25 de outubro de 2022

Sai uma revista para promover o doutor Pimpão

Por despacho do doutor Pimpão a “junta” adjudicou, por ajuste directo, dia 4-10-2022, à Magnetik Minds – Eventos e Patrocínios, Lda, a impressão de duas edições da revista municipal (a que se seguirão outras, com certeza,), por 20.640 euros.


Acompanho a ascensão e queda de caciques locais há algum tempo. Lembro-me bem da indignação do PSD local quando o doutor Carolino mandou publicar uma revista municipal sobre, dizia ele, a actividade da câmara. Fez chacota da revista ao longo de todo o mandato, acusando-o de usar o dinheiro público para fazer o culto da personalidade típico de determinados regimes – ridicularizaram até o número de fotografias do presidente na revista.

Na altura do doutor Carolino não havia redes sociais nem jornais coloridos ou com muita imagem... Agora - neste novo mundo - não chega ao doutor Pimpão passar o tempo em romarias e eventos públicos; ter meia dúzia de propagandistas só para o promover nos media e nas redes sociais, onde num ano já leva mais fotografias publicadas no site do município que Narciso Mota e Diogo Mateus em 30 anos! -; ainda nos faz pagar uma revista para o promover.

O doutor Pimpão desconhece, e não tem quem o alerte, coitado, que a pior coisa que se pode fazer a um mau produto é publicitá-lo - mata-o mais depressa. E não tem consciência que desperdiçar o que não é dele é muito feio.

24 de outubro de 2022

Sai 59.500 euros para o J. Ramos

Por despacho do doutor Pimpão, a “junta” adjudicou a Jorge Fortunato Ramos, Design e Publicidade, Unipessoal Lda, dia 28-9-2022, serviços de criatividade e design gráfico, por uns módicos 59.500 euros, através de consulta prévia (a que só ele respondeu!), com prazo de 730 dias!


O contrato não especifica - como convém - o serviço prestado; limita-se a elencar o que o prestador faz. E para gestor do contrato - como convém também - foi nomeado o Chefe de Gabinete de Apoio à presidência – o doutor Né -; cargo político sem atribuições e sem autoridade administrativa (ao contrário do que ele acha e do que lhe permitem – o abuso de funções já vem do antecessor, mas agora, como não há autoridade naquela casa, agravou-se).

Estes esquemas são antigos, mas neste mandato tendem a agravar-se. Os mais atentos a estas coisas conhecem bem o processo e os fins em vista – são amplamente comentados na praça. Mas o que é demais enjoa. E provoca vómitos. Porque consubstância o uso indevido dos dinheiros públicos e a violação da letra e do espírito do Código de Contratação Pública.

Chamem a polícia; que a gente não pode continuar a pagar isto.

23 de outubro de 2022

Nos 100 anos do Sporting Clube de Pombal

A noite de 21 de outubro foi bonita. Um raro momento do colectivo, numa merecida homenagem ao centenário do Sporting de Pombal. 

Tive a sorte de conviver de perto e muito com um dos fundadores: António Serrano, um pombalense maior que deixou marca em TODAS as associações desta terra, desde a Cultura ao Desporto, e cuja memória merecia ser perpetuada de outra forma. Porque não temos (nem teremos) outra igual. Se a exposição comemorativa do centenário tivesse sido feita de forma menos inquinada (é impressionante como o que pode a desonestidade intelectual em detrimento de um bem maior, como a memória da terra), teria sido uma boa ocasião para se perceber isso mesmo. Adiante. Contava-me ele como foram difíceis aqueles tempos, nuns loucos anos 20 que em Pombal fervilhavam também, ao ponto de três clubes se travarem de rivalidades. Foi por isso que António Gaspar Serrano, o "Zé da Serra" das Gazetilhas d'O ECO, criou um segundo pseudónimo: Tingmainião, com o qual podia assinar as crónicas na imprensa local, sem ferir susceptibilidades. Tão ele. "Era a junção dos três nomes dos clubes...o Sporting, a União, e o 1º de Maio".

Todos os anos, António Serrano escrevia a respeito do [seu] SC Pombal - e das outras colectividades. Em 1972, ano das bodas de ouro do clube, escreveu a gazetilha que aqui vos deixo. 



