30 de novembro de 2023

A falácia do Orçamento Participativo



Os pombalenses estão a ser chamados mais uma vez para a votação do Orçamento Participativo (OP), mas já todos percebemos que ter uma boa ideia não é suficiente. Primeiro porque não é sinal de vir a ser escolhida, depois porque, mesmo que o seja, em Pombal isso não é garantia de nada. Atente-se nas propostas vencedoras em anos anteriores, que vão ganhando mofo. Recuemos, por exemplo, até 2017, ano em que venceu a proposta para  cobertura de um campo no Clube de Ténis de Pombal. Ou da bancada coberta e balneários do campo das Lagoas, na Ilha, em 2021.

Já aqui escrevi várias vezes sobre o tema, por considerar descabido que uma iniciativa destinada aos cidadãos seja habitualmente usurpada pelas colectividades e outras associações, que têm ao seu alcance outras formas de subsidiação. Mas uma vez definidas as regras, e uma vez aceites, que seja. Bastava que fossem cumpridas. Ora acontece que uma das prerrogativas do OP é a execução no prazo de 12 meses. É certo que nunca se diz de que ano...

E também por isso não é de estranhar que cada vez mais colectividades tentem a sua sorte. Aqui só se estranha o critério de admissão. Que alguém nos explique, por exemplo, por que razão a Banda Filarmónica da mesma Ilha foi excluída este ano, com o projecto de beneficiação da sua sede. Para não falar do projecto de intervenção artística e comunitária numa aldeia do Louriçal, há alguns anos.

Nesta dualidade de critérios, sempre com dois pesos e duas medidas, temos uma certeza: Há projectos que são vencedores e nunca chegarão a ver a luz do dia, há outros que são facilitados sem qualquer controle, como foi o caso do PARA, se bem se lembram, sem que nunca exista responsabilização política. 

Este ano estão a votação 11 projectos. E se alguns são genuinamente propostas de grupos de cidadãos (exequíveis no tempo e no espaço), lá estão disfarçados outros. É procurar e perceber de onde vêm. 

28 de novembro de 2023

Câmara desgovernada

Até agora temo-nos centrado nos erros, omissões e trapalhadas do dotor Pimpão & C.ª. Mas dois anos de mandato já nos permitem falar com dados, aprofundar a análise e confirmar conclusões. Por agora só com comparação homóloga, mas a seu tempo divulgaremos a comparação com outros mandatos e decisores políticos. 

Os dados indicam que na área do pessoal Pombal entrou aceleradamente no desfiladeiro da ingovernabilidade. Mas nos combustíveis, nos eventos, nas finanças ou nas empreitadas a realidade será análoga. 



Já aqui tinha alertado para o expressivo aumento do número de funcionários - para os quadros e em regime de avença - e dirigentes. Mas é no indicador do trabalho extraordinário que se encontra o maior desgoverno: aumento de 40% no trabalho extraordinário nos dias úteis; aumento de 25% nos dias de descanso semanal ou feriados.  

O desgoverno da câmara começa a ser preocupante. Por as autarquias serem entidades públicas dotadas de autonomia administrativa e financeira, e por enquadramento jurídico do regime laboral no sector público assentar (quase) exclusivamente no “contrato vitalício”, a área de gestão do pessoal é crítica para o equilíbrio financeiro das autarquias. As que caíram na situação de insolvência (sim, isto não acontece só às empresas e aos particulares…) apresentavam uma estrutura de pessoal exagerada, acumulada por desleixo e amiguismo, que é muito difícil de reverter e compromete por muito tempo o cumprimento das atribuições do município. 

Pombal vai pagar caro a desventura que concedeu ao Pedro. E o Pedro, coitado, também. No final, que se espera não muito distante, seria bom que se aprendesse a lição. A lição que diz que não se pode entregar uma câmara desta dimensão e com esta exigência administrativa a um tipo impreparado, que não controla nem se autocontrola, e se deixou acercar de oportunistas como moscas sobre o torrão de açúcar numa tarde de verão.   

24 de novembro de 2023

Câmara exige indemnização a Diogo Mateus e João Pimpão

O Município de Pombal (o presidente da câmara) fez entrar recentemente no Tribunal Criminal de Leiria, e foi aceite pelo juiz responsável pelo processo, um Pedido de Indemnização Civil contra os arguidos Diogo Mateus e João Pimpão, por no exercício das suas funções terem lesado a câmara.


