelho como o doutor Pimpão, por razões distintas, querem uma coisa em grande – megalómana para a dimensão da terra. O doutor Pimpão quer deixar a sua obra de regime; como já deu 2 ou 3 tiros na água, acolheu de bom agrado a "proposta" do doutor Coelho, e tomou-a como sua – sê-lo-ia sempre. Há cabeças chochas (politicamente) que julgam que retiram dividendos de obras realizadas por outros!  Não parece ser o caso do doutor Coelho – ele só quer cumprir o desígnio de filho de boas-famílias: ficar associado a uma realização emblemática na terra amada. 

Para dar corpo à megalomania, o doutor Coelho avançou com o palpite de gastar lá 15 milhões de euros; que o doutor Pimpão logo secundou, por ser um número que também lhe andava na cabeça. A nossa desgraça colectiva está no que vai naquelas cabeças. Cabeças que não aprendem; cabeças que não têm memória.

Por isso convém recordar, aos mais distraídos e aos mais novos, que o Centro de Exposições, o agora varrido pela tempestade, é o sucedâneo de um elefante-branco, construído pelo presidente Guilherme Santos (PS), destinado a ilusório parque TIR, que nunca existiu nem poderia existir, pelo que ficou ao abandono por uma década, Foi depois reclassificado por Narciso Mota e reutilizado por Gentil Guedes (alguém que já tinha noção que actividade autárquica não poderia ser só estradas e benfeitorias urbanas). Mas aquele antigo elefante-branco não foi caso único. Tivemos a Quinta de Sant`Ana, a Casa da Guarda-Norte, a Casa Varela, e o famigerado CIMU-SICÓ, que nos prometeram que custaria 2 milhões de euros, foi adjudicado por 2,2 milhões, mas já nos custou mais de 6 milhões, sem lhe vermos a face ou utilidade – isto só para falar dos nossos casos mais chocantes. Se agora nos prometem, à-cabeça, que a festa fica por 15 milhões, imagine caro leitor e contribuinte quanto nos vai custar. 

Mas poderíamos falar dos muitos casos chocantes espalhados pelo país, que são uma das causas do nosso atraso.  Da obra do regime que foi o Estádio de Leiria, que asfixiou financeiramente a câmara durante mais de duas décadas e comprometeu a realização de obras essenciais para a melhoria da qualidade de vida da população. 

Estas alminhas não vivem na real ou querem fazer de nós parvos. Querem endividar e asfixiar a câmara para criar aqui, na província, uma coisa faraónica, uma réplica do Meo-Arena (Ex-Pavilhão do Conhecimento) que nem Lisboa, capital da maior área metropolitana e uma cidade do Mundo, conseguiu rentabilizar.

O doutor Coelho sabe, ou deveria saber, que investimentos sobredimensionados acarretam prejuízos. O problema de Pombal nunca foi a falta de capital para fazer face às carências do concelho; foi despesa de capital inadequada/ineficiente.

5 comentários:

  1. Pombal, cidade, não tem um pavilhão que permita acolher espectaculos cuturais ou desportivos de média dimensão. O Pavilhão Eduardo Gomes é do seculo passado. Não ha outro cidade. Claro que Pombal necessita de um pavilhão multiusos com pelo menos 1000 lugares e com várias valencias, tanto para o desporto como para a cultura e exposições.

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    1. Concordo contigo Roque.
      Hoje esqueceste te da seta que vai para o céu do habitual "siga".
      Continua que vais bem... 🙋🙋

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  2. Quem não acalenta sonhos, quem não se atreve a admitir que Pombal merece o melhor possível e que só assim se poderá afirmar e comparar com os vizinhos não serve para governante.
    O tempo do "pobrezinhos mas honestos" era mote de outras épocas onde se ensinava o conformismo do se viver como se podia.
    A sociedade só evolui se ao par da evolução económica evoluir socialmente e intelectualmente.
    Os investimentos devem ser medidos em vista dos fins a que se destinam.
    No que é proposto o sonho é grande e se a vontade for forte a obra nasce.
    Quer se goste quer se não goste, quer se ache bem ou se ache mal.
    Os governantes não são cegos nem surdos, mas se não forem eles a decidir os investimentos será quem?
    E um pavilhão multiusos bem pensado poderá ter uma utilização quase continua eventualmente a aproveitar toda a potencialidade disponível.
    E quando isso acontecer podemos voltar a falar... 😊🙋

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    1. O meu amigo está claramente alinhado com o espírito “junta”, ou a “junta” consigo: se há dinheiro (próprio ou alheio) gaste-se, que o dinheiro do Estado não tem dono e o que importa é “fazer obra”. Encarna o protótipo do político positivo, cooperante com todas as iniciativas, pai de todos os elefantes-brancos espalhados pelo concelho e na gaveta à espera de melhores dias, aprovados com gosto e sem nenhum peso na consciência.

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    2. Amigo Malho, se eu faço parte da "junta" como gosta de chamar o órgão claro que o meu espirito só pode estar alinhado com o espirito da dita porque a dita se tenta alinhar com o espirito dos munícipes, ou seja, no "Seu" interesse. Por norma os políticos são positivos e são obrigados a sê-lo porque num povo que se revê principalmente no fado da vida, ajudado pelos comentaristas de serviço, alguém tem de sobrar para dar ânimo às tropas, e são normalmente os comandates dos exércitos ou os governantes em exercício. Até aqui tudo me parece lógico e sem truques na manga.
      O Elefante branco só o será se não tiver préstimo ou uso, pois o que para uns é uma inconsciência, para outros pode ser uma oportunidade, um arrojo de desenvolvimento, porque tudo depende do depoismente. E claro que para investimento público só mesmo o dinheiro do estado ou a oportunidade de conseguir fundos comunitários que se adaptem, o que sempre será uma receita suplementar que de outro modo não chegaria.
      Concordo que há alguns elefantes brancos no concelho sobre os quais nenhuma responsabilidade me toca já que anteriormente em nada pontificava.
      Sobre o peso na consciencia amigo malho ele existe sempre na cabeça de quem tem de decidir, porque decidir é isso mesmo, assumir o risco, dar a cara, tomar a responsabilidade da incerteza que se crê vantajosa para todos, sem a qual nunca nada apareceria de iniciativa pública.
      Claro que é muito mais fácil e cómodo fazer-se o papel do clarividente comentador, que nada arrisca além do seu palpite "1X2" sobre as decisões de quem se disponibiliza assumir as responsabilidades que contam.
      Por isso o peso na consciencia existe e é grande, muito. É o peso da decisão.

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