20 de outubro de 2022

Festas do Bodo - as contas da doutora Gina

Na última reunião da “junta”, a doutora Odete voltou a perguntar pelas Contas do Bodo. A doutora Gina tinha prometido apresentá-las até 15 de setembro. Mas voltou a falhar! Pior: mostrou que desconhece o dever! E o que são Contas!

Os mais atentos já tinham percebido que a grupeta que nos (des)governa é (só) de Festas, não é de Contas.  Mas quem ouve o discurso que a doutora Gina levou escrito, para a reunião da “junta”, para justificar aquilo que ela considera as Contas do Bodo, fica simplesmente estarrecido. Parece coisa de adolescente chique que na ida à discoteca abusou do cartão de crédito da mãe e procura justificar o irresponsável deslize,

foi fixe  - muito positivo -, estava muita gente, divertimo-nos imenso, as coisas eram caras, tivemos que gastar mais do que contavamos…

Ficámos definitivamente a saber que para a doutora Gina e para o doutor Pimpão - tal como para a adolescente rica que vai à discoteca e abusa do cartão de crédito da mãe – prestar contas (das Festas do Bodo, por exemplo) é dizer quanto gastaram! 

Gastaram muito, mais de 350.000 euros, só pela câmara! Aos quais se deve acrescentar, como muito bem corrigiu a doutora Marto, no final da discussão, a despesa realizada pela Adilpom e pela PMUGest, ainda desconhecida! 

Infelizmente, já tivemos semelhante desgoverno… E por muito menos, o doutor Vila Verde foi corrido e a empresa que dirigia foi encerrada. Mas, pelo menos, o doutor Vila Verde sabia o que é um “Orçamento”, e uma Prestação de Contas… 

PS: Bastou um mês e pouco de mandato para os ingleses perceberem a quão inepta é a primeiro-ministro Truss. Despacharam-na, hoje. E o doutor Pimpão já leva um ano!... Ainda não perceberam…?



19 de outubro de 2022

A arte de andar à maçã do chão

Os partidos políticos - sobretudo ao nível local - transformaram-se em círculos impermeáveis à crítica, onde cola bem o registo "Pombal pela positiva" que o doutor Pimpão quer impregnar, deixando pouco espaço ao pensamento, à discussão, e redundando na asneira, não raras vezes. Se no PS alguém tivesse tido o bom senso de fazer o mínimo de discussão em torno desta ideia falaciosa de levar propostas (que NUNCA serão aprovadas), talvez se percebesse, antecipadamente, que fazê-lo é o equivalente a montar uma carreira de tiro: de tiros nos pés. 

Nas últimas reuniões de Câmara, a doutora Odete tem tido um bom desempenho. Não há dúvidas de que lidar com este presidente (lhe) é muito mais leve, ou talvez seja o aliviar de responsabilidades no partido que está, paradoxalmente, a torná-la mais interventiva, mais assertiva. Mas todo o caminho que vinha construindo caiu por terra quando se deu a este ridículo [muito bem aproveitado pelo Pedro, que teve ali o seu melhor momento político de todo o primeiro ano de mandato, afinal, levando a oposição ao tapete]. E porquê? Porque cedeu aos caprichos da sua mini, levando à reunião do executivo uma proposta mal-amanhada, daquelas que fariam sentido para discutir, tão só, nas reuniões do Conselho Municipal da Juventude. Aliás, neste momento paira uma confusão generalizada  sobre o que são os órgãos, como funcionam e as regras básicas que devem nortear quem os integra. Não admira. Quando o presidente (des)trata  por "tu" os membros da AM, durante a sessão, ou se dirige a um vereador por "oh meu", não podemos esperar nada menos que membros do executivo tomarem café em directo, outras que, por falta de histórico, dizem as maiores barbaridades.

Da oposição, o que esperávamos era alternativa. Mas o PS teima em não perceber que só se é alternativa quando se é verdadeiramente diferente. O que fez ontem, foi colar-se ao registo da bancada na AM - que tem tido os resultados que sabemos. É um jeito que apanharam de andar à maçã do chão, mesmo nos momentos em que podiam distribuir a melhor fruta. E depois, já se sabe, a culpa é dos outros. Ah, e nossa, claro...


18 de outubro de 2022

Pombal, temos um problema...


Por: Sidónio Santos

Fui desafiado pelos responsáveis deste Blog para dar a minha opinião sobre a situação política de Pombal, com especial enfoque neste primeiro ano de mandato do atual executivo.