Diogo Mateus e João Pimpão aguardam julgamento pelos crimes de peculato e peculato de uso. Sobre Diogo Mateus recai também a imputação do crime de falsificação de documentos.

22 de novembro de 2023

Figuras carismáticas

As duas figuras (mais) carismáticas da nossa terra, em pose para a posteridade.

Tão diferentes, e tão iguais - na fama e no carisma.

Deus os abençoe.


20 de novembro de 2023

O presidente de “junta” inconseguido

Num ápice, o dotor Pimpão passou do profeta da boa-vontade, que muito prometia – felicidade e folia, natalidade e prosperidade, bem-estar e envelhecimento feliz, na terra e no céu estrelado - para simples entertainer, que passa o tempo a autopromover-se à custa do orçamento.



Primeiro quis fazer do concelho o seu Domingão, com festas, festivais e arraiais, intercalado com conferências, eventos e celebrações. Mas quando percebeu que folia e bebedeira em excesso provocam azia, inflectiu o sermão do optimismo vazio, das coisas que eram para ser mas não chegaram a ser, para algo diferente, supostamente sério. No Dia do Município - agora convertido na Semana do Município - anunciou que o próximo ano será marcado pela aposta no Desenvolvimento Económico (expressão que é uma incongruência do seu tamanho). Já antes tinha afirmado que o desenvolvimento económico é a pedra basilar para o crescimento do território. Vai daí, encomendou ao Região de Leiria a Conferência Pombal 2030 – Construir o Futuro que teve mais palestrantes que ouvintes, e não se sabe quanto nos custou e como foi/será paga; o dotor Né foi para Espanha, em boa companhia, promover o famigerado Turismo - o Marquês e o Castelo; e saiu o Guia do Investidor com a Via Verde para o investimento. Mas falta-nos o básico: a capacidade de responder aos requerimentos sobre Obras Particulares e o resto. 

Pelo meio, distribuiu mais umas medalhas e prestou mais umas homenagens catitas. Mas vão-lhe faltando mais Farias desta vida para os seus números de altruísmo egoísta.  Na última cerimónia (a terceira do mandato), distinguidos recusaram a medalha. Pois é: o valor das medalhas provém mais de quem as dá do que de quem as recebe.

Chegados aqui, ao meio da ponte, bem pode o dotor Pimpão alimentar esta comédia e comedoria com festas, festivais, planos para 2030 e conferências sobre como Construir o Futuro. Uma coisa é certa: com esta trupe esta terra não pode ter bom presente - quanto mais futuro! 

12 de novembro de 2023

Ele é que é(ra) o presidente da Junta



Está a ser um verdadeiro 'domingão' na freguesia da Redinha - apesar de não ter sido contemplada com a visita do camião da SIC. A esta hora ainda decorre uma reunião de urgência entre o executivo. Porquê? Porque o presidente da junta deixará de ser Paulo Duarte (mais conhecido por Silas) e provavelmente passará a ser o jovem Élio Sebastião.

Silas, o bom da fita, há muito que sabia desta possibilidade. Pelo menos a partir do momento em que se candidatou a um cargo profissional fora do continente. Ora, como acabou de ser colocado nessas funções, impõe-se que a junta tenha um presidente presente. 

É claro que, sendo coerente com o desprezo a que votou o partido que o apoiou nas duas últimas eleições, não passou cavaco aos órgãos do PS. Que poderá finalmente (!) vir a ter uma freguesia sua. 

10 de novembro de 2023

Paradoxos

Em Sines obstaculizam um investimento de 3,5 Mil Milhões de Euros de emprego qualificado ou altamente qualificado - recusam ceder 70 metros de zona dita protegida à zona industrial.


Em Pombal não temos um investimento de meia dúzia de milhões de euros há décadas nem a criação de um único emprego altamente qualificado.

O mundo é muito desigual e ingrato.


8 de novembro de 2023

Um feriado municipal que dura seis dias




Eis que  fomos surpreendidos com o anúncio de que o Dia do Município (feriado municipal de 11 de Novembro) este ano dura seis dias. SEIS dias. É isso, Pedro: se a vida são dois dias e o carnaval são três, por que não há-de o Dia do Município de Pombal desdobrar-se em seis? Porquê ficar-se pela véspera, como era usual, com um espetáculo para o povo? Ora, se temos espaços públicos com lugares suficientes para todos e mais alguns (não ligues à má-língua das redes sociais que aponta o Teatro-Cine como pequeno, que diz que os bilhetes esgotam mesmo antes de ser anunciado, e mimimis) tu avança, com toda a confiança.

Tenho apreciado essa ideia fabulosa de abrires as portas da Câmara aos miúdos. A ideia é pô-los a fazer alguma coisa? É mostrar que isto é tudo nosso? Boa, Pedro! Na volta ainda te ensinam como passar o dia nas redes sociais e conseguir gerir a Câmara em simultâneo. Fazer funcionar os serviços. Ah, espera, aquilo chama-se "à descoberta dos serviços municipais"! Vamos reencontrá-los. 

Tu sabes que é na juventude que se desenha o futuro. Nada temas. São Martinho há-de amparar-te. Pede-se ao cura Vaz que inclua uma oração dessas no "Dia da Família Paroquial de Pombal", no domingo. Que mania têm esses iluminados de dizer que a Câmara deve ser laica. Ou então eclética na representação de outras religiões. Não aprendem nada com o Marcelo. Mas tu aprendes, Pedro, tu sabes quem é que conta. 

E agora fica a dica: no próximo ano, liga o Bodo com o Natal, usando apenas o 11 de Novembro como elo. Fazemos um programa único, boa?!



4 de novembro de 2023

Discussão do Plano Estratégico – uma conversa da treta

O dotor Pimpão resolveu levar o Plano Estratégico à Assembleia Municipal. Fez bem. Nada delícia mais os dotores e as dotoras da província que a oportunidade de falar publicamente de coisas complexas. Foi um deleite ver os nossos altos representantes a debitar banalidades desconexas sobre matérias que desconhecem. O líder de bancada do PSD, J. G. Fernandes, abandonou a reunião quando se iniciou este ponto…



Acompanho as reuniões da Assembleia Municipal há três décadas; não me lembro de assistir a uma coisa tão sensaborona e chocha. O documento não ajuda nada: é um monte de palha que não tem nada de estratégico - nem intento estratégico estabelece - de onde só se aproveita o diagnóstico. Consequentemente, não ajuda nada à discussão da temática, já de si complexa. Mas como as pessoas adoram falar do que não sabem, e gostam de se ouvir, foi uma diarreia de banalidades desconexas e de retórica de polichinelo.

Não conheço nenhum político – e conheço muitos – que use mais vezes a palavra estratégia (e suas derivadas) que o dotor Pimpão - o dos Santos já o quer acompanhar mas ainda não consegue. E sabem porque é que ele usa frequentemente a palavra estratégia? Porque desconhece o seu verdadeiro conteúdo e quer parecer o que não é. Quanto mais frequentemente uma pessoa usa a palavra estratégia mais desconhece o seu conteúdo. No caso do dotor Pimpão chega a ser irritante ouvir o encadeado que ele faz do palavreado sobre o tema. Para além de revelar um profundo desconhecimento sobre a matéria, comprova que é exactamente a negação daquilo que quer parecer, tanto no discurso como na acção/decisão – não possui conhecimento nem réstia de pensamento estratégico. 

O problema daquela infrutífera conversa de café, como alguém lhe chamou, nem foi tê-la. É julgar-se que daquilo, da conversa ou do plano, pode sair alguma coisa palpável, algum contributo concreto para o desenvolvimento do concelho. Contribui tanto como o programa eleitoral do PSD, que o dotor Pimpão ergueu perante a assembleia. Ou seja: nada.

Depois de ouvir aquilo, reforcei a minha consideração pelos que se remeteram ao silêncio – à cabeça pelo J. G. Fernandes.     

3 de novembro de 2023

Má-fé, descontrolo e obscuridade na câmara

A proposta de Aquisição de Combustíveis a Granel foi à Assembleia Municipal, acompanhada pela polémica mal desenvolvida na reunião do executivo. Às dúvidas sobre o estrondoso aumento da estimativa de consumo de combustíveis para 2022, o doutor Coelho acrescentou o pedido de esclarecimento sobre furto de combustíveis nas instalações da câmara – o boato corre às claras e cheio de pormenores na praça pública.