O meu distanciamento da atividade política, faz com que se consiga efetuar uma avaliação sem influencia partidária ou de grupos de opinião formatados, embora mantenha intacto o meu pensamento político e por isso continuo a acreditar que chegamos a esta “estatização” devido a 30 anos de MAIORIA ABSOLUTA de um partido político, cujas decisões não precisam de ser discutidas, apresentadas e consensualizadas para serem implementadas. Por isso, há cada vez mais decisões inúteis e realização de obras cuja prioridade e funcionalidade são discutíveis. A bem da verdade, é necessário também referir que os projetos alternativos nunca conseguiram alcançar uma projeção que permitissem quebrar esta maioria do PSD.

Esta situação, fomentou um problema de génese em Pombal, pois normalizou a ideia de que a política é um EMPREGO e deixou de ser uma MISSÃO ou um SERVIÇO a Pombal e aos Pombalenses. Esta filosofia, associada ao amiguismo, está bem enraizada na cultura do atual executivo e equipas constituídas, e já nos está a criar um problema   que vai piorar com o tempo.

Mas vamos por partes:

Acredito que o atual executivo municipal seja bem-intencionado, mas durante este ano já é mais do que evidente a falta de preparação, pensamento político e desarticulação da equipa que nos governa. Para o exercício destas funções, não basta ser simpático, bem-parecido ou ter conhecimentos técnicos, mas sim ter capacidade de gestão operacional, estratégica de várias áreas de atuação de um Município e de um organismo público desta natureza.

Isto já era mais do que evidente na campanha, pois quem apresenta um programa com mais de 100 medidas ou propostas denota a ausência de uma ideia clara e do que é considerado prioritário para o Concelho, tendo este receio sido confirmado após a tomada de posse, com a decisão “inovadora” na designação e distribuição dos pelouros que apenas serviram para alimentar capas de jornais e que na realidade aumentaram a inoperacionalidade interna da Câmara devido à desarticulação orgânica.

É esta a realidade caótica criada que veio justificar em parte a abertura do concurso para contratação de um Diretor Municipal para fazer o trabalho que na sua maioria competia ao Presidente e tentar meter ordem na casa. 

Esta decisão é um “crime de lesa a pátria” (expressão utilizada frequentemente por Narciso Mota), pois além do custo que lhe está associado (+/-200 000€ de salários em 3 anos), vai provocar mais inoperacionalidade interna.  Como dizia um ex-PSD e apoiante do atual presidente “Até se viesse de borla, era uma má decisão”, devendo-se exigir ao Presidente que faça o trabalho para o qual foi eleito. Contratar alguém para fazer o seu trabalho e pagar com dinheiro de todos nós, aumentando despesa fixa é uma medida de gestão incorreta e que não foi validada pelos eleitores. É apenas mais um reflexo dos efeitos nefastos da maioria absoluta, pois confunde-se com poder absoluto. 

Hoje, se não fosse a enorme quantidade de imigrantes que o Concelho tem vindo a receber, com todos os benefícios e desafios que isso acarreta, os dados da demografia e da atividade económica seriam piores e as aldeias estariam mais desertificadas. Esta é uma dinâmica social a que o município não tem dado a devida atenção.    


Em suma, este ano de mandato tem sido caracterizado essencialmente por uma política de fachada e de representação, que se consubstancia:

1)Executar obras lançadas pelo anterior executivo, mas não se questionar porque não existem obras estratégicas em lançamento;

2)Estar presente em todos os eventos, mas não se questionar porque é que há cada vez menos eventos e qual o impacto dos mesmos para o Concelho;

3)Visitar empresas instaladas para promover o investimento privado, mas não se questionar porque não há nenhuma empresa de grande dimensão a querer instalar-se em Pombal;

4)Querer fazer uma residência para estudantes de ensino superior, mas não se questionar se tem comunidade estudantil e ensino superior que o justifique;

5)Contratar uma empresa externa para elaborar um Plano Estratégico para Pombal, mas não se questionar se essa empresa conhece as especificidades do Concelho de Pombal;  

Quando se faz e não se questiona porquê, decide-se com pouca responsabilidade. 

Pombal, temos um problema….Ainda faltam 3 anos de mandato!

* Economista, ex-candidato à Câmara pelo CDS-PP 

17 de outubro de 2022

Obras tortas – aberrantes e fraudulentas

As obras de requalificação da Várzea - Jardim da Várzea e a requalificação da zona da estação de caminho-de-ferro - são o exemplo maior da prepotência e da irresponsabilidade. Consagram dois pecados capitais: aberração urbanística e gestão dolosa (processo de aquisição do espaço necessário para implantar o projecto).


A aberração urbanística reduziu, contra a vontade dos citadinos, o histórico Jardim da Várzea a uma praça modernaça, que no lugar de qualificar desqualifica um espaço singular e emblemático da cidade. Ficará para a história como um dos maiores atentados à memória colectiva dos pombalenses.

A zona circundante à estação de caminho-de-ferro é o espaço mais impróprio e mais feio da cidade; pedia, há décadas, uma adequada requalificação e valorização, pensada, planeada e concretizada com critério e método - coisas que não abundam nesta malfadada terra, onde tudo é feito às três pancadas, sem olhar a meios e critérios.  

Assim, o executivo do doutor Mateus mandou riscar e lançou a concurso um projecto que incluía imóveis de particulares. O executivo do doutor Pimpão e o do doutor Mateus adquiriram, durante a execução da obra, sem poder negocial e sem qualquer critério, que não o da premência da execução da obra, fracções de imóveis por um montante global de 600.000 euros, por valores de m2 muito acima do valor de mercado, e, veja-se, com discrepâncias entre as fracções adquiridas que atingiram diferenças absurdas de 55%!, prejudicando fortemente o erário público e beneficiando alguns proprietários.

Isto é ou não é gestão dolosa? 

Se isto não revolta nem indigna, siga a festa! 

PS: o vereador Navega teve a lata de se desculpar assim: “na execução de obras onde há terrenos de privados, obviamente que - e queria deixar essa salvaguarda - na medida do possível, sempre que lançarmos uma obra haverá toda a cautela em termos todos os imóveis adquiridos a partir do momento em que entrámos no executivo, essa é uma premissa que temos, obviamente poderá haver uma situação ou outra esporádica que não o permita, mas essa é uma premissa que iremos tentar cumprir”. Oh Navega, o doutor Mateus e o Obras-tortas também pensavam assim! E também cumpriram a premissa na medida do possível. Valha-te Deus!

14 de outubro de 2022

Existe ou não existe…, Catarina?!

Na última reunião do executivo (4/10), a doutora Odete começou por afirmar que trazia umas questões para colocar ao senhor presidente, sobre o Conselho Municipal de Segurança, mas como ele não estava deixava-as na esperança que alguém soubesse responder.

Porventura o presidente foi novamente de férias, sem avisar. Compreende-se: com tão grande enfiada de festas, romarias e eventos uma pessoa tem que meter rapidamente férias senão vai-se abaixo. E também não queremos isso. Mas o que é demais é demais: este presidente relações-públicas já faltou a mais reuniões do executivo, num ano de mandato, que D. Diogo em dois mandatos e Narciso Mota em cinco! E já deu para perceber, nomeadamente nas não transmitidas, que aquilo é um calvário para ele. Mas adiante…

Da conversa despoletada pela doutora Odete percebeu-se que naquela “comissão de festas”, como já são conhecidos, ninguém entendeu a questão. A doutora Marto – vice-presidente e a presidir à reunião – reservou-se: seguiu o prudentemente o provérbio “burro calado passa por sábio”. A doutora Catarina, perita em desculpas e justificações, viu ali uma oportunidade para mostrar a sua “experiência”, mas fico a saber-se que sabe tanto daquilo como os colegas. Acabou torcida, e a receber lições da doutora Odete!

PS: dos assuntos da agenda saiu uma enfiada de trapalhadas: lapsos, contas erradas, deficiente fundamentação, justificações contraditórias, etc. Alguns pontos foram retirados da agenda, outros aprovados às três pancadas. Tudo mal-ajambrado, inconsistente e improvisado – uma desgraça pegada.


11 de outubro de 2022

A Democracia segue dentro de momentos (II)

Nota prévia: Ontem, a Paula Sofia abordou esta temática na sequência e a propósito das eleições para as concelhias do PSD e do PS. Agora, abordo-a na perspectiva do estado do regime.

Não há democracia sem partidos. Em Pombal já não há partidos (dignos desse nome).