Sobre a primeira questão, o doutor Pimpão, contrariado e crispado, disse que a doutora Marto já tinha informado o doutor Simões que estimativa de consumo de combustíveis para 2022 foi fortemente empolada para se obter maior peso negocial e melhor preço – a chico-espertice saloia já vai neste nível! Sobre o furto de combustíveis nada disse para além de autovitimização.



Já era tempo de o doutor Pimpão meter na cabeça que o exercício da actividade administrativa rege-se por um vasto conjunto de princípios e valores, que, no seu conjunto, asseguram a boa-governação da coisa pública e a respeitabilidade perante os cidadãos, nomeadamente o princípio da boa-fé negocial. É grave que o doutor Pimpão, a doutora Marto e o(s) dirigente(s) não pautem o seu comportamento pelos valores do respeito, da lisura, da rectidão, da urbanidade, da correcção e da integridade”. Mas mais grave mesmo é o desplante de assumir publicamente que a câmara recorre a truques de vigarista na contratação pública. Isto não é sério; isto não é coisa de gente séria.

Por outro lado, sobre a questão, muito grave, do furto de combustível, o doutor Pimpão não desmentiu nem confirmou, só se vitimizou. Incumpriu mais uma vez os deveres de responsabilidade e transparência. Quem se escusa, se acusa.

PS: Enquanto se discutia o furto de combustíveis, João Pimpão lançava apartes: "fui eu e o Diogo; fui eu e o Diogo; ...". Já sabíamos que João Pimpão não respeita a Justiça nem as Instituições Políticas; mas expor, desta forma, o seu ex-presidente é demais. Eis a pimpolhada no seu esplendor.

31 de outubro de 2023

Obras? Fale-lhes de festas

Não conheço o senhor Adelino, morador ali para o lado dos Governos, mas pela intervenção que o “forçaram” a ter que fazer na reunião da “Junta” é, com certeza, um cidadão interessadíssimo pela coisa pública. Um cidadão que identifica problemas e estrangulamentos da mais diversa natureza, avalia (conta os carros durante dias inteiros para poder falar apoiado em dados) e aponta soluções. Mas com este poder mudo para os problemas, que só quer festas, diversão e bajulação, ninguém o ouve, ninguém lhe responde...

Bem pode o “dotor” Pimpão encher a boca com o “todos contam” que já lhe tiraram a pinta, já não o levam a sério - as suas palavras são uma farsa e sua aparência de boas intenções é uma fraude. Como bom-profeta, forja ladainhas em que posteriormente acredita, mas estatela-se perante a realidade. Como bem mostrou o senhor Adelino.


30 de outubro de 2023

Sinal de vida de uma oposição inepta, que nem conhece a lei que a regula

A recente acusação de João Pimpão, presidente da Junta de Freguesia das Meirinhas, pelo Tribunal Criminal de Leiria, pela prática de crimes de peculato, fez despertar a Concelhia do PS de Pombal de um longo sono sepulcral. Mas melhor seria que tivesse permanecido no maldito sono.

Tal como burro calado passa por sábio também inepto inativo passa por capaz. Já se sabia que era tanto ou mais inepta que o poder, mas com o recente comunicado vem mostrar que nem a lei que regula o seu papel conhece.

O João Pimpão não pode suspender o mandato por estar acusado em processo-crime, mas pode - e deve - renunciar. A concelhia do PS deveria saber isto! Se não o sabe, deveria aconselhar-se com quem sabe - jurista/advogado, se não têm lá nenhum/a.

Depois, também deveria saber que essa coisa da presunção da inocência aplica-se – deve ser observada – pelo juiz que decide no processo, não se aplica à política nem à vida em sociedade.

Estavam tão bem a dormir - todo o comunicado é patético.

27 de outubro de 2023

Coisas de inepto

 A habitual proposta de Aquisição de Combustíveis a Granel para o ano seguinte foi à última reunião de câmara - aprovada por unanimidade.

No entanto, o doutor Simões reparou que havia uma enorme variação de consumo de combustíveis, de um ano para o outro, em 2022 foram consumidos mais 100.000 litros que em 2021, e, por isso, perguntou a que se devia tão anormal variação – isto apesar da câmara se dizer muito “Verde” e já ter gastado centenas de milhares de euros em veículos eléctricos, acrescento eu.

Confrontado com tamanha variação/anarmolalidade, numa das principais rubricas da despesa corrente, o doutor Pimpão não soube dar qualquer explicação, nem ninguém por ele - limitou-se a dizer que não sabia.