Dos partidos pequenos não vale a pena falar. Mirraram. Resta o PSD, e o PS. Mas já não há por onde escolher, e que escolher. PSD e PS já foram diferentes, e adversários. Agora, são em tudo iguais execepto nas suas circunstâncias: um tem poder, e tem presente; o outro perdeu-o (há muito) e perdeu-se. Actualmente são meras chocadeiras, corpos estranhos, desligados da realidade e da comunidade, que se limitam a cumprir as rotinas e as formalidades indispensáveis à sua existência.

Nesta terra, onde a política é pátio de comédia, o partido no poder sobrevive ligado ao poder. O da oposição, irremediavelmente afastado do poder, estilhaçado e consumido pela intriga, mirra perdido no mais terrível purgatório, o abismo do vácuo, e na mais tenebrosa ignorância de não saber o que é, para que serve e o que fazer.

A classe política local – e não só - é má por uma necessidade iniludível de sobrevivência. Consequentemente, a mediocridade dos eleitos só pode surpreender quem desconhece a realidade dos aparelhos partidários. Mas uma coisa é certa: com tais partidos a comunidade dissolve-se pela indiferença e pela desistência.

O caminho, sem bifurcações, está traçado. Para atingir o resultado basta não fazer nada.

10 de outubro de 2022

A democracia segue dentro de momentos




O PS local acaba de eleger para seu representante máximo o jovem Joel Gomes (o nosso Joelito, de que certamente se recordarão), que assim sucede a Odete Alves - que se mantém apenas como membro da comissão política concelhia, mas de fora do secretariado. 

O jovem Joel, que está alheado de tudo o que é órgão autárquico e movimento cívico aqui na terra (e fora dela também não lhe conhece actividade), tenta assim manter-se à tona, na luta pela sobrevivência política. Rodeou-se de um conjunto de personalidades que já deram o nome para as listas em actos eleitorais - e que agora, por terem pago as quotas, foram parar aos órgãos do partido.

Já no PSD, que foi a eleições na altura do Bodo, promovendo Humberto Lopes (presidente da junta de Almagreira) a líder, aconteceu o contrário: houve quem aparecesse para votar, integrando as listas, sem sequer fazer parte dos cadernos...

E é neste caldo que andam a ser cozinhados aqueles que a seguir nos vão governar. Houve tempos em que nos partidos havia algum critério. Talvez ainda exista nalgumas terras. Noutras, simplesmente a malta já desistiu: na Batalha, Alvaiázere e Pedrógão Grande, o PS nem sequer apresentou listas, sendo que no último era poder até 2021; no penúltimo perdeu as eleições por pouco mais de 30 votos. E no primeiro...é como se tivesse ganho. 

1 de outubro de 2022

E a oposição, pá?!

A “oposição” na AM, sem o doutor Coelho – ausente -, esteve francamente melhor… Continua a ser o saco de boxe do Fernandes e do Pimpão, muito marcada por ainda não lhe terem aprovado uma recomendaçãozinha e a jogar um jogo do qual parece desconhecer as regras; mas já vai recebendo um ou outro elogio, e até já lhe fazem ofertas de fichas de adesão ao PSD!  


Onde a coisa desceu mesmo muito baixo foi na intervenção do novo membro que apareceu na bancada. Começou por dizer que tinha lido todo o relatório de gestão da PMUGest, para depois criticar fortemente o relatório e o desempenho da “empresa” (em nome da bancada), mas, na verdade, só mostrou que não percebeu nada, mas mesmo nada, do que leu – até o presidente da AM, estupefacto, sentiu necessidade de lhe perguntar se o que tinha ouvido era o que ele tinha dito!

Isto de meter um tipo de leis a analisar números e contas, mesmo que sejam só contas de somar e subtrair, geralmente não dá bom resultado.  

30 de setembro de 2022

Sobre o voto patético e o associado

Os membros da Assembleia Municipal continuam a ocupar tardes e noites com discussões estéreis e propostas patéticas. Discutem até, se é melhor gastar o tempo naquilo que costumam fazer ou a beber uns copos numa taberna. 

Na reunião da noite passada, o PSD teve a patética ideia de apresentar e votar um voto de congratulação por, afirmam eles, “o IPL ter a visão de reconhecer Pombal como um território dinâmico e privilegiado para a sua dinâmica de crescimento e progresso, contribuindo certamente para a sua tão desejada afirmação como universidade politécnica de Leiria”  - a vacuidade no seu esplendor. E entregou, sem surpresa, a súplica ao jota Antunes do Santos. Escolha acertada: o patético nele é deveras natural.

Como aqui tenho repetidamente afirmado, o voluntarismo político tem perna curta. Impera em Pombal desde Narciso Mota – seu principal artífice -, e é exactamente por isso que o concelho continua a marcar passo, a destruir valor, a adiar o presente e a comprometer o futuro. Achar que esta terra tem condições e necessidade de um pólo ou de um instituto de ensino superior é uma tolice própria de quem decide sem avaliar oportunidade, custo e utilidade – sem se preocupar com a racional aplicação dos dinheiros públicos.

Bastou a eleição de uma nova direcção no IPL para a espécie de ensino superior em Pombal ser posta em causa, para tudo ruir. Não por esta direcção do IPL se apresentar com orientações estratégicas relativamente diferentes - como o doutor Pimpão e outros pensam -, mas por a realidade ser muito abusadora para os voluntaristas. 

A artificialidade não agrega valor, destrói. O IPL deve rapidamente inverter a direcção que erradamente vinha seguindo: deve abandonar a dispersão (formativa, territorial, etc) e especializar-se numa oferta educativa de qualidade, nomeadamente nas áreas científicas. A dispersão que vinha fazendo não acrescenta valor para a instituição nem para os concelhos para onde se dispersou, ao contrário do que muitos dirigentes políticos locais pensam e dizem.     



29 de setembro de 2022

Sai (mais um) um ajuste directo para mais um posto de turismo

foto: Igogo


Na onda de positividade que tomou conta da nova dinânica municipal, o doutor Pimpão aproveitou a Feira de Artesanato/Tasquinhas para anunciar o cumprimento de um promessa eleitoral: devolver o posto de turismo ao centro da cidade. Ora, se bem se lembram, Pombal tem um posto de Turismo, (bem) construído de raíz, no final dos anos 90, por iniciativa de Narciso Mota. Mas a determinada altura da nossa história, no mandato de Diogo Mateus, alguém se lembrou de levar o turismo para o Castelo, e arrendar o espaço a uma agência de viagens privada. 

Se Pimpão queria devolver o posto de turismo ao centro da cidade, só tinha uma coisa a fazer: voltar a instalá-lo no lugar que é dele, valendo-se dos instrumentos legais ao dispor. Mas o que decidiu ele fazer? Recuar 25 anos no tempo e instalar, de novo, o turismo dentro da Câmara. No mesmo edifício onde os funcionários se queixam de falta de espaço para os serviços. Assim, a 20 desde mês foi publicado o contrato (celebrado seis dias antes) que atribui, por ajuste directo,  essa empreitada, pela módica quantia de 50.700 euros, à empresa CDF 2020, Construção Civil e Obras Públicas Lda (uma satélite da conhecida Soteol), que terá 45 dias para executar os trabalhos.

Enquanto houver dinheirinho, não nos vão faltar movimentos destes. Quando não houver...faltarão estes e outros. 

28 de setembro de 2022

Para além de inepto (político), o Pedro é mentiroso

A 14 de julho, a CMP contratou a uma tal InTech, por ajuste directo, a realização de um estudo sobre a Qualidade de Vida e a Felicidade dos pombalenses, pelo montante de 12.500 euros + IVA. Na semana seguinte, o Farpas soube que as entrevistas já estavam em andamento.


Na reunião do executivo de 27 de julho, a doutora Odete afirmou que “tendo tido conhecimento que se estava a realizar um inquérito de opinião sobre a felicidade, encomendado pela câmara”, questionava o presidente “se se confirmava a situação, a quem foi encomendado o inquérito, quais os valores subjacentes a esse inquérito, e qual era o objectivo, em concreto, desse investimento”.    

Na resposta o doutor Pimpão afirmou simplesmente que “não conhecia, em pormenor, os termos do inquérito, que seria no âmbito das metodologias de recolha de dados de uma iniciativa promovida pela InTech com o Jornal de Notícias a que o município tinha aderido para perceber, do ponto de vista da Qualidade de Vida dos Municípios Portugueses, nomeadamente o sobre o posicionamento do município de Pombal.

Na resposta às questões concretas colocadas pela doutora Odete, o doutor Pimpão ocultou informação que estava obrigado a transmitir – MENTIU. Já sabíamos que o doutor Pimpão é um inepto (político) que só se preocupa com a sua promoção pessoal - a sua felicidade. Mas estávamos longe de o considerar desonesto, nomeadamente no exercício de cargos públicos.