Já sabíamos, há muito tempo, que o doutor Pimpão não sabe, nem quer saber, o que se passa na câmara; mas será pedir muito que tire duas horas por mês (uma por cada reunião), à diversão sistemática, para ler e se informar sobre as propostas que leva à reunião do executivo?

E não será a variação resultado do rodopio constante por festas, eventos e festins particulares?


26 de outubro de 2023

João Pimpão pronunciado

O actual presidente da Junta de Freguesia das Meirinhas, João Pimpão, foi pronunciado, pelo Juízo de Instrução Criminal de Leiria, a 18-10-2023, pela “prática em concurso efectivo, de: 

- um crime de peculato …, em co-autoria com arguido Luís Diogo Mateus; e 

- um crime de peculato de uso, …, em co-autoria com arguido Luís Diogo Mateus”, no exercício das funções de chefe de gabinete do ex-presidente da Câmara de Pombal.

“encontrando-se o arguido, ainda, incurso nas penas acessórias de proibição do exercício de cargo político e de perda de mandato”.



O sentido ético (pessoal), a ética política vigente e os princípios éticos defendidos e aplicados pelo PSD (e outros partidos) impõem que o João Pimpão renuncie de imediato ao cargo que exerce. Se não o fizer, compete à concelhia do partido a que pertence e por quem foi eleito agir em conformidade com os princípios e prática do PSD: retirar-lhe imediatamente a confiança política e afirmar publicamente que deixa de representar o partido, como muito bem fez Luís Montenegro quando o deputado Pinto Moreira, ex-presidente da Câmara de Espinho, foi constituído arguido por crimes semelhantes. Se compactuarem com eventual desfaçatez do João Pimpão estaremos perante uns “bananas” sem pingo de vergonha e responsabilidade.

À Justiça o que é da justiça. À Ética Política o que é da ética.

PS: custou, mas depois da pressão da direcção do PSD Pinto Moreira renunciou ao cargo de deputado – teve algum decoro.   

Contas do Bodo

A doutora Odete bem cumpriu a formalidade de perguntar pelas contas do Bodo. Tempo perdido. O doutor Pimpão & C.ª não é de contas; é de festas - já está focado na próxima festa, e está-se nas tintas para essa coisa a que chamam contas. Entregou uns números provisórios, só para ludibriar, e seguiu em frente. Não sabe nem quer apresentar contas. Abomina contas.



A doutora Marto veio em socorro do atrapalhado. Disse, com o desplante e a ligeireza reinante, que faltava um papel. Um papel! 

E a doutora Gina, supostamente com aquela pasta, o que disse ela? Nada. Já só faz número. Já só decora o cenário. Consta que lhe está vedado o uso da palavra nas reuniões da “Junta”. Percebe-se. Mas não seria melhor dispensá-la daquele enfado?

25 de outubro de 2023

Retrocesso nas Reuniões Camarárias

Até a doutora Odete já percebeu que o doutor Pimpão não quer que tenhamos acesso aos vídeos das reuniões do executivo. Percebe-se, mas não se pode aceitar tal desaforo.

Em boa hora, D. Diogo iniciou a boa prática de transmitir e disponibilizar livremente as reuniões do executivo e da assembleia municipal. Foi o meio caminho para a sua desgraça...

O doutor Pimpão quer evitar que a história se repita; não percebendo, coitado, que já começou desgraçado - por si, por quem o acompanha e pela forma como acedeu ao poder. Desconhece que na vida política cair em desgraça é o que se pode ter por mais certo. E desconhece também que há duas formas, bem distintas, de cair: com honra ou sem honra (dignidade).

Infelizmente, o retrocesso não é só nas transmissões – melhor assim fosse. É em TUDO. E mais uma vez, tal como com o outro, são os correligionários da maioria que mais se preocupam com o estado da “nação”, que mais fazem para acelerar o inevitável desfecho: uns pressionam os serviços a disponibilizarem os vídeos; outros fazem-nos chegar casos cabeludos.

Em dois malfadados anos a situação enegreceu muito. Enegreceu tanto que até uma praga de baratas (tontas) invadiu e parece querer tomar conta da cidade! Serão as pragas de D. Diogo ou o cerco a apertar-se?

PS: … como vês, Pedro, furámos rapidamente o cerco. 