Uma criatura que mente no exercício de cargos públicos não é confiável, não é digno de respeito nem de aceitação pública. Renuncia Pedro. Fazes dois bons favores: um a ti; outro ao Concelho.  

27 de setembro de 2022

Da série: não fazer nada - comprar tudo feito

Sorrateiramente, o executivo municipal já tinha deixado escapar a intenção de mexer nos preços da água. Mas escondeu o processo!

O sistema de abastecimento de água de Pombal é galinha de ovos de ouro do município: fornece água com qualidade e fiabilidade a bom preço aos munícipes, e gera um volume de receita e de margens brutas importantes para a câmara. Em boa hora, Narciso Mota o manteve na esfera pública. Já o sistema de Saneamento e de Águas Residuais tem insuficiências e lacunas graves, presta um mau serviço e não gera receitas e margens expressivas. Logo, não pode cobrar o que não oferece. 

Há mais de uma década que o frutuoso equilíbrio entre o valor transferido para os munícipes, através do sistema de Abastecimento de Água, e as receitas recebidas pela câmara não é alterado. No entanto, o doutor Pimpão resolver contratar, por ajuste directo, um “estudo de viabilidade económica e financeira para sustentabilidade das alterações a implementar nos tarifários relativos ao Abastecimento de Água, Saneamento de Águas Residuais e Resíduos Sólidos Urbanos”, ao amigo Carlos Manuel da Silva Santos, Lda, no valor de 12.000 euros + IVA.



O que motiva e que necessidade estará por detrás deste arriscado passo do doutor Pimpão? Para mim, só pode ser uma: mais receita.  Porque a (des)governação despesista do doutor Pimpão precisa e precisará sempre de mais receita. Falta saber se os munícipes estarão dispostos a suportá-la.

Pode parecer exagerado, mas é verdade: neste primeiro ano de mandato, o doutor Pimpão já comprometeu ou prepara-se para comprometer mais a sustentabilidade da câmara que 30 anos de governação do PSD. É obra! Como? Contratando pessoal como se as receitas fossem elásticas; atribuindo subsídios e ajustes directos sem critério e sem freio; financiando enfiadas de festas e de eventos com recursos avultados que não geram retornos significativos. Os primeiros sinais e efeitos deste despesismo já se fazem sentir; mas o pior está para vir – coisas perniciosas que perdurarão por décadas. 

Por outro lado, se o montante do ajuste directo (para o estudo sobre as tarifas da água) não é avultado, também não é de todo justificável. A câmara dispõe de toda a informação sobre a receita e os consumos de água; e tem os dirigentes e os técnicos que sempre fizeram os estudos sobre as tarifas de água e saneamento.  Porque é que, agora, os dirigentes e os técnicos não servem para fazer o que sempre fizeram? Sejamos claros: depois de recolhidos os dados, este tipo de estudo faz-se em meia manhã ou tarde, numa reunião de trabalho entre a estrutura política e técnica, onde, depois de estabelecidos os critérios políticos, basta simular, numa folha de Excel, as tarifas a aplicar aos consumidores e a receita razoável a obter pela autarquia.    

O estudo só não é feito na câmara porque aquela malta, actualmente no poder, só quer festas e eventos e comprar tudo feito. Mas depois de muita festa, e de muita “bebedeira”, virá a ressaca. 

Isto vai correr mal. Ai vai, vai!

26 de setembro de 2022

Da série: não fazer nada - comprar tudo feito

 Durante a campanha eleitoral, o doutor Pimpão prometeu apresentar um Plano Estratégico para Pombal – como se ele soubesse o que isso é!

Quando lhe perguntaram pelo dito (plano), no final da campanha, respondeu que o apresentaria depois de eleito. Não apresentou, nem podia apresentar…

Quando começou a apresentar documentos relevantes, perguntaram-lhe, na reunião do executivo, pelo prometido plano; respondeu que estava a ser elaborado com os serviços.

Agora, ficámos a saber que fez um Contratação Prévia com uma tal FNWAY Consulting, Lda, do seu correligionário e amigo Miguel Frasquilho, por 40.000 Euros + IVA.



Se há documento que não deve ser elaborado fora da câmara é o dito Plano Estratégico; porque, para ter algum valor/utilidade, deve ser muito específico, não um conjunto de generalidades, e deve estar alinhado com o intento estratégico do poder político em funções. Logo, deve ser concebido pelo poder político e estrutura dirigente local.

Mas este poder político não sabe nem quer fazer nada... Compra tudo feito. Por este caminho descapitaliza a câmara de recursos financeiros e de competências centrais.

Um desastre completo!

25 de setembro de 2022

Menos Investimento para Mais Despesa

Não foi preciso passar um ano, nem esperar pelo primeiro Relatório de Prestação de Contas, para termos a confirmação do tipo de governação do doutor Pimpão: Menos Investimento para Mais Despesa.

A justificação apresentada para o cancelamento de 4.200.000 Euros de Despesa de Capital (Investimento), metade transferida para despesa corrente, foi o adiamento de obras que não foi possível realizar. Pois: realizar obras é muitíssimo mais difícil do que comprar feito. Tal como gerir é muito mais trabalhoso e complexo do que comprar festas e serviços (planos e estudos).  

Da pobre discussão ressaltou que só a doutora Marto dominava minimamente o ponto – Alteração ao Orçamento. O doutor Simões ainda fez uma pergunta vaga, respondida de forma honesta pela doutora Marto. Já o aparte do doutor Pimpão mostrou que nem sequer percebeu a questão - do que é que ele percebe, coitado?!   



24 de setembro de 2022

A nova dinâmica da Feira de Artesanato e Tasquinhas

*Foto captada quando já passava das 19 horas. O showcooking estava marcado para as 18h30 

Decorre até domingo mais uma edição da Feira Nacional de Artesanato e Tasquinhas, a primeira organizada por este executivo municipal. Como era de crer, o evento 'Tasquinhas' está  transformado num apêndice do Bodo - "para eles tudo é Bodo", como notam os serviços - com organistas, bailaricos e, claro, DJ's pela noite noite. 

A organização, leia-se Câmara, pensou em tudo, menos na logística. Só assim se explica que, ontem, à hora em que decorria a inauguração do evento, os funcionários municipais se atropelassem a pregar alcatifa no chão e placas no ar. Que ninguém daqueles gabinetes todos tenha tido a noção de que, para fazer um showcooking, um chef precisa de algo mais do que uma cozinha (por exemplo, de um microfone, que lhe permita comunicar com o público).

Como já aqui dissemos em post anterior, o rei vai nu. O que vale é que vai abençoado, pois que este ano, pese embora só termos metade das tasquinhas que já tivemos, outrora, a da freguesia de Pombal é directamente ligada à Igreja, e à Jornada Mundial da Juventude...

23 de setembro de 2022

Duas "máquinas" a discutir máquinas – uma pérola

Reparem bem, caros leitores, nestas duas “máquinas” - doutora Odete e doutora Catarina - a discutir máquinas e investimentos. doutor Pimpão não disse nada sobre o assunto - sabe que isto é matéria para especialistas. Partilhem connosco qual delas sabe mais (alguma coisa) de uma e de outra coisa. E como é que esta terra pode andar para a frente com políticos deste calibre?

Foi uma pena não terem convidado, para esta importante discussão, o coveiro-mor do reino, grande especialista em aquisição e gestão de máquinas, enterros e afundanço de autarquias e outras que tais. O doutor Pimpão não disse nada sobre o assunto - sabe que isto é matéria para especialistas.

Antes de a máquina chegar a Vermoil já o Daniel está a pedir um subsídio para o combustível, que ele agora está caro; outro para o ordenado do manobrador, que já não há quem trabalhe pro-bono; mais um para a certificação do manobrador, que afinal é necessária; e outro para um reboque, para transportar a máquina; e outro para um gancho, que faz falta e na altura não foi considerado para não aumentar o preço da encomenda; e ainda outro para os pneus, que entretanto se desgastarão; e outro ainda para uma bateria nova, que a da máquina entretanto vai morrer; etc.; etc.; etc.

E assim se foi criando uma nova espécie da “fábula dos porcos queimados”, que não funciona mas todos alimentam.

PS: As Juntas de Freguesia e as Câmaras Municipais são entidades autónomas, com atribuições e fontes de financiamento estabelecidas na lei. Por cá - e não só – estabeleceu-se uma relação de dependência promíscua e bastante ineficiente que desbarata recursos públicos sem critérios de responsabilização e boa governação. E ninguém mete mão nisto!