23 de outubro de 2023

Sobe sobe, balão sobe


 

O presidente da Junta de Vermoil é um rapaz esforçado. Estou em crer que anda a pôr-se em forma para entrar na corrida autárquica em lugar melhorzito, mas isso logo se vê. Daniel Ferreira anda tão feliz com este 'golpe de asa' que lhe ocorreu para o Bodo das Castanhas que espalha a notícia por toda a parte. E onde não vai manda recado. 

Não sabemos ainda quanto vai custar esta brincadeira aos cofres do erário público (sim, vai custar muito dinheiro, pois que basta consultar os preços deste tipo de evento para perceber que só em Vermoil é que a festa se faz por cinco euros, ao preço da uva mijona). Mas isso também não interessa nada. O que importa é ver o povo contente, por instantes: O balão vai subir cerca de 30 metros e descer, logo a seguir. Alguma vezes, tantas quantas puder, entre as 14 e as 16 horas. A sensação será parecida com aquela que temos numa qualquer roda gigante da feira de Maio. 

Mas podemos sempre fazer de conta e imaginar Vermoil com laivos da Capadócia. 

Podemos fechar os olhos e imaginar uma Junta preocupada em criar qualquer coisa com substância para preservar a melhor marca de feiras que há neste concelho - o Bodo das Castanhas - em vez de soprada pela espuma dos dias. Imaginarmos uma freguesia preocupada com o envelhecimento e o despovoamento. Enquanto isso, escusamos de apanhar bonés. 

18 de outubro de 2023

DEZ anos de doutor Pimpão

O doutor Pimpão completou, ontem, DEZ anos à frente da câmara. Dez anos cheios. Cheios de eventos, de festas e de muita embriaguez. Anos de felicidade para a Gina e para a Catarina, para o Navega, para a Marto, para o Marco, para a Nicole, para o Né e a Inês, para o Renato, para o dos Santos, etc.


Como diz a canção, DEZ anos é muito tempo! Em pouco tempo o doutor Pimpão já leva muito tempo, mas   com pouca realização. Com o seu entusiasmo convulsivo e incontrolável deixou-se absorver pelo rodopio público, oscilando entre os prazeres mundanos e as obrigações públicas. E assim gastou metade do tempo a iludir-se com fantasias - festas e eventos - e a outra metade a propagandear os seus devaneios, na exaltação mediática de uma felicidade tola que enfastia e faz bocejar. Assim desbaratou rapidamente o pouco que tem de amável. Actualmente é uma criatura despedaçada entre os seus êxtases e os seus tormentos, com uma existência partida em duas que já só procura, instintivamente, esquivar-se de tudo. Uma espécie de navegante sem rota e sem qualquer desígnio mobilizador, a quem a bússola mostra que segue à deriva, mas incapaz de deter o curso da embarcação. Fraco demais para vencer a incerteza do êxito vive os momentos mais penosos do reinado, infeliz por sua virtude e mais infeliz ainda pela sua fraqueza.

E nós, neste ambiente esquisito - pálido, cinzento, nubloso -, por aqui vamos resistindo, e incomodando, sem fé em melhores dias, com a noção clara que os dois anos que ainda restam ao doutor Pimpão serão uma eternidade.

13 de outubro de 2023

A falta de Intento Estratégico da Estratégia de Desenvolvimento POMBAL (III)

O Plano Estratégico de Desenvolvimento POMBAL2030, mandado realizar pelo doutor Pimpão, é uma coisa chocha e irrelizável: não tem Intento (Estratégico - sabe lá ele o que isso é) nem Estratégia (de Desenvolvimento). E também não tem verdadeiras acções/decisões estratégicas; nem verdadeiros objectivos mobilizadores; nem indicadores quantificáveis; nem metas a atingir. Não é um plano estratégico, mas serve perfeitamente o propósito do doutor Pimpão: mostrar que quer governar...

O plano propõe 151  “medidas estruturantes” (!) – 151 intenções - que servem para qualquer concelho deste país. O que permite que o doutor Pimpão escolha as que consegue implementar. Mas uma coisa é certa: não conseguirá implementar o plano proposto. Por duas razões (qualquer delas bastante): (i) incapacidade própria; (ii) o plano é irrealizável - exigiria centenas de milhões de euros.

O cargo de presidente da câmara exige competências em dois domínios essenciais: conceptuais (pensamento analítico, capacidade de planeamento, capacidade de decisão e de assumpção de responsabilidades); e operacionais (capacidade de realização – de fazer acontecer as coisas).  Pombal já teve presidentes de câmara com boas competências nestes dois domínios, por exemplo Guilherme Santos e Diogo Mateus. E também já teve presidentes com competências fortes num dos domínios, por exemplo Narciso Mota na capacidade de realização. Mas nunca teve um presidente destituído das competências essenciais exigíveis ao cargo.  

O doutor Pimpão não concebe nada - paga a quem pense por ele; e não realiza nada de substantivo - contratou um Director Municipal para executar por ele, que dramaticamente também não executa nada.  Pelo que nos chegou, de fonte segura, os consultores já lhe tiraram a pinta, já perceberem a sua incapacidade congénita de realização. Talvez por isso, lhe entregaram um plano cheio de intenções, chocho e irrealizável.  É melhor assim.

11 de outubro de 2023

A falta de Intento Estratégico da Estratégia de Desenvolvimento POMBAL (II)

O documento - Estratégia de Desenvolvimento POMBAL2030 - é uma enorme amálgama de banalidades, deturpações conceptuais, palpites e boas intenções para todos os gostos e feitios. 

O despropósito maior está na audição de “Seis Personalidades Estratégicas do Concelho”, indicadas pelo doutor Pimpão, que ali foram debitar um conjunto de palpites e tontices que embrutecem a mais lúcida criatura. Quando as consagradas Escolas da Estratégia descobrirem este factor/constructo da FN WAY, designado “Personalidades Estratégicas”, terão de atualizar os seus manuais, e grandes pensadores como Sun Tzu, C. Clausewitz, M. Porter, H. Mintzberg, I. Nonaka, etc. serão engavetados.



Chega a ser angustiante ler os palpites, desgarrados e patéticos, que estas ilustres figuras debitaram para esquecimento. Ficámos a saber que a maioria nutre grande estima pelo Marquês, pelas virtualidades do mundo rural e da floresta e pelo potencial turístico do concelho. Uns dizem que “Pombal desenvolveu-se “à custa” da sua posição geográfica” e “tendo a sua localização como a melhor vantagem”, outro diz que “a proximidade a Coimbra, Leiria e Figueira da Foz coloca Pombal numa situação mais frágil/complicada”; um diz que “O crescimento de Pombal passa, sobretudo, pelo desenvolvimento económico e na criação de condições para que isso ocorra”, outro diz que “A ruralidade deve ser vista como uma das maiores potencialidades de Pombal, como um ativo gerador de riqueza”; um diz que “O concelho tem dificuldade em atrair grandes indústrias, não havendo um setor que se diferencie”, outro diz que se deve “ser seletivo no tipo de empresas que se localizam no concelho”; um diz que “Pombal deve competir com outros concelhos, sendo fundamental criar um ecossistema diferenciador”, outro diz que “Pombal não quer indústrias que geram emprego qualificado”; um diz que “Pombal é, muitas vezes, encarado apenas como um ponto de passagem, sem elementos estruturados que motivem a paragem para visitar”, outros dizem que “Pombal deve reforçar a aposta na componente intangível do turismo, ligada às experiências, aos momentos”, “potenciar experiências que transponham o verdadeiro valor das coisas”; um diz que “a aposta deve centrar-se no turismo à volta do mar”, outros dizem que se deve dinamizar eventos (Roteiro Pombalino; receitas do Marquês, recriações históricas) e que os “eventos culturais devem ser pensados para fora, para atrair pessoas”; uns dizem que “o concelho não oferece oportunidades profissionais que se coadunam com a sua formação” e “deveria aproveitar o talento”, outro diz que “Pombal precisa de mão-de-obra qualificada (cortador de carne, bons cozinheiros)”!

Numa terra onde é mais fácil entontar uma pessoa que torná-la sábia, ou pelo menos pensante, abandalha-se tudo. Se fosse para juntar ao embrulho umas personalidades da terra, teria sido melhor – mais vantajoso – ouvir, por exemplo, o Cura Vaz e o Graciano Ricardo - figuras relevantes na terra e perfeitamente alinhadas com o doutor Pimpão & C.ª. Com a enorme vantagem de o primeiro falar regularmente com o Senhor, o que poderá ajudar-nos a alcançar o almejado milagre; o segundo fala com muito povo, e do povo vem-nos o que nos faz muita falta: senso comum e bom senso.